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Mercado gaúcho de veículos cresce 14,7% em agosto

Por Jonathan da Silva 09/09/2026
Por Jonathan da Silva

O mercado de veículos zero quilômetro do Rio Grande do Sul registrou 17.147 emplacamentos em agosto, um crescimento de 14,74% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme levantamento mensal do Sincodiv/Fenabrave-RS. O resultado foi puxado principalmente pelos automóveis, que tiveram alta de 20,21% na comparação anual e levaram o estado à quarta posição no ranking nacional de vendas da categoria no mês. No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul soma 123.684 veículos emplacados, 4,60% acima das 118.244 unidades registradas no mesmo período de 2025.

Na comparação mensal, houve pequena retração. Em julho, foram 17.397 veículos emplacados no estado, contra os 17.147 registrados em agosto, uma queda de 1,44%. Ainda assim, quatro dos segmentos acompanhados pelo levantamento apresentaram crescimento de dois dígitos em relação a agosto de 2025: automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os implementos rodoviários tiveram alta ainda maior, enquanto as motocicletas apresentaram retração.

Automóveis chegam à quarta posição nacional

Os automóveis foram o principal destaque do mercado gaúcho em agosto. Foram 9.798 unidades emplacadas, 20,21% a mais que as 8.151 registradas em agosto de 2025. Com esse resultado, o Rio Grande do Sul alcançou a quarta colocação nacional nas vendas de automóveis no mês.

Entre janeiro e agosto, o estado acumulou 66.888 automóveis emplacados, crescimento de 10,95% sobre as 60.284 unidades do mesmo período de 2025. No acumulado do ano, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional e responde por aproximadamente 4,4% das vendas brasileiras de automóveis.

O resultado acompanha a expansão do segmento no país. No Brasil, as vendas de automóveis cresceram 23,6% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior e acumulam alta de 22,67% entre janeiro e agosto.

Para o presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS, Jefferson Fürstenau, o desempenho dos automóveis representa uma recuperação do mercado estadual. “Chegar à quarta posição nacional em agosto mostra a força do mercado do Rio Grande do Sul e, principalmente, o trabalho realizado diariamente pelas concessionárias e suas equipes. Estamos falando de um Estado que enfrentou grandes desafios econômicos nos últimos anos e que volta a avançar em um mercado extremamente competitivo. O crescimento de quase 11% dos automóveis no acumulado do ano nos aproxima das primeiras posições e reforça nossa confiança na capacidade de recuperação da economia gaúcha”, destaca Fürstenau.

Comerciais leves avançam no mês

A soma de automóveis e comerciais leves chegou a 11.903 emplacamentos em agosto, alta de 20,24% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com julho, quando o resultado foi de 11.998 unidades, houve variação negativa de 0,79%.

Os comerciais leves tiveram 2.105 unidades emplacadas em agosto, crescimento de 20,42% sobre agosto de 2025 e de 3,69% em relação a julho. Apesar da reação no mês, o segmento ainda apresenta retração no acumulado do ano.

De janeiro a agosto, foram 14.893 comerciais leves emplacados no Rio Grande do Sul, queda de 9,37% em relação às 16.433 unidades registradas no mesmo período de 2025. O estado ocupa a sétima posição nacional no acumulado do segmento.

Caminhões crescem na comparação anual

O segmento de caminhões registrou 603 emplacamentos em agosto. O número representa crescimento de 19,17% sobre as 506 unidades registradas no mesmo mês de 2025. Na comparação com julho, porém, houve retração de 15,90%.

No acumulado de janeiro a agosto, foram 4.648 caminhões emplacados no estado, 15,12% abaixo das 5.476 unidades registradas no mesmo período de 2025.

O resultado ocorre em um cenário de retração nacional no acumulado do segmento. No Brasil, a queda foi de 4,76% entre janeiro e agosto. Mesmo com o recuo, o Rio Grande do Sul permanece na quinta posição do ranking nacional de caminhões.

Ônibus têm alta anual, mas recuam no acumulado

Em agosto, foram registrados 55 emplacamentos de ônibus no Rio Grande do Sul. O volume representa queda de 64,05% em relação a julho, mas alta de 10% na comparação com agosto de 2025.

Entre janeiro e agosto, o estado acumulou 757 ônibus emplacados, contra 878 no mesmo período do ano anterior, retração de 13,78%. O Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional no segmento.

Motocicletas mantêm crescimento no acumulado

As motocicletas tiveram 2.903 emplacamentos em agosto, crescimento de 5,03% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, entretanto, houve queda de 4,51%.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o segmento registra resultado positivo. Foram 24.295 motocicletas emplacadas no Estado, crescimento de 3,07% sobre as 23.571 unidades do mesmo período de 2025.

O Rio Grande do Sul permanece na 19ª posição nacional. No Brasil, as vendas de motocicletas acumulam crescimento de 12,14% no ano.

Implementos rodoviários têm alta de 48,69%

Os implementos rodoviários registraram 568 emplacamentos em agosto, retração de 16,10% em relação a julho. Na comparação anual, porém, o segmento teve crescimento de 48,69%.

De janeiro a agosto, foram 3.908 unidades emplacadas no Rio Grande do Sul, resultado 0,51% superior às 3.888 registradas no mesmo período de 2025. Com esse volume, o estado permanece na quarta posição nacional e responde por aproximadamente 8,3% do mercado brasileiro de implementos rodoviários.

Desempenho por segmento

Na comparação de agosto de 2026 com agosto de 2025, os segmentos acompanhados pelo levantamento apresentaram os seguintes resultados: automóveis, alta de 20,21%; comerciais leves, 20,42%; caminhões, 19,17%; ônibus, 10%; motocicletas, queda de 4,51%; e implementos rodoviários, alta de 48,69%.

Considerando todos os segmentos, o mercado gaúcho cresceu 14,74% em agosto, enquanto o mercado brasileiro apresentou expansão de 16,87% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul registra crescimento de 4,60%, diante de uma alta de 15,30% no mercado brasileiro.

