O uso do silo-bolsa para o armazenamento de silagem vem crescendo em diferentes regiões do país, impulsionado por resultados que apontam maior conservação nutricional e redução de perdas. A tecnologia, adotada principalmente por produtores de leite e pecuaristas com gado confinado, tem ganhado destaque em propriedades rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e no Centro-Oeste. A expansão é liderada por empresas como a Pacifil Brasil, de Sapiranga, referência nacional em soluções de armazenamento agrícola, em parceria com a Braskem, que fornece o polietileno utilizado na fabricação do produto.
Um estudo conduzido pela Pacifil Brasil, em parceria com a Braskem, avaliou a performance do silo-bolsa em comparação aos modelos convencionais de silo-trincheira e de superfície em uma propriedade rural do Rio Grande do Sul. O levantamento analisou todo o ciclo de armazenamento da silagem de milho — da colheita à oferta ao rebanho — e constatou que, enquanto os sistemas tradicionais registraram perdas de pelo menos 15% do material, o silo-bolsa reduziu o índice para perto de zero. Essa eficiência gerou maior aproveitamento do alimento e aumento do lucro nas propriedades.
Como funciona a tecnologia
Produzido com polietileno (PE) de alta tecnologia, o silo-bolsa é um túnel flexível que permite o isolamento total do alimento do contato com o oxigênio, garantindo a conservação da matéria verde por até 24 meses. Entre as vantagens estão o baixo custo de instalação, a facilidade de uso, a possibilidade de separar lotes e o caráter totalmente reciclável do material. O sistema utiliza um processo de embolsamento e compactação que mantém a silagem em condições ideais de armazenamento.
Crescimento entre produtores rurais
De acordo com o gestor comercial nacional da Pacifil, Harti Lenhardt, o avanço do silo-bolsa se deve à necessidade dos produtores de manter alimento de qualidade disponível o ano todo. “A pecuária de leite e de confinamento exige uma estratégia bem definida por parte do produtor que precisa ter alimento de qualidade o ano todo para oferecer ao rebanho. Diante disso, o silo-bolsa tem se mostrado muito eficiente aos desafios enfrentados pelas propriedades”, afirma Lenhardt. Segundo o gestor, a receptividade entre os produtores tem sido alta, especialmente após ações como a expedição Confina Brasil, da Scot Consultoria, que percorreu 12 estados nos últimos meses.
Sustentabilidade e inovação no agronegócio
A representante da área de Desenvolvimento de Negócios dos segmentos Agro, Infra e Indústrias da Braskem, Viviane Remondini, destaca que o silo-bolsa é exemplo de inovação que alia eficiência e sustentabilidade. “Atuamos em sinergia com nossos clientes para atender às demandas do agronegócio, setor sempre aberto a inovações que gerem mais produtividade e que representem menos impacto de mão de obra e de riscos ao meio ambiente. O silo-bolsa é um dos casos em que o plástico mostra seu valor e beneficia a cadeia pecuária com grande eficiência, bem como ajuda a promover a sustentabilidade da cadeia de transformação no estado”, explica Remondini.
O que é a Pacifil Brasil
A Pacifil Brasil atua desde Sapiranga desenvolvendo soluções de armazenamento agrícola para o mercado interno e exportações a mais de 20 países. A empresa utiliza matérias-primas fornecidas pela Braskem e investe em tecnologias de ponta para garantir resistência e durabilidade aos seus produtos. Parceiras desde 2009, as duas companhias mantêm projetos conjuntos para aprimorar o desempenho das resinas termoplásticas empregadas nos silos-bolsa.


