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abicalçados

Política

Abicalçados avalia positivamente a aprovação da desoneração da folha na Câmara

Por Jonathan da Silva 13/09/2024
Por Jonathan da Silva

A aprovação na Câmara do projeto de lei que garante a continuidade da desoneração integral da folha de pagamentos para 2024, com cobrança híbrida até o final de 2027, foi avaliada positivamente pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Após passar pelo Senado Federal, o projeto foi votado nesta quarta-feira à noite (11) na Câmara dos Deputados, no prazo máximo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como a data limite era para a sanção presidencial, a Advocacia Geral da União (AGU) solicitou mais três dias de prazo ao STF.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, que acompanhou de perto a votação, afirma que a aprovação traz maior segurança jurídica para as empresas. “Embora não seja o ideal, o projeto acordado com o Governo Federal aprovado traz um pouco mais de tranquilidade para as empresas”, comenta o dirigente. Segundo Ferreira, o justo seria a manutenção do PL original aprovado pelo Congresso Nacional e vetado pelo poder executivo no ano passado, que mantinha a desoneração da folha de pagamentos integral até o final de 2027. “Não foi respeitada a vontade soberana do Congresso Nacional naquela oportunidade”, ressalta o presidente-executivo da entidade.

Foram longas discussões entre o legislativo e o executivo até se estabelecer um acordo que garante a desoneração integral até o final deste ano, com cobrança híbrida de 2025 até 2027. Conforme o projeto aprovado, a contribuição sobre a folha de pagamentos passa a ser de 5% em 2025. Em 2026, a contribuição será elevada para 10% e em 2027, para 15%. A partir de 2028, retorna a cobrança integral de 20% sobre a folha de salários. A alíquota sobre a receita bruta também irá diminuir gradualmente, em 20%, 40% e 60%. “A partir de 2026, em alguns casos o mecanismo nem fará mais sentido para as empresas”, pondera Ferreira.

Reforma Tributária

De acordo com o dirigente da Abicalçados, com a aprovação da transição, o próximo passo será uma intensa atuação para que na Reforma Tributária todo emprego brasileiro seja desonerado. “Não faz nenhum sentido onerar a criação de empregos em um país com tantos problemas sociais”, avalia Ferreira.

Projeto aprovado

O projeto aprovado no dia 11 prevê uma série de medidas de compensação para a perda de receitas com a redução da contribuição previdenciária. A proposta prevê que as empresas que optarem pela desoneração deverão, a partir de 1º de janeiro de 2025 e até 31 de dezembro de 2027, firmar termo de compromisso para manter, ao longo de cada ano, quantidade média de empregados igual ou superior a 75% da média do ano imediatamente anterior. Caso a empresa não cumpra o termo, não poderá usar a contribuição sobre a receita bruta a partir do ano seguinte ao descumprimento, devendo pagar integralmente a alíquota de 20% sobre a folha. Outras medidas incluem a renegociação de dívidas das empresas com as agências reguladoras, repatriação de recursos, atualização dos bens no Imposto de Renda, uso de depósitos judiciais e extrajudiciais, uso de recursos esquecidos e monitoramento de benefícios fiscais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/09/2024 0 Comentários 421 Visualizações
Business

Saldo da balança comercial do setor calçadista brasileiro cai 30% até agosto

Por Jonathan da Silva 10/09/2024
Por Jonathan da Silva

O saldo da balança comercial do setor calçadista brasileiro encarou uma queda de 30% entre janeiro e agosto, conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). As exportações somaram 63,87 milhões de pares e US$ 654,78 milhões, quedas tanto em volume, de 22,4%, quanto em receita, de 20,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. O cenário é o inverso nas importações de calçados, que no mesmo intervalo somaram 23,94 milhões de pares e US$ 300,44 milhões, aumento de 12,1% em volume e queda de 5,1% em receita no comparativo com momento equivalente do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca a queda no volume exportado para a Argentina, de 30,8%, que é o segundo principal destino do calçado brasileiro no exterior, e vem puxando as exportações brasileiras de calçados para baixo. “Estamos vivendo um período de baixo consumo internacional. E este consumo menor vem sendo absorvido pelos produtores asiáticos, em especial da China, que depois das rígidas políticas para contenção da Covid-19 voltou ao mercado de forma bastante agressiva”, explica o dirigente.

Principais destinos

Principal destino internacional do calçado brasileiro, os Estados Unidos importaram, entre janeiro e agosto, 6,95 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 147,62 milhões. Os resultados quedas tanto em volume, de 5,3%, quanto em receita, de 8,3%, em relação ao mesmo período de 2023. No segundo posto ainda aparece a Argentina, que nos primeiros oito meses de 2023 importou 6,8 milhões de pares brasileiros por US$ 128,7 milhões, baixas significativas tanto em volume, de 36,7%, quanto em receita, de 23,4%, em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Ultrapassando a França no terceiro lugar ranking de destinos apareceu o Paraguai. Entre janeiro e agosto, partiram rumo ao país vizinho 5,47 milhões de pares verde-amarelos, pelos quais foram pagos US$ 28,2 milhões, ainda assim quedas tanto em volume, de 19,2%, quanto em receita, de 12,8%, em relação ao intervalo correspondente de 2023.

