Sindisaúde-RS debate demissões no Projeto Campi

Por Jonathan da Silva

O Sindisaúde-RS realizou uma reunião com trabalhadoras e trabalhadores do Projeto Campi nesta segunda-feira (19), na sede do sindicato, para esclarecer dúvidas sobre o processo de demissões e recontratações adotado pela empresa. A iniciativa ocorre após relatos de possíveis irregularidades trabalhistas, com o objetivo de orientar a categoria sobre a defesa de seus direitos.

Durante o encontro, que contou com a presença de diretores sindicais e representantes do Escritório Woida, assessoria jurídica do sindicato, os trabalhadores relataram que teriam sido pressionados a pedir demissão e aceitar a recontratação sem o pagamento das verbas rescisórias. Segundo os depoimentos apresentados na reunião, quem não concordasse com o procedimento poderia ser demitido sem garantia de retorno. Também foram mencionados atrasos salariais, parcelamento irregular de direitos, desvio de função, assédio e sobrecarga de trabalho.

Análise jurídica

A advogada do Sindisaúde-RS, Ana Quevedo, afirmou que a reunião permitiu identificar problemas no processo adotado pela empresa. “A reunião foi muito produtiva. Foram identificadas diversas irregularidades no funcionamento do Projeto Campi, como assédio aos trabalhadores e problemas graves no processo de rescisão. Houve relatos de situações constrangedoras, com trabalhadores sob forte pressão no momento de assinar um acordo totalmente inválido, que deverá ser anulado judicialmente. Foi um momento importante para esclarecer os fatos e, a partir disso, o escritório jurídico irá elaborar a ação e definir a melhor estratégia para garantir os direitos dos trabalhadores”, expressou Ana.

Foto: Thales Renato Ferreira/Divulgação | Fonte: Assessoria
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