RS mantém posições no ranking nacional

No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional em automóveis, a sétima em comerciais leves, a quinta em caminhões, a sexta em ônibus, a 19ª em motocicletas e a quarta em implementos rodoviários.

Para setembro, a entidade projeta um cenário de atenção aos emplacamentos relacionados à Expointer, cujas vendas deverão ser contabilizadas nos resultados do mercado gaúcho.

Foto: Tawatchai07/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/09/2026 0 Comentários 101 Visualizações
Business

Veículos movimentam R$ 668,7 milhões na Expointer

Por Jonathan da Silva 08/09/2026
Por Jonathan da Silva

O setor de veículos movimentou R$ 668,757 milhões e comercializou 3.517 unidades durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Participaram da feira 30 marcas, que apresentaram veículos de diferentes segmentos e tecnologias ao público e realizaram negócios ao longo dos nove dias do evento. O resultado representa o maior número de unidades vendidas e o maior volume financeiro registrado pelo setor na série histórica dos últimos cinco anos, além de colocar os veículos na segunda posição entre os segmentos da feira em volume financeiro, atrás apenas de máquinas e implementos agrícolas.

Em comparação com a edição de 2025, quando foram comercializadas 3.189 unidades, o número de veículos vendidos cresceu 10,3%. O volume financeiro também aumentou, passando de R$ 591,85 milhões em 2025 para R$ 668,76 milhões em 2026, uma alta de aproximadamente 13%.

O desempenho registrado na Expointer também representou parcela significativa das vendas do mercado gaúcho em agosto. Segundo os dados apresentados pelo Sincodiv-RS, foram comercializadas 11.903 unidades de automóveis e comerciais leves no Rio Grande do Sul durante o mês, o segundo melhor resultado do ano para o setor. As 3.517 unidades vendidas nos nove dias da feira correspondem a aproximadamente 29,5% desse volume.

Mais marcas na feira

A quantidade de fabricantes participantes também aumentou nos últimos cinco anos. Em 2022, a Expointer contou com 17 marcas de veículos. Em 2026, foram 30, crescimento de mais de 76% em cinco edições.

Para o presidente do Sincodiv-RS, Jefferson Fürstenau, os resultados indicam a importância da Expointer para o setor automotivo. “A Expointer permite enxergar muito claramente a transformação do nosso mercado. Temos mais marcas, mais tecnologias, novos produtos e um consumidor interessado em conhecer essas opções. Chegar a 3.517 veículos comercializados e a quase R$ 669 milhões em negócios mostra a força do setor e, principalmente, a relevância que a feira conquistou para as concessionárias e para o consumidor gaúcho”, destaca Fürstenau.

Evolução das vendas

  • 2026: 30 marcas, 3.517 unidades e R$ 668.757.000 em volume financeiro
  • 2025: 26 marcas, 3.189 unidades e R$ 591.850.000 em volume financeiro
  • 2024: 20 marcas, 3.394 unidades e R$ 592.045.300 em volume financeiro
  • 2023: 18 marcas, 2.362 unidades e R$ 471.700.000 em volume financeiro
  • 2022: 17 marcas, 1.674 unidades e R$ 490.960.000 em volume financeiro

Marcas participantes

Participaram da 49ª Expointer Bajaj, BMW, BMW Motorrad, BYD, Denza, Fiat, Ford, GAC, Geely, GM, GWM, Harley-Davidson, Honda Motos, Hyundai, Jeep, Kia, Leapmotor, Lexus, MG, Mitsubishi, Nissan, Omoda/Jaecoo, Ram, Renault, Sea-Doo, Suzuki Motos, Suzuki Quadriciclos, Toyota, Volkswagen e Volvo.

Além da comercialização de veículos, a presença das 30 marcas ampliou a oferta de produtos e tecnologias apresentada aos visitantes da feira. Entre os temas presentes estiveram a eletrificação, novas tecnologias embarcadas e a entrada de novos fabricantes no mercado brasileiro.

Foto: Gustavo Mansur/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/09/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Business

Rodadas internacionais conectam pequenos negócios do Sul a novos mercados durante a Expointer 2026

Por Ester Ellwanger 07/09/2026
Por Ester Ellwanger

As exigências de diferentes mercados, os padrões buscados pelos compradores e as condições necessárias para uma operação de exportação estiveram entre os temas das Rodadas de Negócios Internacionais do Projeto Comprador Expointer, realizadas na Casa do Senar, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A iniciativa reuniu 48 vendedores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e 13 compradores de oito países, com foco em alimentos e bebidas diferenciados e de maior valor agregado.

A ação aproximou pequenos negócios da região Sul de compradores internacionais e permitiu aos empreendedores conhecer, diretamente com potenciais parceiros comerciais, as características e exigências de diferentes mercados. Entre os segmentos representados estiveram azeites extravirgens, vinhos e espumantes, cachaças, méis especiais, produtos orgânicos, noz-pecã e derivados de frutas. A iniciativa contou com a participação do Sebrae, da CNA e da ApexBrasil, por meio do AgroBR, programa de promoção de produtos e empresas brasileiras no mercado internacional.

Para o gerente de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Augusto Martinenco, a aproximação com compradores de outros países permite que os empreendedores obtenham informações que podem orientar decisões antes mesmo da concretização de uma exportação. A partir das conversas, as empresas conseguem identificar adequações necessárias em produtos, embalagens, processos e outros aspectos da operação.

“Quando a gente realiza as rodadas de negócio internacional, existem dois grandes objetivos. O primeiro é concretizar o negócio, apresentar o produto e negociar com esse comprador. Mas o segundo também é importante: entender os pré-requisitos que aquele mercado e aquele comprador têm. Não é raro que, a partir das rodadas, as empresas alterem seu produto com base nas especificações ou características que o comprador está buscando”, explica.