RS, maior exportador de calçados

Respondendo por mais de 50% de todo o valor gerado com as exportações de calçados no Brasil, o Rio Grande do Sul segue sendo o principal player internacional do setor no país. Entre janeiro e agosto, partiram das fábricas gaúchas 21,24 milhões de pares por US$ 328,14 milhões, quedas de 13,8% e de 13,3%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. Na sequência do Rio Grande do Sul apareceram como principais exportadores brasileiros de calçados os estados do Ceará (19,67 milhões de pares e US$ 134,44 milhões, quedas de 21% e de 27,3%, respectivamente, ante 2023) e São Paulo (3,74 milhões de pares e US$ 57,5 milhões, quedas de 29,9% e de 25,3%).

Ásia puxa aumento das importações de calçados

Entre janeiro e agosto, entraram no Brasil 23,94 milhões de pares por US$ 300,44 milhões, elevação de 12,1% em volume e queda de 5,1% em receita em relação ao mesmo período do ano passado. Respondendo por cerca de 90% dos calçados que entram no Brasil, os países asiáticos seguem puxando as importações para cima.

A China é a principal origem do volume importado. Entre janeiro e agosto, entraram no Brasil 7,75 milhões de pares chineses por US$ 27,32 milhões, quedas de 4,7% e de 24,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2023. O preço médio do calçado foi de US$ 3,50 por par.

A segunda origem dos calçados importados em 2024 foi o Vietnã, de onde partiram rumo ao Brasil 7,68 milhões de pares por US$ 141,9 milhões, incremento de 11,2% em volume e queda de 8,2% em receita no comparativo com os oito primeiros meses do ano passado.

Com crescimentos de 21,6% em pares e 3,1% em receita em relação ao ano passado, a Indonésia foi a terceira principal origem do calçado importado. No período, as empresas indonésias enviaram ao Brasil 3,64 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 61,48 milhões.

A Abicalçados tem monitorado o crescimento das importações de outros dois países asiáticos: Camboja e Mianmar.  Conforme a entidade, entre janeiro e agosto, Camboja foi a origem de 655 mil pares de calçados, pelos quais foram pagos US$ 9,73 milhões, incrementos tanto em volume, de 82,1%, quanto em receita, de 62,6%, em relação ao mesmo intervalo de 2023. Atualmente, o Camboja é a quinta principal origem dos calçados importados pelo Brasil.

Já Mianmar, entre janeiro e agosto, exportou para o Brasil 271,46 mil pares de calçados, pelos quais foram pagos US$ 2,85 milhões, impressionantes aumentos de 168,7% em volume e de 156% em receita em relação ao mesmo intervalo de 2023. Mianmar, conforme ranking da Abicalçados, já é a sétima principal origem dos calçados importados pelo Brasil.

Partes de calçados

Em partes de calçados, considerados cabedais, palmilhas, solados, saltos, etc, as importações dos oito meses somaram US$ 23,72 milhões, 26,6% mais do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Colômbia.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2024 0 Comentários 395 Visualizações
Business

Feira calçadista italiana terá participação de 78 marcas brasileiras

Por Jonathan da Silva 04/09/2024
Por Jonathan da Silva

Considerada uma das maiores feiras de calçados do mundo, a Micam Milano, que acontece em Milão entre os dias 15 e 17 de setembro, contará com a participação de 78 marcas brasileiras. A promoção da presença nacional é do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A coordenadora de Negócios da Abicalçados, Paola Pontin, que acompanhará a ação ao lado do presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, destaca que o grupo brasleiro, historicamente, está no top 3 das maiores delegações estrangeiras da feira. “A indústria calçadista verde-amarela enxerga, na Micam Milano, não somente uma grande mostra de negócios, mas também uma oportunidade de posicionamento de marca e de prospecção no mercado internacional, principalmente da Europa e Oriente Médio”, avalia Paola. Com mais de mil marcas expositoras, a Micam Milano recebe mais de 40 mil compradores internacionais de cerca de 100 países a cada edição.

A edição 98 da Micam Milano marca o retorno dos desfiles de marcas expositoras no evento, ação de grande sucesso que teve um hiato em função da reorganização da feira após a pandemia de Covid-19. Com uma curadoria de moda, os desfiles acontecem diariamente com algumas das principais marcas expositoras da Micam Milano, entre elas 11 brasileiras: Maithë, Satryani, Piccadilly, Modare Ultraconforto, Voices Culture, Arezzo, Guilhermina, Santa Lolla, Perlatto, Ramarim e Schutz.

