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Em reunião com Alckmin, Bier pede que manutenção de atual tarifa dos EUA seja priorizada em negociações

Por Marina Klein Telles 22/07/2025
Por Marina Klein Telles

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, apresentou ao presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, as demandas da indústria gaúcha em relação ao impasse com o aumento das tarifas impostas pelo governo dos EUA a produtos brasileiros. Entre os pontos, está o pedido para que se priorize a manutenção da atual tarifa (ou busque prorrogação por ao menos 90 dias caso os novos percentuais sejam adotados) e para que se evite retaliações ou escaladas comerciais, priorizando uma estratégia de diplomacia empresarial. A reunião ocorreu no final da tarde da segunda-feira (21), no Palácio do Planalto, em Brasília.

Bier ressaltou a preocupação do Sistema FIERGS com os efeitos que as tarifas trarão ao RS, uma vez que 99% das exportações do estado aos EUA são de bens industriais. Conforme estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Rio Grande do Sul será o segundo estado mais impactado do país, com uma estimativa de queda de R$ 1,9 bilhão no seu PIB em um ano.

“Os impactos já estão sendo percebidos pelos exportadores: clientes estão cancelando encomendas, cargas estão paradas em portos ou em navios no meio do caminho. Essa situação logo vai gerar desemprego, paradas na produção, férias forçadas e todos os efeitos nocivos que conhecemos”, destacou o presidente do Sistema FIERGS.

A carta entregue a Alckmin também cita a necessidade de ações compensatórias internas caso a elevação de tarifas seja implementada: facilitação de crédito e capital de giro para empresas afetadas, reforço de mecanismos de reintegração tarifária, incentivos à manutenção de empregos e ações de acesso a novos mercados.

Dados da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERS mostram que, no Rio Grande do Sul, cerca de 1,1 mil indústrias exportam para os Estados Unidos, 10% do total brasileiro. Nas vendas da indústria de transformação gaúcha, o mercado norte-americano responde por 11,2%, sendo o maior parceiro comercial das fábricas do estado. Produtos de metal, máquinas e materiais elétricos, madeira, couro e calçados e celulose e papel estão entre os segmentos com maior exposição aos EUA.

Bier relatou a Alckmin que industriais e entidades de classe estão conversando com parceiros comerciais dos EUA para que eles mostrem ao governo norte-americano que a elevação das tarifas é um “perde-perde” para os dois lados. “Perdemos aqui, mas eles perdem lá porque não se consegue fornecedor do dia para a noite. Lá também haverá perdas de empregos, aumento de preços e outros impactos”, detalhou. Também reforçou que a indústria gaúcha reconhece o governo federal como legítimo e qualificado negociador, colocando-se à disposição para colaborar no que estiver ao alcance.

Alckmin reforçou que a prioridade do governo é investir no diálogo e nas negociações. “Ficou claro aqui que o impacto social e financeiro para o RS é muito grave, sobretudo quando tivemos conhecimento que 99% do que o estado exporta para os EUA são bens industriais. Precisamos continuar tentando sensibilizar os empresários americanos de que o tarifaço também será prejudicial para os EUA. Vale lembrar que o caminho jurídico também pode ser uma saída, assim como fizeram os empresários brasileiros de suco de laranja que entraram na justiça nos EUA alegando que o tarifaço fere normas comerciais”, disse o presidente em exercício.

Liderada por Bier, a comitiva do Sistema FIERGS foi formada pelos vice-presidentes da entidade Julio Mottin e Maristela Longhi (móveis) e pelos representantes de sindicatos Cezar Müller (couro), Haroldo Ferreira (calçados) e Alfredo Schmitt (plástico), além da diretora de Relações Institucionais, Ana Paula Werlang, e integrantes da área econômica da federação. Também participaram da reunião o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e outros ministérios, como Fazenda e Relações Institucionais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/07/2025 0 Comentários 204 Visualizações
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Empresas gaúchas aproveitam o inverno para alavancar vendas

Por Jonathan da Silva 22/07/2025
Por Jonathan da Silva

A chegada do inverno no Rio Grande do Sul tem movimentado diferentes setores da economia local, com empresas apostando na sazonalidade como uma oportunidade de crescimento. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae RS), segmentos como alimentação, vestuário, turismo e energia costumam registrar aumento expressivo de demanda durante os meses mais frios. Para dar conta do crescimento nas vendas, empreendedores reforçam a importância de se ter estratégias de logística, produção e marketing.