Visitas Técnicas

A programação contou ainda com visitas técnicas a propriedades rurais, agroindústrias e empresas da Região Metropolitana e da Serra Gaúcha. A experiência permitiu aos estrangeiros conhecer os processos produtivos e observar características dos empreendimentos que não aparecem apenas na apresentação comercial dos produtos.

Na avaliação de Martinenco, a origem e a identidade da produção também podem contribuir para diferenciar os produtos brasileiros diante de consumidores internacionais. “O principal elemento é a qualidade do nosso produto, mas é também a conexão e a história que nós geramos do nosso território através desses produtos. Cada vez mais o consumidor não quer só consumir o queijo, o mel, a carne. Ele quer consumir a história que esses produtos têm, de onde vieram e quem os produziu”, destaca.

Para avançar no comércio exterior, no entanto, os negócios precisam estar preparados para atender a requisitos que variam conforme o destino. Entre os desafios estão a regularidade do fornecimento, as exigências sanitárias, os registros e as certificações, além da logística, especialmente para produtos perecíveis. Aspectos culturais e hábitos de consumo também precisam ser considerados na definição da oferta. “Quando a gente olha mercados internacionais, precisa conhecer, entender e entregar aquilo que vai fazer sentido para esse consumo de fora”, afirma.

Negócios e conexões

Os compradores que participaram da iniciativa vieram de oito países. As reuniões foram agendadas previamente de acordo com a compatibilidade entre os produtos das empresas e os interesses dos importadores.

Segundo o analista de mercado do Sebrae Nacional, Gustavo Reis Melo, a preparação dos negócios e a conexão com compradores fazem parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional. Nesse processo, a atuação conjunta do Sebrae, da CNA e da ApexBrasil busca combinar qualificação e melhoria da gestão com conhecimento do agronegócio e promoção comercial.

“O papel do Sebrae na parceria com a CNA e no AgroBR é juntar a competência na qualificação, melhoria da gestão e dos processos internos com a competência da CNA no agronegócio, aumentando a competitividade dos produtores rurais e das empresas rurais em seus respectivos segmentos e territórios”, pontua.

De acordo com Melo, a promoção internacional também considera atributos que podem diferenciar os produtos brasileiros, como indicações geográficas, produtos da bioeconomia e características dos diferentes biomas. A sustentabilidade aparece como um componente adicional de valor para a oferta nacional.

A estratégia de internacionalização considera ainda os acordos comerciais firmados pelo Brasil. “A intenção é aproveitar as condições estabelecidas nesses tratados para ampliar as possibilidades de negócios para pequenos empreendimentos, inclusive a partir da redução ou eliminação de tarifas para determinados produtos”, complementa o analista.

Resultados anteriores

A iniciativa deu continuidade aos resultados registrados na Expointer 2025, quando 30 empresas participaram de 156 reuniões com 12 compradores internacionais. Na ocasião, foi estimada a geração de US$ 3,65 milhões em negócios.

“A realização das rodadas integra a estratégia de aproximação dos pequenos negócios com o mercado internacional e contou com a articulação das instituições envolvidas nas ações do AgroBR. Na Expointer, a programação também esteve inserida nas iniciativas voltadas à valorização e ao fortalecimento do agronegócio”, finaliza Melo.

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/09/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Business

Como os leilões estão transformando a experiência de compra: da pista para uma verdadeira “sala de cinema”

Por Ester Ellwanger 05/09/2026
Por Ester Ellwanger

Foi-se o tempo em que os leilões de genética eram momentos voltados apenas à comercialização de animais. Em um mercado cada vez mais competitivo, criadores e leiloeiras buscam novas maneiras de atrair, conquistar e fidelizar compradores, transformando o remate em uma verdadeira experiência de compra e relacionamento.

Após grandes exposições, como a Expointer, chega o momento de transformar os resultados da temporada de julgamentos em negócios. Em Santana do Livramento, o Leilão Parceria Genética, promovido pelas cabanhas La Coxilha e Sossego, aposta, nesta edição, em uma temática inspirada em grandes sucessos do cinema.

A proposta vai além da identidade visual. A ideia é transportar o público para uma première, na qual os animais assumem o papel de protagonistas e a genética permanece no centro do espetáculo.

“Hoje, o remate vai muito além da comercialização. O mercado está mais competitivo e precisamos criar uma experiência que aproxime o comprador do nosso trabalho. Todo o ambiente é pensado para valorizar o que é principal: o gado e a genética, mas também para fazer com que o cliente se sinta parte daquele momento”, afirma o produtor Gabriel Barros, da cabanha La Coxilha.

A transformação do remate em experiência de compra acompanha uma mudança na própria relação entre criadores e investidores. Em vez de concentrar a comunicação apenas nos animais que serão ofertados, os eventos passam a trabalhar também elementos capazes de criar expectativa e envolvimento antes mesmo do início dos lances. “No fim, mais do que vender, buscamos criar relacionamento, identificação com a marca e fazer com que ele queira voltar no próximo ano”, reforça Barros.

Serviço:

O Leilão Parceria Genética
  • Quando: 1º de outubro, a partir das 19h
  • Local: Sindicato Rural de Santana do Livramento
  • Animais: 400 fêmeas e 50 machos Angus e Brangus
  • Realização: Knorr Leilões e Tellechea & Bastos

Foto: Gabriel Olivera /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

05/09/2026 0 Comentários 56 Visualizações
Business

Palestra da Arena da Exportação aborda os impactos da Reforma Tributária no setor

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

O novo sistema da Reforma Tributária, que entra em vigor daqui a quatro meses, é o assunto da próxima Arena da Exportação – Edição CMT Advogados. Ministrada pelos especialistas em Direito Tributário Lucas Tavares dos Santos e Reginaldo Bueno, sócios do CMT Advogados, a palestra tem como tema “Reforma Tributária: da Transição à Ação – Impactos, riscos e decisões estratégicas para as empresas”. O evento ocorre no dia 17 de setembro, das 8h30 às 11h, na Sala da Exportação da ADVB/RS (Av. Edvaldo Pereira Paiva, 1000 – Porto Alegre), e é gratuito, com vagas limitadas mediante inscrição.