Moda e sustentabilidade

A Micam Milano é um grande ponto de encontro do setor calçadista mundial. Aproveitando a estada em Milão, no dia 18 de setembro, Ferreira e Paola participam da ação Moda Sustentável, realizada pela ApexBrasil para destacar a sustentabilidade na indústria da moda verde-amarela.

Participam da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 SOFT, Actvitta, Adrun, Anatomic Prime, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Archetti, Arezzo, Beira Rio, BR Sport, ByCool, Camminare, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cartago, Cecconello, Comfortflex, Cristófoli, Dakota , Degalls, Democrata, DiBorges, Divalesi, Ferracini, Ferricelli, Grendene, Grendha, Guilhermina, Ipanema, Jorge Bischoff, JotaPe, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Leveterapia, LigthGel, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Maithë, Melissa, Mississipi, Modare Ultraconforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken Antitensor, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Santinelli, Satryani, Savelli, Schutz, Solis Brasil, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Valentina, Variettá, Verofatto, Vicenza, Villione, Vizzano, Voices Culture, West Coast, Wirth, Zaxy.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2024 0 Comentários 433 Visualizações
Projetos especiais

Origem Sustentável certifica mais duas empresas de componentes para calçados

Por Jonathan da Silva 29/08/2024
Por Jonathan da Silva

Mais duas empresas de componentes para calçados receberam a certificação Origem Sustentável, programa de reconhecimento a práticas ESG na cadeia produtiva do setor. Nesta quinta-feira (29), a Metalsinos, de Araricá, e a Metalização Igrejinha, de Igrejinha, foram certificadas nos níveis bronze e prata, respectivamente. Ambas receberam o reconhecimento em eventos realizados em suas sedes.

A gestora de Marketing e Relacionamento da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Aline Santos, que acompanhou as entregas, destaca a importância do reconhecimento das práticas de sustentabilidade das empresas. “São práticas que, além de garantir um futuro melhor por meio da preservação ambiental e do respeito aos direitos humanos, acabam por trazer maior competitividade para as empresas”, pontua Aline, acrescentando que os consumidores buscam por fabricantes que produzam de acordo com as melhores práticas de ESG. “O Origem Sustentável busca certificar todos os elos da cadeia, dos fornecedores de materiais ao fabricante do produto final, pois entendemos que a sustentabilidade precisa estar em todos os pontos produtivos”, explica a gestora.

Certificada pela primeira vez, a Metalsinos ficou na categoria bronze, para quem atinge 20% dos indicadores do programa. A empresa de Araricá é especializada no desenvolvimento e produção de metais para os mercados calçadista, moveleiro e de confecção. Com início das atividades em 1987, a organização possui grande carteira de clientes no Brasil, desempenho que vem consolidando sua posição de destaque e expansão no mercado nacional e nas exportações.

O diretor comercial da Metalsinos, Luis Eduardo Jardim, ressalta que a empresa trabalha na busca por alternativas inteligentes no tratamento de resíduos. “A partir de análises do impacto ambiental da cadeia produtiva, a empresa implantou uma série de medidas de controle da poluição, diminuindo também o desperdício de recursos e contribuindo para a preservação de nossos recursos naturais. Por tudo isso, a Metalsinos vai além da simples obediência às legislações em gestão de sólidos e líquidos”, detalha Jardim. Segundo o dirigente, outros pontos de destaque na empresa são a otimização do consumo de água, em colunas de troca iônica nas águas de lavagem de soluções e reutilização de efluentes galvânicos, e produtos químicos.

Recertificação

Fundada em 2013, a Metalização Igrejinha foi recertificada no nível prata, para quem atinge 40% dos indicadores. A empresa destaca sempre ter tido preocupação com questões relacionadas à sustentabilidade nos seus pilares ambiental, social e econômico. Entre os destaques da empresa estão o aproveitamento da água da chuva para utilização nos banheiros e para refrigeração das injetoras utilizadas no processo produtivo e uma usina solar com mais de 200 placas.

Metalização Igrejinha foi recertificada no nível prata

Fotos: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/08/2024 0 Comentários 357 Visualizações
Projetos especiais

Certificação Origem Sustentável alcança 100 empresas participantes

Por Jonathan da Silva 26/08/2024
Por Jonathan da Silva

Única certificação de ESG e sustentabilidade para a cadeia produtiva do calçado no mundo, a Origem Sustentável chegou a 100 empresas participantes, com 80 já certificadas e 20 em processo de preparação. O reconhecimento abrange empreendimentos que representam cerca de 50% da produção nacional de calçados, de mais de 870 milhões de pares. A certificação foi criada por meio de uma parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).

