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história

Cultura

Felipe Kuhn Braun lança livro sobre imigração luxemburguesa no dia 22

Por Jonathan da Silva 17/06/2026
Por Jonathan da Silva

O escritor e jornalista Felipe Kuhn Braun lançará o livro “Luxemburgueses no Brasil” no próximo dia 22 de junho, às 19h30min, no Centro Cultural 25 de Julho, em Porto Alegre. O evento contará com uma palestra sobre a história de Luxemburgo e sessão de autógrafos com o autor. A obra tem como objetivo apresentar ao público uma pesquisa dedicada à imigração luxemburguesa no país, resgatando trajetórias familiares e destacando a contribuição dessas comunidades para a formação social e cultural brasileira. O ingresso para participar será a doação de 1 kg de alimento não perecível.

O livro aborda a imigração luxemburguesa desde as origens históricas do território de Luxemburgo, passando pelas partilhas territoriais e pelos movimentos migratórios que levaram milhares de pessoas a diferentes regiões do mundo, incluindo o Brasil.

Realizado com o apoio da Associação dos Cidadãos Luxemburgueses no Brasil (Aclux), a obra apresenta informações sobre famílias pioneiras e busca recuperar aspectos da presença luxemburguesa no país. Ao longo de suas 160 páginas, a publicação reúne listas de imigrantes, dados sobre descendências e registros da contribuição dessas comunidades para a sociedade brasileira.

Segundo a pesquisa, muitos desses imigrantes se estabeleceram principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Minas Gerais também é contemplado na obra em razão da fundação da empresa Belgo-Mineira, que teve participação de imigrantes luxemburgueses.

Quem é Felipe Kuhn Braun

Natural de Novo Hamburgo e nascido em 1987, Felipe Kuhn Braun iniciou suas pesquisas em 2001. Formou-se em Jornalismo pela Universidade Feevale, em 2010, e construiu sua trajetória como pesquisador voltado à história da imigração e à genealogia no sul do Brasil.

Com o lançamento de Luxemburgueses no Brasil, o autor chega à marca de 35 livros publicados sobre história regional e imigração, áreas às quais tem se dedicado ao longo de sua carreira.

Evento de lançamento

Além do lançamento da obra, a programação prevê uma palestra ministrada por Felipe Kuhn Braun sobre a história de Luxemburgo e os processos que marcaram a imigração luxemburguesa. Na sequência, o público poderá participar da sessão de autógrafos promovida durante o evento.

Serviço

  • O quê: Palestra e lançamento do livro Luxemburgueses no Brasil, com o escritor e jornalista Felipe Kuhn Braun
  • Quando: 22 de junho, segunda-feira, às 19h30min
  • Onde: Centro Cultural 25 de Julho de Porto Alegre (Rua Germano Petersen Júnior, 250, bairro Auxiliadora, Porto Alegre)
  • Quanto: Ingresso mediante doação de 1 kg de alimento não perecível; o livro estará à venda por R$ 80,00

Ficha técnica

  • Livro: Luxemburgueses no Brasil
  • Autor: Felipe Kuhn Braun
  • Categoria: Não ficção (História, Imigração e Genealogia)
  • Editora: Z Multi Editora
  • Número de páginas: 160
  • Realização: Associação dos Cidadãos Luxemburgueses no Brasil (Aclux)
Foto: Homero Schuch/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/06/2026 0 Comentários 53 Visualizações
Cidades

Gramado lança repositório digital para preservar e divulgar memória histórica

Por Jonathan da Silva 10/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado lançou um Repositório Digital de Memórias com o objetivo de preservar, organizar e ampliar o acesso ao patrimônio histórico do município. A iniciativa foi apresentada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa e disponibiliza, de forma online, documentos históricos, fotografias, mapas, registros museológicos e conteúdos relacionados à história local. A plataforma funciona como um museu virtual e arquivo digitalizado, permitindo que moradores, pesquisadores e visitantes consultem gratuitamente os acervos pela internet.

