Programa Saúde na Escola realiza seminário para alinhar ações

Por Marcel Vogt

Profissionais das redes de assistência social, educação, saúde, colaboradores e apoiadores de instituições de ensino superior, que atuam no Programa Saúde na Escola (PSE), estiveram ao longo desta terça-feira, (4), nas dependências da Unisc, participando de um seminário para alinhar ações e estabelecer prioridades acerca do trabalho colaborativo de promoção e prevenção em saúde no âmbito municipal. A abertura ocorreu na sala 101 do bloco 1 e contou com a presença da coordenação do programa, de autoridades do Executivo, representantes da 6ª CRE, Unisc e parceiros.

Desde 1989 já se trabalhava com prevenção nas escolas do interior, a odontologia sempre esteve identificada com a pauta da promoção da saúde

Durante a abertura do seminário, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Elstor Desbessell, o secretário municipal de Educação, Wagner Machado, o coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura, e a coordenadora do PSE, Denise Henriqson, fizeram entregas simbólicas para escolas estaduais e municipais, de kits para a prática de atividades físicas. Serão contemplados nesta oportunidade, estudantes do ensino fundamental e médio. Crianças da educação infantil já receberam seus kits em 2018.

O Programa Saúde na Escola é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação para promover o desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da colaboração entre os profissionais de saúde das unidades básicas e dos profissionais da educação e da assistência social. Ao longo de todo o ano letivo são realizadas avaliações de acuidade visual, saúde bucal, verificação de peso e medidas, situação vacinal, além de ações educativas para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, prevenção ao uso de álcool, drogas e gravidez.

Ao falar sobre o programa, que este ano completa uma década, a coordenadora, Denise Henriqson, lembrou que em Santa Cruz do Sul o PSE abriu a possibilidade de convênio com o município em 2013 e um ano depois chegou o primeiro recurso. Ela ressaltou, porém, que muito antes da existência formal do PSE, a prevenção já era uma realidade na rede municipal de ensino “Desde 1989 já se trabalhava com prevenção nas escolas do interior, a odontologia sempre esteve identificada com a pauta da promoção da saúde. Com a entrada do Saúde na Escola esse escopo de ações se ampliou e passamos a trabalhar, também, questões como o combate à obesidade e desnutrição, as vacinas, a prática de educação física e outras”, observou.

Jogo de tabuleiro foi criado para ensinar aos jovens os caminhos do SUS

O Programa Saúde da Escola também inclui a pesquisa dentre as suas muitas ações junto a estudantes das escolas públicas municipais e estaduais. E um dos frutos desse trabalho será conhecido agora em sala de aula. Um jogo educativo de tabuleiro intitulado Caminhos do SUS foi entregue a representantes das instituições de ensino durante o seminário. A iniciativa foi desenvolvida por pesquisadores do Grupo de Pesquisa sobre Álcool e outras Drogas (Grupad) da Unisc e envolveu diversas parcerias na realização, apoio e financiamento.

Como explicou a professora de pós-graduação Edna Linhares Garcia, coordenadora do Grupad, o jogo tem proposta pedagógica e foi criado para auxiliar os jovens, de uma forma lúdica, a encontrar soluções para uma gama de questões que permeiam essa difícil fase da existência. A medida que vão jogando os dados e percorrendo as casas do tabuleiro, os jovens vão descobrindo os diferentes tipos de serviços oferecidos pelo SUS e disponíveis ao cidadão, seu funcionamento, para que servem e como acessá-los. “Esse jogo é um produto muito concreto de algo que vem sendo trabalhado há tempo. Queremos ensinar brincando, despertar nos jovens essa busca pela resolução de problemas que eles não conseguem dividir com os adultos”, explicou.

Edna informou que este ano será dado prosseguimento a uma pesquisa sobre o uso de drogas entre os estudantes e que por meio de atividades lúdicas é possível verificar situações que necessitam de intervenção. “Fizemos um levantamento em 2010 e em 2020 deveríamos ter feito novamente, mas não foi possível por causa da pandemia. Dados mostram que o uso de drogas começa a acontecer por volta dos 10, 12 anos, então é importante essa ação”, disse.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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