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Saúde

Saúde

Santa Casa e Procempa preparam ensaio clínico sobre uso de IA para detecção precoce de câncer de pele

Por Marina Klein Telles 26/02/2026
Por Marina Klein Telles

A Santa Casa de Porto Alegre e a Empresa Pública de Tecnologia da Informação e Comunicação de Porto Alegre (Procempa) estão preparando um ensaio clínico para validar o uso de inteligência artificial na detecção precoce de câncer de pele. O aplicativo SkinScan, desenvolvido pela Companhia, passou por calibragens e aprimoramentos contínuos nos últimos dois anos, evoluindo em arquitetura e qualidade dos dados utilizados para treinamento.

O modelo de IA foi treinado pela Procempa com cerca de 40 mil imagens de lesões de pele, utilizando múltiplos modelos especialistas combinados por meio de técnicas específicas. A ferramenta utiliza inteligência artificial para processar imagens dermatológicas e auxiliar na identificação de possíveis lesões malignas, contribuindo para uma triagem mais qualificada e para a priorização eficiente de atendimentos. “Nosso objetivo é utilizar esta inovação para antecipar o acesso ao especialista. O SkinScan é o aliado que vai auxiliar o médico na priorização do acesso à consulta com o dermatologista, podendo salvar vidas”, destaca a diretora-presidente da Procempa, Débora Roesler.

Nos testes preliminares, o sistema apresentou precisão de 87% na identificação de lesões suspeitas. A próxima etapa do projeto é a condução do ensaio clínico, que permitirá validar cientificamente a tecnologia e sua efetividade como ferramenta de apoio à decisão médica, ampliando seu potencial de uso em larga escala na rede pública de saúde. “Esta iniciativa reforça nosso compromisso com inovação baseada em evidências e com a qualificação do cuidado. Acreditamos que a validação científica da inteligência artificial pode ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e fortalecer a resolutividade do sistema de saúde”, afirma o diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa de Porto Alegre, Antonio Nocchi Kalil.

Aplicativo

O aplicativo é para uso médico e permite a captura de imagens de forma padronizada, tanto com o uso de dermatoscópios acoplados quanto sem esse recurso. O aplicativo permite o envio da imagem capturada juntamente com o pré-diagnóstico gerado pela IA diretamente para o Sistema de Gerenciamento de Consultas Especializadas (Gercon) de forma simples e integrada por meio de QR Code. Essa funcionalidade facilita o fluxo de encaminhamento, contribuindo para o processo de regulação e priorização de pacientes.

Parceria

A colaboração entre Procempa e Santa Casa já contempla outras iniciativas em inteligência artificial aplicada à saúde, como a Mirai, desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), para prever o risco de desenvolvimento de câncer de mama a partir de exames de mamografia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2026 0 Comentários 130 Visualizações
Saúde

Referências de média e alta complexidade são tema do Fórum de Saúde do Consórcio Granpal

Por Marina Klein Telles 25/02/2026
Por Marina Klein Telles

A pactuação entre o Governo do Estado e municípios para organização dos serviços do Sistema único de Saúde (SUS) foi tema central de debate no Fórum de Saúde do Consórcio Granpal. Nesta quarta-feira (25), as autoridades e secretários de Saúde se reuniram para tratar das principais prioridades dos municípios.

A Resolução nº 050/2022 da Comissão Intergestores Bipartite do RS (CIB/RS), que estabelece quais serviços especializados de média e alta complexidade cada município ou região deve oferecer ou ter como referência, dentro da lógica de regionalização da saúde, representa uma preocupação para os secretários.

Para Brayan Freitas, secretário de Saúde de Nova Santa Rita, esta alternativa não reflete a capacidade das cidades. “Está resolução foi criada com diálogo dentro de uma realidade que existia lá em 2021. Hoje os municípios recebem mudanças de referências e de pactuações de forma muito vertical, às vezes até mesmo sem condições de atender aquela especialidade que é referenciada e acaba provocando efeitos lá na ponta com pacientes que ficam num limbo”.