Os tributaristas apresentarão os principais desafios trazidos pela Reforma Tributária para as empresas, com foco no ecossistema de exportação.

“Nosso objetivo é orientar as empresas para que compreendam a transição e tomem as melhores decisões estratégicas diante das novas regras fiscais”, destaca o especialista Lucas Tavares dos Santos.

“Vamos detalhar os impactos práticos que a reforma trará para o ecossistema de exportação, cobrindo desde a gestão de créditos até os reflexos diretos na precificação e nos contratos”, complementa o tributarista Reginaldo Bueno.

 

Tópicos da palesta

A palestra será dividida pelos seguintes tópicos sobre o novo método de tributação do consumo:

  1. O novo sistema de tributação e o período de transição: a substituição de PIS/Cofins, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS, a criação do Imposto Seletivo, a tributação no destino e as principais etapas da transição até a entrada integral do novo modelo.
  1. Não cumulatividade, créditos tributários e impactos no fluxo de caixa: como funcionarão a apropriação dos novos créditos, as limitações relacionadas ao uso e consumo pessoal, os efeitos para diferentes perfis de fornecedores e clientes e os riscos de acúmulo ou demora na recuperação de créditos.
  1. Split payment, sistemas, contratos e preços – a preparação da empresa: os efeitos do recolhimento do tributo na liquidação financeira e a relação entre pagamento e creditamento, os ajustes necessários em ERPs, documentos fiscais e controles internos e, no plano negocial, a revisão de cláusulas de repasse de tributos, a reformulação de preços, as operações entre empresas do mesmo grupo e as alternativas de organização das atividades para otimizar créditos e caixa.
  1. Exportações no novo sistema – desoneração, créditos e saldos acumulados: a não incidência de IBS e CBS nas exportações com manutenção dos créditos das aquisições, o tratamento dos saldos credores de ICMS acumulados e seu ressarcimento ao longo da transição, os efeitos na cadeia de suprimentos e logística do exportador e a perda de relevância econômica dos incentivos estaduais hoje utilizados.
  1. Como a Reforma Tributária afetará as decisões empresariais: reflexos do novo sistema sobre investimentos, estrutura operacional, relações com fornecedores e clientes, formação de preços e planejamento.

Sobre A Arena da Exportação

A Arena da Exportação é uma iniciativa do Prêmio Exportação RS, promovido pelo Conselho do Prêmio Exportação RS, que tem como objetivo reunir especialistas, promover e disseminar conteúdos estratégicos para o setor. Esta edição conta com a parceria do CMT Advogados, com sede em Porto Alegre e atuação nacional na área do Direito Empresarial.

 

Sobre os palestrantes

Reginaldo Bueno

Reginaldo Bueno é advogado tributarista com atuação em contencioso, negociações com o Fisco e consultivo para clientes dos setores automotivo, alimentício, metalúrgico, de serviços e financeiro, reconhecido pela Legal 500 em 2022. Também tem formação em Ciências Contábeis, especialização em Direito e Gestão Tributária, e é membro da Fundação Escola Superior de Direito Tributário e do Conselho Regional de Contabilidade-RS.

Lucas Tavares dos Santos tem mais de 11 anos de experiência assessorando empresas nacionais e multinacionais dos setores de agronegócio, energia, automotivo, papel e celulose e tecnologia, com foco em planejamento tributário e estruturação de negócios. É formado em Direito e Administração Financeira com ênfase em Tributação. Cursa MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV.

Serviço

Arena da Exportação
Reforma Tributária: da Transição à Ação – Impactos, riscos e decisões estratégicas para as empresas
  • Data: 17 de setembro (quinta-feira)
  • Horário: 8h30 às 11h
  • Local: Sede ADVB/RS – Sala da Exportação (Av. Edvaldo Pereira Paiva, 1000 – Praia de Belas – Porto Alegre)
  • Inscrições: Gratuitas mediante inscrição

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

04/09/2026 0 Comentários 57 Visualizações
Business

Avaliações no Google ganham importância para empresas com avanço da IA

Por Jonathan da Silva 04/09/2026
Por Jonathan da Silva

De acordo com a Convertem Marketing Digital, de Novo Hamburgo, as avaliações no Google passaram a ter papel que vai além da reputação das empresas e podem influenciar a presença digital de negócios nas buscas locais e em respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial. A agência trabalha a relação entre avaliações, SEO, reputação digital e inteligência artificial. Segundo o fundador da empresa, Matheus Heldt, a mudança ocorre à medida que consumidores utilizam não apenas a Pesquisa Google e o Google Maps, mas também plataformas de IA para descobrir empresas, comparar alternativas e encontrar serviços.

Ao procurar uma empresa no Google, o consumidor pode encontrar, antes mesmo de acessar o site, informações como fotos, endereço, horário de funcionamento, serviços, perguntas, avaliações e comentários de outros clientes. Esse conjunto de informações compõe o Perfil da Empresa no Google e pode participar do processo de decisão de compra.

O papel do Perfil da Empresa

De acordo com a agência, o Perfil da Empresa no Google, anteriormente conhecido como Google Meu Negócio ou Google Business Profile, é o recurso utilizado por empresas qualificadas para controlar informações apresentadas na Pesquisa Google e no Google Maps. Entre os dados disponíveis estão nome da empresa, categoria principal e categorias secundárias, endereço ou área de atendimento, telefone, site, horário de funcionamento, fotos, vídeos, produtos, serviços, avaliações e respostas aos clientes.

O próprio Google define o perfil como uma ferramenta para gerenciar a forma como uma empresa aparece no Maps e na Pesquisa. Para negócios com presença física ou que atendem determinadas áreas, um perfil verificado permite apresentar informações a potenciais clientes.

A presença do perfil também está relacionada às buscas locais. De acordo com as informações apresentadas pela Convertem, os resultados locais são determinados principalmente por relevância, distância e destaque.