Segundo o gerente do Sebrae RS na serra gaúcha, Gustavo Rech, o sucesso nesse período exige planejamento, sensibilidade ao mercado e gestão eficiente. “Empreendedores que se antecipam com boas análises e uma gestão eficiente saem na frente”, afirma o dirigente.

O Sebrae RS orienta empresários a reforçarem logística, realizarem campanhas de marketing sazonal, manterem uma gestão financeira realista e, quando necessário, contratarem profissionais temporários. “O inverno exige atenção redobrada ao estoque, à operação e à experiência do cliente, mas também abre espaço para inovação e criação de produtos personalizados para o frio, gerando diferenciação no mercado”, completa Rech.

Alimentação: capeletti como carro-chefe

Na serra gaúcha, a Al Dente Massas, de Caxias do Sul, tem no inverno seu principal período de faturamento. Segundo o sócio-proprietário, Felipe de Barros, o capeletti é o produto mais procurado da empresa entre maio e julho, quando as vendas do item aumentam cinco vezes em relação ao restante do ano. “Nosso faturamento praticamente triplica nesse período”, conta o empresário.

Para atender à demanda, a produção é organizada com antecedência pela marca. “Trabalhamos a partir de fevereiro e março para garantir os estoques. Hoje conseguimos manter a produção com equipe fixa e uso de automação, mas já recorremos a contratações temporárias para dar conta da ‘safra’, como chamamos internamente esse período”, explica a também sócia-proprietária Cecília Caregnatto de Barros.

Durante o auge da temporada, então, a produção se intensifica ainda mais. “Nossa máquina de capeletti começa a funcionar às 4h30min da manhã e vai até meia-noite. É o momento em que o negócio gira mais forte”, explica Felipe de Barros.

Vestuário: ticket médio triplica

O setor de vestuário também é impactado positivamente pelos efeitos do frio gaúcho. A empresa Vezzareto Uniformes, especializada em roupas personalizadas, tem no inverno seu período mais estratégico no ano. “Produzimos jaquetas e casacos, e com a queda das temperaturas, cresce naturalmente a procura por esse tipo de peça. Nosso ticket médio praticamente triplica nesse período”, revela o proprietário, Rodrigo Vezzaro.

Para atender à demanda, a empresa aposta no reforço de estoques, logística, atendimento e produção. “O inverno, para nós, não é apenas uma estação, mas uma oportunidade de crescimento e visibilidade”, enfatiza Vezzaro.

Chance de fidelização

Para o Sebrae RS, o inverno é também uma oportunidade para que as empresas fortaleçam laços com seus públicos. “Empresas que fortalecem o relacionamento com o cliente e oferecem experiências personalizadas durante o frio colhem bons resultados o ano inteiro. Investir em fidelização e inovação ajuda a transformar o consumidor ocasional em cliente fiel”, conclui Gustavo Rech.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/07/2025 0 Comentários 218 Visualizações
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Tacosola recebe Secretaria de Desenvolvimento Econômico em ação do Conexão Empresarial

Por Marina Klein Telles 22/07/2025
Por Marina Klein Telles

A empresa Tacosola Borrachas Ltda, tradicional no setor de componentes industriais, recebeu na última quinta-feira (17) a visita institucional da secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SMDEIT) de Novo Hamburgo, Daiana Monzon, e do diretor de Desenvolvimento Econômico da Pasta, Preto Kayser. A ação integra o programa Conexão Empresarial, iniciativa que busca aproximar o poder público das demandas do setor produtivo local.

