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agricultura familiar

Business

ExpoFeira Rural contará com 60 agroindústrias familiares

Por Marina Klein Telles 08/09/2023
Por Marina Klein Telles

Durante a 1ª ExpoFeira Rural, 60 empreendimentos familiares estarão presentes no Pavilhão da Agricultura Familiar. A organização do espaço está sendo conduzida pela regional Sindical Vale do Rio Pardo e Baixo Jacuí da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS).

Segundo o coordenador da Regional e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Santa Cruz do Sul, Sérgio Reis, foram 96 agroindústrias inscritas. “Por ser a primeira feira da modalidade ficamos felizes com o grande número de inscritos, o que mostra que a Expoagro Afubra tem sido positiva para quem participa. No momento das inscrições, inclusive, alertamos que a ExpoFeira terá apenas dois dias, ou seja, num fim de semana. E por isso, também, um dos critérios de seleção foi a proximidade, empreendimentos regionais, além de serem legalizadas”..

Além do Pavilhão, uma intensa e variada programação está sendo elaborada para receber os visitantes. Haverá oportunidades de negócios, com feirão de carros seminovos da Arevesc, participação da Loja Agrícola da Afubra e da Afubra Verde Energia Solar; o Espaço Ambiental, com a participação do Verde é Vida e do Centro de Difusão Agropecuária Afubra; Lazer, com exposição de carros antigos, Espaço do Chimarrão e apresentação dos roteiros de turismo rural da região; recreação e diversão com brinquedos do Sesc e jogos lúdicos; o Espaço Saúde; o Espaço da Gastronomia com Oficinas do Senac e a participação de Food Truck e das cervejarias artesanais; o Espaço Social, com a participação de entidades assistenciais; passeio de dindinho.

A 1ª ExpoFeira Rural, o encontro das famílias do campo e da cidade, é uma promoção da Afubra e da Fetag-RS. Ocorre nos dias 16 e 17 de setembro no Parque da Expoagro Afubra, na localidade de Rincão del Rey, município de Rio Pardo/RS, com estacionamento e entrada gratuita, das 9h às 21h no sábado e das 9h às 18h, no domingo. Conta com o patrocínio do Sicredi, Adama, SindiTabaco, Basf e Sicoob.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/09/2023 0 Comentários 571 Visualizações
Business

Banrisul alcança R$ 1,264 bilhão em volume de negócios na 46º Expointer

Por Marina Klein Telles 04/09/2023
Por Marina Klein Telles

Confirmando a expectativa de ampliar sua participação no agronegócio, o Banrisul alcançou um volume recorde de negócios na 46º Expointer, atingindo R$ 1,264 bilhão. Esse valor representa crescimento de 52% em relação ao registrado na feira do ano anterior. Do total, R$ 663 milhões foram destinados ao financiamento de máquinas e equipamentos, R$ 73 milhões para armazenagem e R$ 344 milhões para irrigação, correção de solo, sistemas de energias renováveis e desenvolvimento. Outras linhas somaram R$ 184 milhões.

Para o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, “o resultado recorde desta edição foi alcançado graças à disponibilidade de recursos, aos esforços na melhoria do atendimento aos produtores e à modernização dos processos internos de contratação”. “Continuaremos aprimorando a atenção ao setor, com foco na relação pessoal com o cliente, característica que sempre foi o diferencial do Banrisul, presente e atuante em todos os municípios do Estado”, destaca o dirigente.

O resultado da 46ª Expointer vem ao encontro dos números anunciados para o Plano Safra Banrisul 2023/2024, lançado no mês de julho e considerado o maior da história da Instituição. A dotação no período para o crédito rural é de R$ 11 bilhões, representando aumento de 57% – ampliação de R$ 4 bilhões – em relação ao disponibilizado na safra anterior.

O Banrisul atuou, durante os nove dias da feira, em diversos pontos de atendimento, sendo o principal o Estande de Agronegócios instalado no Setor de Máquinas do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Equipes de gerentes, especialistas em agronegócios, atenderam aos produtores rurais oferecendo linhas de crédito e facilitando negócios, além de disponibilizarem atendimento pelo WhatsApp para informações, simulações e solicitações de financiamento.