Ficou definido ao final do encontro entre os secretários, a realização de uma avaliação minuciosa e uma análise interna das especialidades em cada município para que sejam levantadas as correções necessárias. Também serão encaminhados pedidos de reunião para o Ministério da Saúde e sindicatos profissionais com objetivo de ampliar o debate com todos os interessados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 109 Visualizações
Saúde

Estância Velha inicia Semana de Mobilização contra a Dengue

Por Jonathan da Silva 24/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha iniciou a Semana de Mobilização Contra a Dengue nesta segunda-feira (23), com programação que segue até a sexta-feira, dia 27, com ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), sob orientação da Vigilância em Saúde (Visa). A iniciativa envolve diferentes setores da administração municipal, escolas da rede pública e uma mobilização regional marcada pelo “Dia D contra a Dengue”, celebrado no dia 27 de fevereiro, para conscientizar e engajar a população no combate ao mosquito Aedes aegypti.

A iniciativa reúne a Secretaria de Educação e Cultura (Semec), a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Seosu) e o Departamento de Comunicação (Decom), formando uma força-tarefa voltada à prevenção e ao enfrentamento da doença. A programação inclui campanhas educativas nas escolas, mutirões de limpeza para recolhimento de resíduos descartados de forma irregular, intensificação das ações informativas e reforço na divulgação da segunda dose da vacina contra a dengue, cuja adesão ainda é considerada baixa.

Ações nas escolas

Ao longo da semana, a rede municipal de ensino recebe atividades voltadas à conscientização sobre a eliminação de criadouros do mosquito. A proposta é estimular a participação da comunidade nas ações de controle, ampliar a divulgação das medidas adotadas pela Vigilância Ambiental e fortalecer a circulação de informações preventivas em locais de grande fluxo de pessoas.

Agentes de endemias da Vigilância em Saúde, acompanhados de um mascote que representa o mosquito e o agente de saúde, visitam as escolas para distribuir materiais informativos e orientar estudantes sobre cuidados e formas de prevenção. Todas as turmas recebem repelente e material lúdico com a temática da campanha, incluindo régua, lápis e um “lixocar”, além de um tubo com repelente por turma.

Mobilização regional

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Rosângela Blume, a dengue segue como um problema de saúde pública. “Diante do aumento de casos nos últimos anos, o município aposta em atividades educativas e ações de conscientização para reforçar a importância da prevenção”, aponta Rosângela.

Em janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde participou de encontro regional promovido pela Prefeitura de Novo Hamburgo para articular estratégias conjuntas de enfrentamento à dengue. A reunião contou com representantes de São Leopoldo, Campo Bom e do município anfitrião, com foco na mobilização da população do Vale do Sinos.

Como encaminhamento, foi definida a realização de um “Dia D” regional, com ações simultâneas nas cidades participantes, no dia 27 de fevereiro. “Com essas ações, esperamos ampliar o engajamento da população, reduzir os focos do mosquito e fortalecer a parceria entre o poder público e a comunidade”, destaca Rosângela Blume.

Programação

Na segunda-feira (23), as ações ocorreram na EMEF Walter Jacob Bauermann e na EMEI Criança Feliz. Na terça-feira (24), na EMEF Presidente Kennedy e na EMEI Estância das Crianças.

Na quarta-feira, dia 25, quem recebe o evento são a EMEF Pedro de Quadros Bittencourt e a EMEI Raios do Sol Nascente. Na quinta-feira, 26, a conscientização ocorre na EMEF Fernando Ferrari e na EMEI Rincão dos Pequeninos, além de mutirão de limpeza em locais pré-selecionados para eliminação de criadouros do mosquito. Na sexta-feira, 27, as atividades estão previstas na EMEF Nicolau Anselmo Wecker, também com mutirão de limpeza em pontos definidos pelo município.

