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ACIST-SL defende o retorno das atividades para combater os efeitos da pandemia

Por Gabrielle Pacheco 28/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

As restrições das atividades em São Leopoldo, que iniciaram em março deste ano, causaram impacto direto no seu desempenho produtivo, chegando a uma queda de 0,9% no primeiro trimestre deste ano. Este foi um dos dados apontados pela ACIST-SL, nesta quinta-feira (28), durante a divulgação on-line da oitava edição do Boletim Socioeconômico elaborado pela entidade com o apoio do Núcleo de Excelência da Unisinos, cujo bloco temático foi a Covid-19.

A apresentação foi realizada pelo presidente Siegfried Koelln, por Marcelo Póvoas, diretor de Construção Civil e coordenador do boletim, dos economistas Marco Lélis e Camila Orth Flores, da Unisinos e Maiara Fangueiro, gerente executiva da entidade.

“Sem trabalho e geração de renda, a vida dos trabalhadores também fica em risco. Como o contágio está controlado, é de extrema importância o retorno imediato das atividades produtivas, sempre respeitando os protocolos de isolamento, higiene e limpeza”, ressalta Koelln.

O Índice de Atividades de São Leopoldo é calculado a partir da arrecadação municipal, geração do emprego formal, exportações – que tiveram queda de 17% no trimestre – e do IBC-Br (Custo Brasil). “A cidade já vinha sofrendo os impactos da economia em 2019. No início do ano, a perspectiva era de retomada. Com as restrições das atividades, a queda foi ainda maior”, ressaltou Marcelo Póvoas. Em 28 dias de maio, o varejo contabilizou uma redução de 18%.

Na região metropolitana de Porto Alegre, a taxa de desocupação cresceu cerca de um ponto percentual no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, atingindo 9,8%. Já o rendimento médio real do trabalho caiu 2,6% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados obtidos na pesquisa apontam que o sistema de saúde local tem condições de suprir da demanda por leitos específicos para Covid-19. O Hospital Centenário disponibilizou 30 leitos clínicos (com três ocupações) e dez leitos de UTI (com duas ocupações). Há também mais 10 leitos UTI adultos e 8 UTI Neonatal, totalizando 28 respiradores. No Convento Monte Alverne foram instalados mais 30 leitos clínicos – sendo que até o dia 27 de maio, apenas um estava ocupado – criados para apoio ao Hospital Centenário no combate a Covid-19. Naquele local, é possível expandir para até 120 leitos. São Leopoldo havia contabilizado, até o dia 26 de maio, 173 casos confirmados, ficando em sétimo lugar em relação ao número de casos no Rio Grande do Sul, com uma incidência por 100 mil habitantes e também aos municípios de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Novo Hamburgo.

O levantamento também destacou quais regiões de São Leopoldo mais atingidas com casos confirmados, como os bairros Arroio da Manteiga e Feitoria. De posse destas informações, o poder público poderá nortear ações de prevenção junto a esta população.
“As medidas de controle foram muito eficazes para combater a curva de contaminação e agora é momento de pensar nas estratégias para evitar o desemprego e o fechamento ainda maior de empresas. “Há estabelecimentos que fecharam e não devem mais retornar”, enfatiza.

O presidente da ACIST-SL alerta para a necessidade de fiscalizar também as atividades informais, instaladas em locais sem o PPCI, norteador para as medidas de restrição de pessoas. “As empresas locais formalizadas estão fazendo um grande esforço para atenderem aos protocolos e nos preocupa que a parte informal não acompanhe estas medidas”, ressalta.

A execução do Boletim tem o patrocínio das empresas Frontec, Sicredi, Sinodal, Certivale, SKA e Vila Rica Imóveis.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2020 0 Comentários 779 Visualizações

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