O gerente de marketing e estratégia da Abicalçados, Cristian Schlindwein, destaca que as indústrias de calçado brasileiras estão amadurecendo o tema ESG com estratégias e implementação de práticas. A fala é corroborada com dados que constam no capítulo de ESG do Relatório Setorial Indústria de Calçados 2024, produzido pela entidade, que aponta que 88% das empresas do setor realizam a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos industriais, que são reutilizados, reciclados ou coprocessados. Além disso, a pesquisa traz outros dados relevantes para ilustrar o aumento das práticas de sustentabilidade na atividade: 68% das empresas do setor realizam verificação periódica de seus fornecedores quanto à conformidade legal, ambiental e social; 74% das empresas executam controle de substâncias restritas; 67% das empresas utilizam energia 100% renovável, seja adquirida via Mercado Livre de Energia ou por meio de autogeração; 59% das empresas possuem ao menos uma linha de produtos sustentáveis; entre outros dados.

Segundo Schlindwein, o avanço das práticas de ESG no setor é impulsionado por um movimento de conscientização do consumidor brasileiro e mundial, que vem cobrando medidas de sustentabilidade não somente ambiental, mas também social das marcas. Uma recente pesquisa do McKinsey aponta que 38% dos consumidores do mundo já trocaram sua marca favorita por outra devido a questões relativas ao tema. “A sustentabilidade é um caminho sem volta para a indústria que quer se manter competitiva em um cenário instável e de grande concorrência, muitas vezes predatória”, destaca o gerente.

Competitividade

Dentro do tema da chamada ‘concorrência desleal’, com destaque sempre para os players asiáticos, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que a Origem Sustentável é uma ferramenta a mais para a competitividade. “Em um mercado cada vez mais concorrido, em especial com as produtoras asiáticas, a divulgação de ações em acordo com os direitos humanos e com a preservação ambiental se tornaram uma ferramenta de competitividade. Os três maiores players asiáticos, China, Vietnã e Indonésia, por exemplo, não ratificaram convenções importantes relacionadas a jornadas de trabalho, salários ou políticas sociais. Nós precisamos divulgar que somos o país com a indústria de calçados mais sustentável do planeta. O consumidor mundial precisa saber disso”, enfatiza Ferreira.

Origem Sustentável

A certificação foi criada pelas entidades para reconhecer tanto empresas produtoras de calçados quanto suas fornecedoras de materiais e insumos. O Origem Sustentável é baseado nas melhores práticas internacionais da área, seguindo diretrizes  em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. As categorias dentro da certificação são Diamante (+80% dos indicadores alcançados), Ouro (+60%), Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes, como Senais, SGS, ABNT, Intertek e Bureau Veritas. Mais detalhes podem ser obtidos no site origemsustentavel.org.br.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2024 0 Comentários 474 Visualizações
Projetos especiais

Calçados Beira Rio reforça compromisso com a sustentabilidade

Por Jonathan da Silva 20/08/2024
Por Jonathan da Silva

A Calçados Beira Rio promoveu nesta segunda-feira (19) um encontro com a apresentação de programa de sustentabilidade Origem Sustentável para seus fornecedores. A marca é certificada no nível máximo da iniciativa, o Diamante, para quem atinge mais de 80% dos indicadores. Conduzida pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), que concede a certificação, a exposição reforçou o compromisso da marca calçadista de ter a totalidade dos seus fornecedores regulares certificados pelo programa até o final de 2025. O evento aconteceu na sede da empresa, em Novo Hamburgo.

A gestora de Marketing e Relacionamento da Assintecal, Aline Santos, destaca que a Beira Rio é um case de sucesso quando se trata de práticas ESG na cadeia produtiva do calçado. “A empresa é uma das maiores do Brasil e do mundo e, claro, quando promove práticas sustentáveis também acaba trazendo junto toda uma cadeia de fornecedores e terceirizados. É um orgulho para o Origem Sustentável ter uma gigante desse porte entre seus certificados”, pontua Aline.

A gestora apresentou o Origem Sustentável, seus indicadores, processos de autorias, entre outros pontos, para os fornecedores da marca calçadista. “O programa preza pela continuidade, certo de que a sustentabilidade é uma jornada que tem um início, mas não tem um fim”, completa Aline.

Certificação para quem promove a sustentabilidade

Criado pela Assintecal em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o Origem Sustentável é a única certificação de ESG e sustentabilidade no mundo voltada para as empresas da cadeia calçadista. Baseado nas melhores práticas internacionais de sustentabilidade, segue a diretriz de mais de 100 indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. As categorias são Diamante (mais de 80% dos indicadores alcançados), Ouro (mais de 60%), Prata (mais de 40%) e Bronze (mais de 20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes como Senai, SGS, ABNT, Intertek, Bureau Veritas e DNV.

