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AGESAN

Cidades

Comunidade questiona reajuste de 25,52% na tarifa de água em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 21/01/2025
Por Jonathan da Silva

O aumento de 25,52% na tarifa de água e esgoto de Novo Hamburgo, aprovado pelo Conselho Superior da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS), está gerando questionamentos por parte da comunidade local. O reajuste, válido a partir de 1º de fevereiro, foi tema de uma reunião entre integrantes do grupo Pensando Novo Hamburgo, o jornalista Martin Behrend e o presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Coller (PP), nesta segunda-feira (20).

O grupo solicitou à Mesa Diretora da Câmara que busque esclarecimentos sobre o aumento. A coordenadora-geral do Pensando Novo Hamburgo, Rosana Oppitz, questionou o reajuste em meio à prorrogação do Decreto de Calamidade Pública no município. “Se a Prefeitura pede ajuda ao governo federal após as enchentes de maio, como pode propor um aumento abusivo como este à população?”, indagou Rosana.

Os participantes da reunião também relembraram o contexto em que a Comusa foi criada, substituindo a Corsan com o objetivo inicial de reduzir custos do fornecimento de água. “Agora querem aumentar absurdamente o valor da tarifa?”, enfatizaram.

Críticas ao processo de reajuste

O ex-vereador Cleonir Bassani destacou que a Agesan havia inicialmente sugerido um aumento de cerca de 8%, considerado aceitável. O ex-parlamentar questionou a falta de contrapropostas ao índice final. “Por que não houve nenhuma contraproposta? O que mudou para que o índice subisse de 8% para 25%?”, perguntou Bassani.

Em nota oficial publicada no final de 2024, o ex-diretor-geral da Comusa e ex-vice-prefeito de Novo Hamburgo, Márcio Lüders, posicionou-se contra o aumento. Lüders atribuiu o reajuste maior ao pagamento de precatórios à Corsan e afirmou que a decisão sobre esses pagamentos é política e não técnica. “O critério de reajuste deve ser objetivo, sem base em subjetividades. A análise da própria Agesan concluiu que 8,55% seria suficiente para cobrir os investimentos dos próximos cinco anos. Obrigar a autarquia a aplicar um percentual maior é desrespeitar os usuários”, declarou o ex-vice prefeito.

Impacto da dívida histórica

Os participantes da reunião também apontaram que a necessidade de incluir o pagamento da dívida histórica da Comusa com a Corsan nos precatórios foi um dos fatores que resultaram no reajuste. “É preciso renegociar. Não é justo que a comunidade pague, mais uma vez, por esta dívida de 26 anos”, afirmaram.

Compromisso por esclarecimentos

O presidente da Câmara, Cristiano Coller, informou que já havia discutido o tema com a secretária de Gestão, Governança e Desburocratização, Andrea Schneider. O vereador afirmou que buscará mais informações junto à Comusa para esclarecer os fundamentos do reajuste.

Segundo a Agesan-RS, o objetivo do aumento é garantir os investimentos necessários para que a Comusa atenda às metas do Marco Regulatório do Saneamento de 2033, que estabelece a universalização do acesso ao tratamento de esgoto e à água.

Foto: Tatiane Lopes/CMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/01/2025 3 Comentários 785 Visualizações
Cidades

Tarifa básica de água e esgoto não serão cobradas aos atingidos pelas cheias

Por Marina Klein Telles 21/06/2024
Por Marina Klein Telles

Na tarde da quinta-feira (20), o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, e o diretor-geral do Semae, Maurício Miorim, anunciaram a isenção tarifária a ser praticada pela autarquia aos atingidos pelas cheias. Por meio da Resolução nº 003/2024, a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (AGESAN/RS), considerando a solicitação do plano de isenções para o município de São Leopoldo, realizado pelo Semae, concede à autarquia a possibilidade de praticar as isenções de tarifas dos serviços de água e esgoto para os usuários residentes nos bairros afetados pelos eventos climáticos ocorridos em maio de 2024, conforme laudo da Defesa Civil, levando em conta o mapa de inundação.

Com isso, o Semae deverá permanecer com as prestações de serviços de forma igualitária em toda a cidade, concedendo da seguinte forma as isenções tarifárias dos serviços de água e esgoto:

– 60 (sessenta) dias de isenção nas ruas dos bairros afetados, com exceção do Centro (não será cobrado o serviço básico de água e o serviço básico de esgoto).
– 10 (dez) dias na fatura de junho de isenção no Centro, devido à interrupção do serviço por um período curto de tempo (não será cobrado o serviço básico de água e o serviço básico de esgoto).
– 180 (cento e oitenta) dias de isenção para usuários da Tarifa Social das áreas atingidas (trinta dias de isenção total, inclusive o consumo, e mais 150 dias de isenção do serviço básico de água e do serviço básico de esgoto).

A resolução também aponta que os usuários que tiveram desabastecimento de água gerados pelos eventos climáticos de maio de 2024, terão isenção de tarifa de água e esgoto por 30 (trinta) dias, podendo esse período ser prorrogado. Já nas localidades afetadas, de acordo como o laudo da Defesa Civil, a cobrança poderá ser realizada de acordo com o consumo real, limitado ao valor máximo correspondente à média dos últimos 12 (doze) meses anteriores ao evento climático, por até dois meses, conforme demanda dos usuários.

Além da isenção da taxa básica, o Semae não irá realizar o serviço de suspensão e corte dos serviços de água e esgoto pelos próximos seis meses, nas áreas atingidas. Também não serão cobradas ligações e o serviço de corte definitivo nas regiões afetadas.

O Semae ainda não realizará cobrança de indenização por hidrômetros e seus componentes avariados, desde que o usuário comunique à autarquia em até 60 dias da data da Resolução 003/2024. As medidas adotadas tem o objetivo de amenizar os danos causados pela catástrofe climática ocorrida no mês de maio.

O diretor-geral do Semae, Maurício Miorim, ao apresentar os dados sobre a isenção, destacou o trabalho realizado pela autarquia ao longo do mês de maio, especialmente sobre a retomada rápida da captação e tratamento de água e todo o processo de drenagem das regiões inundadas, lembrando que São Leopoldo foi a primeira cidade da Região Metropolitana a secar os bairros impactados. “Esse processo de isenção de tarifa para as regiões afetadas é uma deliberação da agência reguladora (Agesan/RS) e tem o acompanhamento do Ministério Público e Defensoria Pública, levando em conta também, além do benefício aos impactados, a sustentabilidade financeira do Semae”.

Já o prefeito Ary Vanazzi enalteceu que o trabalho realizado pelos servidores da autarquia, neste período de crise, foi fundamental para amenizar os danos causados a toda a população, e que a isenção é reflexo de uma longa discussão sobre as necessidades da população e a saúde financeira do Semae. “O Semae é uma empresa de extrema importância pelo serviço prestado à população de São Leopoldo. Não fosse o trabalho realizado pelo Semae, as nossas dificuldades seriam maiores. Essa experiência que nós vivemos, não é uma boa experiência, é uma experiência que ninguém deveria passar. Eu quero fazer um agradecimento especial a todos os servidores do Semae, que não mediram esforços diante de todas as dificuldades. A isenção é fruto de um longo debate. A minha vontade era isentar toda a população, mas analisando os dados financeiros, o custeio que tivemos para toda a operação que colocamos em prática nos últimos dias, nós entendemos que não poderia ser assim, então priorizamos a população mais necessitada, dentro das regiões afetadas”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/06/2024 0 Comentários 542 Visualizações
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