Inovação

O Banrisul foi patrocinador do RS Innovation Agro, hub destinado ao compartilhamento, debate e divulgação de soluções inovadoras para o agronegócio. Representantes do Banco atuaram em um estande e participaram de painéis, gravações de podcasts e encontros para fortalecer a parceria com startups.

No espaço, o diretor de TI do Banrisul, Jorge Krug, recebeu a medalha Paulo Brossard pelo seu pioneirismo em conduzir a criação do primeiro espaço exclusivo voltado à inovação na Expointer – o RS Innovation Agro. O Banrisul participou, ainda, de diversos painéis com o apoio do especialista Alexandre Mendonça de Barros, onde foram abordadas as inovações que mais poderão impactar o agronegócio brasileiro.

Agricultura familiar

A rede de pagamento do Banrisul, a Vero, esteve presente no Pavilhão da Agricultura Familiar, um dos espaços mais movimentados da feira. Equipes de profissionais técnicos e comerciais ofereceram suporte aos expositores, que nesta edição somaram um recorde de 372 estabelecimentos. No local, também foram entregues sementes agroecológicas aos visitantes.

Foto: Tiago Pereira/divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2023 0 Comentários 662 Visualizações
Business

Mulheres e jovens se destacam na liderança de agroindústrias

Por Marina Klein Telles 29/08/2023
Por Marina Klein Telles

No Pavilhão da Agricultura Familiar da 46ª Expointer, se destaca o número de empreendimentos liderados por mulheres. Na edição deste ano, 148 agroindústrias são comandadas por mulheres, número recorde em comparação com edições anteriores. Outro lado que chama atenção é que os jovens estão à frente de 87 estandes. Os produtores presentes fazem parte do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada pela Emater em 472 municípios do Estado.

As irmãs Eduarda Bini e Jéssica Bini, 20 e 23 anos, respectivamente, estão à frente de duas agroindústrias no evento, uma especializada em embutidos e a outra em produtos lácteos. Após concluírem seus estudos, as irmãs decidiram assumir responsabilidades maiores na propriedade rural da família na cidade de Não-Me-Toque, optando por permanecer no campo, diferentemente de muitos jovens que migram para as cidades maiores em busca de novas oportunidades. Elas se especializaram como técnicas agrícolas e têm se dedicado em ajudar os pais na ampliação dos rendimentos dos empreendimentos. A renovação dos maquinários e a expansão da variedade de produtos oferecidos estão entre as estratégias.

Outro jovem empreendedor é Willian Pressi, de Santo Antônio do Palma, que participa pela segunda vez da Expointer. Aos 26 anos, ele lidera a produção de barrinhas de cereais orgânicas e, desde que assumiu 100% a operação após o falecimento de seu tio, tem trabalhado para diversificar os sabores oferecidos. Este ano, seu estande traz novidades, incluindo barras com frutas nativas, como goiaba, açaí e jabuticabas, entre outras. “As feiras ajudam muito a impulsionar as vendas, pois os contatos que fazemos abrem portas para negócios futuros, expandindo ainda mais nosso mercado. À medida que participamos mais de feiras, percebemos que o público está em busca de uma variedade cada vez maior de produtos. Foi essa a razão que me motivou a ampliar o leque de sabores”, revela o jovem.

Para o titular da SDR, Ronaldo Santini, a presença marcante de jovens e mulheres empreendedoras na Expointer deste ano reforça o papel do campo como um polo de inovação e oportunidades. “Antigamente, se via os jovens saindo de casa ainda cedo em busca de novas oportunidades. Hoje, com o avanço da modernização do processo de produção e gestão no campo, os jovens, além de ficarem na propriedade rural, acabam assumindo papel fundamental para o progresso da agroindústria”, destaca o secretário.