A equipe da SMDEIT foi recepcionada pelo presidente da Tacosola, Carlos Eduardo Moehlecke, pelo diretor administrativo Rodrigo Moehlecke e pelo assessor financeiro Leonel Fogaça. Durante o encontro, foram discutidas questões administrativas enfrentadas pela empresa, com destaque para pendências em trâmite na Prefeitura, além de aspectos operacionais que impactam o dia a dia dos negócios.

Daiana destacou que a Prefeitura está comprometida em revisar os processos internos que envolvem atendimento às empresas. “Sabemos que questões administrativas mal resolvidas podem travar o crescimento de uma empresa. Nosso compromisso é identificar essas barreiras e atuar com agilidade junto às demais secretarias para garantir que as pendências sejam analisadas com clareza e resolvidas no menor tempo possível”, afirmou.

Jà Kayser, reforçou a importância de estabelecer fluxos mais claros e canais diretos de comunicação entre os setores da Prefeitura e o empresariado. “Estamos trabalhando para que situações como a que afeta a Tacosola não fiquem sem retorno. Nosso papel é acompanhar esses casos de perto, fazer a ponte entre os setores envolvidos e garantir que a empresa tenha previsibilidade para planejar seus próximos passos”, completou.

A visita à Tacosola reforça o compromisso da Administração Municipal com o fortalecimento da indústria local e com a construção de uma rede de apoio ao empreendedorismo. O programa Conexão Empresarial seguirá promovendo encontros periódicos com empresas de diferentes setores, estimulando o crescimento econômico de Novo Hamburgo com base na escuta, na cooperação e na inovação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/07/2025 0 Comentários 159 Visualizações
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Presidente do Sistema Fiergs reúne-se com Geraldo Alckmin em Brasília para tratar de tarifas dos Estados Unidos

Por Marina Klein Telles 21/07/2025
Por Marina Klein Telles

Uma comitiva técnica e empresarial do Sistema FIERGS, liderada pelo presidente Claudio Bier, está em Brasília nesta segunda-feira (21) para uma reunião com o presidente em exercício Geraldo Alckmin, marcada para as 16h. O objetivo é apresentar os impactos, na indústria gaúcha, das tarifas de 50% previstas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e defender a adoção de medidas compensatórias por parte do governo federal, caso a taxação entre em vigor a partir de 1º de agosto.

“Este diálogo é essencial para alcançarmos um resultado melhor para nossas indústrias. A expectativa é levar ao vice-presidente nossos pleitos e colaborar com o governo federal na negociação com o presidente norte-americano”, afirma Bier. Alckmin, como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, lidera o grupo do governo brasileiro responsável pela negociação com o governo norte-americano.

Entre as medidas propostas pela entidade, compiladas em carta conjunta com os sindicatos industriais e já enviada à Confederação Nacional da Indústria (CNI), estão a prorrogação por 90 dias do início da vigência da nova tarifa, permitindo tempo para adaptação e negociação, a mobilização das indústrias exportadoras brasileiras junto a seus parceiros comerciais nos EUA para sensibilizar o governo americano e a adoção de medidas emergenciais, como linhas de financiamento, programas similares ao Reintegra, redução de jornada e salário e suspensão temporária de contratos, FGTS e recolhimentos previdenciários.

O Rio Grande do Sul é o segundo estado mais afetado pela medida anunciada pelo presidente Donald Trump, segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Se as tarifas forem mantidas, o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho pode sofrer um impacto de R$ 1,9 bilhão. No estado, setores mais expostos ao mercado norte-americano empregam, atualmente, cerca de 145 mil pessoas.

Dados da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema FIERGS mostram que, em 2024, os Estados Unidos foram destino de 11,2% das exportações da indústria de transformação gaúcha. O ramo com maior exposição foi o de armas de fogo (85,9%), seguido por calçados de couro que, apesar de menor dependência do mercado americano, é o setor que mais emprega no Rio Grande do Sul.