Nesta fase inicial, o portal disponibiliza a Coleção Museu do Trem da Várzea Grande, reunindo registros relacionados à antiga linha férrea Taquara-Canela. Segundo a administração municipal, novas coleções serão incorporadas ao sistema nos próximos meses, incluindo acervos do Arquivo Histórico e dos museus Major Nicoletti Filho e Hugo Daros.

Acervo digitalizado

O repositório reúne diferentes tipos de materiais históricos, entre eles documentos, fotografias, mapoteca e registros de objetos museais. A plataforma também conta com uma seção dedicada à História Oral, destinada ao registro de memórias, relatos e experiências da comunidade.

Os usuários podem realizar pesquisas por meio de filtros específicos, como data, tipo de documento e estado de conservação. Parte do material histórico disponível poderá ser baixada gratuitamente pelos visitantes da plataforma.

Além da consulta ao acervo, o portal foi desenvolvido para funcionar como um espaço de difusão de conhecimento, oferecendo cursos e formações gratuitas voltadas à história local e ao patrimônio cultural.

Acesso à história local

O secretário municipal de Cultura e Economia Criativa de Gramado, Jonas da Silva, destaca a proposta da ferramenta para ampliar o acesso ao patrimônio histórico do município. “O repositório é um instrumento vivo de cidadania e identidade. Graças ao compromisso da gestão Nestor e Luia com a preservação da nossa memória, conseguimos, com apenas um clique, conectar cidadãos, futuras gerações e pesquisadores do mundo inteiro às raízes de Gramado”, afirma o titular da pasta.

A secretária municipal de Administração, Débora Brantes, ressalta a participação da área de tecnologia da informação no desenvolvimento da plataforma. “Nossa Área de TI garantiu o suporte para a entrega da plataforma, conectando tecnologia à preservação da nossa história e identidade”, resume Débora.

Tecnologia para a preservação

O repositório foi desenvolvido com base no Tainacan, software livre criado pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). De acordo com a Secretaria de Cultura, a organização das coleções é realizada por profissionais especializados em Patrimônio Histórico e Museologia da própria pasta.

Segundo a administração municipal, a utilização da plataforma permite a manutenção contínua do sistema sem custos com licenciamento de softwares ou dependência de empresas terceirizadas, garantindo a atualização permanente dos conteúdos.

Plano Municipal de Cultura

A Secretaria de Cultura informa que o lançamento do Repositório Digital de Memórias integra as ações previstas nas metas 1, 2 e 6 do Plano Municipal de Cultura.

O município também convida a comunidade a acessar o portal, consultar os acervos disponíveis e interagir com os conteúdos históricos disponibilizados pela plataforma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2026 0 Comentários 57 Visualizações
Variedades

Unimed VTRP destaca prevenção e inovação no Tá na Hora da ACI

Por Jonathan da Silva 29/05/2026
Por Jonathan da Silva

Com o tema “A saúde que sustenta o negócio: 55 anos de estratégia, inovação e transformação da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo”,  mais uma edição da reunião-almoço “Tá na Hora” foi realizada nesta quinta-feira (28) pela Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI). Realizado no Hotel Águas Claras, em Santa Cruz do Sul, o evento reuniu autoridades, gestores e lideranças regionais para discutir os desafios do setor da saúde diante do envelhecimento populacional e do avanço tecnológico.

Participaram como palestrantes o presidente da Unimed VTRP, Dr. Neuri José Gusson, e a superintendente executiva da cooperativa, Rosilene Knebel. A mediação foi conduzida pelo vice-presidente de Indústria da ACI, Luiz Motta.

55 anos da cooperativa

Durante a apresentação, os dirigentes destacaram a trajetória da cooperativa, fundada em 1971 por 49 médicos sob o nome Altomed. Em 1979, a instituição passou a se chamar Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo. Atualmente, a cooperativa integra o Sistema Ocergs, possui gestão independente e atende mais de 207 mil vidas no Rio Grande do Sul.

O presidente da Unimed VTRP, Dr. Neuri José Gusson, afirmou que a cooperativa passou por mudanças constantes ao longo das últimas décadas. “Podemos dizer que, a cada dois anos, somos uma nova empresa”, destacou Gusson.

