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Pesquisa genética orienta qualidade da carne Angus

Por Jonathan da Silva 04/09/2026
Por Jonathan da Silva

A produção de carne Angus envolve pesquisas e diferentes etapas de controle que influenciam características como pH, coloração, maciez, marmoreio e sabor, desde a seleção genética dos animais até o abate e a maturação. O trabalho é aplicado pelo setor pecuário e pelo Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus, que atua na avaliação de carcaças e na padronização dos cortes comercializados com o selo do programa. Atualmente, a iniciativa conta com 29 parceiros e 60 plantas em produção distribuídas por 13 estados brasileiros.

Segundo o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, a genética é um dos pontos de partida para a definição das características produtivas dos animais. A análise dos reprodutores permite ao pecuarista selecionar atributos que pretende manter nas gerações seguintes, entre eles aqueles relacionados à qualidade e ao volume de carne produzida por animal.

Um dos indicadores utilizados é a DEP (Diferença Esperada de Progênie) para Área de Olho de Lombo. Animais com valores elevados nessa característica tendem a produzir descendentes capazes de originar peças de carne com maior volume. Já animais diferenciados em EGS (Espessura de Gordura Subcutânea) apresentam potencial para maior deposição de gordura sobre as carcaças.

O índice de marmoreio também pode ser considerado na seleção. A característica corresponde à gordura entremeada no músculo e está relacionada ao sabor e à suculência dos cortes. Essas características podem ser identificadas por meio de testes genéticos e exames de ultrassonografia de carcaça.

Além da genética, fatores relacionados à nutrição, sanidade, manejo e ambiente interferem no desenvolvimento dos animais e nas características da carne. O bem-estar animal também está entre os fatores considerados no processo.

Existem vários pontos que alteram o resultado final do produto. Aspectos como nutrição, sanidade, manejo e ambiente em que o animal está inserido são preciosos no desenvolvimento e afetam diretamente o produto. Questões relacionadas ao bem-estar animal, por exemplo, interferem na qualidade da carne e, consequentemente, no pH e na coloração do alimento”, ressalta Maychel Borges.

Precocidade reduz ciclo de produção

A precocidade dos animais também é considerada nas pesquisas relacionadas à produção de carne. Conforme o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, quanto mais cedo o animal alcança o ponto de abate, menor é o ciclo de produção e maior tende a ser a maciez da carne.“O Angus é uma máquina de produzir carne em um curto espaço de tempo. O abate ocorre mais cedo porque o gado é precoce, nasce pequeno e se desenvolve rápido”, assinala Maychel Borges.

A redução do ciclo de vida dos animais pode representar ganhos relacionados às características da carne e também à redução dos custos de manutenção do rebanho.

Abate e maturação

Os processos relacionados à qualidade da carne continuam no frigorífico. A condução do abate, com procedimentos voltados ao bem-estar dos animais, busca reduzir o estresse e evitar lesões nas carcaças. Depois do abate, procedimentos realizados no gancho, o toalete das carcaças e a manutenção da temperatura adequada integram as etapas que antecedem a maturação.

A maturação ocorre por meio de processos químicos e biológicos que modificam o músculo após o abate. Segundo Borges, esse período contribui para características como sabor e maciez. “A maturação começa no abate. É o momento em que o músculo se transforma em carne e em que ocorrem vários processos bioquímicos, nos quais as proteínas estruturais do músculo se degradam, quebrando essas estruturas e promovendo mais sabor e maciez”, explica Borges.

Programa Carne Angus Certificada

O Programa Carne Angus Certificada é apresentado pela Associação Brasileira de Angus como o maior projeto de certificação de carcaças premium do Brasil. Atualmente, o programa possui 29 parceiros e 60 plantas em produção nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Bahia.

A avaliação é realizada por uma equipe própria instalada nas plantas frigoríficas participantes. Os profissionais analisam as carcaças recebidas e verificam, no local, a origem e o padrão dos cortes que recebem o selo verde e amarelo do Programa Carne Angus Certificada.

Foto: Fabrício Saafeld/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2026 0 Comentários 51 Visualizações
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7ª Festa Nacional da Lavanda de Morro Reuter é lançada na Expointer

Por Jonathan da Silva 04/09/2026
Por Jonathan da Silva

A 7ª Festa Nacional da Lavanda de Morro Reuter foi lançada oficialmente durante a 49ª Expointer, nesta semana, no espaço Alameda do Turismo, organizado pelo Governo do Estado, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O ato reuniu representantes da Prefeitura de Morro Reuter e da Rota da Lavanda e contou com a presença do secretário de Turismo do estado, Raphael Ayub. Durante o lançamento, a comitiva do município fez o convite oficial para que o secretário participe da programação da festa, que será realizada de 15 a 18 de outubro, com entrada franca.