Desde o anúncio das tarifas, o Sistema FIERGS tem atuado para minimizar os impactos do impasse. Na última sexta-feira (18), Bier reuniu-se com o governador Eduardo Leite, empresários e o cônsul-geral dos EUA em Porto Alegre, Jason Green.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 265 Visualizações
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Sistema Fiergs promove INDX sobre investimentos bilionários no RS

Por Marina Klein Telles 21/07/2025
Por Marina Klein Telles

Para marcar o primeiro ano da gestão Claudio Bier, o Sistema FIERGS escolheu o tema de investimentos bilionários previstos para o desenvolvimento industrial do Rio Grande do Sul para o INDX. Em sua segunda edição, o evento criado para promover discussões estratégicas voltadas ao fortalecimento da indústria terá como palestrantes o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, e o diretor-geral da CMPC, Antônio Lacerda.

O encontro ocorrerá no Salão de Convenções da FIERGS, a partir das 11h30min. Entre os convidados, estarão lideranças do setor industrial, autoridades governamentais e representantes de sindicatos.

Diretor-geral da CMPC Brasil, Lacerda tem sólida carreira em grandes empresas e entidades setoriais e vai falar sobre o projeto Natureza CMPC. O aporte de R$ 24 bilhões, o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul e está ancorado em quatro eixos de desenvolvimento: silvicultura sustentável, infraestrutura logística, crescimento industrial e conservação ambiental e cultural.

Em Barra do Ribeiro, será instalada a nova unidade industrial — no município, já fica a Barba Negra, fazenda de 10 mil hectares que abriga o viveiro de mudas e um centro de pesquisas de aprimoramento genético de eucalipto. A planta terá capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, matéria-prima para a fabricação de diferentes tipos de papéis, embalagens e produtos higiênicos, além de estar presente em itens como alimentos, medicamentos e cosméticos. A expectativa é de que sejam gerados aproximadamente 12 mil empregos durante as obras. Em operação, a empresa deve promover 1,5 mil vagas de trabalho diretas e indiretas, segundo publicado no site da empresa.

Presidente da Cotrijal há 30 anos, Mânica é uma das principais referências do cooperativismo gaúcho. A associação entre a Cotrijal, com sede em Não-Me-Toque, a Cotripal, de Panambi, e a Cotrisal, de Sarandi, foi batizada de Soli3 e vai construir uma nova indústria para processamento de soja, com planta para produção de biodiesel em Cruz Alta. Com investimento de R$ 1,25 bilhão, terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia (50 mil sacas de soja/dia).

A nova planta industrial será responsável pela produção de óleo degomado, biodiesel, glicerina, farelo de soja e casca peletizada. Esses produtos são amplamente utilizados nas indústrias de alimentos, rações e biocombustíveis e devem abastecer tanto o mercado interno quanto externo. O faturamento previsto é de R$ 2,2 bilhões por ano e a operação deve começar em 2028, de acordo com projeção publicada no site da Cotrijal. A área construída será de 62 mil metros quadrados, com previsão de início das obras em janeiro de 2026, gerando aproximadamente mil empregos diretos.

O INDX

Lançado pelo Sistema FIERGS em março deste ano, o INDX teve como primeiro palestrante o governador Eduardo Leite. A série de eventos busca trazer à sede da entidade convidados especiais para apresentar visões estratégicas e promover debates qualificados com os participantes, com foco no crescimento do setor industrial e da economia do território gaúcho.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o INDX é mais um importante canal que a entidade abriu para dialogar com a comunidade industrial. “É uma forma de impulsionarmos o objetivo que temos em comum de atuar pela competitividade e pelo fortalecimento da indústria. Por meio de iniciativas que promovam uma conexão entre indústria, poder público e sociedade civil, conseguimos construir uma visão estratégica que favorece o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 277 Visualizações
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Agência da ONU assina protocolo de intenções com o Sistema Ocergs

Por Marina Klein Telles 21/07/2025
Por Marina Klein Telles

O Sistema Ocergs e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) assinaram, nesta sexta-feira (18), um protocolo de intenções com o intuito de encaminhar projetos de cooperação nas áreas de agricultura sustentável, energia limpa e biofertilizantes. Especializada na promoção do Desenvolvimento Industrial Inclusivo e Sustentável (ISID), a agência da ONU desenvolve, atualmente, dois projetos no Rio Grande do Sul — voltados para biogás e resiliência climática industrial — e pretende ampliar essa parceria, inclusive como apoio após as enchentes que atingiram o estado.