Segundo os palestrantes, a estrutura inicialmente voltada ao trabalho médico passou a atuar como operadora de planos de saúde regulada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir dos anos 2000. Nos últimos anos, a cooperativa ampliou a virtualização de processos e consolidou serviços como plantão virtual 24 horas e telemedicina, implementados em 2020.

Transformação digital

A superintendente executiva Rosilene Knebel destacou que o comportamento dos consumidores tem exigido respostas mais rápidas por parte das operadoras de saúde. “O desafio da operadora agora é entregar respostas rápidas para consultas e exames sem comprometer a sustentabilidade financeira do negócio”, afirmou Rosilene.

Segundo a superintendente, o planejamento estratégico da cooperativa para o ciclo 2025/2027 prevê investimentos em gestão profissionalizada, simplificação de processos e centralidade no cliente. A instituição também trabalha na incorporação da inteligência artificial em seu ecossistema assistencial.

Envelhecimento populacional

Outro tema abordado durante o encontro foi o impacto do envelhecimento populacional no setor da saúde. Conforme os dirigentes, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, pela primeira vez, o Brasil possui mais idosos do que jovens, cenário percebido de forma intensa na área de atuação da cooperativa.

Como resposta a esse contexto, a Unimed VTRP aposta na medicina preventiva por meio do modelo Cuida Bem, voltado ao rastreamento de doenças crônicas e oncológicas. “O programa de rastreamento ativo de doenças crônicas e oncológicas já apresenta resultados práticos significativos”, afirmou Gusson.

Hub de inovação

Os dirigentes também apresentaram o Vibee, hub de inovação aberta e Corporate Venture Capital da cooperativa, voltado ao investimento em healthtechs. Segundo Rosilene, o portfólio inclui startups como cor.sync, especializada em diagnóstico cardiológico; Fix It, focada em imobilizações 3D; e LimbX, voltada à reabilitação motora.

A cooperativa também ampliou sua atuação empresarial com iniciativas como a corretora V3COR e o Dinda Card.

Importância da indústria

Na abertura do encontro, o vice-presidente de Indústria da ACI, Luiz Motta, relacionou o debate à passagem do Dia da Indústria, celebrado nesta semana. “Este setor, que é a espinha dorsal da nossa economia, gera milhares de empregos, impulsiona a inovação e dá a sustentação necessária para que todo o ecossistema de negócios do Vale do Rio Pardo cresça de forma sólida e competitiva”, afirmou Motta.

Luiz Motta também ressaltou a relação entre saúde e desenvolvimento econômico. “A sustentabilidade de qualquer negócio ou segmento produtivo depende, essencialmente, da saúde das pessoas que o constroem”, pontou o dirigente.

Rosilene
Gusson
Motta
Fotos: Rodrigo Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/05/2026 0 Comentários 109 Visualizações
Projetos especiais

Projeto Fachwerk pesquisa preservação da técnica enxaimel no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Projeto Fachwerk – Desafios da Conservação e Restauro da Técnica Enxaimel no Rio Grande do Sul está realizando um levantamento sobre adaptações da técnica construtiva enxaimel no estado e formas de preservação desse patrimônio arquitetônico. A iniciativa, selecionada pelo Edital 31/2024 da Política Nacional Aldir Blanc, prevê estudos em edificações históricas de municípios com influência da imigração alemã e resultará em uma Apostila Digital Acessível no formato ePUB, reunindo análises técnicas, registros arquitetônicos e possibilidades de restauro. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a técnica e auxiliar na conservação dos imóveis históricos.

Até o momento, a equipe já realizou visitas técnicas ao Antigo Salão Vier – Museu Laurindo Vier, em Santa Maria do Herval; à Antiga Casa Ries – Casa dos Escoteiros Grupo Baumschneis, em Dois Irmãos; à Casa Koch, em Estância Velha; e à Antiga Venda Kuhn – Parque Histórico Jorge Kuhn, em Picada Café. Os estudos incluem análises estruturais, identificação de encaixes utilizados nas construções, avaliação de argamassas e vedações, além do levantamento dos danos mais recorrentes causados pela ação do tempo.