Participaram do ato o prefeito de Morro Reuter, Airton Bohn (PP); a vice-prefeita, Sônia Feldmann; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Turístico, Rural e Cultural, Karen Dapper; a chefe do Departamento Municipal de Agricultura, Patrícia Edinger; além de representantes da Rota da Lavanda.

Programação em outubro

A 7ª Festa Nacional da Lavanda ocorrerá de 15 a 18 de outubro, no Ginásio Municipal de Esportes e no entorno, em Morro Reuter. A entrada será gratuita durante a programação. A programação completa pode ser consultada no perfil oficial do evento no Instagram, @festanacionaldalavanda.

Foto: Daniela Moraes/PMMR/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2026 0 Comentários 62 Visualizações
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Hereford e Braford têm animais premiados no julgamento de rústicos da Expointer

Por Jonathan da Silva 04/09/2026
Por Jonathan da Silva

O julgamento de animais rústicos das raças Hereford e Braford foi realizado nesta quarta-feira (2), durante a programação da 49ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A avaliação reuniu fêmeas e machos de diferentes categorias e foi conduzida por jurados brasileiro e argentino, que consideraram critérios como equilíbrio, musculatura, estrutura, funcionalidade e correção racial.

Na raça Hereford, foram definidos os campeões nas categorias de fêmeas e machos. A melhor fêmea Polled Hereford PO foi a do lote 25, tatuagem 382, dos expositores Vilson Leston, Jacques R. Leston e Debora Mendonça, das agropecuárias Dom Vitor e Querencia Velha, de Santa Vitória do Palmar.

Entre as fêmeas Hereford PC, a vencedora foi a do lote 26, tatuagem 029, do expositor Eduardo Augusto Pereira de Menezes Filho, da Estância Boa Ventura, de Pinheiro Machado. Já a melhor Polled Hereford fêmea PC foi a do lote 36, tatuagem D337, do expositor Lidiomar Rodrigues de Freitas, do Estabelecimento Santo Amaro, de Bagé. Ao final das avaliações, a Suprema Campeã foi a fêmea do lote 33, tatuagem E06, também de Lidiomar Rodrigues de Freitas e do Estabelecimento Santo Amaro.

Campeões entre os machos Hereford

Entre os machos rústicos Hereford PO, o melhor touro foi o do lote 38, tatuagem FIV342, do expositor Lucimar Moreira Langendorf, da Agropecuária Langendorf, de São Gabriel.

Na categoria Polled Hereford PO, o melhor macho foi o do lote 51, tatuagem FIV931, do expositor Wylly Haas Filho, das Fazendas Irapuá, de Cachoeira do Sul. Entre os Hereford macho PC, venceu o lote 56, tatuagem Z28, do expositor Miguel Ricardo Vargas Chuy, do Estabelecimento Don Angélico, de Dom Pedrito.

Na categoria Polled Hereford macho PC, o primeiro colocado foi o lote 63, tatuagem Z114, do expositor Das Marias Agropecuária Ltda., da Fazenda São Jorge, de Aceguá. O animal também foi escolhido como Supremo Campeão.

Critérios utilizados na avaliação

O jurado Manuel Gularte Sarmento, de 34 anos, foi responsável pela avaliação dos exemplares Hereford nas categorias rústicas de machos e fêmeas. Ele destacou a responsabilidade de atuar na pista da Expointer, considerando a importância da exposição para a pecuária brasileira e latino-americana. “Jamais imaginaria que, com 34 anos, em 2026, eu estaria aqui julgando nessa pista, sabendo da responsabilidade e do peso que têm julgar uma Expointer em termos de Brasil e de América Latina”, afirmou Sarmento.

O jurado também explicou que procurou manter os mesmos critérios de avaliação ao longo das diferentes categorias. “Tentei buscar, do início ao fim, desde os animais de argola até os rústicos, o mesmo biotipo de animais, com bastante carne, boa costela, compridos, frente leve, fêmeas femininas e machos com bom caráter masculino”, explicou Sarmento.

Resultados do Braford

Na raça Braford, a Melhor Fêmea Rústica foi a do lote 113, tatuagem A83, dos expositores Manoel F. Rodrigues e Elio Roque Ottoni, do Estabelecimento Cabanha Santa Camila e Agroottoni, de Santo Antônio das Missões.

O Melhor Rústico Macho Braford foi o do lote 123, tatuagem FIVB36, do expositor e estabelecimento Cabanha Santa Camila, de Alegrete.

O jurado argentino Gastón Garcia avaliou os animais Braford rústicos e afirmou que o nível encontrado correspondeu às expectativas da avaliação. Segundo ele, os exemplares apresentaram características consideradas importantes para a seleção da raça. “A verdade é que, nos rústicos, pudemos encontrar o que viemos buscar”, afirmou Garcia, destacando especialmente as fêmeas.