A assinatura simboliza o primeiro passo dessa construção após dois dias de reuniões entre as partes, na sede do Sistema Ocergs, em Porto Alegre, para identificação de temas comuns de interesse. “Começamos essa articulação no ano passado, após as enchentes, porque entendemos que poderíamos ser parte da construção de um estado mais resiliente. Procuramos a agência da ONU, que é referência no apoio a projetos de desenvolvimento sustentável, para avançarmos nesse sentido”, justificou o superintendente do Sistema Ocergs, Mario De Conto.

“O cenário global de mudanças climáticas tem reforçado a necessidade de iniciativas de adaptação por parte das cooperativas. Precisamos buscar novas tecnologias e processos industriais adaptados a essa realidade para crescermos de forma sustentável”, completou o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann.

Na quinta-feira (17), o foco da discussão foi o ramo de infraestrutura, com participação de representantes da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do RS (Fecoergs) e da Certel. O segmento, que atua na geração e distribuição de energia para 1,3 milhão de pessoas, especialmente das áreas rurais, apresentou o trabalho desempenhado pelas cooperativas, com destaque para a geração de energia 100% renovável (hídrica e solar) e índice de satisfação do consumidor entre os melhores do país. Os principais temas discutidos foram eficiência energética, modernização de usinas hidrelétricas e hidrogênio verde.

Já na manhã desta sexta-feira, a pauta foi agricultura sustentável e inovação. O ramo agropecuário, por meio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro/RS), CCGL e Rede Técnica Cooperativa (RTC), compartilhou com os representantes da UNIDO a experiência de implementação da SmartCoop — plataforma de gerenciamento digital baseada em dados que apoia o produtor na tomada de decisão. A medida despertou o interesse da agência internacional por ser replicável em outros países.

“Discutimos muitos temas: como podemos cooperar, como podemos tornar a industrialização mais verde, como produzir fertilizantes com menos emissões de carbono e como utilizar formas inovadoras de industrialização para evitar eventos climáticos extremos. Acreditamos que a abordagem do Sistema Ocergs e das cooperativas é um excelente exemplo de como unir forças e tentar fazer melhor no futuro”, avaliou o diretor executivo da Diretoria de Inovação para os ODS e Transformação Econômica da UNIDO, Gunther Beger.

Transferência de conhecimento

A reunião também tratou do potencial de transferência de conhecimento do Sistema Ocergs, para apoio ao desenvolvimento do cooperativismo em outros países, a partir de cooperação técnica internacional. “Temos a Escoop, única instituição de ensino superior do país especializada em cooperativismo, vinculada ao Sistema Ocergs. Isso é relevante porque a UNIDO busca fundos internacionais voltados para o clima, e essa contrapartida desperta o interesse de doadores, uma vez que nós também podemos contribuir”, destacou o superintendente do Sistema Ocergs.

Os próximos passos da parceria devem ser implementados ao longo deste segundo semestre. Ficou acordado que a UNIDO, com o apoio do Sistema Ocergs, aprofundará o diálogo e explorará oportunidades de captação de recursos, incluindo o acesso potencial a fundos internacionais de financiamento climático, doadores bilaterais e instrumentos de cooperação para o desenvolvimento.

Atuação da UNIDO no Brasil e no RS

A UNIDO possui oito projetos em andamento no país com outros parceiros, abordando descarbonização industrial, economia verde e circular, energias renováveis, proteção da camada de ozônio, mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e sustentabilidade produtiva.