Pesquisa técnica

Segundo a arquiteta Ingrid Arandt, a pesquisa busca aprofundar o entendimento sobre a técnica enxaimel aplicada no Rio Grande do Sul. “Nosso trabalho contextualiza a história e representatividade de cada um desses patrimônios para a comunidade onde estão localizados, mas vai além. Os estudos de caso avaliam os encaixes mais comuns da estrutura Enxaimel, argamassas e vedações, permitindo conhecer essa técnica construtiva de maneira mais aprofundada para, consequentemente, aprimorar as técnicas de restauro”, afirma Ingrid.

Em Santa Maria do Herval, um scanner 3D foi utilizado para mapear integralmente a estrutura do prédio analisado. Além disso, a pesquisa inclui testes laboratoriais para identificar as espécies vegetais empregadas na madeira utilizada nas construções históricas.

O arquiteto Jorge Luís Stocker Jr. destaca a importância histórica da técnica construtiva. “Esse tipo de técnica construtiva evidencia a experiência e habilidade de carpinteiros há mais de 1.000 anos, um conhecimento que foi trazido pelos imigrantes alemães que se instalaram no sul do Brasil”, ressalta Stocker.

Próximas etapas

No próximo mês, o projeto prevê visitas à Casa Schmidt, em Novo Hamburgo, e à Igreja Enxaimel, localizada em Morro dos Bugres, em Santa Maria do Herval. A proposta é ampliar o levantamento arquitetônico e aprofundar a análise sobre patologias estruturais e métodos de conservação.

Apostila e ações educativas

O principal produto do projeto será uma Apostila Digital Acessível em formato ePUB, com conteúdos voltados à técnica enxaimel, danos estruturais, métodos de conservação e alternativas de restauro. O material será desenvolvido para permitir acesso por pessoas cegas ou com deficiência visual.

Além da publicação, o projeto prevê a realização de palestras e visitas guiadas a imóveis históricos construídos em enxaimel. As atividades buscam promover ações de educação patrimonial e conscientização sobre a preservação desse patrimônio cultural. “É um trabalho de educação patrimonial para valorizar a importância do patrimônio cultural de arquitetura Enxaimel na formação da sociedade rio-grandense”, afirma o historiador Cristiano Enrique De Brum.

Mais detalhes sobre o projeto podem ser acompanhadas pelo perfil oficial no Instagram, @enxaimel.fachwerk.

Foto: Adriane Costa/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Cidades

Gramado busca reconhecer pão com linguiça como patrimônio cultural imaterial

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado iniciou o processo para reconhecer o pão com linguiça como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A primeira reunião técnica sobre o tema ocorreu nesta terça-feira (12), durante a programação da Festa da Colônia, e reuniu representantes das secretarias de Turismo, Cultura e Agricultura, além da Emater e de representantes dos fornos coloniais do Centro e da Várzea Grande. O objetivo é formalizar o registro do alimento como símbolo da identidade gastronômica e cultural da cidade.

Durante o encontro, foi estabelecida uma parceria intersetorial que ficará responsável pela condução das etapas do processo de patrimonialização. As equipes atuarão na realização de pesquisas históricas, coleta de depoimentos de produtores locais e elaboração de um dossiê técnico que será encaminhado aos órgãos responsáveis pelo reconhecimento oficial.

Levantamento histórico

Segundo os organizadores da iniciativa, o trabalho inclui o levantamento de informações sobre a presença do pão com linguiça na cultura local ao longo das décadas. O material reunirá registros sobre a produção artesanal, os modos de preparo e a relação do alimento com as famílias coloniais da região.

Também serão coletados relatos de produtores e representantes dos fornos coloniais que mantêm a tradição gastronômica em Gramado. O dossiê técnico servirá como base para análise do pedido de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial.