De acordo com o jurado, as fêmeas apresentaram equilíbrio e funcionalidade entre os aspectos observados durante o julgamento. “Nas fêmeas havia um nível realmente muito interessante. Em todas as categorias havia fêmeas muito boas para premiar”, expressou o argentino.

Entre os machos, Garcia destacou animais de tamanho moderado, musculatura e correção racial. “Quanto aos machos, encontramos machos de tamanho moderado, bem carnudos e corretos. Pudemos encontrar também touros muito interessantes para a raça”, avaliou o jurado.

Operação começa antes da entrada na pista

Além da avaliação dos animais, a realização do julgamento envolve uma operação coordenada pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). O gerente de operações da entidade, Felipe Medeiros, explicou que o trabalho começa horas antes da entrada dos exemplares na pista e continua até a saída dos animais do Parque de Exposições Assis Brasil.

Segundo Medeiros, a organização depende da atuação integrada de uma equipe especializada. “É um trabalho feito não por uma pessoa, mas por uma equipe. Não é uma equipe tão robusta, mas muito qualificada e muito dedicada. São horas de trabalho”, afirmou o gerente.

A primeira etapa ocorre com a chegada dos animais ao parque. Os exemplares passam pelo julgamento de admissão, quando técnicos da raça conferem os dados e verificam se estão aptos a participar da competição. “Primeiramente, os animais chegam e passam por um julgamento de admissão, onde técnicos da nossa raça avaliam e conferem todos os dados desses animais para que eles possam ser julgados”, explicou Medeiros.

Organização dos animais e resultados

Depois da admissão, os animais seguem a ordem de idade estabelecida no catálogo da exposição. A equipe organiza a entrada dos exemplares na pista conforme as categorias, enquanto os jurados realizam as avaliações e definem as premiações até as disputas finais. “Posteriormente, nós fazemos os julgamentos por ordem de idade. O nosso trabalho é justamente organizar a entrada desses animais, conforme o catálogo, que confere essa questão da idade. Assim, vamos conduzindo, tirando os melhores animais e fazendo as premiações até chegarmos ao grande campeonato e ao melhor animal”, ressaltou Medeiros.

A preparação da operação começa antes da chegada dos expositores e inclui a organização da estrutura necessária para o funcionamento dos julgamentos. “Quando o pessoal chega aqui, a gente já veio muito antes para organizar ou pré-organizar. Obviamente, temos uma equipe de trabalho também nos ajudando nos bastidores, que não aparece, mas é essencial para a rotina e para a dinâmica do julgamento”, destacou o gerente.

Foto: Fernando Spolavori/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2026 0 Comentários 62 Visualizações
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Feevale debate impactos das barreiras comerciais dos EUA

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale realizou o painel “Protecionismo Comercial dos EUA: consequências e estratégias para o Brasil” na noite desta quarta-feira (2), no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Organizado pelo curso de Comércio Exterior, o encontro reuniu estudantes, profissionais e demais interessados para discutir os efeitos das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre as relações internacionais, a economia e os negócios brasileiros. O debate contou com especialistas das áreas de política, Direito, Ciências Econômicas, Administração e logística, que apresentaram diferentes perspectivas sobre o cenário internacional e as estratégias para o Brasil diante das mudanças na política comercial norte-americana.

O painel reuniu cinco professores da Universidade Feevale. O cientista político e professor da Feevale, Everton Rodrigo Santos, abordou as novas configurações no modelo de relações políticas internacionais dos Estados Unidos.

O professor da Feevale e do curso de Direito, Daniel Sica, tratou das mudanças nas regras de comércio. A professora do curso de Ciências Econômicas, Lisiane Fonseca da Silva, discutiu a conjuntura econômica e os impactos da política comercial protecionista na economia dos Estados Unidos.

Também participaram o professor do curso de Ciências Econômicas, José António Moura, que analisou as barreiras comerciais e seus efeitos sobre a economia brasileira e do Rio Grande do Sul, e o professor do curso de Administração, Fausto Kiewel, que tratou dos impactos da política protecionista dos EUA no volume e nos modelos de negócios para o Brasil.

Diálogo diante das mudanças

Durante a abertura, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a importância de promover espaços de discussão diante das transformações nas relações internacionais. “É uma grande satisfação estar aqui com vocês para este momento de diálogo e reflexão. Nós estamos, de fato, vivendo um momento bastante desafiador, especialmente diante desse aumento significativo das tarifas e os impactos que esse movimento provoca em diferentes setores da economia e da sociedade”, afirmou da Rosa.

