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Política

Entidades do Vale do Sinos pedem agilização na liberação de créditos de ICMS

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades representativas da indústria e do comércio do Vale do Sinos encaminharam uma correspondência ao subsecretário da Receita Estadual do Rio Grande do Sul, Ricardo Neves Pereira, solicitando a simplificação, a celeridade e a ampliação da liquidez dos créditos de ICMS. O pedido foi apresentado como uma medida para fortalecer a competitividade das empresas gaúchas em um cenário de desaceleração econômica, aumento dos custos operacionais e elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O documento é assinado por sete entidades que representam mais de 5 mil empresas da região. As organizações argumentam que a disponibilização mais rápida dos créditos de ICMS pode reforçar o capital de giro das empresas sem gerar renúncia fiscal por parte do Estado, uma vez que os valores já pertencem aos contribuintes.

Cenário econômico

Na correspondência, as entidades afirmam que as empresas gaúchas, especialmente as voltadas à exportação, enfrentam pressão financeira decorrente dos efeitos das enchentes de 2024, da alta dos custos logísticos, do ambiente econômico e das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o documento, esse contexto reduz a competitividade internacional, compromete investimentos e pode afetar a manutenção de empregos.

Diante desse cenário, as entidades defendem que o governo estadual adote medidas para facilitar o acesso aos créditos tributários, contribuindo para a preservação da atividade econômica e da capacidade de exportação das empresas.

Reivindicações

No ofício, as entidades solicitam a simplificação dos procedimentos administrativos para reconhecimento e utilização dos créditos de ICMS, maior rapidez nos processos de homologação e liberação dos valores, ampliação dos mecanismos de liquidez para utilização ou conversão dos créditos acumulados e prioridade na análise dos pedidos apresentados por empresas exportadoras ou diretamente impactadas pelas barreiras tarifárias internacionais.

Segundo o documento, essas medidas podem fortalecer o capital de giro das empresas, preservar investimentos, manter empregos e ampliar a competitividade da indústria e do comércio gaúchos em um período de instabilidade econômica.

Entidades signatárias

Assinam a correspondência a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), o Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC), o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) e o Sindicato da Indústria de Calçado do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs).

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 61 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 54 Visualizações
Business

Feira de materiais e máquinas em Milão deve gerar mais de US$ 4 milhões para brasileiros

Por Jonathan da Silva 24/09/2024
Por Jonathan da Silva

Mais de US$ 4 milhões devem ser gerados para marcas brasileiras entre negócios efetivados e alinhavados na 104ª edição da Lineapelle, feira realizada em Milão de 17 a 19 de setembro. O Brasil esteve representado por dez empresas de componentes e máquinas para couros e calçados, cuja participação foi promovida pelo Brazilian Materials, programa de apoio às exportações do setor mantido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ação teve também o suporte da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, afirma que a participação nacional foi satisfatória, especialmente dadas as circunstâncias do mercado internacional. “O cenário externo está bastante nebuloso, principalmente pelo ciclo econômico desacelerado na Europa. Tivemos uma visitação equilibrada, notamos uma efetividade nos negócios, ou seja, quem foi, foi para fazer negócios”, avalia a executiva.

Silvana ressalta que a Lineapelle é uma das maiores feiras do setor no mundo e participar dela transcende a realização de negócios. “Estar na feira proporciona posicionamento e relacionamento com alguns dos principais mercados do mundo”, conclui a superintendente da entidade.

Presença

Além de participar da Lineapelle, Silvana e a gestora de Relacionamento e Marketing da Assintecal, Aline Santos, participaram do evento Awake, realizado pela ApexBrasil com o objetivo de celebrar a moda brasileira durante a Semana de Moda de Milão. As representantes participaram da abertura do encontro, no dia 18.

Participaram da Lineapelle, com o apoio do Brazilian Materials, as empresas BKS, Master equipamentos, Michelon, NBN, Smart Group, OTB, Pollibox, Boxflex, Moltec Componentes e Systemhaus.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2024 0 Comentários 585 Visualizações
Business

Grupo Mulheres Mais promove workshop sobre regulação emocional para lideranças

Por Jonathan da Silva 10/04/2024
Por Jonathan da Silva

O grupo Mulheres Mais realizou na manhã desta terça-feira (9) o workshop “Regulação emocional e conversas difíceis”, que teve o objetivo de capacitar e desenvolver empresas da cadeia produtiva do calçado. O evento, que teve a apresentação da psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia Renata Roos, aconteceu no formato digital.

A atividade foi parte da programação da iniciativa Mulheres Mais, grupo criado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) para debater o desenvolvimento de lideranças femininas no setor.