Para a coordenadora estadual de Jovens da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Jaciara Muller, o cenário impõe reflexões sobre a qualidade do ensino, sobre a assistência técnica e as políticas públicas que estão sendo oferecidas para que os jovens se sintam seguros em tomar decisões de vida e dar continuidade à profissão de seus pais. “O fato da continuidade ou não na profissão dos pais pelos jovens depende de vários fatores, dentre eles, o nível de inserção nas atividades gerenciais e operacionais da propriedade, contribuindo para sua participação no processo de tomada de decisões das atividades. Diversas pesquisas apontam que, na medida que participam nas atividades da propriedade, aliado a um nível maior de estudo na área agrícola, os jovens são influenciados a valorizar o trabalho na agricultura e permanecer no campo”, revela a coordenadora.

A 46ª Expointer acontece de 26 de agosto a 3 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Pavilhão da Agricultura Familiar estará aberto todos os dias do evento, das 8h às 20h. No primeiro semestre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), apoiou 15 eventos que, somados, geraram R$ 9.790.269,07 em vendas apenas nos espaços destinados à agricultura familiar. O aporte da SDR foi de R$ 1.348.940.

Foto: Felipe Fontoura/divulgação | Fonte: Assessoria
29/08/2023 0 Comentários 501 Visualizações
Business

Mobilização orienta produtores rurais sobre investimentos e tecnologias

Por Marina Klein Telles 27/07/2023
Por Marina Klein Telles

As estiagens dos últimos anos têm originado muitas discussões acerca dos desafios e dificuldades dos produtores rurais da região. Neste sentido, na manhã da última quarta-feira, 26, a Sicredi Vale do Rio Pardo promoveu uma mobilização com produtores de arroz, soja e milho. O intuito da reunião técnica, que aconteceu no Salão Agnes, em Linha Nova, no interior de Santa Cruz do Sul, era orientar os agricultores sobre investimentos e tecnologias disponíveis para o setor primário do agronegócio.

O encontro abordou o Plano Safra 23/24, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), emissão de nota fiscal eletrônica e utilização de estação meteorológica na propriedade. Conforme o assessor de negócios da Sicredi Vale do Rio Pardo, Jeferson Klunk, os próprios produtores, parceiros da mobilização, escolheram os assuntos debatidos na reunião. “A reunião é uma oportunidade para os produtores sanarem suas dúvidas e conhecerem detalhes importantes sobre créditos, investimentos e tecnologias oferecidas pelos nossos parceiros. Manter o associado informado e atualizado é importante para que ele consiga desenvolver a sua atividade agrícola”, destacou Klunk.

A primeira abordagem foi o Plano Safra, com as alterações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as diferentes taxas de juros e as formas para solicitar o crédito. “A reunião é a construção de parceria e relacionamento próximo com os produtores. Somos parceiros nos investimentos para a realização de sonhos”, salientou a gerente de Negócios Agro da Agência Sicredi de Linha Santa Cruz, Luana Preuss. Sobre o Proagro, os especialistas em agronegócio da cooperativa, Gustavo Schuck e Guilherme Kussler, falaram sobre as novas regras e as boas práticas para melhorar a utilização do programa, principalmente a atenção ao projeto apresentado.

As soluções tecnológicas são muito importantes para o produtor, entre as vantagens estão o aumento da produtividade, redução de custos e do impacto ambiental, bem como melhoria do rendimento operacional do negócio. Para finalizar a reunião, o representante da ACNFagro, Thiago Henrique Pires, detalhou o processo de emissão de nota fiscal eletrônica por meio de um aplicativo instalado no celular do produtor rural, que facilita e agiliza ainda mais o processo durante a safra. “O nosso aplicativo foi criado para trazer as possibilidades de transações. Ele engloba todas as culturas agrícolas”, finalizou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2023 0 Comentários 580 Visualizações
Variedades