Segundo o reitor, além dos conhecimentos técnicos desenvolvidos durante a formação superior, o cenário atual exige o desenvolvimento de competências relacionadas ao diálogo, à negociação e à tomada de decisões. “Cada vez mais, precisamos desenvolver as chamadas soft skills: capacidade de diálogo, negociação, tomada de decisão, relacionamento, liderança e, principalmente, a capacidade de compreender diferentes perspectivas”, ressaltou José Paulo da Rosa.

Participação da comunidade acadêmica

A atividade foi realizada pelo curso de Comércio Exterior e teve como público estudantes, profissionais e demais interessados no tema. A programação abordou os impactos das medidas comerciais dos Estados Unidos a partir de diferentes áreas do conhecimento.

Também estiveram presentes no evento a pró-reitora de Ensino da Universidade Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, e a coordenadora dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Gestão Comercial, Cristiane Froehlich.

Foto: Maria Izabella Atanasio/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 29 Visualizações
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Festival Sabores de Canela começa com programação gastronômica na Praça João Corrêa

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Festival de Gastronomia e Cultura Sabores de Canela 2026 começou na noite desta quarta-feira (2), na Praça João Corrêa, em Canela, com a participação de 11 restaurantes da região. Organizado pela Associação Comercial e Industrial de Canela (Acic), o evento segue até 7 de setembro na praça, com pratos salgados vendidos por R$ 58 e opções doces entre R$ 32 e R$ 38. A programação tem entrada gratuita e funcionamento diário das 11h às 22h. Após a etapa na praça, o festival terá continuidade de 8 a 30 de setembro nos restaurantes participantes.

A abertura ocorreu com presença de público e lotação máxima durante a noite, segundo a organização. Durante a cerimônia, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Canela (Acic) destacou a participação dos restaurantes, dos parceiros e da comunidade na realização do festival. “Este evento não é da ACIC e dos restaurantes, é de Canela para a cidade de Canela, para a comunidade. Nosso objetivo é divulgar Canela para os quatro cantos do país. Nosso objetivo é valorizar e mostrar os artistas locais e a gastronomia de nossa cidade que é a melhor do estado”, afirmou o presidente da entidade, Maurício Boniatti.

O secretário de Turismo de Canela, Athos Cunha, também comentou o início da programação. “O evento já é um sucesso, vamos trabalhar para potencializar cada vez mais. A comunidade está convidada para conhecer a melhor gastronomia e restaurantes da região”, pontuou o titular da pasta.

O prefeito de Canela, Gilberto Cezar (PSD), destacou o apoio da administração municipal à realização do evento. “Que este evento cresça e se fortaleça cada vez mais. Podem contar com o poder público em todos os segmentos para atuar e estar presente. Teremos com certeza grande lotação na cidade e no evento nos próximos dias, mostrando o sucesso e o case que é a marca Canela”, ressaltou o chefe do executivo gramadense.

Pratos e restaurantes participantes

Os 11 restaurantes participantes apresentam pratos elaborados para o festival, com combinações de ingredientes locais e técnicas contemporâneas.

Entre as opções salgadas estão o Poke Acevichado, do Restaurante Galangal; o Croissant Serrano, da Panni Padaria Artesanal e Brunch; o Uramaki Araucária, do Takeshi Express; e a Baguete de Linguiça Calabresa com Provolone, do Empório Canela.

Também fazem parte do cardápio a Costela ao Vinho, do Restaurante Magnólia; o Cento e Cinco Serrano, do Burguer 105; o Nhoque com Ragu de Costela Defumada, do Capullo Restaurante; e a Baguete da Locomotiva, do Restaurante O Maquinista.

Completam as opções salgadas o Arroz de Cupim, do Esquina; o Bife de Chorizo com Farofa de Limão Bergamota e Purê Defumado, da La Estacion; e a Pizza de Linguiça, da Pizzaria Santa Clarita.

Entre as sobremesas estão o Burger Doce de Leite, do Burguer 105; o Fondue de Chocolate, da Cacau Show; o Canella Roll, do Takeshi; e o Arroz Doce Brûlée, do Restaurante Magnólia, além de outras opções oferecidas pelos expositores.

Circuito nos restaurantes

A programação na Praça João Corrêa termina em 7 de setembro. A partir do dia 8, o festival passa para uma segunda etapa, que será realizada até 30 de setembro diretamente nos 11 restaurantes participantes.

Durante esse período, moradores e turistas poderão visitar os estabelecimentos e continuar consumindo as criações preparadas para o festival.

Os restaurantes participantes são Capullo, Restaurante Galangal, Empório Canela, Panni Padaria Artesanal e Brunch, Takeshi Express, Magnólia, Burguer 105, Esquina, O Maquinista, La Estacion e Pizzaria Santa Clarita.