A relevância corresponde à relação entre aquilo que o usuário pesquisou e as informações disponíveis sobre a empresa. A distância considera a proximidade entre o negócio e a localização de quem realiza a pesquisa. Já o destaque está relacionado ao grau de conhecimento ou relevância de uma empresa, considerando fatores como links de outros sites e avaliações.

Nesse contexto, a agência ressalta que a quantidade de avaliações e as classificações positivas podem contribuir para a classificação de uma empresa nos resultados locais. As avaliações, portanto, não são apresentadas apenas como um recurso de persuasão para consumidores, mas também como parte do conjunto de sinais relacionados à visibilidade local.

Avaliações como fonte de informação

Além da nota atribuída pelos clientes, o conteúdo dos comentários pode fornecer informações sobre a experiência com uma empresa. Atendimento, qualidade, prazo, suporte, produtos e localização são alguns dos aspectos que podem aparecer nos relatos.

Uma empresa pode, por exemplo, receber avaliações que mencionem atendimento rápido, equipe especializada, entrega dentro do prazo, suporte, qualidade dos produtos, atendimento em Novo Hamburgo ou facilidade para realizar compras pela internet. A repetição desses elementos cria um conjunto de informações sobre o negócio diferente de uma avaliação composta apenas por uma nota.

O Google também utiliza informações presentes nas avaliações para apresentar, em determinados perfis, resumos e temas relacionados às experiências compartilhadas pelos clientes. Dessa forma, a linguagem utilizada espontaneamente pelos consumidores pode contribuir para a compreensão da atividade e da experiência associada a uma empresa no ambiente digital.

A relação com a decisão de compra

Antes de entrar em contato com uma empresa, o consumidor pode consultar avaliações, comentários, respostas, fotos, site e redes sociais antes de decidir pela contratação ou compra. Nesse processo, as informações externas ao site complementam aquilo que a própria empresa apresenta sobre seus produtos e serviços.

Para a Convertem, a reputação digital é construída não apenas pela comunicação institucional, mas também pelas experiências relatadas pelos clientes. A empresa aponta que uma presença digital consistente pode reduzir a incerteza do consumidor diante de uma empresa que ainda não conhece.

A influência da inteligência artificial

O avanço das ferramentas de inteligência artificial acrescentou outra dimensão à presença digital das empresas. Além de buscar diretamente no Google, consumidores podem utilizar sistemas de IA para fazer perguntas como quais são as empresas de marketing digital de determinada cidade, quais negócios são mais bem avaliados em uma região, onde encontrar determinado serviço ou qual empresa oferece uma solução específica.

No Google, recursos como as Visões Gerais criadas por IA, conhecidas como AI Overviews, e o Modo IA recuperam informações disponíveis na web para produzir respostas e apresentar links de apoio. Segundo o próprio Google, as boas práticas tradicionais de SEO continuam relevantes nesses ambientes e não existe uma otimização separada que garanta a presença de uma empresa nesses recursos.

A Convertem destaca, portanto, que não há uma fórmula específica para fazer uma empresa ser recomendada por uma ferramenta de IA. A estratégia passa pela construção de uma presença digital rastreável, relevante e confiável, com informações consistentes em diferentes canais.

Em 2026, o Google também começou a disponibilizar gradualmente, no Search Console, relatórios específicos de visibilidade em recursos de IA generativa, incluindo AI Overviews e AI Mode. A mudança permite que parte dessa exposição passe a ser acompanhada por meio de dados.

Informações distribuídas na internet

A presença digital de uma empresa não está concentrada apenas no site institucional. Segundo a agência, informações sobre um negócio também podem estar presentes no Perfil da Empresa no Google, Google Maps, avaliações, redes sociais, diretórios empresariais, portais, notícias, artigos, backlinks, páginas de parceiros, marketplaces e outros sites que mencionam a marca.

O Google informa que os dados apresentados em perfis locais podem ter diferentes origens, incluindo conteúdos disponíveis na internet, informações de terceiros e contribuições de usuários.

A combinação dessas fontes permite formar um conjunto de informações sobre a empresa, incluindo o que ela oferece, onde atua, quais são suas especialidades e como os clientes avaliam suas experiências. Para a Convertem, o site continua sendo uma base da presença digital, mas não representa toda a estratégia.

Como solicitar avaliações

De acordo com a Convertem, o Google recomenda que empresas incentivem clientes reais a deixar avaliações por meio de um link direto ou QR Code. O pedido pode ser incorporado a diferentes momentos da jornada do consumidor, como após uma compra, depois da entrega, ao concluir um projeto, após um atendimento ou resolução de solicitação, em mensagens de pós-venda, por e-mail, WhatsApp ou materiais impressos.

A orientação da agência é facilitar o acesso ao formulário para reduzir o número de etapas necessárias para que o cliente deixe seu relato.

A empresa também destaca que avaliações não devem ser compradas ou produzidas artificialmente. O Google proíbe avaliações falsas e incentivos oferecidos em troca de avaliações, alterações de avaliações ou remoção de avaliações negativas.

Também não é recomendado pedir ao cliente que inclua palavras-chave específicas no comentário. Em vez de solicitar textos artificiais, a orientação é permitir que o consumidor relate a experiência com suas próprias palavras.

Respostas às avaliações

Responder às avaliações também faz parte do gerenciamento do Perfil da Empresa. O Google recomenda que empresas respondam aos comentários e afirma que avaliações positivas e respostas úteis podem ajudar o negócio a se destacar.

As respostas não precisam ser extensas. O conteúdo deve ser relacionado ao comentário recebido e manter uma comunicação contextualizada com o cliente.

No caso de avaliações negativas, a recomendação apresentada pela Convertem é reconhecer a experiência relatada, evitar discussões públicas, demonstrar disposição para solucionar o problema e, quando necessário, direcionar a conversa para um canal apropriado.

