As pequenas vinícolas gaúchas terão uma oportunidade estratégica de ampliar sua presença em mercados nacionais e internacionais durante a Wine South America 2026, que ocorre de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves. Entre os destaques da programação está o Projeto Comprador, iniciativa apoiada pelo Sebrae RS que promoverá rodadas de negócios entre vinícolas e compradores de diferentes regiões do país e do exterior.
A ação ocorre nos dias 12 e 13 de maio e deve reunir 138 vinícolas brasileiras, 19 importadores e 100 compradores nacionais, com a expectativa de realização de mais de duas mil reuniões ao longo dos dois dias. A proposta é aproximar pequenos produtores de compradores qualificados, criando conexões comerciais alinhadas ao perfil e à estratégia de cada empresa participante.
Segundo o analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Jakson da Luz, o trabalho é desenvolvido a partir de uma curadoria prévia entre vinícolas e compradores. “A partir do perfil da vinícola, do tipo de vinho e também da demanda do comprador, fazemos um cruzamento de interesses para gerar reuniões mais assertivas. Tanto as vinícolas quanto os compradores indicam quem desejam conhecer. Assim, trabalhamos essas expectativas para aproximar empresas com potencial real de negócios”, explica.
O analista conta que a iniciativa se torna ainda mais relevante para pequenas vinícolas, que comumente encontram dificuldades para acessar determinados mercados de forma individual. “Temos muitas empresas pequenas que não conseguiriam chegar sozinhas a grandes compradores ou teriam um custo muito alto para isso. Então, o projeto funciona como esse elo de aproximação, criando oportunidades concretas durante a feira”, destaca.
Entre as empresas participantes está a Vinícola Berkano, de Pinto Bandeira. Para o sócio-fundador Rodrigo Zini, as rodadas de negócios têm papel importante na ampliação de mercado da empresa, especialmente no segmento premium: “A gente vai para a feira focado principalmente no mercado premium, buscando restaurantes de alto padrão e lojas especializadas. Esse trabalho de curadoria faz toda a diferença porque aproxima a vinícola de compradores que realmente fazem sentido para o nosso posicionamento”.
Conforme relata Zini, o modelo das rodadas permite encontros mais objetivos e estratégicos do que os contatos realizados espontaneamente durante a feira. “Quando o comprador já demonstra interesse antes da reunião, a conversa se torna muito mais assertiva. Isso abre portas que seriam muito difíceis de acessar individualmente, como restaurantes e lojas de altíssimo padrão”, pontua.
O empresário destaca ainda que a participação em edições anteriores já trouxe resultados concretos para a vinícola. “Tivemos negócios importantes com restaurantes e clientes de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Isso mostra a amplitude de mercado que conseguimos atingir por meio dessas iniciativas”, completa.