Foto: Julia Monteiro/Sandra Costa /Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2026 0 Comentários 263 Visualizações
Saúde

Combate ao vape ganha força com articulação entre Ministério Público e entidades da saúde

Por Marina Klein Telles 24/02/2026
Por Marina Klein Telles

O aumento acelerado do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre adolescentes e jovens, acendeu um alerta no Rio Grande do Sul. Na manhã desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, representantes do Ministério Público Estadual e de entidades médicas, entre elas a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), reuniram-se no Auditório Marcelo Kuffner, em Porto Alegre, para estruturar uma campanha integrada de combate ao uso de vape. A mobilização pretende alinhar estratégias, ampliar a conscientização e coordenar ações de prevenção e responsabilização diante de um cenário considerado preocupante por especialistas.

O vape, também conhecido como cigarro eletrônico ou pod, é um dispositivo movido a bateria que aquece um líquido com nicotina e outras substâncias químicas para produzir vapor inalável, prática associada a dependência precoce e possíveis lesões pulmonares.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do Ministério Público Estadual, Cristiane Corrales, destacou que o enfrentamento exige articulação ampla e contínua.
“A pauta que nos reúne é urgente: o crescimento do uso de cigarros eletrônicos, inclusive entre adolescentes. Sabemos que não é um desafio simples, pois estamos diante de um comércio ilegal esquematizado, com jovens como público consumidor. Por isso, é fundamental atuarmos de forma integrada, priorizando a conscientização e a prevenção, sem deixar de lado o papel institucional do Ministério Público na responsabilização e repressão, quando necessário”, afirmou.

A AMRIGS esteve representada no encontro pelo gerente geral, Ronald Greco, que ratificou o apoio da entidade ao movimento. “Esse é um tema relevante e por isso colocamos à disposição o Centro de Eventos da AMRIGS, com espaços multifuncionais que podem ser palco de grandes mobilizações e debates qualificados. Estamos juntos para apoiar essa iniciativa e contribuir com o que for necessário”.

A editora da próxima edição da revista científica da AMRIGS, Trends in Health Sciences, a psiquiatra Patrícia Saibro, também participou do evento e alertou para o poder econômico da indústria do tabaco e para as estratégias históricas de reposicionamento de produtos com alto potencial de dependência. “Estamos lidando com uma indústria extremamente potente. O cigarro eletrônico foi apresentado como alternativa de redução de danos, entrou como um suposto aliado e acabou se tornando um grande vilão. O vape tem um potencial adictivo extremamente superior. A nicotina sintética gera muito mais dependência e, diferentemente do cigarro tradicional, não provoca desconforto inicial. Isso faz com que a conversão da experimentação para o uso regular aconteça de forma muito rápida”, alertou Dra. Patrícia.

Segundo ela, dados de levantamento nacional sobre consumo de álcool e outras drogas indicam que 76% das pessoas que experimentam o vape passam a utilizá-lo de forma regular, evidenciando o elevado risco de dependência.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e da Proteção aos Vulneráveis do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Leonardo Menin, ressaltou que a conscientização deve ser o eixo central da mobilização. “Seja na administração pública, nos movimentos sociais ou no Terceiro Setor, todos têm algo a contribuir nessa discussão. Informar, orientar e mobilizar é o nosso papel fundamental a partir deste encontro”.

A procuradora da República, Ana Paula Medeiros, vinculada ao Núcleo de Cidadania e Saúde, reforçou a importância da atuação conjunta. “Quando falamos em saúde pública, sabemos que a prevenção é o caminho mais efetivo. Paralelamente, existe a dimensão da repressão, especialmente diante da importação irregular desses produtos. A atuação integrada é imprescindível”, avaliou.

