Porto Alegre recebeu, nesta quarta-feira (29), uma nova subestação móvel da CEEE Equatorial destinada a reforçar a estrutura do sistema elétrico na área de concessão da companhia no Rio Grande do Sul. Com investimento superior a R$ 17 milhões, o equipamento será utilizado em atendimentos emergenciais, manutenções programadas e obras no sistema, com o objetivo de reduzir interrupções no fornecimento de energia e ampliar a capacidade operacional da rede.
A unidade ficará temporariamente instalada na Subestação Porto Alegre 8, localizada na zona norte da capital. A previsão da empresa é que o equipamento entre em operação ainda no mês de maio, assumindo inicialmente as cargas da instalação. Com isso, será possível liberar equipamentos locais para melhorias sem necessidade de desligamentos programados aos consumidores.
Estratégia de operação
Segundo a companhia, esta é a terceira subestação móvel adquirida pela empresa. De acordo com o diretor-presidente da CEEE Equatorial, diretor-presidente Riberto José Barbanera, o investimento integra o plano de modernização da rede elétrica no estado. “Estamos avançando no nosso compromisso com a melhoria da qualidade do serviço para os gaúchos na nossa área de concessão. Com esse novo investimento, a nossa rede dá mais um passo rumo a uma estrutura mais resiliente, que reforça a estabilidade do fornecimento e permite acelerarmos a realização de obras e melhorias sem impactar a população”, afirmou Barbanera.
Capacidade de atendimento
Montada sobre uma carreta do tipo semirreboque hidráulico, a subestação possui sistema de nivelamento automático, o que permite transporte e instalação em diferentes cidades e tipos de terreno.
O equipamento tem potência de 30 MVA (megavolt-amperes), capacidade considerada suficiente para atender um município com cerca de 80 mil habitantes. A estrutura recebe energia em alta tensão, nos níveis de 138 kV e 69 kV, e a transforma para 23 kV e 13,8 kV, padrões utilizados na rede de distribuição urbana.
Monitoramento remoto
A empresa informou que a subestação pode operar em diferentes configurações, dentro dos padrões da rede elétrica da área de concessão. O sistema também será supervisionado e telecomandado à distância pelo Centro de Operações Integrado da distribuidora.
Esse tipo de equipamento costuma ser utilizado em cenários de manutenção programada, emergências e grandes intervenções, permitindo recomposição mais rápida do fornecimento e execução de serviços sem interrupção para a população.
Produção e testes
O projeto, fabricação, transporte, comissionamento e testes seguiram especificações do Grupo Equatorial e normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com acompanhamento técnico da distribuidora.
O transformador foi fabricado em Blumenau, em Santa Catarina, enquanto a montagem ocorreu em Betim, Minas Gerais. Antes de ser encaminhado ao Rio Grande do Sul, a unidade passou por cerca de dois meses de testes.