Entre os parceiros de hospedagem e parques estão Estalagem Vila Suzana, Hotel Serra Nevada, Pousada Caliandra da Serra, Hotel Pousada do Bosque, Pousada Vila 505, Pousada Spa Don Ramon, Alpen Park, Parque Bondinhos Aéreos e Terra Mágica Florybal.

Na área de bebidas, participam Farol Cerveja Artesanal, Viking Cerveja Artesanal, Velha Bruxa, Leña Café, Açaíteria Demais e Casa Terroir.

O evento tem co-patrocínio de Sicredi Pioneira e Sulgás. O apoio institucional e estratégico é da Prefeitura Municipal de Canela, ABO, Adylnet, UCS Hortênsias, Abrasel e dos vereadores Lucas Dias e Luiz Felipe Caputto.

Serviço

  • O quê: Festival de Gastronomia e Cultura Sabores de Canela 2026
  • Quando: de 2 a 7 de setembro, na Praça João Corrêa, das 11h às 22h; de 8 a 30 de setembro, nos 11 restaurantes participantes
  • Onde: Canela
  • Quanto: entrada gratuita; pratos salgados por R$ 58 e doces entre R$ 32 e R$ 38
Foto: Sabores de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 64 Visualizações
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Victron Energy aposta em baterias e microrredes para o campo gaúcho

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Victron Energy utiliza o período da Expointer 2026, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para apresentar ao mercado gaúcho soluções de armazenamento de energia e microrredes voltadas ao agronegócio. A fabricante holandesa, que não participa fisicamente da feira, destaca tecnologias que combinam geração solar, baterias, rede elétrica, geradores e inversores para ampliar a autonomia energética de propriedades rurais. A proposta é atender operações que precisam manter equipamentos e sistemas em funcionamento mesmo diante de instabilidades ou da ausência de conexão convencional à rede elétrica.

A busca por maior autonomia energética tem relação com a necessidade de manter de forma contínua equipamentos, sistemas de bombeamento, refrigeração, ordenha, irrigação, conectividade e outras estruturas utilizadas nas propriedades rurais. Uma interrupção no fornecimento de energia pode afetar atividades que não podem ser interrompidas, como irrigação, bombeamento de água, refrigeração de leite e alimentos, ordenha, comunicação, monitoramento, segurança e automação.

A Victron Energy é especializada na fabricação de sistemas de armazenamento, inversores, carregadores, controladores MPPT e soluções para aplicações híbridas e off-grid. No agronegócio, a empresa trabalha com a integração de diferentes fontes de energia, permitindo que um sistema combine geração solar, baterias, rede elétrica e geradores, com gerenciamento para determinar como e quando cada fonte será utilizada.

Microrredes dentro da propriedade

Uma das alternativas apresentadas pela fabricante é a arquitetura de microrrede, que permite estruturar sistemas independentes ou híbridos para propriedades rurais. A tecnologia pode ser dimensionada conforme o perfil de consumo de cada operação e posteriormente ampliada de acordo com o crescimento da propriedade.

A arquitetura modular da Victron permite integrar inversores/carregadores, baterias, controladores de carga MPPT e sistemas de monitoramento. Em aplicações de maior porte, diferentes módulos podem operar em conjunto, formando uma estrutura que pode atender desde pequenas propriedades até operações agrícolas maiores.

A possibilidade de manter cargas prioritárias em funcionamento durante falhas no fornecimento é apontada pela empresa como uma das aplicações da tecnologia. “No agronegócio, energia não é apenas uma questão de conforto. Em muitas propriedades, ela está diretamente ligada à produção. Uma interrupção pode significar perda de produtividade, alimentos, leite, água ou horas de trabalho. Por isso, estamos vendo crescer o interesse por sistemas que garantam autonomia e continuidade operacional”, afirmou o gerente nacional da Victron Energy, Edimar Prumucena.

Uso das baterias

As baterias de lítio também podem ser utilizadas na gestão diária da energia, além da função de backup em situações de interrupção do fornecimento. Em sistemas associados à geração solar, a energia produzida durante o dia pode ser armazenada para utilização posteriormente, permitindo ao produtor administrar o consumo e diminuir a dependência da rede elétrica.

A Victron trabalha com diferentes tecnologias de armazenamento, entre elas as baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP). Segundo a empresa, essa tecnologia é utilizada em aplicações que demandam segurança, vida útil prolongada, eficiência e elevado número de ciclos.

O armazenamento está deixando de ser visto apenas como backup. Para o produtor rural, a bateria pode ser uma ferramenta de gestão energética, permitindo aproveitar melhor a geração solar e, ao mesmo tempo, criar uma camada de segurança para os equipamentos essenciais da propriedade”, explica o gerente nacional da Victron Energy, Edimar Prumucena.