Gigante calçadista

Com uma produção de cerca de 600 mil pares diários, a Calçados Beira Rio possui 11 fábricas, todas elas no Rio Grande do Sul. A marca emprega aproximadamente 10 mil pessoas de forma direta. Atualmente, cerca de 15% da produção da empresa calçadista é exportada para mais de 100 países, principalmente na América Latina.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/08/2024 0 Comentários 423 Visualizações
Variedades

Indústria calçadista brasileira avança na utilização de materiais alternativos

Por Jonathan da Silva 19/08/2024
Por Jonathan da Silva

Considerado dono da maior indústria de calçados do ocidente, o Brasil produz mais de 865 milhões de pares anualmente. Para 2024, a estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) é de um avanço produtivo entre 0,9% e 2,2%, perspectiva ancorada no mercado interno. Neste contexto de crescimento, também tem avançado a utilização dos chamados materiais alternativos, que são tanto reciclados ou de reuso quanto biomateriais, como insumos provenientes da natureza e biodegradáveis.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que, atualmente, seis a cada dez produtoras de calçados possuem ao menos uma linha de produtos sustentáveis. “Embora ainda exista certa dificuldade na questão de escala, o que muitas vezes torna produtos desenvolvidos com materiais alternativos mais custosos para o consumidor, existe um movimento na sociedade que não pode ser ignorado e que, logo mais, irá tornar esses produtos escaláveis e mais competitivos”, projeta o dirigente.

Plugt: demanda internacional

Uma das empresas que utiliza material alternativo na composição do seu calçado é a Plugt, indústria de produtos infantis de Birigui-SP. A calçadista, fundada em 2001, desde sua concepção destaca a preocupação com a sustentabilidade dos seus produtos, que não utilizam materiais pesados nem ftalatos na sua composição. Há cerca de sete anos, a empresa avançou ainda mais. Em uma parceria com uma marca austríaca, a Plugt passou a produzir calçados para adultos no modelo private label com fibra de coco e bambu. “Notando um interesse crescente no mercado, passamos a utilizar o material também na produção da marca Plugt, o que foi um sucesso”, conta o diretor da empresa, Renato Ramires.

Atualmente, segundo Ramires, cerca de 20% da produção diária de 1,2 mil pares é desenvolvida com uma mistura de fibras de coco e bambu com PVC. Segundo ele, existe uma demanda cada vez maior por materiais alternativos, principalmente no mercado internacional, para onde a empresa envia entre 20% e 30% de sua produção. “Aqui no mercado interno esse movimento é mais fraco, mas também vem crescendo, o que nos permite almejar um aumento da utilização das fibras nas nossas linhas”, projeta o empresário. Além das fibras, a Plugt vem estudando o desenvolvimento de calçados com cortiça reaproveitada e o chamado “EVA verde”, produzido a partir da cana-de-açúcar.

Alme: referência em práticas sustentáveis

A Alme, marca feminina que integra o grupo Azzas 2154 (antigo Arezzo&Co), entrou no mercado em 2018 e, em 2021, passou por um reposicionamento, adotando como propósito ser a marca referência em práticas sustentáveis aplicadas ao produto. “Criamos os calçados com o menor impacto possível para o meio ambiente e máximo de conforto para os pés. Combinamos informação de moda e matérias-primas de baixo impacto, como componentes de bases vegetais e reciclados, aliados a uma tecnologia inovadora que proporciona o máximo de conforto e estilo”, conta a head de Operações e Marketing da Alme, Isabella Barbieri.

Os calçados da Alme utilizam materiais biodegradáveis, reciclados e de fontes renováveis, como garrafas pet (originam os fios dos tecidos), cana-de-açúcar (base para o EVA verde utilizado nas palmilhas e solas dos sapatos), algodão reciclado (reaproveitado da indústria têxtil), além do adesivo à base d’água e sem solventes e papel certificado pela Forest Stewardship Council (FSC).

Para Isabella, existe um movimento perceptível nos últimos anos a respeito da importância da sustentabilidade. “Essas discussões foram muito impulsionadas pelos desafios socioambientais que enfrentamos atualmente. Isso se reflete na relação com o consumo e, neste cenário, produtos e marcas que adotam práticas mais sustentáveis se destacam”, comenta a head, que cita ainda uma pesquisa que mostra que 38% dos consumidores já trocaram sua marca favorita por outra devido a questões de sustentabilidade (McKinsey). “Minha percepção é de que os consumidores estão cada vez mais dispostos a buscar produtos que tenham um menor impacto ambiental, preferindo marcas comprometidas com a agenda ESG. Esse é um movimento importante, que fortalece a transformação para um mercado mais consciente”, acrescenta Isabella.

Além dos produtos sustentáveis, a Alme oferece, em suas lojas físicas, um serviço aos clientes para o descarte adequado de sapatos, o Alme Retorna. Por meio dele, os produtos podem se tornar matéria-prima para a indústria cimenteira, uma alternativa mais sustentável em relação ao combustível fóssil.