Tabaco é tema de audiência pública em Brasília

Por Marina Klein Telles 16/06/2023
Por Marina Klein Telles

A Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) foi o primeiro tratado internacional de saúde pública da história da Organização Mundial da Saúde (OMS). Representada por 192 países membros da Assembleia Mundial da Saúde, o tratado agregou o maior número de adesões na história da Organização das Nações Unidas. No mês de novembro, o Brasil participará da 10ª Conferência das Partes (COP 10), da CQCT, que este ano será realizada no Panamá. Com o objetivo de esclarecer e debater previamente o posicionamento do país nesse encontro mundial, o deputado federal Alceu Moreira requereu audiência pública realizada na última quinta-feira, 15 de junho, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Hoje dizemos em alto em bom som: fazemos parte do agro, produzimos algo lícito, não cometemos crime, os produtores não tem responsabilidade pela quantidade de fumantes no Brasil. Hoje, queremos ouvir, mas principalmente dizer ao Brasil que não temos nenhuma paixão pelo ato de fumar, como não temos aos que bebem em demasiado. Mas temos orgulho em fazer o debate construtivo no sentido de proteger uma produção lícita e não vamos aceitar sermos recriminados por sermos produtores de tabaco”, disse o parlamentar ao abrir os trabalhos.

Estiveram presentes representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O Ministério da Saúde não se fez presente na audiência, mas enviou nota, que foi lida por Moreira. Segundo a nota, a pasta declinou o convite porque ainda não há, por parte da OMS, liberação de agenda da COP 10, o que deve ocorrer no mês de agosto, tornando a participação no debate “desnecessária”.

Matheus Machado de Carvalho, chefe da divisão de saúde global do MRE, fez um breve histórico da ratificação da CQCT e a participação do Itamaraty nesse processo. Comentou que ainda não existe um processo de definição da delegação brasileira em relação a esses temas e que esse assunto deverá ser tratado pela Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), comissão multidisciplinar criada para este fim. O representante do Itamaraty, comentou que em tese os trabalhos foram somente interrompidos no último governo e que há um processo interno de reestruturação da CONICQ, com base na nova estrutura governamental. “Fomos consultados e a princípio teremos um representante. Quem está coordenando esse processo de consultas entre os ministérios é o Ministério da Saúde e é provável que a estrutura seja muito parecida com a anterior”, disse.

Clecivaldo Sousa Ribeiro, coordenador-geral de produção vegetal do MAPA, falou aos presentes sobre a relevante participação do tabaco para o agro brasileira, em especial na geração de renda e emprego. “Os produtores seguem regras extremamente rigorosas para a produção de tabaco no Brasil, todas em conformidade com a legislação. A lavoura do tabaco no Brasil é uma lavoura sustentável, que tem se preocupado em não utilizar mais terra, mas aumentar a sua produtividade por meio de novas tecnologias e que tem sido acompanhada de perto pela área de produção vegetal”, relatou.

Marcos Vinicius, coordenador de Agregação de Valor do MAPA, falou sobre o processo de certificação da produção de tabaco no Brasil e as garantias sociais e ambientais que o selo do MAPA concede. “Fomos procurados, de forma voluntária, para certificar o produto e podemos afirmar que o tabaco brasileiro é sustentável: não utiliza trabalho escravo, não agride o meio-ambiente e conta com a certificação das diferentes etapas”, falou.

Manoel Mendonça, coordenador de Fomento à Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, falou sobre o papel do MDA na implementação da Convenção-Quadro. “O papel do MDA é oferecer alternativas mais sustentáveis aos produtores de tabaco e que tem sido implementada em alguns municípios como a fruticultura, a criação de pequenos animais. Nosso objetivo é o de salvaguardar os produtores das incertezas do mercado e de uma futura redução da demanda. Não perdemos de vista a importância econômica e social do tabaco e sabemos que é um processo, que não pode ocorrer de forma abrupta”, falou.

Participaram do evento representantes da cadeia produtiva, como o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner; o executivo da Abifumo, Giuseppe Lobo; e representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) e da Fentifumo.

Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), abriu seu comentário enfatizando a falta de transparência nos debates conduzidos no âmbito da CQCT. “Não conheço ditadura pior que a da Convenção-Quadro, onde os maiores interessados não podem participar das discussões. As inverdades que normalmente ouvimos, e são muitas, especialmente da área da saúde, precisam ser rebatidas com fatos. É o caso da campanha lamentável que vimos no dia 31 de maio, com uma criança sentada em frente a um prato de cinzas de tabaco. É uma agressão à criança e uma agressão ao setor do tabaco, que é um produto lícito, que gera renda e empregos para milhares de cidadãos brasileiros e que é protagonista em produção sustentável, o chamado ESG. A minha intervenção é no sentido de atentarmos a como o Brasil se posicionará na próxima COP e alertar para consequências de um posicionamento malconduzido na próxima COP”, disse Schünke.

