Com a exposição inspirada no tema “60 anos guardando histórias”, o Museu do Colégio Mauá reabriu na tarde desta quinta-feira, 18, para visitação. Este ano, o espaço inaugurado em 20 de setembro de 1966, celebra seis décadas de preservação da história e da cultura de Santa Cruz do Sul e região. “O Colégio Mauá tem orgulho de colocar à disposição de toda a comunidade o seu Museu. É um espaço cultural de grande relevância para a cidade e a região que agora está aberto à visitação”, destacou o diretor geral do Mauá, Nestor Raschen.
O espaço, localizado em área central, na Rua Marechal Floriano, 274, nasceu da iniciativa do saudoso professor Hardy Elmiro Martin e de um grupo de colaboradores, sensíveis à preservação da história e da cultura. O acervo inicial foi o material que fazia parte do Museu Escolar que estava disponível para os professores e alunos do educandário. Os alunos e amigos aos poucos foram enriquecendo este acervo. A cerimônia de inauguração, registrada em fotos, foi prestigiada por dezenas de autoridades e convidados.
Nestas seis décadas, o acervo do Museu cresceu consideravelmente formando um material rico e interessante. As doações continuam chegando e cada uma acrescenta mais um pouco da história de Santa Cruz do Sul e da humanidade. Cadastrado na 5ª Região Museológica do SEM/RS é mantido pela Sociedade Escolar de Santa Cruz e destaca-se pela diversidade de seu acervo. É o único museu da cidade de Santa Cruz do Sul, com importância histórica para todo o Vale do Rio Pardo.
O acervo de aproximadamente 80 mil peças, que está sob a guarda do museu, inclui peças arqueológicas, que proporcionam aos visitantes uma aproximação à realidade vivida por diferentes grupos pré-históricos que habitaram o Vale do Rio Pardo, além de peças fabricadas e usadas atualmente por índios do Amazonas e Mato Grosso. Ainda há uma rara coleção de animais taxidermizados.
Dentre o material histórico há uma imensa variedade de peças, como louças, utensílios domésticos, caixas de música, instrumentos musicais, livros de orações e bíblias, ferramentas de trabalho, fragmentos do muro da Babilônia, ossos de dinossauros, brinquedos, entre outros. “Quem visita o museu também pode visualizar peças referentes aos imigrantes alemães, colonizadores da cidade de Santa Cruz do Sul e municípios vizinhos”, destaca a diretora do Museu, professora Maria Luiza Rauber Schuster.
Para o público estudantil, o Museu é um auxílio na complementação da aprendizagem realizada em sala de aula. Durante a visitação, os grupos recebem monitoria, que orienta para a observação de detalhes das peças distribuídas em quatro ambientes. “O público que visita o Museu, em sua maioria, é composto por estudantes de Ensino Fundamental e Médio da rede pública e privada, universitários bem como grupos variados de turistas vindos de todo o mundo”, completa Luiza.