Símbolo da cultura local

De acordo com os envolvidos no processo, o pão com linguiça é considerado um dos elementos mais presentes na identidade gastronômica do município. Comercializado em festas, feiras e espaços públicos da cidade, o alimento é associado ao saber-fazer das famílias coloniais e à tradição culinária local.

A proposta de patrimonialização busca preservar a prática cultural relacionada à produção e comercialização do pão com linguiça, além de reconhecer sua importância histórica e social para Gramado.

Integração entre órgãos e produtores

A reunião marcou o início formal da articulação entre poder público, entidades técnicas e produtores locais para a condução do processo. Participam da iniciativa representantes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Cultura, Secretaria de Agricultura, Emater e responsáveis pelos fornos coloniais da cidade. O reconhecimento como patrimônio imaterial pretende contribuir para a valorização da cultura alimentar do município e para a preservação das tradições ligadas à imigração e à produção colonial em Gramado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 87 Visualizações
Ensino

Pesquisa sobre genética indígena publicada na Nature tem participação gaúcha

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo internacional sobre a história evolutiva e a diversidade genética dos povos indígenas da América, publicado na capa da revista científica Nature em abril, apresentou novos dados sobre a origem e a evolução dessas populações. A pesquisa contou com a participação de pesquisadores vinculados e egressos do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e analisou 128 genomas completos de alta cobertura, o maior conjunto já estudado desse tipo entre populações indígenas americanas. O trabalho identificou mais de 1,4 milhão de variantes genéticas inéditas e aponta uma complexidade maior na formação dos povos originários do continente.

O estudo, intitulado “The evolutionary history and unique genetic diversity of Indigenous Americans”, investiga processos de migração, adaptação biológica e ancestralidade genética das populações indígenas americanas. Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam que a ocupação da América ocorreu há pelo menos 15 mil anos, a partir de populações que começaram a se diferenciar geneticamente há cerca de 25 mil anos na região da Beríngia, território que conectava Ásia e América durante a última era glacial.

Diversidade genética

De acordo com a pesquisa, os povos indígenas da América apresentam uma diversidade genética superior à anteriormente conhecida. Os dados também indicam múltiplas migrações para a América do Sul e adaptações biológicas a ambientes extremos ao longo do tempo.

Os pesquisadores identificaram marcas genéticas relacionadas à imunidade, metabolismo e reprodução, indicando a ação da seleção natural sobre essas populações. O estudo também encontrou sinais de ancestralidade arcaica, como neandertais e denisovanos, preservados ao longo das gerações e possivelmente associados a adaptações biológicas importantes.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a identificação e ampliação da compreensão do componente ancestral Ypikuéra, termo de origem Tupi. Segundo os autores, esse sinal genético permanece presente há mais de 10 mil anos em populações indígenas americanas e pode refletir processos ligados à seleção natural.

Os resultados também indicam conexões genéticas entre esse componente ancestral e populações da Australásia, sugerindo uma história compartilhada mais profunda do que a anteriormente conhecida pela ciência.

Impactos para a medicina de precisão

Os pesquisadores afirmam que o estudo tem implicações para a medicina de precisão e para políticas públicas voltadas à saúde. Isso porque as populações indígenas americanas carregam variantes genéticas pouco representadas em pesquisas baseadas predominantemente em populações europeias.

Segundo o estudo, essas variantes podem influenciar tanto fatores de risco quanto mecanismos de proteção relacionados a doenças comuns. A incorporação dessa diversidade genética em pesquisas médicas pode contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos e tratamentos mais específicos.

Participação da UFRGS

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS, Maria Cátira Bortolini, que também é uma das autoras do estudo, destacou o alcance científico da publicação. “A publicação na Nature representa um avanço científico extraordinário. Resultado de um trabalho construído com rigor, colaboração e respeito às populações indígenas”, afirma Maria Cátira.

Segundo a pesquisadora, a expectativa é que os resultados contribuam para ampliar a valorização da diversidade genética humana e dos povos originários da América. “Espera-se que esse estudo estimule a valorização da diversidade genética humana e da nossa história evolutiva, valorizando os povos originários da América, e contribua para descentralizar visões historicamente eurocêntricas na ciência”, conclui Maria Cátira.