Aplicações em diferentes estruturas

As soluções podem ser utilizadas para alimentar bombas de água, sistemas de irrigação, cercas elétricas, câmeras, sensores, equipamentos de telecomunicações, iluminação, refrigeração e estruturas de automação. Em propriedades sem acesso à rede elétrica, a arquitetura off-grid pode combinar painéis solares e baterias para formar uma fonte independente de energia.

A configuração também pode ser aplicada em galpões, silos, áreas de armazenamento, estações meteorológicas, sistemas de monitoramento e estruturas localizadas longe da sede das propriedades.

Energia para operações conectadas

A incorporação de sensores, conectividade, inteligência artificial, automação, máquinas conectadas e sistemas de monitoramento ao agronegócio aumenta a quantidade de equipamentos que dependem de eletricidade. Nesse cenário, a energia passa a integrar a infraestrutura necessária para o funcionamento das tecnologias utilizadas nas propriedades.

Para a Victron Energy, a expansão da geração solar distribuída cria espaço para o aumento do uso de baterias e microrredes no campo. A combinação pode formar sistemas capazes de operar conectados à rede elétrica, em modo híbrido ou de maneira totalmente isolada.

A empresa também destaca a possibilidade de expansão gradual dos sistemas. O produtor pode iniciar com uma estrutura dimensionada para as necessidades atuais e acrescentar módulos de armazenamento e geração conforme a operação aumentar.

Armazenamento como parte da infraestrutura

A automação das propriedades rurais faz com que a confiabilidade do fornecimento de energia tenha impacto sobre diferentes etapas da produção. Uma falha pode atingir simultaneamente equipamentos e processos que dependem de eletricidade.

A Victron propõe o uso do armazenamento como parte dessa infraestrutura, por meio da combinação entre geração renovável, baterias e sistemas de gerenciamento. “A tendência é que o produtor deixe de pensar somente em quanto de energia consegue gerar e passe a pensar também em quanto consegue armazenar, por quanto tempo consegue operar e quais equipamentos precisam continuar funcionando em uma situação de emergência”, ressaltou Prumucena.

Atuação no mercado rural

A Victron Energy possui soluções para sistemas residenciais, comerciais, industriais e rurais e identifica o agronegócio brasileiro como um mercado para a expansão de microrredes e armazenamento de energia.

No Rio Grande do Sul, as propriedades rurais estão distribuídas por diferentes regiões e apresentam necessidades distintas de infraestrutura energética. De acordo com a empresa, as tecnologias podem ser utilizadas como complemento à rede elétrica ou em áreas onde a conexão convencional é limitada ou inexistente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 63 Visualizações
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Move Talks reúne 95 mulheres em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A primeira edição do Move Talks reuniu 95 mulheres na noite desta terça-feira (1º), no Antigo Bistrô, em Santa Cruz do Sul. Promovido pelo Grupo Move – Mulheres em Movimento, o evento contou com a participação de seis lideranças empresariais dos setores de indústria, comércio e varejo e serviços, que compartilharam experiências sobre negócios, empreendedorismo e liderança. Durante quase três horas, as participantes acompanharam relatos sobre desafios, erros, acertos e aprendizados das trajetórias profissionais das convidadas e, ao final, puderam fazer perguntas às palestrantes.

Entre as participantes do painel estiveram a diretora da Venax Eletrodomésticos, Fabiana Bergamaschi, e a CEO da Solled Energia e coordenadora regional da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar), Mara Schwengber, representando o setor de indústria.

Na área de comércio e varejo, participaram a presidente da Rede Tischler de Supermercados e vice-presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Mari Labres, e a empresária franqueada das Óticas Diniz, Solange Calderon.

O setor de serviços foi representado pela diretora administrativa do Grupo Cindapa, Fabiane Schütz, e pela empresária da Pratika Arquitetura e Engenharia Civil, Patricia Kuester.

Experiências profissionais

Ao longo do encontro, as seis lideranças empresariais abordaram situações vivenciadas em suas carreiras e discutiram os desafios relacionados ao empreendedorismo e à liderança. Os relatos também trataram de decisões tomadas ao longo das trajetórias profissionais, incluindo erros e acertos. Depois das apresentações, as convidadas responderam a questionamentos das participantes. A plateia foi formada por mulheres de diferentes setores.

Avaliação da organização

A diretora Executiva da ACI e Branding O Boticário Santa Cruz e uma das fundadoras do Move, Roberta Pereira, avaliou a realização da primeira edição do evento. “Foi uma oportunidade para conhecer as histórias de quem vivencia diariamente a tomada de decisões, os desafios e as oportunidades de liderar empresas. Ficamos muito felizes em ver a casa cheia novamente, com trocas tão enriquecedoras”, destaca Roberta Pereira. Ela faz parte do grupo de fundadoras ao lado de Ana Paula Medina Konzen, da BVK Advogados; Ana Cristina dos Santos, da Four Comunicação; Giulia Tolotti, da GT Participações; e Letícia Lima, da Rede Coconut.