Além de representantes do executivo federal e de entidades ligadas ao setor, diversos políticos participaram da audiência, caso do deputado federal gaúcho, Marcelo Moraes. “No passado, a intenção da CQCT era reduzir o número de fumantes, mas no decorrer da caminhada, e o Brasil foi um ator importante nessa condução, começaram a atacar a produção: tentaram limitar a área de produção, extinguir as linhas de crédito aos produtores. Fica o encaminhamento para que, desde agora, busquemos os ministérios que possam contribuir com a posição brasileira na próxima COP, porque estamos falando da maior exportação do Rio Grande do Sul e a oitava do Brasil”, destacou o deputado federal, Marcelo Moraes.

Ao final da audiência, o grupo definiu a construção de um documento base que será compartilhado nesses encontros estratégicos junto aos ministérios e comissões de interesse. “Nosso trabalho será o de construir, com articulação e com absoluto respeito à opinião divergente, os espaços a que o tabaco tem direito a ter no agro brasileiro, como uma produção absolutamente lícita e que não merece a recomendação ou reprimenda de ninguém”, concluiu Moreira ao encerrar a audiência.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/06/2023 0 Comentários 503 Visualizações
Business

Dia Mundial do Combate ao Tabagismo: diálogo na agricultura familiar

Por Marina Klein Telles 31/05/2023
Por Marina Klein Telles

A Associação Internacional dos Países Produtores de Tabaco (ITGA, sigla em inglês), lançou recentemente um manifesto em defesa do cultivo do tabaco ao redor do mundo. Segundo a nota da entidade, no dia 31 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoverá o ‘Dia Mundial Sem Tabaco’ e o setor estará mais uma vez sujeito a reivindicações infundadas e danosas. Para contrapor a data, a ITGA lança o “Dia Mundial da Compreensão do Cultivo de Tabaco”.

“Os produtores de tabaco exigem proteção de seus governos. A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da OMS, opera de maneira excludente, na qual os produtores de tabaco não têm voz. Ao ignorar as preocupações legítimas dos produtores, os meios de subsistência de milhões de pessoas são colocados em risco”, segue o informativo da ITGA, dirigido pela espanhola Mercedes Vázquez.

Segundo o documento da ITGA, o cultivo do tabaco fornece meios de subsistência para milhões de agricultores em todo o mundo, muitas vezes nas regiões menos desenvolvidas. “Acabar com a produção de tabaco no ambiente atual, sem garantir a transição sustentável para outras culturas economicamente viáveis, empobrecerá milhões de agricultores que já operam nos limites regulatórios mais rígidos há muitas décadas”, avalia Vázquez. Ainda segundo a ITGA, projetos de diversificação conduzidos pelo CQCT no Quênia, em uma iniciativa emblemática, cobrem apenas 0,0005% da produção de tabaco, área insuficiente para demonstrar sua viabilidade econômica.

A entidade também elaborou uma série de mitos e fatos sobre o cultivo do tabaco, abordando questões como trabalho infantil, saúde dos produtores e renda. O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, acredita que é preciso abordar essas questões com transparência, para que a sociedade possa entender que, mais do que um produto final, o setor do tabaco gera empregos, renda e qualidade de vida para milhares de pessoas em todo o mundo.

“Neste momento em que a segurança alimentar está altamente em voga, é preciso lembrar os motivos que fazem o produtor optar pela produção do tabaco. O principal deles: a renda. Na última safra, a receita auferida pelos mais de 128 mil produtores de tabaco no Sul do Brasil ultrapassou R$ 9,5 bilhões”, destaca Schünke, citando dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 3,9 milhões de propriedades rurais do Brasil foram caracterizadas como pertencentes à agricultura familiar no período e a produção nesses estabelecimentos gerou receita total de R$ 107 bilhões, uma média de R$ 27,4 mil por propriedade. Para efeitos de comparação, na safra 2016/17, somente com o cultivo do tabaco, o produtor recebeu, em média, R$ 40,5 mil, montante 32% acima da média brasileira. Há de se considerar ainda que, por ser diversificado, o produtor de tabaco aufere outras receitas, mas o tabaco se destaca nos rendimentos da pequena propriedade: apesar de ter ocupado apenas 17% da área da propriedade no período, o tabaco representou, em média, 52% da receita do produtor, segundo a Afubra.