Foto: Evidência Press/Comunicação/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Business

Grupo Solar anuncia novo posicionamento ao completar 60 anos de história

Por Jonathan da Silva 07/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Solar anunciou um novo posicionamento de marca em meio às comemorações pelos 60 anos de atuação da empresa, completados em 2026. Com mais de mil colaboradores, o grupo apresentou o slogan “Força local, negócio global” como parte de uma estratégia voltada à expansão e à integração de suas operações. O anúncio foi realizado no Dia do Trabalhador, em 1º de maio, marcando um novo ciclo para a organização de origem familiar fundada em 1966.

Segundo o grupo, o reposicionamento busca fortalecer a conexão entre os diferentes negócios e ampliar a atuação da empresa além das fronteiras regionais. A proposta também consolida a organização como um ecossistema integrado de negócios, com foco em crescimento sustentável e sinergia entre as áreas de atuação.

Estratégia de expansão

Atualmente na quarta geração de gestão, o Grupo Solar é comandado pelo CEO João Carlos Müller, responsável pelo processo de transformação e expansão da companhia. Conforme a empresa, a nova estratégia será desenvolvida ao longo do ano por meio de campanhas em canais digitais e mídias tradicionais.

João Carlos Müller afirmou que o movimento representa uma evolução na estrutura organizacional do grupo. “Este é um momento muito importante para o Grupo Solar. Ao completarmos 60 anos, damos um passo estratégico ao integrar ainda mais nossas operações e fortalecer nosso posicionamento como grupo. Mais do que uma evolução de marca, estamos conectando nossas empresas, nossas culturas e nosso propósito, respeitando a essência de cada negócio. Seguimos com o compromisso de crescer de forma sustentável, valorizando pessoas e ampliando nossa presença no mercado”, destacou o executivo.

Rede de negócios

Entre os negócios do grupo está a Lojas Solar, que atua nos segmentos de materiais de construção, ferramentas, móveis, eletrodomésticos e bazar. A rede possui 42 lojas físicas distribuídas nas regiões do Vale do Caí, Vale do Taquari, Vale dos Sinos, Encosta da Serra e Região Metropolitana, além de operações no comércio eletrônico.

O ecossistema também reúne as marcas Naturovos e Uêvo. A Naturovos possui unidades em Salvador do Sul e Vacaria, com capacidade para classificar cerca de 4,8 milhões de ovos por dia. A empresa mantém parceria com mais de 120 produtores e atua no mercado nacional e internacional.

Já a Uêvo é voltada ao mercado de suplementos alimentares e registra expansão da presença em diferentes regiões do país. A marca atua em feiras e eventos esportivos, além de operar no varejo físico e digital.

Foto: Agência Argerick/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/05/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Ensino

Colégio Mauá mobiliza ex-alunos para reencontro em julho

Por Jonathan da Silva 30/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Colégio Mauá, de Santa Cruz do Sul, iniciou uma mobilização para o “Dia do Ex-Aluno”, marcado para o dia 12 de julho, quando reunirá formandos de diferentes turmas a partir de 1966. O evento integra o calendário anual da instituição e terá homenagens a ex-estudantes, visita às dependências da escola e almoço de confraternização. A preparação começou com a primeira reunião da comissão organizadora, realizada na segunda-feira (27), nas dependências do colégio.

Neste ano, serão homenageadas as turmas formadas em 1966, 1971, 1976, 1981, 1986, 1991, 1996, 2001, 2006, 2011, 2016 e 2021. Os grupos de 1976 terão Jubileu de Ouro, enquanto os de 2001 celebrarão Jubileu de Prata. Como em 2021 não houve comemoração em razão da pandemia, os formandos de 1971 e 1996 também serão jubilados nesta edição.

Memórias

Entre os participantes da organização está o empresário Flávio Bender, integrante da turma de 1976. Filho de professor da escola, ele frequentou o Colégio Mauá desde o Jardim de Infância até a conclusão do Científico, atual ensino médio, em 1976.