Foto: Eugênio Barreto Fotografia/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 68 Visualizações
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Selo Premium certifica 26 produtores de azeite no RS

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Selo Premium de Origem e Qualidade RS foi concedido a produtores de azeite de oliva do estado nesta terça-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict). Em 2026, o número de produtores certificados praticamente dobrou e chegou a 26, com uma média de quatro rótulos selecionados por produtor após análises físico-químicas e avaliação sensorial. A certificação é destinada a azeites produzidos e colhidos em lagares gaúchos e considera critérios relacionados à origem das azeitonas e à qualidade dos produtos.

O Selo Premium de Origem e Qualidade RS considera a origem das azeitonas, as características físico-químicas e a qualidade sensorial dos azeites. Entre os requisitos está a acidez máxima de 0,3%, índice inferior ao limite de 0,8% estabelecido para a classificação de um azeite como extravirgem.

Os produtos certificados passam por análises antes da concessão do selo. Segundo o Ibraoliva, a identificação permite associar o produto certificado à avaliação realizada e aos critérios estabelecidos para a concessão. “Não existe o milagre da multiplicação de azeites. São lotes únicos, lotes identificados. Quando a garrafa de azeite tiver o selo premium teremos a certeza de que ele foi testado e é um azeite premium”, salientou o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho.

Safra recorde

A certificação dos produtores ocorre no mesmo ano em que o Brasil registrou uma safra recorde de azeite extravirgem, com produção de 1,434 milhão de litros. A cadeia nacional reúne mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito estados.

Produtores certificados

Os produtores selecionados para receber o Selo Premium foram das estâncias Alto Bonito, Altos da Bolena, Batalha, Biome Pampa, Cadenza, Candeia, Capela de Santana, Casa Gabriel Rodrigues, Cerro Partido, Don José, Estância das Oliveiras, Fazenda Quintana, Herança do Cerro, Milonga, Nina, Nô Fiore, Nô Selvaggio, Olivae, Olivas D’Altas, Olivas do Campo, Olivas do Sul, Olivos Serra do Caverá, Quatro Luas, Sol das Olivas, Tenuta do Bosque, Terruá e Torrinhas.

Esse caminho da qualidade nós já alcançamos muito rapidamente porque a cultura é nova, de 20 anos, nós temos o desafio agora de ter uma estabilidade produtiva”, concluiu Flávio Obino Filho.

Foto: Karoline Ávila/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 68 Visualizações
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Seminário Estadual de Turismo de Natureza reúne 400 participantes em Três Coroas

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

O 9º Seminário Estadual de Turismo de Natureza reuniu 400 participantes no último final de semana, em Três Coroas, para discutir desafios, oportunidades e perspectivas para o desenvolvimento sustentável do turismo em ambientes naturais no Rio Grande do Sul. Organizado pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e pela Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo – Seccional Rio Grande do Sul (ABBTur/RS), o evento teve correalização da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur/RS), apoio da Prefeitura de Três Coroas, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS) e de empresas locais parceiras. Ao final da programação, os participantes elaboraram uma Carta Aberta do Turismo de Natureza do Estado do Rio Grande do Sul, que será encaminhada aos órgãos competentes e também tornada pública.

O seminário dá continuidade a uma trajetória iniciada em 1997 e atualmente é um dos espaços de debate sobre turismo e lazer em ambientes naturais no estado. A edição realizada em Três Coroas tratou de questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável do segmento, além de abordar desafios e oportunidades para a atividade turística em áreas naturais.

O turismo de natureza tem como cenário principal ambientes naturais, como florestas, praias, montanhas e parques nacionais. A atividade envolve contemplação, lazer e contato direto com o meio ambiente e está relacionada a ações de conservação ambiental, movimentação da economia local e aspectos ligados à saúde e ao bem-estar.

Carta Aberta

A presidente da Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo – Seccional Rio Grande do Sul (ABBTur/RS), Vanessa Spindler, destacou a participação da entidade na organização do seminário pelo segundo ano consecutivo. A edição anterior ocorreu em Lajeado. “Pelo segundo ano consecutivo a ABBTur RS está junto na organização do Seminário, que traz discussões importantes acerca do tema de Turismo de Natureza. Realizamos ano passado em Lajeado e este ano em Três Coroas, retornando depois de anos essa discussão. É visível que o Turismo de Natureza tem se destacado no Rio Grande do Sul cada vez mais. Foram dias incríveis de diálogo, aprendizado e reflexões. Ao final do seminário geramos uma Carta Aberta do Turismo de Natureza do Estado do Rio Grande do Sul que será entregue para os órgãos competentes, tornando também público o documento. Agradecemos quem compareceu, quem acompanhou, contribuiu, aprendeu e se engajou no evento! Que possamos ter próximas edições com conteúdos importantes para o setor”, afirmou Vanessa Spindler.