A empresa também destaca que um perfil não precisa reunir exclusivamente avaliações perfeitas para transmitir confiança. A existência de experiências diferentes, acompanhadas de respostas profissionais, pode representar uma situação mais natural do que uma coleção de comentários sem críticas.

Quantidade de avaliações

Segundo a agência, não há uma quantidade específica de avaliações que garanta determinada posição no Google. A plataforma não divulga um número mínimo de avaliações necessário para que uma empresa apareça nos resultados.

Quantidade e qualidade das avaliações estão entre os sinais relacionados ao destaque nos resultados locais, mas a classificação também considera fatores como relevância e distância.

A estratégia recomendada pela Convertem é manter um processo contínuo de solicitação de avaliações, em vez de buscar uma grande quantidade de comentários em um único período.

A empresa informa que mantém nota 5,0 em 30 avaliações no Perfil da Empresa no Google. Segundo o material, os depoimentos são publicados na página de avaliações do site, transcritos literalmente e acompanhados de link para a fonte no Google.

Sete ações para melhorar a presença no Google

A Convertem lista sete medidas para empresas que desejam trabalhar sua presença digital no Google. A primeira é manter o Perfil da Empresa atualizado, verificando nome, categoria, telefone, site, horários, área de atendimento e demais informações. A segunda é publicar fotos e conteúdos relacionados à empresa, incluindo produtos, serviços, instalações, equipe e situações reais. A terceira é criar um processo para solicitar avaliações, sem depender apenas da iniciativa espontânea dos clientes. A quarta recomendação é facilitar o acesso ao formulário de avaliação por meio do link direto ou QR Code disponibilizado pelo Google. A quinta é responder aos comentários recebidos. A sexta orientação é não comprar avaliações e priorizar experiências reais. A sétima é observar o conteúdo dos comentários para identificar padrões relacionados a atendimento, produtos, preços, prazos e experiência dos consumidores.

Perfil, SEO e inteligência artificial

A estratégia apresentada pela empresa considera diferentes canais de forma integrada. O site apresenta a empresa e seus serviços; o Perfil da Empresa no Google conecta o negócio às buscas locais; as avaliações demonstram experiências de clientes; conteúdos apresentam conhecimento sobre determinados assuntos; backlinks e menções ampliam a presença da marca na internet; redes sociais mostram atividade e relacionamento; e diretórios e portais acrescentam referências sobre a empresa.

A Convertem relaciona essa estrutura às discussões sobre SEO, AEO, sigla para Answer Engine Optimization, e GEO, Generative Engine Optimization. O material ressalta, porém, que esses conceitos não representam uma fórmula para garantir que uma empresa apareça em respostas de inteligência artificial.

Segundo a empresa, o próprio Google afirma que as práticas recomendadas de SEO continuam relevantes para seus recursos de IA generativa e que o foco deve permanecer em conteúdo útil, confiável, original e produzido para pessoas.

A proposta, portanto, é manter informações corretas e consistentes sobre uma empresa, conteúdo útil, clientes reais, avaliações autênticas, referências externas, experiência adequada no site e coerência entre os diferentes canais digitais.

Reputação como parte do marketing

A publicidade continua sendo um dos recursos utilizados pelas empresas para ampliar sua visibilidade, mas as avaliações cumprem uma função diferente. Enquanto o anúncio apresenta uma mensagem produzida pela própria empresa, a avaliação registra a experiência de um cliente.

Para a Convertem, essa diferença ganha relevância em um ambiente no qual consumidores utilizam cada vez mais informações disponíveis na internet, recomendações e ferramentas de inteligência artificial para tomar decisões.

A presença digital, nesse contexto, é formada pela combinação de informações institucionais, conteúdo, referências externas, experiência do consumidor e reputação. O Perfil da Empresa fornece informações sobre o negócio local, enquanto as avaliações registram como clientes relatam suas experiências. O site apresenta produtos, serviços e conhecimento, e outras menções na internet ampliam o contexto sobre a marca.

A empresa ressalta que não existe fórmula que garanta o primeiro lugar no Google ou a recomendação por uma ferramenta de inteligência artificial. A estratégia defendida é manter informações confiáveis sobre a empresa, oferecer experiências aos clientes, facilitar o compartilhamento dessas experiências e manter uma presença digital consistente.

O que é a Convertem

A Convertem Marketing Digital, fundada por Matheus Heldt em Novo Hamburgo, atua com estratégias de marketing digital, criação de sites, tráfego pago, SEO e presença digital. Segundo o material divulgado pela empresa, os serviços são direcionados a negócios que buscam ampliar a visibilidade e gerar resultados, incluindo empresas de Novo Hamburgo e Porto Alegre. A empresa também disponibiliza cases de clientes, depoimentos e uma ferramenta gratuita de visibilidade em inteligência artificial como recursos relacionados à estratégia de presença digital apresentada no conteúdo.

Foto: DC Studio/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
04/09/2026 0 Comentários 78 Visualizações
Business

Hub Agro discute sustentabilidade, inovação e presença feminina no campo

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

O Hub Agro, espaço que a prefeitura de Esteio e a Universidade Feevale mantêm no Parque de Exposições Assis Brasil, segue com a sua programação voltada à tecnologia, pesquisa e desenvolvimento voltados ao agro, durante a Expointer.

Nesta sexta-feira, 4 de setembro, a programação da Instituição segue com lançamentos de iniciativas para o agro, um painel sobre o papel das mulheres na inovação no campo e uma atividade sobre gestão e comunicação.

Programação

  • 10h30min: Início do Programa de Inovação Aberta no Agro – Feevale
  • 14h: Quem está transformando o agro? O papel da mulher na inovação do campo, com Martha Santos Louzada, presidente da Comissão das Mulheres do Agro do Sindicato Rural de Alegrete e coordenadora adjunta da Comissão das Mulheres do Agro da Farsul; e Desireé Hastenpflug Möller, presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu)
  • 15h: Preparar a propriedade: as atividades-meio que sustentam o resultado, com Claudinei Baldissera, presidente da Emater/Ascar-RS; Guilherme Monks, da MZ Advogados; Gabriele Lisboa de Souza, da NortCont; Nanda Fersula, Instituto Sigales; Daniel Bahr e Gabriel Bahr, case Carnes Alemão/Fazenda Cristal. A mediação será de Christian Lemos, da Wyse Conexão, e Mateus Rocha, diretor técnico da Emater/Ascar-RS.
     