O médico urologista e associado da AMRIGS, Luciano Zuffo, chamou atenção para o avanço do consumo também entre jovens adultos e para os impactos futuros no sistema de saúde. “Estamos diante de uma epidemia silenciosa, que muitas vezes acontece dentro de casa, sem que os pais percebam. Esse é um problema que terá reflexos na saúde pública e na economia. Precisamos agir de forma coletiva”, declarou Dr. Luciano.

A reunião contou ainda com a presença das presidentes da Sociedade de Cirurgia Torácica do Rio Grande do Sul (SOCITORS), Dra. Fabíola Perin; da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Sul (SOTIRGS), Dra. Taiane Vargas; e da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul (SPTRS), Dra. Caroline Freiesleben.

A campanha será estruturada com foco em prevenção, informação qualificada e articulação institucional, envolvendo escolas, famílias, órgãos de segurança e entidades da área da saúde. A orientação é que pais, educadores e profissionais busquem informações em fontes oficiais e acompanhem os canais do Ministério Público Estadual e da AMRIGS para conhecer as próximas etapas da ação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2026 0 Comentários 148 Visualizações
Saúde

Novo Hamburgo coordena Dia D regional contra a dengue

Por Jonathan da Silva 23/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Novo Hamburgo realiza o Dia D regional de combate à dengue nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, em parceria com São Leopoldo, Estância Velha, Dois Irmãos e Portão. A iniciativa contará com ações simultâneas de limpeza e conscientização para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti e evitar o aumento de casos na região.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo. No início de fevereiro, a secretária municipal de Saúde, Betina Espindula, convocou reunião com municípios limítrofes para discutir medidas conjuntas de prevenção. A partir do encontro, foi definida a realização do Dia D regional.

Segundo a Prefeitura, a mobilização prevê atuação em áreas consideradas críticas e atividades de orientação sobre os riscos da doença e a importância da prevenção.

Ações no município

Em Novo Hamburgo, estão programadas palestras em escolas, mutirões de limpeza com apoio da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOPI) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU), além de reforço nas orientações à comunidade por meio das equipes da Atenção Básica e dos Agentes de Combate às Endemias.

A preocupação dos secretários municipais de Saúde da região está baseada em projeções que indicam possível aumento no número de casos a partir de abril, período historicamente associado à maior circulação do mosquito.

Posicionamento

A secretária municipal de Saúde de Novo Hamburgo, Betina Espindula, destacou a importância da atuação conjunta. “Quando unimos forças com os municípios vizinhos, ampliamos o alcance das ações e fortalecemos a prevenção. A dengue não respeita divisas territoriais. Precisamos do engajamento regional e, principalmente, da participação ativa da comunidade para evitar um crescimento nos casos nos próximos meses”, afirma a titular da pasta.

Orientações à população

A Prefeitura orienta que a população elimine recipientes que possam acumular água parada, mantenha caixas d’água fechadas, limpe calhas e ralos regularmente, coloque areia nos pratinhos de plantas, mantenha lixeiras tampadas, guarde garrafas e baldes virados para baixo e conserve piscinas tratadas e cobertas quando não estiverem em uso.

A recomendação é que cada morador reserve pelo menos 10 minutos por semana para vistoriar o próprio imóvel como forma de prevenir a proliferação do mosquito.

Foto: Ramon Belmonte/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/02/2026 0 Comentários 142 Visualizações
Saúde

Estância Velha reforça ações para ampliar os estoques de sangue

Por Jonathan da Silva 20/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha passou a contar recentemente com um Posto Avançado Regional de Coleta de Sangue, inaugurado no Centro de Especialidades, na Rua Rui Barbosa, 155, no Centro da cidade. O espaço conta com coletas quinzenais realizadas por equipes do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul, a partir de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Saúde e o Governo do Estado, com o objetivo de ampliar o acesso da população à doação e reforçar os estoques de sangue na região.

Com a implantação do espaço, os interessados em doar não precisam mais se deslocar até Porto Alegre ou Parobé, como ocorria anteriormente. Até então, o município organizava o transporte de doadores até o hemocentro estadual na capital, além de receber periodicamente a unidade móvel de coleta.