No Brasil, a agricultura familiar é caracterizada pelo empreendimento familiar rural e deve atender aos seguintes requisitos: ter área de até quatro módulos fiscais (que na Região Sul varia entre 5 a 35 hectares cada módulo, dependendo do município); utilizar, no mínimo, metade da força de trabalho familiar no processo produtivo e de geração de renda; auferir, no mínimo, metade da renda familiar de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; ser a gestão do estabelecimento ou do empreendimento estritamente familiar. No tabaco, de acordo com a Afubra, o tamanho médio das propriedades na safra 2021/22 chega a 12,1 hectares. A entidade aponta ainda que 95,7% dos produtores tem área até 30 hectares.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/05/2023 0 Comentários 697 Visualizações
Business

Expoagro Afubra 2023 encerra com 186 mil visitantes

Por Marina Klein Telles 30/03/2023
Por Marina Klein Telles

Inovação para crescer, produção sustentável para desenvolver. Durante quatro dias, a Expoagro Afubra viveu, na prática, o tema escolhido para a 21ª edição. A força do campo aliada à tecnologia deu forma a uma ampla programação organizada por diferentes instituições ligadas ao agro. O público, que chegou a 186 mil visitantes, comprova a receita de sucesso da maior feira do Brasil voltada à agricultura familiar.

Para melhor atender o público, em 2023 a organização apostou em melhorias na estrutura do parque, como ampliação da área de expositores (acréscimo de 4 mil metros quadrados) e do estacionamento. Além disso, assim como em 2022, a feira ocorreu em quatro dias, o que possibilitou a ampliação do leque de atividades e mais conforto para público e expositores.

Realizada entre 21 e 24 de março, em Rincão Del Rey, no município de Rio Pardo/RS, a Expoagro Afubra 2023 também registrou R$347.300 milhões em negócios, 57,27% a mais do que em 2022. Já o Pavilhão da Agricultura Familiar registrou, mais uma vez, volume expressivo de vendas, num total de R$1,764 milhão em negócios, 18,4% a mais do que na última edição.

Segundo o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, na edição de 2023 a organização observou mais presença de público nos auditórios e nas arenas 1 e 2 do Espaço de Inovação do Agro. “Percebemos que os visitantes, além de demonstrarem interesse pelas exposições, também têm participado mais dos fóruns, debates, palestras e eventos promovidos”.

Para o coordenador geral da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, a feira tem possibilitado maior aproximação do poder público com os visitantes. “Essa relação e convergência de lideranças políticas e de várias instituições que fazem o evento é muito importante para o produtor que vem aqui”.

Outro ponto abordado foi a ampliação do espaço destinado à Agro-Comercial Afubra. De acordo com o diretor-presidente Romeu Schneider, em 2023 a loja esteve presente em dois locais do parque, visando o bem-estar do cliente. Um dos ambientes apresentou produtos voltados ao varejo urbano, enquanto que o outro trouxe as opções da linha agrícola. “Expoagro Afubra é o momento de se fazer grandes e bons negócios. Por isso investimos nessas novidades”.

Saiba mais

Na última edição, em 2022, o parque recebeu 180 mil visitantes, com a participação de 475 expositores. O volume total de negócios chegou a R$220 milhões. Desse montante, a comercialização no Pavilhão da Agricultura Familiar representou R$1.490 milhão.