Projeto de extensão lança cartilha

Ainda nesta sexta-feira, 4 de setembro, às 15h, o projeto de extensão da Universidade Feevale Combate e Prevenção ao Mosquito Aedes aegypti, juntamente com acadêmicos do curso de Medicina Veterinária, irá lançar uma cartilha de prevenção à dengue no meio rural. De acordo com a líder do projeto, professora Natalia Aparecida Soares, a ação originou-se de um trabalho de curricularização da extensão, com o objetivo promover a conscientização sobre a dengue e reforçar a importância da prevenção e do combate ao mosquito vetor. O lançamento ocorre no Espaço Emater/Ascar-RS.

 Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Business

Ascribu homenageia quatro criadores ligados à história da bubalinocultura gaúcha

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) homenageou quatro criadores na noite de quarta-feira, 02de setembro, durante a Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil. A cerimônia realizada na Casa do Búfalo reconheceu Eduardo Aydos e Tális Mariante Celeste e prestou homenagens póstumas a Marcos Oberdan Bottega e Nelson Perez Garcia, que faleceram neste ano.

Bottega e Garcia foram lembrados pela dedicação à bubalinocultura e pela contribuição deixada à atividade no Rio Grande do Sul. A homenagem contou com a presença de familiares dos dois criadores, além de produtores e pessoas ligadas à cadeia, que acompanharam as lembranças sobre suas trajetórias e a participação de ambos na criação de búfalos no estado.

Homenageados

Entre os homenageados, Eduardo Aydos relacionou sua trajetória na atividade à busca por uma vida mais próxima da natureza e à continuidade desse vínculo dentro da família. “Encontrei no búfalo e na vida em um sítio esse sonho realizado, um sonho que se transmitiu aos meus filhos. Tenho uma família que realmente é o sonho que tive realizado”, afirmou Aydos.

O criador também destacou que os filhos seguiram caminhos profissionais relacionados, de diferentes formas, ao meio ambiente e à preservação. Para ele, essa continuidade permitiu conciliar a formação profissional com a ligação construída pela família com o campo e a natureza.

Tális Mariante Celeste recebeu a homenagem após uma trajetória de décadas ligada à exposição e divulgação dos búfalos. “Eu me sinto muito lisonjeado, porque alguém reconhece que fiz um trabalho durante muitos e muitos anos. Só aqui na Expointer, fui expositor por mais de 30 anos, além de participar de exposições em outras cidades do Brasil”, relatou Celeste.

Ao recordar esse período, o criador também citou o trabalho necessário para levar os animais às exposições e participar dos julgamentos. Ele cumprimentou os atuais expositores pelo esforço de preparação nas propriedades, transporte e apresentação dos exemplares em pista.

Celeste ainda avaliou que a bubalinocultura tem espaço para ampliar a presença na Expointer e no Rio Grande do Sul. Na avaliação do homenageado, a atuação da presidente da Ascribu, Desireé Möller, primeira mulher a ocupar o cargo na entidade, e o trabalho dos expositores podem contribuir para aumentar a participação de animais e criadores nas próximas edições.

Foto: Tamires de Moraes/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Business

Juntos pelo Agro lança programa para qualificar e valorizar o turismo rural gaúcho na Expointer

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

A conexão entre produção agropecuária, território, cultura e hospitalidade ganhou uma nova estratégia durante a Expointer 2026. O Programa Juntos pelo Agro lançou, nesta quarta-feira, 02 de setembro, na Casa do Senar RS, o projeto Coleção Terra Gaúcha, voltado à identificação, qualificação e promoção de propriedades rurais com experiências turísticas diferenciadas e potencial de agregação de valor.

Fruto da parceria entre CNA, Farsul, Senar RS e Sebrae-RS, com apoio do Governo do Estado, a iniciativa busca fortalecer o turismo rural como alternativa de diversificação de renda e ampliar sua participação na oferta turística do Rio Grande do Sul. O primeiro ciclo selecionará até 50 propriedades e empreendimentos rurais, que passarão por um processo de qualificação e terão suas experiências promovidas ao mercado.

O projeto

A proposta parte de atributos já presentes no meio rural gaúcho, como produtos de origem, gastronomia, contato com a natureza, cultura e modos de vida. A intenção é organizar esses elementos em experiências capazes de atender a um público que busca autenticidade e qualidade, contribuindo também para um novo posicionamento do segmento.

“Quando a gente fala de turismo autêntico, do papel dos produtos de origem, de uma gastronomia autêntica, isso está na pauta do turismo rural, mas ela não está posicionada dessa forma”, explica a especialista em Turismo do Sebrae-RS, Amanda Paim. Segundo ela, o desafio é fazer com que essas características sejam percebidas como parte de uma oferta turística de excelência e contribuam para fortalecer o posicionamento do Estado como destino.

O projeto prevê ainda uma identidade própria para diferenciar as experiências participantes. As propriedades selecionadas integrarão a primeira edição de um guia de experiências e terão acesso a ações de promoção e visibilidade.

Qualificação técnica

O Senar RS ficará responsável pela qualificação técnica dos empreendimentos, com capacitações e consultorias em áreas como organização da atividade, atendimento ao cliente, gestão financeira, segurança e adequações sanitárias e ambientais. Para o coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Inovação do Senar RS, Henrique Padilha, a estruturação é fundamental para transformar o potencial das propriedades em negócios sustentáveis.

