Golpes com falsas centrais de atendimento exigem atenção

Por Jonathan da Silva

Uma nova onda de golpes da falsa central de atendimento tem levado instituições financeiras a reforçar orientações de prevenção no Brasil. Diante disso, a Sicredi Pioneira preparou um material com medidas para ajudar clientes a identificar situações de risco e evitar prejuízos, diante do aumento de fraudes em que criminosos se passam por colaboradores para induzir vítimas a fornecer informações ou realizar transações. O alerta ocorre após dados divulgados pela Global Anti-Scam Alliance (Gasa) apontarem 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais no país nos últimos 12 meses.

Segundo o estudo “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, divulgado no dia 6 de agosto, 81% dos adultos brasileiros tiveram contato com algum tipo de fraude somente neste ano. O levantamento também estima R$ 21,2 bilhões em perdas relacionadas aos golpes.

Como funciona o golpe

Na falsa central de atendimento, o criminoso entra em contato por telefone ou WhatsApp e se apresenta como colaborador de uma instituição financeira. Durante a conversa, afirma que houve uma suposta compra, transferência ou tentativa de fraude na conta da vítima e, sob o argumento de proteger os recursos, orienta a realização de procedimentos no aplicativo ou solicita senhas, códigos de segurança e outros dados sigilosos.

O diretor de Operações da Sicredi Pioneira, Fábio Schmoekel, afirma que os golpistas procuram criar uma situação de urgência para levar a vítima a agir sem refletir. “Os criminosos criam uma situação de preocupação, dizendo que há uma movimentação suspeita ou uma tentativa de fraude na conta. A partir disso, tentam convencer o associado a fornecer informações ou realizar operações que, na verdade, beneficiam o próprio golpista. É importante lembrar que nenhuma instituição financeira liga para solicitar senhas, códigos de segurança ou pedir que o associado faça transferências para proteger sua conta”, ressalta Schmoekel.

O dirigente também alerta que a instalação de aplicativos adicionais, supostamente destinados a aumentar a segurança do celular, pode permitir acesso remoto ao aparelho pelo golpista. Outra prática mencionada é a criação de perfis falsos em redes sociais e o uso de fotos de supostos funcionários para estabelecer contato com as vítimas.

Em caso de dúvida, a orientação é interromper a conversa e procurar a instituição financeira por meio de seus canais oficiais.

Medidas de proteção

Entre as recomendações estão desligar imediatamente uma ligação suspeita ou bloquear o contato no WhatsApp; não clicar em links nem instalar aplicativos enviados por terceiros; confirmar pedidos diretamente pelos canais oficiais da instituição, utilizando números e contatos já conhecidos ou procurando a agência; conversar com alguém de confiança diante de uma dúvida e evitar decisões tomadas sob pressão.

A Sicredi Pioneira também orienta famílias a combinar que pedidos de dinheiro por mensagens sejam confirmados por ligação telefônica antes de qualquer transferência. A medida busca reduzir a eficácia de golpes baseados na criação de uma situação de urgência.

O canal verificado da Sicredi Pioneira para atendimento pelo WhatsApp é o (51) 3358-4770. O contato pode ser utilizado para confirmar informações e relatar suspeitas.

Para o diretor de Operações da Sicredi Pioneira, procurar ajuda rapidamente pode evitar prejuízos. “Não é motivo de vergonha. Pelo contrário: reconhecer o risco cedo é um ato de proteção. Estamos preparados para orientar e agir rápido, seja para bloquear movimentações ou esclarecer dúvidas antes que o prejuízo aconteça”, finaliza Schmoekel.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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