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vitiligo

Saúde

Dia Mundial do Vitiligo reforça alerta contra preconceito e desinformação

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) aproveita as ações do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao preconceito relacionado à doença. A mobilização busca ampliar o acesso à informação correta sobre a condição, incentivar a procura por acompanhamento médico especializado e reduzir o estigma social enfrentado por pessoas que convivem com o vitiligo.

Criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, a data tem caráter global de conscientização e homenageia o cantor Michael Jackson, que conviveu com a doença e faleceu em 25 de junho de 2009. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a condição, caracterizada pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O que é o vitiligo

O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, já que o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Além dos fatores imunológicos, a condição também pode estar associada a fatores genéticos e ambientais. O estresse severo figura entre os elementos que podem atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas ao desenvolvimento da doença.

Impactos além da pele

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo, o desconhecimento sobre a doença ainda contribui para situações de discriminação e sofrimento emocional entre os pacientes. “O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Peruzzo.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os tratamentos disponíveis têm como objetivo conter a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e minimizar os impactos emocionais associados à condição.

Entre as opções terapêuticas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em situações específicas, técnicas cirúrgicas.

Orientação médica

A SBD-RS orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com médico dermatologista para diagnóstico e definição do tratamento mais adequado. A relação de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 223 Visualizações
Variedades

Gaúcha foi única representante da América Latina em conselho sobre vitiligo em Paris

Por Jonathan da Silva 18/09/2025
Por Jonathan da Silva

A presidente da Psoríase Brasil, a gaúcha Gladis Lima, foi a única representante da América Latina a participar da 2ª edição do Vitiligo Patient Advocacy Group Leaders Council (Conselho Global de Lideranças de Pacientes com Vitiligo, em português), realizada nesta terça-feira (17), em Paris, durante o congresso anual da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV). A entidade, sediada em Porto Alegre, atua nacionalmente na defesa dos direitos e no acesso a diagnóstico e tratamento de pessoas com doenças crônicas de pele e, a partir do encontro, passou a representar o Brasil no fórum internacional.

No país, ainda não há tratamento disponível para vitiligo no Sistema Único de Saúde (SUS). A doença não possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) aprovado nem medicamentos registrados pela Anvisa. A ausência de políticas públicas e de terapias regulamentadas deixa pacientes sem acesso a cuidado adequado, o que torna a participação brasileira no encontro internacional um marco para o movimento de pacientes.

Prioridades globais discutidas

O conselho reuniu lideranças de associações de países como Alemanha, Itália, Canadá, Espanha e Países Baixos. Entre os pontos debatidos, estiveram as principais necessidades não atendidas na jornada do paciente com vitiligo — como diagnóstico precoce, acesso a terapias eficazes e suporte psicológico — e estratégias para aplicação da resolução aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua 78ª Reunião Anual, que reconhece as doenças de pele como prioridade global de saúde pública. A proposta é que as discussões resultem em políticas concretas e em um plano de ação global envolvendo governos, profissionais de saúde, pesquisadores e sociedade civil.

Representatividade brasileira

Para a presidente da Psoríase Brasil, a participação inédita no conselho internacional amplia as perspectivas para os pacientes no país. “Estar nesse grupo global é uma oportunidade única de levar a perspectiva do Brasil, um país que enfrenta desafios semelhantes aos de outros países latino-americanos, onde o acesso a diagnóstico e tratamento ainda é limitado, e contribuir para a construção de políticas mais equitativas e inclusivas para as pessoas com vitiligo no mundo todo. Esperamos que essa participação abra caminhos para que os pacientes brasileiros finalmente tenham acesso a tratamentos eficazes e reconhecidos pelo SUS”, afirmou Gladis Lima.

Foto: Bruna Sampaio/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2025 0 Comentários 362 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

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