Diante da redução dos principais índices de criminalidade em Porto Alegre e na Região Metropolitana, prefeitos se reuniram para discutir ações que mantenham essa trajetória descendente. Compartilhar experiências, entender a dinâmica de trabalho da Brigada Militar e conhecer cases globais sobre o assunto foram os objetivos de uma reunião na Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal). O encontro ocorreu nesta quarta-feira (24), em Cachoeirinha.
Os homicídios reduziram 35,2% na região, entre janeiro e setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2018. Os roubos e furtos de veículos também vêm apresentando queda: 33,9% e 11,9%, respectivamente. Para o prefeito de Cachoeirinha e presidente de Granpal, Miki Breier (PSB), os resultados na área são animadores. Os números, segundo ele, refletem a política assertiva dos municípios, que apostaram na integração com o Estado como instrumento de combate à criminalidade.
Outro dado que chamou a atenção foi a redução dos confrontos entre polícia e crime organizado. A queda chegou a 70% no último ano – o que vem evitando o risco de balas perdidas e ampliando a sensação de segurança da população.
“Temos muito a evoluir no assunto, mas é inegável que vivemos hoje uma situação de mais segurança do que lá atrás”, definiu Breier.
Comandante regional da Brigada Militar, o coronel Oto Eduardo Amorim falou sobre a importância da integração entre os órgãos de segurança, do sigilo das operações e da necessidade de as guardas municipais estarem em harmonia com os demais entes. “Muito se fala, por exemplo, no cercamento eletrônico. Ele é importante, mas as imagens precisam estar no radar do serviço do Estado também”, explicou.
A prefeita de Nova Santa Rita, Margarete Ferretti (PT), seguiu a linha de Breier e agradeceu a forma humana como o comando trata as tropas e a sociedade. O prefeito Daiçon Maciel (Progressistas), de Santo Antônio da Patrulha, pediu que a cidade seja incluída na Região Metropolitana quando o assunto é segurança. “Precisamos reparar este equívoco. A comunidade precisa de mais proteção e serviço de inteligência”, frisou.