Funcionamento

O Posto Avançado atenderá moradores de Estância Velha e de municípios vizinhos, mediante agendamento prévio. As próximas coletas estão programadas para os dias 27 de fevereiro e 13 e 27 de março.

As inscrições podem ser feitas diretamente nas unidades de saúde do município, nos Postos de Saúde, no Centro de Especialidades e no Hospital Getúlio Vargas. De acordo com a responsável pelo Posto de Coleta, Rosângela Blume, os doadores serão agendados conforme a ordem de inscrição, desde que atendam aos requisitos básicos para doação. “Como receberemos doadores de toda a região, nosso objetivo é manter uma lista organizada de pessoas aguardando agendamento, garantindo fluxo contínuo nas coletas”, destaca Rosângela.

Requisitos

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido realizada até os 60 anos; pesar no mínimo 50 quilos; estar descansado, com pelo menos seis horas de sono nas últimas 24 horas; estar alimentado, evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação; e apresentar documento original com foto recente, emitido por órgão oficial, que permita a identificação do candidato.

Foto: Robson Nunes/Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/02/2026 0 Comentários 156 Visualizações
Saúde

ICDRS inaugura estúdio multimídia para ampliar educação em diabetes tipo 1 e prevenir internações

Por Marina Klein Telles 20/02/2026
Por Marina Klein Telles

O Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICDRS) inaugurou seu estúdio multimídia que será voltado à produção contínua de conteúdos educativos sobre diabetes tipo 1, com foco na prevenção de complicações, redução de internações e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A nova estrutura passa a funcionar como base permanente para ampliar o alcance de informação qualificada à população e fortalecer ações de capacitação remota para famílias e profissionais de saúde.

A iniciativa reúne, em um mesmo espaço, gravação de vídeos, entrevistas, materiais de orientação e conteúdos formativos para circulação em diferentes plataformas. A proposta é transformar conhecimento técnico em linguagem acessível, conectando educação em saúde e cuidado prático no dia a dia de famílias e pessoas que convivem com diabetes tipo 1 — condição crônica que atinge cerca de 9,9 mil crianças e jovens no Estado.

Além de ampliar o acesso à informação, o estúdio também deve apoiar novas frentes de cooperação em inovação e educação em diabetes, incluindo pautas ligadas ao monitoramento glicêmico e ao uso de tecnologias já incorporadas ao cuidado, com potencial de impacto em desfechos clínicos e assistenciais.

A inauguração também foi marcada por um reconhecimento ao vereador de Porto Alegre Ramiro Rosário, que recebeu uma placa de agradecimento pela destinação da emenda parlamentar que viabilizou as obras e a compra de equipamentos essenciais para a implantação do estúdio.

Durante a visita, o parlamentar ressaltou a relevância social do trabalho desenvolvido pela entidade e a importância do apoio a iniciativas do 3º Setor na área da saúde. “A atuação do ICDRS mostra que o cuidado com as pessoas é vocação. Não existe concurso para isso. É esse compromisso, que vocês demonstram todos os dias, que precisa ser fortalecido. E nosso papel no poder público é apoiar iniciativas que transformem a vida da comunidade”, afirmou. Para a equipe do ICDRS, a inauguração representa um avanço estratégico na consolidação da comunicação como instrumento de saúde pública, com informação confiável, orientação prática e conteúdo de interesse coletivo sobre diabetes tipo 1.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/02/2026 0 Comentários 117 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento amplia cirurgias robóticas para tratamento de artrose no RS

Por Jonathan da Silva 19/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, realizou mais de 1,2 mil cirurgias robóticas ortopédicas desde 2021 e ampliou, em 2024, sua estrutura com a chegada de um segundo robô Rosa, consolidando a adoção da tecnologia no tratamento de doenças articulares como a artrose, por meio de procedimentos de joelho e quadril assistidos por sistema robótico. A iniciativa ocorre diante do aumento da demanda por cirurgias mais precisas, associada ao envelhecimento populacional e à maior incidência de doenças articulares.