O diretor executivo da agência, Gunther Beger afirmou que há possibilidade e interesse de ampliação de projetos na América Latina, especialmente no Brasil.

“Falamos muito sobre agricultura regenerativa e isso é algo que também precisamos discutir e desenvolver na nossa cooperação futura: como podemos fazer com que o setor deixe de ser parte do problema das mudanças climáticas e passe a ser parte da solução na redução das emissões de carbono”, destacou Beger. “Há muito trabalho a ser feito, e estou feliz por termos o Sistema Ocergs como um potencial parceiro forte para essa cooperação”, completou.

Projeto em resposta às enchentes

No Rio Grande do Sul, já há dois projetos implementados pela organização. Um deles é o GEF Biogás Brasil, que é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e executado pelo CIBiogás. O projeto tem atuação nacional e possui uma unidade de demonstração de boas práticas em biogás no município de Santa Rosa.

O outro, sobre resiliência climática da indústria gaúcha, é liderado pelo MCTI com apoio do governo do Japão, suporte técnico do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) e execução do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae-RS). A iniciativa pretende utilizar um sistema japonês de mapeamento via satélite, sensoriamento remoto e inteligência artificial que permite antecipar cenários de risco e orientar planos de contingência frente a eventos climáticos extremos, em resposta às enchentes que atingiram o estado em 2024.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 298 Visualizações
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Microempa lidera mobilização inédita de entidades gaúchas em programa nacional de fortalecimento empresarial

Por Marina Klein Telles 21/07/2025
Por Marina Klein Telles

A Microempa – Associação das Empresas de Pequeno Porte do RS – iniciou a sensibilização e capacitação de presidentes e executivos que participam do programa nacional “Melhoria da Representatividade das Associações Comerciais”. A entidade coordena a iniciativa em parceria com a Federasul e mobilizou diretamente a participação de 48 associações comerciais e empresariais gaúchas, colocando o Estado entre os maiores em engajamento no Brasil, ao lado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Diferentemente do restante do País, onde a liderança do projeto está sob responsabilidade de federações, a Microempa se destaca como a única associação a exercer a coordenação estadual da iniciativa, o que é considerado um marco inédito que evidencia sua força e representatividade no ecossistema empreendedor.

O programa integra o Projeto Empreender, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com o Sebrae Nacional. Seu principal objetivo é fortalecer a atuação das entidades empresariais, tornando-as mais preparadas para representar e apoiar seus associados.

Para o presidente da Microempa, Tiago de Azevedo, ao liderar o processo de adesão, a entidade reforça seu papel estratégico no fortalecimento do associativismo gaúcho e na qualificação de entidades locais. “Essa oportunidade é única. Ao fortalecer as entidades, fortalecemos também as empresas associadas, gerando impacto direto no desenvolvimento econômico e na competitividade regional”, ressalta.

A gerente do programa Empreender na CACB, Anna Carolina Mauger, reforça o impacto da adesão no Estado: “Com a participação de 349 entidades em 16 Estados, a ação cria uma base sólida para que essas organizações atuem com ainda mais eficácia como representantes do setor produtivo. O destaque da Microempa na coordenação direta é extremamente relevante para o sucesso da iniciativa no RS”.

Segundo complementa a coordenadora de Núcleos Setoriais e Projetos da Microempa, Josiani Billig, a primeira turma foi capacitada na semana passada, na sede da entidade, entre os dias 16 e 18. Nesta semana (23 a 25/07), novo grupo estará em Caxias do Sul para esta etapa de qualificação. A próxima fase do diagnóstico organizacional consiste no preenchimento de um formulário on-line, com detalhes sobre o funcionamento da associação. As respostas funcionarão de base para que os técnicos da CACB possam elaborar um planejamento estratégico.

Sobre o programa

A iniciativa prevê etapas como sensibilização de presidentes, capacitação de executivos, Diagnóstico Organizacional, Planejamento Estratégico e monitoramento dos avanços. Ao final, as entidades participantes serão avaliadas e certificadas com selos de desempenho (bronze, prata ou ouro), conforme os resultados obtidos. A proposta é aprimorar pilares como gestão, finanças, cultura associativista, processos internos e geração de valor para os associados.