Na família de Bender, a celebração terá participação de diferentes gerações, com a comemoração dos 25 anos de formatura do filho Eduardo e dos 20 anos de Felipe. “O Mauá faz parte da história da nossa família, desde os meus pais. Uma escola que atravessa gerações, que recebeu meus três filhos – Eduardo, Felipe e Rafael – e que hoje já acolhe a neta Eduarda. Isso tudo é motivo de grande alegria, gratidão e merece uma celebração especial”, destaca Bender.

Reencontro

Quem também participou da reunião foi a presidente da mantenedora do Colégio Mauá, Aline Jackisch Biesdorf, integrante da turma de 1996, que celebrará 30 anos de formatura ao lado dos colegas. “Estamos ansiosos por rever ex-colegas e professores que marcaram nossa trajetória escolar. Há 5 anos, fizemos um encontro informal, logo após a reabertura da pandemia, e foi muito bom relembrar histórias, conversar com os antigos professores, lembrando de momentos engraçados e experiências inesquecíveis daqueles tempos. Ficou a vontade de se reencontrar novamente e agora é uma bela oportunidade, em que também as famílias poderão conhecer e relembrar espaços tão intensamente vivenciados por nós”, celebra Aline.

Programação

A programação do Dia do Ex-Aluno terá início às 9h30min, com a recepção dos participantes no Teatro Mauá, seguida de homenagem. A partir das 11h, ocorrerá a visita às unidades 1 e 2 da escola.

O almoço será realizado no Salão do Tênis Clube Santa Cruz, ao custo de R$ 60 por pessoa. As vendas começam em 3 de junho. “Vamos iniciar as vendas dia 3 de junho, com a expectativa de repetir o sucesso dos anos anteriores. É o momento de relembrar, confraternizar e matar a saudade de colegas e professores”, enfatiza o diretor geral do colégio, Nestor Raschen.

Foto: Regina Colombelli/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/04/2026 0 Comentários 114 Visualizações
Variedades

Sicredi celebra 140 anos de padre fundador com evento em Rolante no sábado

Por Jonathan da Silva 22/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Sicredi Caminho das Águas realiza um evento para marcar os 140 anos de nascimento do padre Jorge Annecken, fundador da cooperativa, no Memorial Anneken, em Rolante, neste sábado, 25 de abril. A programação ocorre das 9h às 12h, no pátio externo do espaço, e é aberta ao público, reunindo atividades culturais, institucionais e de integração com a comunidade, com o objetivo de valorizar a história da instituição e ampliar o uso do memorial.

Entre as atividades previstas está a apresentação do estúdio de podcast DiLógos, instalado no Memorial, com a gravação de episódios. A jornalista Carla Fachim participa como convidada e será a host do episódio de estreia. Também será apresentada a Expedição Cooperativa, com uma Kombi personalizada que integra o projeto.

O evento marca ainda a abertura da exposição fotográfica “Caminhos do Padre”, que reúne cerca de 15 imagens sobre a trajetória de Jorge Annecken, desde a origem na Alemanha até a atuação no Brasil e em Rolante. A curadoria é assinada por Rodrigo Trespach, Álvaro Link e Simone Grings, e a mostra permanece em exibição até o final do mês.

Atividades abertas à comunidade

O público poderá participar das atividades ao longo da manhã, incluindo a comercialização de produtos por iniciativas locais, como a Apae de Rolante e um associado da cooperativa ligado à produção de erva-mate. Também será apresentado o mini auditório localizado no jardim externo do Memorial, ampliando o uso do espaço para eventos.

Durante a programação, está previsto ainda o lançamento da Festa dos Oldemburguenses, que passa a integrar a agenda de eventos relacionados à história e à cultura da região.

O gerente de Cooperativismo da Sicredi Caminho das Águas, Eduardo Glaeser, destacou a proposta da atividade. “A mateada no Memorial está se tornando uma tradição. Nosso objetivo é reunir as pessoas para conversar, trocar ideias, cultivar tradições em família. Tudo isso cercado de atrações culturais e muita interação com o passado, o presente e o futuro da nossa região. O Memorial é esse catalisador de boas ideias e conexões onde, através do diálogo, construiremos juntos uma região mais próspera e pessoas mais felizes”, afirmou Glaeser.

