Braskem desenvolve tecnologia para produzir bioacetona ao lado de empresa canadense

Por Jonathan da Silva

A Braskem e a empresa canadense Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS) desenvolveram uma tecnologia para produzir bioacetona a partir de etanol de milho. O processo combina a expertise da LBDS em leveduras com a tecnologia proprietária de separação da Braskem, em um sistema do tipo bolt-on, que pode ser integrado às usinas de etanol sem comprometer a eficiência da produção de combustível. Após cinco anos de desenvolvimento conjunto, a tecnologia começa a ser disponibilizada para a indústria norte-americana de etanol, com previsão de comercialização da bioacetona em escala industrial a partir de 2028.

A tecnologia permite que as usinas de etanol produzam um novo coproduto a partir do processo já existente. A Braskem ficará responsável pelo desenvolvimento do mercado e pela comercialização do produto, com foco nos Estados Unidos e na Europa.

Aplicações da bioacetona

A bioacetona é apresentada como uma alternativa para aplicações que demandam menor pegada de carbono. Por ter característica drop-in, pode ser utilizada em diferentes setores que buscam alternativas renováveis, como cosméticos, incluindo removedores e solventes, tintas e revestimentos, acrílicos, adesivos e produtos de higiene pessoal.

A demanda global por acetona supera 8 milhões de toneladas por ano. A versão renovável desenvolvida pela Braskem em parceria com a LBDS busca atender setores que possuem requisitos relacionados à sustentabilidade.

Segundo o diretor de Desenvolvimento de Negócios para Renováveis e Bioquímicos da Braskem, Cirilo Vieira, a combinação das tecnologias das duas empresas representa uma etapa no desenvolvimento de alternativas para a indústria petroquímica. “Combinar o conhecimento da Braskem em bioquímicos com a expertise da Lallemand Biofuels & Destilled Spirits em fermentação representa um passo significativo para a indústria petroquímica em direção a um futuro mais sustentável”, destaca Vieira.

Próximos passos

O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos e agora entra na etapa de disponibilização da tecnologia para a indústria norte-americana de etanol. A previsão da Braskem e da LBDS é que a bioacetona esteja disponível para comercialização em escala industrial em 2028.

O desenvolvimento integra o ecossistema de inovação da Braskem. Em 2025, a empresa direcionou 49% de seus recursos de I&T para projetos com foco em sustentabilidade.

Foto: Getty Images/Divulgação | Fonte: Assessoria
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