Na oportunidade, a psicóloga ressaltou a importância do controle emocional em conversas difíceis que fazem parte da rotina de lideranças de qualquer atividade econômica, em especial às ligadas aos Recursos Humanos. “Líderes sabem o que desejam e acreditam no poder do diálogo. Só que esse diálogo precisa ter, em primeiro lugar, segurança da mensagem a ser passada, tolerar ambivalência e a utilização das palavras certas”, comentou. Segundo ela, existem estratégias de controle emocional na comunicação que precisam ser bem utilizadas para o melhor resultado. “Imagine que você está em um reality show, com muitas câmeras apontadas para a situação. O interlocutor não te conhece e você precisa ser o mais polida possível”, destacou Renata.

Durante o evento, Renata indiciou alguns livros sobre o tema, entre eles “Não acredite em tudo que você sente” e “A cura do ciúme”, de Robert Leahy; “Conversas cruciais”, de Patterson, Grenny, McMillan e Switzeler; e “Agilidade emocional”, de Susan David.

O grupo

O grupo Mulheres Mais é uma iniciativa conjunta de entidades ligadas à produção de calçados lançada no ano passado. A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, destaca que o objetivo é fortalecer as lideranças femininas na cadeia produtiva da moda. “A diversidade é fundamental para o sucesso corporativo. A iniciativa, apoiada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), une entidades em um movimento coordenado para ampliar a presença feminina no nosso setor”, frisou.

Pesquisa

A inserção de mais mulheres em posições de liderança no mundo corporativo é uma necessidade latente em termos de ESG e também de competitividade para as empresas. Recente estudo da Mckinsey apontou que empresas que investem em diversidade de gênero possuem lucratividade 21% maior do que as demais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2024 0 Comentários 491 Visualizações
Business

Grupo Mulheres Mais terá workshop sobre regulação emocional

Por Jonathan da Silva 11/03/2024
Por Jonathan da Silva

O Grupo Mulheres Mais está com inscrições abertas para a sua primeira ação em 2024. Será o workshop “Regulação emocional e conversas difíceis”, às 10 horas do dia 9 de abril. Desde 2023, o grupo vem se reunindo para desenhar ações que visam incentivar e apoiar profissional e emocionalmente mulheres no mundo corporativo. A psicóloga Renata Ross ministrará o workshop.

O grupo é realizado em conjunto entre Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) e apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Ministrado no formato on-line pela psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia Renata Ross, o workshop terá como subtemas a ativação emocional e as narrativas; o propósito da conversa, como não perder o foco?; e o papel dos valores na mudança de comportamento. A especialista, que também é vice-diretora da Faculdade IENH e acumula experiência de 20 anos em gestão e coordenação de equipes, destaca que a iniciativa tem o objetivo de apoiar e desenvolver profissionalmente mulheres para os desafios do mundo corporativo.

As inscrições são gratuitas no link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/03/2024 0 Comentários 607 Visualizações
Business

Bancos apresentam linhas de crédito para indústria em evento na ACI

Por Marina Klein Telles 18/08/2023
Por Marina Klein Telles

As linhas de crédito disponíveis para a indústria em instituições bancárias gaúchas serão apresentadas em evento na ACI, no próximo dia 22, das 08h15 min às 11h. Os palestrantes são Alexander Leitzke, gerente de planejamento do BRDE no RS, Caren Jacques da Silva, coordenadora de ciclo de crédito da Sicredi Pioneira, Éder Silveira, assistente especial do Badesul Desenvolvimento, e Tiago Fernandes, gerente executivo da Unidade de Produtos de Desenvolvimento e Microcrédito do Banrisul.

A realização é da ACI e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os setores do couro, calçados e Afins (Abrameq) e tem participação gratuita. O local é a ACI (Rua Joaquim Pedro Soares, 540, em NH). Informações podem ser obtidas pelo fone 51 2108-2108 e pelo e-mail [email protected].

Serviço

O que: Apresentação de linhas de crédito para indústria
Quando: 22 de agosto, a partir das 08h15
Onde: Sede da ACI (Rua Joaquim Pedro Soares, 540, em Novo Hamburgo)
Inscrições: https://www.acinh.com.br/evento/linhas-de-creditos-para-a-industria

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2023 0 Comentários 515 Visualizações
Variedades

Mercado norte-americano abre portas para a sustentabilidade brasileira

Por Felipe Schwartzhaupt 02/03/2023
Por Felipe Schwartzhaupt
Realizada em novembro do ano passado, a Missão de Sustentabilidade nos Estados Unidos apontou as tendências de ESG naquele mercado e abriu oportunidades para a cadeia produtiva do calçado brasileiro. O insight foi divulgado ontem (1° de março), em evento realizado em Novo Hamburgo que apresentou os resultados da ação realizada no âmbito do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, programa de internacionalização do setor mantido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A Missão, que visitou grandes empresa com foco em sustentabilidade com atuação no mercado norte-americano, como All Birds, Patagonia, Schoolab, Deckers, Av.Re, Shoes53045 e Applied Materials, teve a participação de representantes da Assintecal e das empresas Bertex, Box Print, Embasul, Kisafix e Wolfstore. Na apresentação dos resultados, a consultora de Inovação e Sustentabilidade, Cenira Verona, ressaltou a importância que os players locais dão não somente para a sustentabilidade nos seus pilares ambiental e social, mas também para as certificações que garantam a rastreabilidade de um produto efetivamente sustentável. “Nas visitas, percebemos que as marcas utilizam muitos componentes eco-responsáveis em seus produtos, como algas, óleo de mamona, garrafas recicladas, fibras de plantas, lãs naturais, cana de açúcar, entre outros. São componentes que temos aqui no Brasil”, destacou, ressaltando que o fato abre oportunidades importantes para os produtores de componentes brasileiros, principalmente os já certificados no âmbito do programa Origem Sustentável.