A instituição recebeu o primeiro robô Rosa em abril de 2021, quando realizou a primeira cirurgia robótica ortopédica do sul do Brasil. Com a incorporação do segundo equipamento em 2024, o hospital ampliou a capacidade de atendimento. Segundo dados divulgados pela casa de saúde, os procedimentos realizados com auxílio da tecnologia apresentam maior precisão no posicionamento das próteses e impacto na recuperação funcional dos pacientes.

Tecnologia aplicada à ortopedia

Plataformas como o Rosa atuam como assistente cirúrgico, auxiliando no planejamento pré-operatório e na execução da cirurgia. O sistema integra dados anatômicos, planejamento digital e navegação intraoperatória, permitindo ajustes em tempo real e maior controle no posicionamento dos implantes.

O médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho e quadril do Hospital Moinhos de Vento, Mauro Meyer, afirma que a tecnologia influencia diretamente o planejamento e a execução dos procedimentos. “A tecnologia robótica permite um planejamento extremamente detalhado e uma execução mais precisa da cirurgia. Isso se traduz em melhor alinhamento das próteses, maior previsibilidade dos resultados e uma recuperação funcional mais eficiente para o paciente”, ressalta Meyer.

Segundo o especialista, o uso do robô também reduz variações técnicas durante o procedimento. “O robô não substitui o cirurgião, mas potencializa sua capacidade de decisão. Estamos vivendo uma nova fase da ortopedia, em que dados, planejamento digital e robótica se integram para oferecer tratamentos mais eficazes e centrados no paciente”, completa Meyer.

Crescimento global da cirurgia robótica

A expansão da cirurgia robótica ortopédica no Rio Grande do Sul acompanha o crescimento mundial do uso de robôs em procedimentos cirúrgicos. Em 2024, mais de 2,7 milhões de cirurgias robóticas foram realizadas no mundo, sendo a ortopedia uma das áreas com maior adoção. No mesmo período, mais de 380 mil procedimentos ortopédicos assistidos por robôs foram registrados globalmente.

Estudos apontam que o mercado global de robótica ortopédica pode crescer a taxas superiores a 18% ao ano na próxima década, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela busca por cirurgias menos invasivas e pela digitalização dos centros cirúrgicos.

O que é a Zimmer Biomet

A Zimmer Biomet foi fundada em 1927 e tem sede em Warsaw, Indiana, nos Estados Unidos. A empresa atua na área de saúde musculoesquelética, desenvolvendo, fabricando e comercializando produtos reconstrutivos ortopédicos, itens de medicina esportiva, biológicos, extremidades e traumas, tecnologias office-based, produtos de coluna, craniomaxilofacial e torácico, implantes dentários e produtos cirúrgicos relacionados. A companhia mantém operações em mais de 25 países e comercializa seus produtos em mais de 100 localidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/02/2026 0 Comentários 171 Visualizações
Saúde

Hospital Criança Conceição aposta em ambiente lúdico no tratamento oncológico pediátrico

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Criança Conceição, do Grupo Hospitalar Conceição, dispõe de uma estrutura com ambientação lúdica e atendimento humanizado para auxiliar no tratamento oncológico pediátrico pelo Sistema Único de Saúde. O espaço foi destacado durante o Dia Internacional do Câncer Infantil, em 15 de fevereiro, que chama a atenção para a estimativa de 7.560 novos casos da doença no país em 2026, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Referência no atendimento oncológico pediátrico 100% realizado pelo SUS, o hospital atende atualmente 137 pacientes ativos, sendo 57 do interior do Rio Grande do Sul, 45 de Porto Alegre e 35 da Região Metropolitana. Do total de crianças atendidas na oncologia da instituição, 41% são do interior do estado.