“A Coleção Terra Gaúcha nasce para identificar e impulsionar aquelas propriedades que já carregam em sua essência a riqueza da nossa cultura, gastronomia e modo de vida no campo, mas que precisam de estruturação técnica para se transformarem em rotas turísticas atrativas e consolidadas”, afirma.

De acordo com Padilha, o acompanhamento será direcionado às necessidades de cada empreendimento: “A ideia é diversificar a fonte de renda dos produtores e oferecer uma experiência de excelência ao visitante, fortalecendo a economia de todo o Estado”.

Posicionamento estratégico

O Sebrae-RS atuará no posicionamento estratégico, na gestão dos pequenos negócios e na busca por novos canais de comercialização. A perspectiva é aproximar a produção rural da atividade turística e transformar itens como azeites, vinhos, queijos, carnes e produtos artesanais em parte de experiências associadas à identidade dos territórios.

“O nosso objetivo é unir a vocação do Rio Grande do Sul para produtos de qualidade com a vocação para a hospitalidade, entregando um produto de alto valor para os mercados nacional e internacional”, destaca Amanda.

Como parte da estratégia de promoção, as propriedades qualificadas passarão a integrar a plataforma Viva o RS, que reúne roteiros, eventos, gastronomia e experiências turísticas de diferentes regiões do Estado. A presença no ambiente digital amplia a exposição dos empreendimentos e facilita o acesso do público a experiências ligadas às tradições, aos sabores e ao modo de vida rural gaúcho.

Para a especialista, o impacto esperado ultrapassa a seleção dos empreendimentos participantes. “O turismo diversifica a renda, e isso já acontece. Mas a gente quer agregar valor e, através dos produtos, receber as pessoas, contar histórias e ter isso alinhado a uma estratégia de promoção de Estado”, complementa.

Com a Coleção Terra Gaúcha, as instituições estabeleceram uma estratégia de qualificação e valorização do turismo rural, buscando dar maior visibilidade a experiências que reúnem produção, identidade territorial e hospitalidade. A iniciativa também cria novas possibilidades de geração de valor para os negócios do campo e de inserção dessas experiências na promoção turística do Rio Grande do Sul.

Inscrições

Os produtores e empreendedores interessados em qualificar suas ofertas e transformar suas propriedades em rotas estruturadas já podem se inscrever em https://checkin.vivaors.com.br/event/7d2ea496-4833-4e77-8a82-0075c8ee75f5

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 85 Visualizações
Business

Qualificação dos serviços de inspeção foi tema de seminário durante a Expointer

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

A qualificação dos serviços de inspeção municipal e seus impactos no acesso a mercados para agroindústrias de pequeno porte foram discutidos nesta quarta-feira, durante a Expointer, em Esteio. O Seminário Agroindústrias e Serviços de Inspeção: Qualificação e Adequação como Garantia de Acesso a Mercados ocorreu no Auditório Central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (Auditório da Seapi), reunindo presidentes, gestores e equipes técnicas de consórcios municipais de diferentes regiões do Estado.

Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Sebrae RS e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o encontro integrou as ações do Ministério voltadas ao desenvolvimento dos serviços de inspeção e à segurança dos alimentos. A programação também esteve relacionada à parceria entre MAPA e Sebrae Nacional para ampliar, nos estados, iniciativas vinculadas ao Programa Consim RS.

Destaques

Um dos destaques foi a apresentação da metodologia desenvolvida pelo Sebrae-RS para apoiar consórcios de inspeção municipal. A ferramenta foi apresentada como um recurso que auxilia os consórcios na identificação de oportunidades de aprimoramento e na definição de estratégias de atuação.

“Mais do que compartilhar experiências, o seminário permitiu aproximar os diferentes atores envolvidos e apresentar uma ferramenta que contribui para uma gestão mais estruturada dos serviços de inspeção. A metodologia orienta os consórcios na identificação de oportunidades e na definição de ações para fortalecer sua gestão e ampliar resultados locais”, explicou Marcio Benedusi, analista de Desenvolvimento Territorial do Sebrae RS.

Experiência-piloto com o Copes

A programação contou ainda com um painel sobre os resultados da experiência-piloto desenvolvida junto ao Consórcio Público do Extremo Sul (Copes). O trabalho envolveu um diagnóstico da governança, dos processos e das capacidades instaladas, resultando na construção de um plano de ação para o consórcio.

A iniciativa evidenciou a importância da articulação entre municípios, consórcios e instituições parceiras para identificar gargalos e estruturar soluções adaptáveis a diferentes realidades.

Para Fabrício Burkert, gestor estadual do Programa Cidade e Territórios Empreendedores do Sebrae RS, o projeto demonstrou como o fortalecimento dos serviços de inspeção pode gerar impactos que vão além da esfera regulatória. “A ação promove a integração entre municípios, consórcios e órgãos reguladores, qualifica o trabalho das equipes técnicas e cria condições para que agroindústrias familiares, cooperativas e pequenos produtores ampliem sua competitividade e tenham acesso a novas oportunidades de comercialização”, afirmou.

A melhoria das condições de atuação das agroindústrias tende a refletir positivamente nas economias locais, especialmente quando acompanhada de estratégias de desenvolvimento territorial. Burkert acrescentou que “ao fortalecer seus sistemas de inspeção, os municípios criam condições para que as agroindústrias ampliem mercados, agreguem valor à produção e gerem mais renda e qualidade de vida nas comunidades onde estão inseridas”.

Beatris Sonntag Kuchenbecker, auditora fiscal federal agropecuária e gestora do SISBI na SFA-RS, destacou que o seminário se consolidou como um espaço de integração entre profissionais e instituições que atuam na agroindustrialização de produtos de origem animal.

“A programação permitiu apresentar atualizações sobre o cadastro e a qualificação dos serviços de inspeção e evidenciar o projeto Consim RS, iniciativa regionalizada da política pública do Mapa que busca enfrentar a fragmentação das normas de inspeção por meio de suporte técnico e parcerias estratégicas”, revela Beatris.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 71 Visualizações
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Edição 309 | Agosto 2026

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