Com mais de quatro décadas de atuação, a Microempa reafirma, com essa liderança, seu compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo e do associativismo no Rio Grande do Sul, posicionando o Estado como referência nacional em articulação e desenvolvimento institucional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 247 Visualizações
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Exportações da indústria gaúcha avançam 4,9% no primeiro semestre de 2025

Por Marina Klein Telles 18/07/2025
Por Marina Klein Telles

A Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul cresceu 4,9% no primeiro semestre de 2025. No total, as vendas externas somaram US$ 7,7 bilhões, um acréscimo de US$ 362 milhões em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com o levantamento, o crescimento foi impulsionado por aumento de 13% nos preços das exportações, o que compensou a retração de 5,7% na quantidade média embarcada. Os dados foram divulgados pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema Fiergs na quinta-feira (17).

“O resultado é bom. Tivemos algumas dificuldades pontuais no primeiro semestre que foram superadas, como a gripe aviária, que afetou o segmento de abate de aves. Por outro lado, tivemos um crescimento sólido em outros segmentos, como o de tabaco. Apesar disso, o ideal seria que, além do aumento no preço, também conseguíssemos alavancar a produção, o que não tem ocorrido”, avalia o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier. Para os próximos meses, diz Bier, é preciso acompanhar de perto os desdobramentos das taxações americanas, que trazem muita preocupação para a indústria gaúcha.

Os meses que mais contribuíram para o resultado positivo foram junho, com aumento de 1,8 ponto percentual (p.p), e janeiro (1,5 p.p.). Abril (-1,1 p.p.) foi o único mês com desempenho negativo. Em junho, houve crescimento de 10,5% na receita em relação a maio.

O aumento das exportações no primeiro semestre de 2025 atingiu 16 dos 23 segmentos analisados: veículos automotores (1,6 p.p.), máquinas e equipamentos (1,5 p.p.) e tabaco (1 p.p.) foram os principais responsáveis pelo avanço. Em contrapartida, celulose e papel (-0,8 p.p), madeira (-0,6 p.p) e produtos de metal (-0,2 p.p) apresentaram queda. Alimentos permaneceu estável (-0,1 p.p.) mesmo com os impactos da gripe aviária.

As importações também registraram crescimento nos primeiros seis meses deste ano, com alta de 11% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 6,51 bilhões. A Indústria de Transformação, com alta de 19,2%, foi o destaque nas importações, impulsionada especialmente pelo segmento de químicos (26,3%). As compras tiveram origem, principalmente, do Marrocos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2025 0 Comentários 290 Visualizações
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UnidaSul lança Programa Gente Unida para promover diversidade, inclusão e pertencimento

Por Marina Klein Telles 18/07/2025
Por Marina Klein Telles

A UnidaSul, uma das maiores holdings do setor de atacado e varejo do Sul do Brasil, lançou oficialmente o Programa Gente Unida, iniciativa que visa promover ações de diversidade, inclusão e pertencimento em todas as suas unidades. A ação faz parte da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) da companhia, reforçando o papel das pessoas como ativo estratégico para o crescimento sustentável da organização.

Com mais de 7,5 mil colaboradores e operações em 24 cidades do Rio Grande do Sul, o programa foi estruturado para alcançar todas as áreas e frentes de atuação da empresa, envolvendo diretamente os times nas ações propostas. O objetivo é fomentar um ambiente respeitoso, seguro e equitativo, no qual cada indivíduo seja reconhecido em sua singularidade.

“O Gente Unida nasce como um compromisso institucional com a construção de uma cultura organizacional mais plural, empática e colaborativa. Acreditamos que cada voz tem valor e que a união é o que nos move”, destaca o manifesto da iniciativa.

