Asilo Padre Cacique celebra 128 anos com festa e homenagens aos moradores

Por Jonathan da Silva

O Asilo Padre Cacique comemorou, nesta sexta-feira (19), seus 128 anos de história com uma programação especial voltada aos moradores, funcionários, voluntários e apoiadores da instituição, em Porto Alegre. Ao longo do dia, a entidade promoveu apresentações musicais, homenagens, confraternizações e atividades temáticas para marcar a trajetória de uma das mais tradicionais instituições de acolhimento à pessoa idosa do Rio Grande do Sul. A celebração também reforçou a importância do apoio da comunidade para a manutenção dos serviços prestados pelo asilo.

A programação ocorreu na sede da instituição e teve como tema o clima de torcida pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com decoração inspirada no Brasil no refeitório onde os moradores participaram das atividades comemorativas.

Programação de aniversário

As atividades começaram às 9h, com cerimônia de abertura, execução do Hino Nacional Brasileiro e apresentação da Banda de Música da Brigada Militar. Em seguida, os moradores participaram de um almoço especial com churrasco comemorativo. À tarde, a programação teve continuidade com um café temático em clima de Copa.

O presidente do Asilo Padre Cacique, Édson Brozoza, destacou o significado da data para a instituição e para os idosos acolhidos. “A festa é, depois da refeição, o que mais agrada aos moradores. Embora tenhamos bailes e atividades de recreação, a festa é inigualável. Ver a banda tocando, os moradores levantando das cadeiras, dançando e se alegrando emociona muito. Faço um agradecimento especial à Brigada Militar, que nunca nos deixou e sempre nos deu esse apoio maravilhoso. Hoje, estamos comemorando os 128 anos do Asilo Padre Cacique, e eu também comemoro 28 anos de vínculo com esta casa. Comecei como voluntário, passei por todos os cargos e sigo nesta jornada. Aqui, a gente entende que é dando que se recebe. Quando entro no Asilo, esqueço tudo lá fora e dou atenção total a eles. Isso aqui é uma missão”, afirmou Brozoza.

Música

O mestre da Banda da Ajudância-Geral da Brigada Militar, primeiro-sargento Luciano da Silva Lopes, ressaltou a importância da participação do grupo na comemoração. “Nosso sentimento é de muita satisfação e alegria por participar deste momento ímpar. Para nós, é um prazer estar aqui nesta manhã, alegrando os corações das pessoas que moram e fazem parte do Asilo Padre Cacique. A música faz parte do nosso sentimento, alegra a alma e o espírito, e faz com que as pessoas se sintam melhor”, afirmou Lopes.

Repercussão

Aos 77 anos, a moradora Jane Beatriz Barros Peixoto de Silveira destacou o significado das festividades para os residentes. “É maravilhoso participar desta festa. Já é o sexto ano em que estou aqui e nós participamos de todas as comemorações, mesmo depois da pandemia, da enchente e da influenza. Não tem nada que nos segure. A gente gosta muito, todo mundo se sente bem, em um ambiente de amizade. São mais de 100 moradores e quase 100 funcionários, cerca de 200 pessoas convivendo diariamente. Nem sempre é tudo perfeito, mas é uma beleza. A gente dança, conversa, às vezes discute, mas fica tudo em harmonia. Esta folia alegrou muito o nosso dia”, expressou Jane.

O morador Altair Guedes, de 80 anos, deu destaque aos serviços oferecidos pela instituição. “Esta instituição merece sempre o nosso sincero reconhecimento por tudo que temos aqui. Quem precisa de alguma coisa é aqui que vai encontrar. Não podemos pensar simplesmente em um teto. Nós temos aqui tudo que não tínhamos lá fora. Temos quadro de enfermagem 24 horas à disposição, médico todos os dias, remédios, roupas e também um teto”, ressaltou Guedes.

A moradora Marcelina Paz, de 83 anos, também falou sobre sua experiência no local. “Viver aqui no asilo é tudo de bom. Não vou dizer que é melhor do que estar com uma mãe, porque não é, mas é quase isso. É uma maravilha, um espetáculo, um carinho de todos os funcionários. Eu tenho tudo. Eu não fazia nada e agora faço até fisioterapia”, relatou Marcelina.

Já a moradora Jane Therezinha Lopes, de 75 anos, reforçou a necessidade de apoio da comunidade. “O que eu desejo é que as pessoas continuem fazendo bastante doações para nós, para todos nós. As doações são muito importantes, porque o Asilo vive dessa ajuda. O que eu desejo é que as pessoas continuem trazendo as coisas e ajudando a nossa casa”, pontuou Jane.

Legado

Ao lembrar a história da instituição, o presidente Édson Brozoza ressaltou o legado deixado pelo Padre Joaquim Cacique de Barros, cuja trajetória esteve ligada à educação, à fé e ao atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. “O Padre Cacique foi um homem de profunda vocação humana e espiritual. Antes mesmo de sua missão ganhar forma nesta casa, ele já carregava uma história dedicada ao ensino, à solidariedade e ao serviço ao próximo. Celebrar os 128 anos do Asilo Padre Cacique é também reafirmar esse legado. Esta instituição nasceu de uma inspiração de acolhimento e segue viva porque muitas pessoas continuam acreditando que cuidar dos idosos é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou Brozoza.

Doações

O Asilo Padre Cacique recebe doações para a manutenção de suas atividades. Donativos podem ser entregues diretamente na sede da instituição, localizada na Avenida Padre Cacique, 1178, bairro Menino Deus, em Porto Alegre, diariamente, das 7h às 20h. Também é possível contribuir por meio da plataforma digital de arrecadação disponibilizada pela entidade.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
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