Atuação da Abeta

O gerente técnico da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Evandro Schütz, afirmou que a entidade mantém como missão atuar na estruturação do ecoturismo e do turismo de aventura por meio de ações relacionadas à segurança e à profissionalização do setor. “A Abeta possui como missão, transformar o ecoturismo e o turismo de aventura em forças econômicas relevantes, através da segurança e profissionalismo. A entidade agradece à todos os participantes do 9º Seminário Estadual de Turismo de Natureza do Rio Grande do Sul, ratificando o compromisso assumido com o Estado de ser uma instituição presente e parceira do poder público na qualificação do segmento e na busca de soluções conjuntas, para a melhoria contínua do setor, estando pronta para ajudar a estruturar os próximos eventos que estão sendo planejados para o Rio Grande do Sul”, pontuou Schütz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 48 Visualizações
Variedades

Produção de leite de búfala é discutida no RS

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

Um grupo multidisciplinar se reuniu para discutir formas de ampliar a produção de leite de búfala no Rio Grande do Sul e reduzir a necessidade de abastecimento com matéria-prima de outros estados. O encontro na manhã desta quarta-feira (2) reuniu representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Emater/RS, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação e Desenvolvimento Rural (Seapi) e da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). A proposta é estimular a cadeia produtiva, principalmente em pequenas propriedades, diante da escassez de leite que limita a operação do único frigorífico do estado que atualmente está em funcionamento.

Entre os encaminhamentos do encontro está a proposta de participação de representantes da cadeia de bubalinocultura junto à Câmara Setorial do Leite. A iniciativa poderá resultar na criação de um grupo de trabalho específico para discutir medidas de estímulo à atividade.

O coordenador do Grupo de Estudos em Bubalinocultura (Gebu), professor Diogo Magnabosco, explicou que o objetivo é estruturar a cadeia desde a produção até a comercialização do produto. “Para realmente fomentar o búfalo, ver essa rota do leite para poder chegar na gôndola e poder produzir em maior escala e atender a nossa demanda aqui no Rio Grande do Sul”, relatou Magnabosco. Segundo o coordenador, parte significativa da demanda atual por leite de búfala no estado é atendida por produtos provenientes de outras unidades da federação.

Como está a produção

O Rio Grande do Sul possui dois frigoríficos que processam leite de búfalas, mas apenas um deles está em funcionamento atualmente. Para o coordenador do Gebu, o aumento do número de produtores pode ampliar também a possibilidade de ativação de outros laticínios. “Até pela característica da produção de leite búfala, a gente entende que ele pode ser gerado através de agricultura familiar, em pequena escala, em regiões específicas, até próximas ao local onde a gente tem essa produção”, pontuou Magnabosco.

A avaliação apresentada durante a reunião é de que a expansão da atividade pode ocorrer em propriedades de menor porte, com produção localizada próxima aos estabelecimentos responsáveis pelo processamento.

Capacitação de produtores e estudantes

Outra proposta discutida foi a realização de um trabalho de educação e capacitação voltado a pequenos produtores e estudantes do ensino técnico agrícola. A intenção é apresentar características da criação de búfalos e possibilidades de inserção da atividade nas propriedades rurais.

Magnabosco destacou aspectos sanitários e de manejo relacionados aos animais. “É um animal que exige menos na parte sanitária, os desafios sanitários são menores, resistente, em parte, ao carrapato, não tem tanto problema quanto isso, pela característica do próprio animal, pela forma como que ele vai buscar se termorregular, usa muito a água, tem um couro mais espesso, então, esse que é um problema grande no estado, ele consegue ser suprido, a gente vê, por exemplo, um problema menor com mastite, então a parte sanitária é uma parte bem interessante, isso gera um animal que consegue ser eficiente, resistente a alguns problemas mas ainda produzir um produto que consegue ter valor no mercado”, detalhou o coordenador.

De acordo com o professor, essas características podem ser consideradas na apresentação da bubalinocultura a agricultores familiares e alunos de escolas agrícolas.

Produção de mozzarella

O leite de búfala também foi apontado durante o encontro como uma matéria-prima com características favoráveis à produção de mozzarella de búfala. Magnabosco ressaltou que o produto apresenta maior rendimento na fabricação da mozzarella e que o processo de produção é mais simples.

Segundo o coordenador do Gebu, a mozzarella de búfala possui inserção em um mercado que inclui o fornecimento para restaurantes, o que representa uma possibilidade de comercialização para a produção estadual.

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
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