O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), recebeu representantes da Central Única das Favelas (Cufa/RS) e da Secretaria de Estado da Inovação, Ciência e Tecnologia nesta quarta-feira (25), no Centro Administrativo Leopoldo Petry, para tratar da implantação do projeto Comunidades Inovadoras no bairro Santo Afonso. A iniciativa, desenvolvida pela Central Única das Favelas (Cufa/RS) em parceria com o Governo do Estado, prevê a oferta de cursos gratuitos de capacitação profissional com foco na formação de jovens e adolescentes para o mercado de trabalho.
A reunião contou ainda com a presença do deputado estadual e secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, Issur Koch (PP). Em execução desde 2024, o projeto é viabilizado com recursos do programa RS Seguro, voltado à redução da criminalidade e ao fortalecimento da segurança pública por meio de ações integradas entre União, estado, municípios e sociedade civil.
Impacto no bairro
Segundo o prefeito Gustavo Finck, a proposta atende a uma demanda específica do bairro. “É uma ação relevante para Novo Hamburgo, especialmente para o bairro Santo Afonso, que foi fortemente impactado pela enchente de quase dois anos atrás e necessita desse olhar mais atento, com oportunidades para quem realmente quer e precisa”, destacou o chefe do executivo hamburguense.
A coordenadora da Cufa em Novo Hamburgo, Larissa Evangelista, informou que as capacitações serão estruturadas a partir de levantamento realizado na comunidade. “Realizamos um mapeamento com mais de 100 lideranças comunitárias de Novo Hamburgo. Somente no Santo Afonso, promovemos cinco reuniões, reunindo 60 lideranças”, explicou Larissa. De acordo com ela, o projeto terá duração de três anos e será direcionado à formação profissional dentro do próprio território. As capacitações ainda estão em fase de elaboração, mas terão como prioridade preparar jovens e adolescentes para ingressar no mercado de trabalho.
Como funciona
A diretora de Gestão da Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, Emily Bittencourt, afirmou que a metodologia parte de uma escuta ativa da comunidade. “A Cufa realiza o diagnóstico do território, coleta dados e dialoga com as lideranças locais para compreender as reais necessidades da comunidade. A partir desse levantamento, são estruturadas ações e formações alinhadas à realidade local, com foco em desenvolvimento, ampliação de perspectivas e geração de impacto social efetivo”, destacou Emily.
O secretário-adjunto Issur Koch também comentou a proposta. “Mais do que ofertar uma atividade pontual ou um curso isolado, a proposta é assegurar que as pessoas concluam o programa com perspectivas concretas, qualificação e condições reais de transformar sua trajetória”, pontuou Koch.
Em Novo Hamburgo, a execução ficará sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH). O município disponibilizará a estrutura necessária e designará um agente para acompanhar as equipes responsáveis pela implementação. As inscrições e o local das capacitações serão divulgados após a formalização do contrato de parceria. “Nossa previsão é que isso se concretize ainda em março”, informa o gerente de Políticas Públicas para Igualdade Racial da SDSH, Jéferson Mendes.


