Para FCDL-RS, novo modelo de gestão da pandemia traz avanço aos setores produtivos

Por Caren Souza

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), considera bom o novo modelo de monitoramento e gestão da pandemia, denominado Sistema 3As – Aviso, Alerta e Ação – que substituirá o distanciamento controlado, anunciado pelo governo estadual nesta sexta-feira (14) e que entrou em vigor no domingo (16).

Neste momento, conciliar os cuidados com a saúde e limitar o mínimo possível a economia são ações que podem ajudar o Rio Grande do Sul a retomar seu crescimento e evitar agravamento da crise social que o estado vive.

O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, avalia que o principal aspecto do novo modelo é a ampliação do poder de decisão das regiões e dos municípios na definição dos protocolos de saúde a serem seguidos pelos setores produtivos e pela população. Além disso, a possibilidade do comércio ter horário ampliado para trabalhar, podendo receber mais clientes sem risco de aglomeração, também é outro ponto positivo.

“No nosso entendimento, os prefeitos são os entes públicos que melhor conhecem a realidade de seus municípios. Nos parece que o governo estadual acerta em ampliar a participação desses gestores na definição de como cada cidade e cada região vai administrar o controle da pandemia”, destaca o presidente da FCDL-RS.

Também é importante, segundo ele, que o Executivo estadual siga municiando o a sociedade com os indicadores da doença e que oriente e gerencie os momentos de maior dificuldade do seu controle que, eventualmente, venham a ocorrer. “O fundamental é que os setores produtivos possam continuar em atividade, mesmo em momentos mais delicados, respeitando os protocolos estabelecidos para cada atividade”, Koch.

O dirigente enfatiza que a FCDL-RS seguirá trabalhando de forma colaborativa com o governo estadual e os prefeitos, orientando, de maneira firme, os lojistas gaúchos para que continuem cumprindo com todo rigor os protocolos estabelecidos, como o uso de máscara, a disponibilização de álcool em gel e a observação do distanciamento dentro das lojas.

“Neste momento, conciliar os cuidados com a saúde e limitar o mínimo possível a economia são ações que podem ajudar o Rio Grande do Sul a retomar seu crescimento e evitar agravamento da crise social que o estado vive”, afirma Koch.

No novo sistema anunciado pelo Governo do Estado, a população, atividades e municípios serão regrados por dois tipos de protocolos: os gerais e os de atividades. Os protocolos gerais serão definidos pelo governo estadual e devem ser seguidos obrigatoriamente por toda a população, em todas as atividades e em todos os municípios.

Além dos protocolos gerais, o Estado definirá protocolos de atividades, que serão divididos entre obrigatórios e variáveis. Os protocolos de atividades obrigatórios são específicos e devem ser seguidos para cada atividade, em todos os municípios. Por exemplo, o Estado pode determinar que, em restaurantes, seja mantida a distância mínima de dois metros entre mesas e grupos.

Os protocolos de atividades variáveis por região serão propostos pelo Estado como padrão para cada atividade, considerando o risco e o quadro atual da pandemia no Rio Grande do Sul. Essas regras poderão ser ajustadas por uma região para adequá-las à realidade de cada uma, desde que no mínimo dois terços dos municípios da região concordem com elas. Esses protocolos complementarão o regramento das atividades, e é sobre esse conjunto de protocolos que as regiões poderão atuar.

Fonte: Assessoria
Publicidade

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.