Vizzia: sustentabilidade competitiva

A PVC Indústria e Comércio, fabricante das sandálias e chinelos da marca Vizzia, também aposta no produto reciclado para ter mais competitividade. Diferente da maioria dos outros players, no entanto, é justamente o PVC reciclado, que é buscado em parceria com catadores de cooperativas locais na cidade de Juazeiro do Norte-CE, que deixa o preço das sandálias mais competitivo. “Processamos, anualmente, mais de 60 toneladas de PVC. Eles, após a moagem, são utilizados nas solas dos nossos produtos, sem perder em nada na qualidade e conforto para as sandálias produzidas a partir de matéria virgem”, conta o diretor da empresa, Wanderson Sampaio Gonçalves.

O empresário diz, ainda, que além de ajudar o meio ambiente com a reciclagem do material que iria para aterros, o processo torna o preço mais competitivo. “O custo fica em torno de 15% menor se comparado ao produto feito a partir de material virgem”, acrescenta Gonçalves.

Com uma produção diária de 14 mil pares de sandálias e 10 mil pares diários de solados de PVC, o grupo exporta cerca de 20% dos calçados desenvolvidos para países da América do Sul. “No mercado internacional, existe uma maior receptividade para o nosso produto, mas o mercado interno ainda valoriza pouco. Acredito que seja um processo de conscientização”, avalia o diretor. Com o mercado doméstico mais aquecido, o empresário projeta que, neste ano, sejam processadas mais de 90 toneladas de PVC, com um crescimento entre 5% e 10% na produção de sandálias e solados.

Além de utilizar o PVC reciclado nos seus calçados, o grupo utiliza polietileno reciclado de para-choques automotivos para desenvolver os cabides que acompanham suas sandálias. “É um processo menor, mas importante. Processamos, mensalmente, cerca de 2 toneladas desse plástico. Assim como o PVC, ele é comprado de cooperativas de reciclagem”, conclui Gonçalves.

Movimento crescente

Além das empresas ouvidas pela Abicalçados, muitas outras utilizam materiais reciclados ou biomateriais nas suas produções. É um movimento crescente no setor e que tem muita relação com a maior conscientização por parte do consumidor.

Grendene: pigmento de algas

Em parceria com a Bloom, empresa de materiais sustentáveis, a Grendene, de Farroupilha, aumentou o conteúdo renovável de produtos com algas de água doce que estavam se proliferando em excesso, causando desequilíbrios ambientais.

Pampili: Eco Friendly

A indústria de calçados infantis de Birigui-SP trabalha com o Projeto Eco Friendly. Trata-se de uma linha de produtos feitos com um percentual de material reciclado, aparas de contraforte, retalhos de solas, etc.

Piccadilly: Linha So.Si

A calçadista gaúcha produtora de sapatos femininos, que tem matriz em Igrejinha, criou um modelo de tênis 100% sustentável, fabricado com 3,5 garrafas pet recicladas, palmilha sustentável e sem origem animal, além de 17% de fio recuperado na indústria têxtil.

Vulcabras: Corre ECO

Produto da marca esportiva Olympikus, o Corre Eco foi desenvolvido por atletas de corrida com tecnologia 100% sustentável. O tênis possui cabedal produzido com pet reciclado, EVA verde (fabricado com cana-de-açúcar) e borracha especial extraída da seringueira. Já as tags dos produtos são desenvolvidas com folhas de manjericão, que podem ser plantadas pelos consumidores.

Tnin: palmilhas de cana-de-açúcar

Com lona feita a partir de resíduos têxteis e reciclagem de pet, jeans reciclado e algodão orgânico, a linha I’m green EVA é produzida com cana-de-açúcar – nas palmilhas -, cola à base de água e papelão reciclado nos materiais de embalagem.

Ferracini: insumos renováveis

A marca de Franca-SP tem uma coleção sustentável com calçados produzidos a partir de insumos renováveis, com cabedal de malha tridimensional knit reciclada, sem tingimento químico. Borracha natural, algodão biodegradável e renovável também fazem parte dos componentes utilizados.

Modare Ultraconforto: cabedal e solado

Cabedal produzido de poliéster reciclado, solado com PVC e casca de arroz são alguns dos materiais alternativos utilizados pela fabricante gaúcha Calçados Beira Rio, de Novo Hamburgo. A marca Modare Ultraconforto é uma das marcas da empresa que utiliza desse diferencial em seus produtos.

Eco Klin: coleção com menor impacto ambiental

Os pequenos também têm no Eco Klin opções com impacto ambiental menor já que a calçadista de Birigui utiliza materiais reaproveitados, tingimento natural, casca de arroz e fibra de bambu nos calçados infantis.

Ramarim: materiais e processos

A calçadista gaúcha tem uma linha de produtos com materiais e processos sustentáveis. Couraça e contraforte produzidos com sobras industriais com 80% de reaproveitamento. Já o forro é feito em PET 100% reciclado e o cabedal é fabricado a base de lona em PET 100% reciclada.