Cinco pilares estratégicos

O programa está alicerçado em cinco pilares fundamentais: Pertencimento, Paixão por Servir, Diversidade, Equidade e Respeito. A partir deles, são desenvolvidas ações de sensibilização, formação, combate à discriminação e valorização das diferenças, impulsionando a UnidaSul como marca empregadora cidadã e comprometida com um futuro mais justo.

De acordo com Rosângela de Fátima Mariano, gestora de Recursos Humanos da UnidaSul, o Gente Unida é uma evolução do trabalho já desenvolvido nos últimos anos. “Não estamos apenas lançando um programa; estamos formalizando um compromisso com todas as pessoas que fazem parte do nosso ecossistema. Queremos que cada colaborador se sinta visto, ouvido, valorizado e empoderado em sua individualidade”, afirma.

A iniciativa atua por meio de cinco frentes de ação: inclusão de pessoas com deficiência, igualdade de gênero, valorização da representatividade negra, inclusão socioeconômica de diferentes gerações e promoção da equidade para a comunidade LGBTQIAPN+.

Compromisso com o futuro

Para o presidente da UnidaSul, Augusto De Cesaro, o lançamento do Gente Unida reforça o papel da empresa como agente ativo de transformação social. “Queremos ser reconhecidos não apenas pelo que vendemos, mas pelo impacto que geramos. A UnidaSul é uma empresa cidadã, comprometida com as pessoas e com o desenvolvimento justo do Rio Grande do Sul. Nossa missão como marca empregadora é garantir que todos se sintam parte dessa construção”, destaca o executivo.

18/07/2025 0 Comentários 197 Visualizações
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Novo Hamburgo participa do lançamento do Empreender RS

Por Marina Klein Telles 18/07/2025
Por Marina Klein Telles

Em solenidade no Palácio Piratini, o governo estadual lançou na quarta-feira (16) o Empreender RS, um pacote de ações para impulsionar o desenvolvimento econômico, sustentável e inclusivo no Rio Grande do Sul. Novo Hamburgo marcou presença: a secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Daiana Monzon; a diretora de Empreendedorismo, Tamires Becker; e o diretor de Desenvolvimento Econômico, Preto Kayser representaram o Município e já iniciam as articulações para implementar essas iniciativas na cidade.

O evento ocorreu no Salão Negrinho do Pastoreio, com a presença do governador Eduardo Leite, de secretários estaduais, representantes de prefeituras, lideranças empresariais e entidades ligadas à inovação e ao empreendedorismo. O Empreender RS foi apresentado como uma estratégia estruturada de longo prazo, fruto do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Estado, com apoio técnico da consultoria McKinsey.

Entre os principais eixos do programa estão a capacitação dos municípios, a divulgação de dados estratégicos, a valorização da indústria local, o apoio à exportação e a promoção do Rio Grande do Sul como destino de investimentos nacionais e internacionais. As ações estão organizadas em cinco iniciativas: RS em Dados, Desenvolve Município, Promove RS, RS Global e Conexão Indústria RS.

Para a secretária Daiana Monzon, a participação de Novo Hamburgo nesse movimento é estratégica: “O Empreender RS nos oferece ferramentas valiosas para atrair investimentos e fomentar o desenvolvimento local. Com o apoio do Estado, podemos ampliar nossas políticas públicas para o empreendedorismo, inovação e fortalecimento das nossas empresas”, afirmou.

Durante o lançamento, o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, destacou o papel dos municípios como protagonistas no processo de transformação econômica do Estado e entregou simbolicamente a chave do escritório da agência de desenvolvimento em São Paulo à presidente da Famurs, reforçando o compromisso com a descentralização e a aproximação entre governo e prefeituras.

A Prefeitura de Novo Hamburgo avalia como positiva a iniciativa e reforça seu alinhamento com a proposta de construir um ambiente de negócios mais competitivo, inovador e conectado com as tendências globais. A partir das diretrizes do Empreender RS, o Município pretende estreitar ainda mais o diálogo com o setor produtivo e acelerar a implementação de políticas públicas voltadas à geração de emprego, renda e oportunidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2025 0 Comentários 213 Visualizações
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