Foto: Draw Produtora/divulgação | Fonte: Assessoria
30/03/2023 0 Comentários 578 Visualizações
Business

Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde de vendas na 23ª Expodireto Cotrijal

Por Marina Klein Telles 13/03/2023
Por Marina Klein Telles

O Pavilhão da Agricultura Familiar da 23ª Expodireto Cotrijal registrou um recorde histórico de vendas. Durante os cinco dias de feira, foram comercializados R$2.576.034,45 em produtos, mais do que em qualquer outra edição do evento. O número alcançado na atual edição representa um crescimento de 53% em relação ao ano passado, quando as vendas chegaram a R$1,7 milhão.

Santini corroborou a relevância da agricultura familiar: “Esse pavilhão é um sucesso na Expodireto porque representa o quanto esse setor é produtivo e importante para o crescimento e o desenvolvimento do nosso Estado”. E destacou a cooperação com as demais entidades que fizeram parte da construção do espaço: “Esse resultado é a representação da transversalidade que há nas nossas instituições. Trabalhamos juntos com as demais secretarias e com as entidades parceiras. Foram 40 dias de muita dedicação para construir esse espaço, que é um retrato da agropecuária do nosso Estado”.

O Pavilhão da Agricultura Familiar da Expodireto Cotrijal contou com o maior número de expositores da história do evento: 230 provenientes de 132 municípios, incluindo agroindústrias, artesanato, artesanato indígena e flores e plantas.

23ª edição da Expodireto Cotrijal chega ao fim

O evento de encerramento ocorreu na última sexta-feira (10/3) e contou com a presença do vice-governador Gabriel Souza e dos secretários de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, e de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo.

Gabriel lembrou que o sucesso da feira deve ser comemorado ainda mais, já que os agricultores enfrentaram dificuldades pelo terceiro ano seguido na produção. “Eu vim no último dia e parece que é o primeiro. Estamos fazendo a maior Expodireto da história e no meio da terceira safra consecutiva com problemas de estiagem”, pontuou.

O vice-governador lembrou que 40% da economia gaúcha é garantido pelo setor primário e que os investimentos para contornar os problemas da falta de água estão acontecendo. “A pequena agricultura é um grande empreendedorismo. Estamos investindo em programas para minimizar os efeitos da seca. Precisamos dar atenção à abertura de microaçudes e à perfuração de poços artesianos a fim de obtermos reservação da água. Para podermos implementar a irrigação, precisamos antes ter água disponível”, disse Gabriel.

Também participaram do encerramento o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, o diretor-presidente da Emater-RS, Christian Lemos, e representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetaf-RS), Isaías Wastchuk, e de parceiros que ajudaram na composição do espaço.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/03/2023 0 Comentários 535 Visualizações
Cidades

Inaugurada primeira feira móvel de Santa Cruz

Por Amanda Krohn 23/12/2022
Por Amanda Krohn

Foi inaugurada nesta quinta-feira, 22, a primeira feira móvel de agricultura familiar de Santa Cruz do Sul, no distrito de Monte Alverne. O projeto piloto é realizado pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com a Igreja Evangélica da localidade, que cedeu o espaço externo para a montagem da estrutura. No local, sete feirantes estarão atendendo os consumidores semanalmente, toda quinta-feira, no período entre 14h30 e 19h.

Em seu pronunciamento, a prefeita Helena Hermany destacou o incentivo à diversificação. “Falamos muito em diversificação no meio rural e em manter os jovens no campo. Para poder diversificar, temos que dar oportunidades, fazer com que as oportunidades se tornem realidade, e é o que estamos fazendo com esta iniciativa”, afirmou. Helena mencionou ainda a importância da Escola Família Agrícola de Santa Cruz (Efasc), com alunos atuando na Feira Móvel de Monte Alverne. “Esta escola é maravilhosa, porque ela ensina, motiva, e cabe a nós do poder público oferecer oportunidades reais e concretas”, declarou. Helena mencionou ainda sobre o Vale Feira, projeto que será implantado a partir de janeiro de 2023, e que os servidores da prefeitura poderão adquirir produtos nas feiras.