Kenner: novo destino para os resíduos

A marca lançou a coleção Re.Use em que produz calçados a partir de resíduos da produção que seriam descartados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2024 0 Comentários 553 Visualizações
Business

Feira norte-americana de calçados deve gerar R$ 21 milhões a marcas brasileiras

Por Jonathan da Silva 14/08/2024
Por Jonathan da Silva

Mais de R$ 21 milhões (US$ 3,88 milhões) devem ser gerados para 27 marcas brasileiras que participaram da feira Atlanta Shoe Market, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de agosto, em Atlanta, nos Estados Unidos. A participação das empresas do Brasil foi apoiada pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Os resultados do desempenho estão em relatório do programa e somam negócios efetivados no local e encaminhados para os próximos meses.

A representante da área de negócios da Abicalçados, Carla Giordani, destaca que foram cerca de 200 contatos com compradores dos Estados Unidos e países da América Latina, sendo quase 100 deles inéditos para as marcas brasileiras. Já na feira, foram comercializados mais de 34 mil pares de calçados, número que salta para 264 mil pares se somados os negócios que ficaram alinhavados para um futuro próximo. “Tivemos o recorde de participação de marcas brasileiras apoiadas pelo programa, além de resultados 20% superiores aos registrados na feira do ano passado”, pontua Carla.

Participando pela primeira vez da Atlanta Shoe Market, a Ramarim se mostra satisfeita com os resultados alcançados. “A experiência superou as nossas expectativas. É uma feira diferente das que estamos acostumados, com foco maior no lojista. Tivemos novos e importantes contatos”, avalia a gerente de exportação da empresa, Tatiana Müller.

A coordenadora comercial da Cocco Miami, Paula Gerhand, ressalta que, apesar de uma visitação menos expressiva do que em outras edições, os compradores estavam focados em negócios. “Fechamos negócios importantes, entre eles com novos clientes de Michigan e Nova Orleans, além de receber tradicionais parceiros do mercado dos Estados Unidos”, aponta Paula.

Participaram da Atlanta Shoe Market as marcas Arezzo, Schutz, Beira Rio, Moleca, Vizzano, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BR Sport, Bottero, Itapuã, New Face, Pegada, Ramarim, Comfortflex, Vicenza, Cartago, Ipanema, Melissa, Mini Melissa, Levecomfort, Leveterapia, West Coast, Piccadilly, Usaflex e Cocco Miami.

Próximos eventos

A Atlanta Shoe Market fez parte de um circuito de feiras calçadistas nos Estados Unidos. A próxima parada para as marcas brasileiras será a Magic Las Vegas, entre os dias 19 e 21 de agosto. As marcas Carrano, Lavish by Tricia Milaneze e Camu Camu participam da feira apoiadas pelo Brazilian Footwear. Encerrando o circuito de mostras, Beira Rio, Vizzano, Moleca, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BR Sport e Carrano participam da Magic NY entre os dias 22 e 24 de setembro, também apoiadas pelo programa.

Mercado dos Estados Unidos

O mercado estadunidense consome, anualmente, mais de 2,6 bilhões de pares de calçados, quase todos frutos de importações. Atualmente, os Estados Unidos são o principal mercado internacional para o calçado brasileiro. Entre janeiro e julho, foram embarcados para lá 5,97 milhões de pares de calçados do Brasil, que geraram US$ 125,96 milhões de receita.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/08/2024 0 Comentários 367 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de calçado caem 23% nos sete primeiros meses de 2024

Por Jonathan da Silva 13/08/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de janeiro a julho de calçado caíram 23% em volume e 21,6% em receita comparado ao mesmo período de 2023, apontam dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Nos primeiros sete meses deste ano, a indústria calçadista embarcou 56,2 milhões de pares, que geraram US$ 570,25 milhões.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que existe uma expectativa de atenuação das quedas ao longo do segundo semestre do ano, mas que o setor, mesmo assim, deverá encerrar o ano com dados negativos . “Em 2024, além da baixa dinâmica do consumo internacional, estamos com dificuldades adicionais nos dois principais destinos do calçado brasileiro no exterior. Nos Estados Unidos, temos uma invasão de calçados asiáticos, que vêm ganhando market share em detrimento do nosso produto. Já na Argentina, temos uma crise interna que vem afetando diretamente a nossa performance. No início do ano, esperávamos uma recuperação econômica mais rápida, o que não está acontecendo”, avalia o dirigente.

Principais destinos

O principal destino do calçado brasileiro no exterior segue sendo os Estados Unidos, que entre janeiro e julho importaram 5,97 milhões de pares de calçados do Brasil, pelos quais foram pagos US$ 125,96 milhões. Contudo, os resultados são 5,4% inferiores em volume e 7,5% em receita comparados ao mesmo período do ano passado.

Em crise econômica e com o consumo em queda, a Argentina está com suas importações em declínio. Nos sete primeiros meses de 2024, os vizinhos importaram 5,84 milhões de pares brasileiros por US$ 112,17 milhões, resultados também inferiores tanto em volume (queda de 37,6%) quanto em receita (queda de 24,9%) em relação ao mesmo momento de 2023.