Gerenciamento

Outro fator importante para as empresas sustentáveis dos Estados Unidos é o gerenciamento dos impactos de suas atividades. “Não é suficiente dizer que é sustentável, é preciso comprovar, pela rastreabilidade e medida de impacto. O fato abre espaço para certificações, caso do Origem Sustentável”, disse.
Cenira também frisou a relevância da economia circular para o mercado norte-americano, algo que muitas empresas brasileiras já praticam, mas que pode ser ampliado e mais divulgado. “Nós já temos esses diferenciais que as grandes empresas visitadas requisitam. Então é uma oportunidade comercial importante para estarmos atentos. Chegamos lá para aprender, mas acabamos também ensinando e mostrando como a cadeia produtiva do Brasil já pratica sustentabilidade, o que foi muito bem recebido pelos CEOs visitados”, contou a consultora.

Case

Um dos empresários que participou da Missão foi Marcos Schmitt, da Box Print, terceira maior fabricante de embalagens do Brasil que é certificada no nível máximo (Diamante) do Origem Sustentável. “No ano passado, somente com resíduos reaproveitados tivemos uma economia de R$ 1 milhão. Então, o que quero dizer aqui é que a sustentabilidade não é apenas ambiental, mas também econômica e pode auxiliar na saúde financeira da empresa”, destacou o CEO, ressaltando que a sustentabilidade já é uma realidade nos mercados dos Estados Unidos e da Europa. “Esses países, em breve, irão sobretaxar produtos que não sejam sustentáveis. Então, precisamos nos antecipar. Hoje, a sustentabilidade não é mais um diferencial, é uma questão de sobrevivência do negócio”, concluiu.

Origem Sustentável

No final do evento, a gestora de Marketing e Relacionamento da Assintecal, Aline Santos, apresentou o programa Origem Sustentável, único a certificar empresas da cadeia produtiva do calçado em conformidade com as regras de ESG no mundo. Criado pela Assintecal em conjunto com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o programa tem mais de 90 empresas certificadas ou em processo de certificação.
Aline adiantou, ainda, que, levando em consideração a diretriz de sustentabilidade, a Assintecal criará  Grupo Setorial de Sustentabilidade, com empresas associadas que visam ampliar o engajamento rumo a uma produção em conformidade com os conceitos de ESG. Além do grupo, a Assintecal seguirá realizando, anualmente, as Rodadas de Sustentabilidade, que reúnem fornecedores de materiais eco-responsáveis e indústrias de calçados, palestras de sensibilização sobre o tema, reforço do conceito nas pesquisas do Conexão INSPIRAMAIS e missões de sustentabilidade – a segunda delas deve ser para a Europa, no segundo semestre do ano.

Sobre o By Brasil Components, Machinery and Chemicals

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: [email protected].

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2023 0 Comentários 1,K Visualizações
Business

Feira italiana gera US$ 4,7 milhões para empresas brasileiras

Por Amanda Krohn 05/10/2022
Por Amanda Krohn

A feira italiana internacional, Lineapelle/Simac Tanning Tech, deve gerar mais de US$ 4,7 milhões para as empresas calçadistas  brasileiras participantes. O valor, que é o dobro da mais recente participação nacional, em 2020, está em relatório da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os setores do couro, calçados e afins (Abrameq), entidades que organizaram a participação por meio do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, programa de apoio às exportações do setor mantido pelas associações em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A mostra, que reuniu mais de 1,1 mil expositores de todo o mundo, a maior parte da Europa, aconteceu entre os dias 20 e 22 de setembro, em Milão.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, destaca que o resultado confirma o bom momento das exportações do setor de componentes, que entre janeiro e agosto geraram US$ 291,8 milhões, 20% mais do que no mesmo período do ano passado e que já supera em 35% os valores registrados no intervalo correspondente de 2020. “O dólar valorizado, combinado com a perda de força da China como um grande fornecedor internacional, principalmente pelos altos custos com fretes, têm atraído os olhares para o Brasil, principal país fora da Ásia e que tem ampla capacidade para atender a demanda por componentes neste momento de retomada”, avalia. Participaram da Lineapelle/Simac, com o apoio do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, as empresas OTB, Formas Kunz, SystemHaus, NBN, Michelon, Bremm Peck e Tubox Magma.

Sobre o By Brasil Components, Machinery and Chemicals

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: [email protected].

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/10/2022 0 Comentários 788 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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