O que é a Sicredi Caminho das Águas

Constituída em 1923, a Sicredi Caminho das Águas integra o Sistema Sicredi, formado por mais de 100 cooperativas no Brasil. A instituição oferece soluções financeiras e reúne mais de 95 mil associados em 33 municípios do Vale do Paranhana e do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Serviço

  • O quê: evento em celebração aos 140 anos do padre Jorge Annecken
  • Quando: 25 de abril, das 9h às 12h
  • Onde: Memorial Anneken (Rua Cel. João Linck, 749, Centro, Rolante)
  • Quanto: gratuito e aberto ao público
Foto: Lucas Willers/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/04/2026 0 Comentários 113 Visualizações
Projetos especiais

Instituto Crescer Legal completa 11 anos de ações voltadas à juventude rural

Por Jonathan da Silva 17/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto Crescer Legal completa 11 anos de atuação no dia 23 de abril, com atividades voltadas ao desenvolvimento de adolescentes do meio rural. Criado em 2015, o instituto atua na qualificação profissional e no incentivo ao empreendedorismo por meio do Programa de Aprendizagem Profissional Rural. A iniciativa é realizada em diferentes municípios do sul do Brasil e busca oferecer formação teórica e prática a jovens, com o objetivo de promover alternativas ao trabalho infantil e fortalecer a permanência no campo.

Ao longo da trajetória, o instituto já certificou 1.220 jovens pelo Programa de Aprendizagem e, em 2026, conta com 178 aprendizes em formação. A proposta combina ensino em gestão rural e empreendedorismo com atividades realizadas nas comunidades dos participantes.

Além disso, 70 jovens participaram do programa Nós por Elas – A voz feminina do campo, voltado ao protagonismo feminino, e 93 professores integraram o programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação, que dissemina a metodologia da entidade em escolas rurais.

Atuação conjunta

Segundo o diretor-presidente do Instituto Crescer Legal, Valmor Thesing, os resultados estão associados à atuação conjunta com parceiros. “Cada jovem que passa pelo Instituto leva consigo não apenas conhecimento, mas também uma nova visão sobre seu potencial e suas possibilidades”, ressaltou Thesing. “E isso reflete diretamente no desenvolvimento das comunidades onde estão inseridos”, complementou o dirigente.

A gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, afirma que a instituição mantém o foco na formação e geração de oportunidades. “Atualmente, o Instituto já é uma referência em desenvolvimento social, que impacta comunidades e projeta um futuro com ainda mais oportunidades para a juventude rural”, pontuou Nádia.

Lei da Aprendizagem

O modelo adotado pelo Instituto utiliza a Lei da Aprendizagem para contratar adolescentes do meio rural por um período de 10 meses. Durante esse tempo, os participantes recebem remuneração e participam de cursos de Gestão Rural e Empreendedorismo, sem atuação direta nas empresas contratantes.

A execução ocorre por meio de parcerias com municípios, que oferecem estrutura, transporte e alimentação para os jovens participantes.

Impactos na formação

Dados de pesquisa realizada em 2025 pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) apontam impactos na formação dos participantes. Entre os resultados, 71% dos jovens indicaram melhora na comunicação e expressão pessoal, 65% no pensamento crítico e 65% no engajamento com a comunidade.

No campo profissional, 80% afirmaram aumento de conhecimento em empreendedorismo e gestão, enquanto 73% relataram acesso a novas oportunidades. Além disso, 49% demonstraram maior interesse em permanecer no meio rural e 48% em atuar como sucessores na propriedade familiar.

Outras iniciativas

O instituto mantém ainda iniciativas como o Programa de Acompanhamento de Egressos, que busca apoiar jovens após a conclusão da formação, e atua em 25 municípios dos três estados do Sul do Brasil.

A entidade foi criada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com sede em Santa Cruz do Sul.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/04/2026 0 Comentários 139 Visualizações
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