Estrutura e atendimento

O hospital dispõe de 12 leitos de internação, três leitos ambulatoriais e um leito de isolamento no ambulatório. O ambulatório oncológico e a área de internação contam com decoração temática, consultórios com desenhos e elevadores ilustrados. A instituição também mantém uma sala de recreação exclusiva para a oncologia pediátrica, coordenada pela psicopedagoga Tatiane Milani, onde são desenvolvidas atividades lúdicas e pedagógicas durante a espera por exames e consultas, além de contato com escolas para garantir a continuidade do aprendizado.

Embora os protocolos adotados sejam internacionais, cada paciente recebe um plano individualizado com previsão de internações, ciclos de tratamento, uso de medicamentos e possíveis intercorrências. Após a confirmação do diagnóstico, a família participa de consulta detalhada com a equipe multiprofissional, com duração aproximada de duas horas.

Sinais de alerta

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, as neoplasias infantojuvenis são consideradas raras em comparação com os adultos, mas representam a principal causa de morte por doenças no Brasil entre pessoas de até 19 anos. No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 430 novos casos em 2026.

Entre os sinais de alerta estão palidez, cansaço, falta de disposição para brincar, febre persistente por mais de 15 dias, dor nas pernas, manchas no corpo e pele amarelada. A orientação é procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde diante desses sintomas. Em casos agudos e mais graves, a indicação é buscar um serviço de emergência.

O oncologista pediátrico Roberto Cabral, responsável pelo serviço de Oncologia Pediátrica e Hematologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, destaca a importância da avaliação médica. “O paciente precisa ser avaliado, fazer exames complementares e receber um diagnóstico preciso. A maioria dos casos tem altas chances de cura, especialmente quando identificados cedo”, afirma Cabral.

Impacto no tratamento

Segundo o oncologista, o ambiente hospitalar também influencia o desfecho clínico. “A questão lúdica faz muita diferença. Esse público já enfrenta desafios próprios do crescimento e ainda precisa lidar com o afastamento da escola. Tudo isso interfere nos resultados das terapias”, atesta Cabral.

A experiência da família de Felipe Cardoso Flores, morador de São Leopoldo, ilustra o atendimento prestado pela instituição. O diagnóstico de leucemia ocorreu em 2022, após o menino passar mal no primeiro dia de aula e ser encaminhado ao hospital, onde a biópsia de medula confirmou a doença. Após quatro anos, ele se prepara para encerrar o tratamento em 25 de fevereiro, dois dias antes de completar 14 anos.

A mãe do paciente, Cristiane Sampaio Cardoso, relata a importância do atendimento recebido. “O modo como o médico explica tudo e o carinho de toda a equipe foram muito importantes. Criamos vínculos porque sempre há um abraço e um gesto de conforto para as crianças e os familiares”, comenta Cristiane.

Foto: Chico Lisboa/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 162 Visualizações
Saúde

Picada Café disponibiliza vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Picada Café informou que já está disponível a vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos no município, com aplicação na Unidade Básica de Saúde do Centro, de segunda a sexta-feira. O objetivo é prevenir casos graves da doença e ampliar a proteção da população jovem diante do aumento de registros no país.

A imunização é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde e contempla adolescentes dentro da faixa etária definida. A vacina oferece cobertura contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, sendo utilizada como estratégia de saúde pública no enfrentamento da doença.

Quando se vacinar

A aplicação ocorre na Unidade Básica de Saúde do Centro, das 7h30min às 17h, de segunda a sexta-feira. Nas terças e quartas-feiras, o atendimento é estendido até as 19h.

O agendamento pode ser feito pelo telefone (54) 3285-1260, ramal 514, ou pelo WhatsApp (54) 99126-9661.

Documentação necessária

Para receber a vacina, é obrigatória a apresentação do CPF e da carteira de vacinação. Adolescentes devem estar acompanhados por um responsável maior de idade.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 180 Visualizações
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