Ultrapassando a França como terceiro destino do calçado brasileiro no exterior, o Paraguai importou 4,85 milhões de pares por US$ 24,7 milhões nos sete primeiros meses de 2024. Ainda assim, os resultados são inferiores também em volume (queda de 16%) e receita (queda 8,9%) ante o ano passado.

Rio Grande do Sul permanece no topo dos exportadores

O Rio Grande do Sul segue sendo o maior exportador de calçados do Brasil. Entre janeiro e julho, as fábricas gaúchas embarcaram 17,93 milhões de pares por US$ 278,65 milhões. Ainda assim, o resultado representa quedas de 16,3% e de 15%, respectivamente, ante o mesmo período de 2023.

O Ceará aparece como o segundo principal exportador de calçados do país. Nos sete primeiros meses do ano, as fábricas cearenses embarcaram 17,54 milhões de pares por US$ 119 milhões, também quedas de 21,7% em volume e de 29,2% em receita na relação com o recorte do ano anterior.

São Paulo aparece na terceira posição entre os maiores exportadores de calçados do Brasil. Entre janeiro e julho, partiram das fábricas paulistas 3,34 milhões de pares por US$ 51,43 milhões, quedas de 29% e de 23%, respectivamente, ante o período correspondente do ano passado.

Importações crescem acima de dois dígitos

No acumulado dos sete meses, as importações somaram 20,85 milhões de pares e US$ 258,8 milhões, aumento de 10,2% em volume e queda de 5,5% em receita no comparativo com o mesmo período de 2023. As principais origens seguem sendo os países asiáticos. Em primeiro lugar aparece o Vietnã, que exportaram 6,58 milhões de pares para o Brasil, pelos quais foram pagos US$ 122,53 milhões, crescimento de 11,6% em volume e queda de 8,5% em receita na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Na sequência, aparecem Indonésia (2,9 milhões de pares e US$ 50,8 milhões, elevação de 15,4% e queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2023) e China (7,4 milhões de pares e US$ 25,1 milhões, queda de 6,3% em volume e de 23% em receita em relação ao ano passado).

Alerta para novos players asiáticos

Dois países asiáticos que anos atrás eram pouco representativos nas importações apareceram entre as principais origens em 2024 e acenderam uma chamada “luz de alerta” na indústria calçadista nacional. Com incremento de 121,2% nas suas exportações para o Brasil, Camboja foi a origem de 546 mil pares importados no período. Também recebeu destaque Mianmar, com aumento de 157,4% nas suas exportações para o Brasil, o que significa 197,84 mil pares.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/08/2024 0 Comentários 526 Visualizações
Business

Indústria calçadista brasileira cria 7,65 mil postos de trabalho no primeiro semestre

Por Jonathan da Silva 06/08/2024
Por Jonathan da Silva

A indústria calçadista brasileira encerrou o primeiro semestre de 2024 com a criação de 7,65 mil vagas de trabalho. No total, o setor conta com o estoque total de 288,2 mil empregos diretos, dado que no entanto representa 3,8% a menos do que no mesmo período de 2023. Em junho, foram 1,12 mil postos de trabalho criados. Os dados foram elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) com base em levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A queda de um percentual baixo não é considerada trágica pelo setor em função das instabilidades no mercado internacional. O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o dado na realidade reflete uma melhora gradual no mercado doméstico, que absorve mais de 85% das vendas da indústria calçadista. “Para o ano, a estimativa é fechar com um incremento produtivo de mais de 2%, para mais de 870 milhões de pares. O grande motor desse crescimento deve ser o mercado interno, embora também tenhamos a expectativa de uma melhora nas exportações ao longo da segunda parte de 2024. Obviamente, teremos um reflexo positivo na geração de empregos, caso se confirme essa perspectiva”, avalia o dirigente.

Rio Grande do Sul continua como maior empregador

O Rio Grande do Sul segue como o principal empregador do setor calçadista no Brasil. Com a geração de 1,45 mil empregos no primeiro semestre, a indústria gaúcha encerrou o sexto mês com 85,6 mil empregos na atividade, também 3,8% menos do que em junho de 2023.

O segundo maior empregador do setor segue sendo o Ceará, que encerrou o semestre com 65,77 mil pessoas empregadas na atividade, 2,1% menos do que no mesmo período do ano passado. O saldo gerado no semestre ficou positivo em 614 postos. O ranking dos principais empregadores do Brasil na atividade é completado pela Bahia. A indústria calçadista baiana encerrou o semestre com 39,8 mil empregos gerados, 7,5% menos do que no mesmo momento de 2023. Já considerando os seis primeiros meses do ano, o saldo ficou positivo em 60 empregos gerados.

A tabela completa por estado pode ser conferida no link drive.google.com/file/d/1JzX6eh0K-KyDaJ1YigmtJ-772MwcoGvd/view?usp=sharing.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/08/2024 0 Comentários 383 Visualizações
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