O vice-prefeito e secretário de Planejamento e Orçamento, Elstor Desbessell, que também responde interinamente pela pasta de Agricultura, também se pronunciou. “Como filho da terra de Monte Alverne, é com muita alegria que participo deste momento. É um marco na história da agricultura familiar. Só nesta região, temos mais de 100 funcionários públicos que atuam, e que com certeza irão adquirir produtos aqui através do Vale Feira. Acredito que no futuro aqui teremos um problema bom, que é adquirir uma área e construir uma feira”, declarou. Desbessell também agradeceu o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário.

Pela primeira vez exibindo seus produtos em uma feira, a família Kolberg, de Quarta Linha Nova, ficou satisfeita com a oportunidade. “Feira é a primeira vez que a gente faz, antes a gente só vendia em mercados. Estou muito agradecido e muito feliz”, disse Elmo. Com os estudos concluídos na Efasc, a produtora rural Lidiane Frantz, de 19 anos, de Linha Andrade Neves, levou uma diversidade de produtos para comercializar na feira. “Trouxe tomate, repolho, amendoim, cenoura e feijão. A prefeita falou de oportunidade ao jovem do campo e esta feira já é uma boa opção de renda para nós”, afirmou. Nesta sexta-feira, 23, mais uma feira móvel será inaugurada no Loteamento Viver Bem, no Bairro Santa Vitória.

Foto: Elemir Polese/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/12/2022 0 Comentários 507 Visualizações
Business

Expoagro Afubra 2022 registra recorde de público e volume de negócios

Por Stephany Foscarini 28/03/2022
Por Stephany Foscarini

Após dois anos de espera, a 20ª edição da Expoagro Afubra marca a retomada dos grandes eventos na região. De 23 a 26 de março, a maior feira do Brasil voltada à agricultura familiar alcançou um público recorde de 180 mil pessoas, incremento de 61% em relação a 2019, e 220 milhões em negócios (crescimento de 215%), marca também inédita.

Entre as novidades, neste ano o evento atendeu a uma antiga demanda de moradores da área urbana e possibilitou a visitação durante o sábado. Ao mesmo tempo, a satisfação e a alegria de expositores e visitantes marcou os quatro dias de programação focada na transformação, inovação e produção sustentável.

Nós estimamos um público, mas recebemos um número muito maior. Isso exigiu muito dos nossos colegas, especialmente para conseguirmos acomodar tantos veículos”.

O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, destacou o trabalho realizado por toda a equipe para garantir o bom funcionamento da feira. “Nós estimamos um público, mas recebemos um número muito maior. Isso exigiu muito dos nossos colegas, especialmente para conseguirmos acomodar tantos veículos”, afirmou em entrevista coletiva realizada no fim desta tarde.

 

Para o coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, assim como o público visitante, o volume de negócios surpreendeu, ainda mais num período pós estiagem e pandemia. “No início do ano nós ainda estávamos receosos sobre a realização da feira. E agora comemoramos os resultados”.

As vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar alcançaram o volume de R$ 1.490 milhão, outro recorde de 2022, o que representou 88% a mais em relação à última edição. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), a Expoagro Afubra é a feira mais vende por dia.

Nosso compromisso é sempre buscar melhorar. Neste ano, a visita do governador Eduardo Leite, no último dia, também veio a coroar a programação desenvolvida ao longo dos quatro dias”.

“Nosso compromisso é sempre buscar melhorar. Neste ano, a visita do governador Eduardo Leite, no último dia, também veio a coroar a programação desenvolvida ao longo dos quatro dias”. Para 2023, a organização estuda a possibilidade de ampliação a estrutura física do parque. Já a data da 21ª Expoagro Afubra, bem como a inclusão de um quarto dia vai ser definida após pesquisa com expositores e patrocinadores.

Saiba mais

Na última edição, em 2019, o parque recebeu 112 mil visitantes, com a participação de 432 expositores. O volume total de negócios chegou a R$ 70,6 milhões. Desse montante, a comercialização no Pavilhão da Agricultura Familiar representou R$ 792.500,00.

Evolução da feira

2001 (7 e 8 de março): 2 mil visitantes e 64 expositores

2019 (de 26 a 28 de março): 112 mil visitantes e 432 expositores

2022 (de 22 a 26 de março): 180 mil visitantes e 470 expositores

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/03/2022 0 Comentários 886 Visualizações
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