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violência

Cidades

Reunião debate enfrentamento ao feminicídio em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 29/01/2026
Por Jonathan da Silva

O comando do 25º Batalhão de Polícia Militar participou de uma reunião sobre o enfrentamento ao feminicídio promovida pela Acist São Leopoldo e pelo Consepro na manhã desta quinta-feira (29), na sede da entidade, no Centro de São Leopoldo. O encontro reuniu forças de segurança, representantes do poder público, lideranças empresariais e comunitárias, além da Patrulha Maria da Penha, com o objetivo de discutir ações de proteção às mulheres e prevenção da violência doméstica.

Durante a reunião, o comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, major Giboski, apresentou dados operacionais relacionados às ações de proteção às mulheres. De acordo com os dados expostos, somente em janeiro de 2026 foram fiscalizadas 420 medidas protetivas. Já em 2025, o efetivo do 25º BPM fiscalizou quase 5 mil medidas protetivas.

Patrulha Maria da Penha

A Brigada Militar atua de forma permanente por meio da Patrulha Maria da Penha, programa voltado à fiscalização de medidas protetivas e ao acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica. O trabalho inclui monitoramento dos casos e ações de prevenção para evitar o descumprimento das determinações judiciais.

A Patrulha Maria da Penha do 25º BPM recebeu reconhecimento em âmbito estadual durante o VI Seminário Estadual das Patrulhas Maria da Penha. A unidade recebeu certificação de destaque pelos resultados apresentados no atendimento e na fiscalização de medidas protetivas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/01/2026 0 Comentários 22 Visualizações
Política

Lei que amplia parcerias contra violência à mulher nas escolas de Porto Alegre é sancionada

Por Jonathan da Silva 28/01/2026
Por Jonathan da Silva

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), sancionou a Lei 14.481/26, que autoriza o município a firmar convênios com instituições públicas e privadas de ensino superior, entidades especializadas e organismos nacionais e internacionais para fortalecer o Programa Municipal de Enfrentamento e Prevenção à Violência Doméstica, Familiar, Sexual e de Gênero contra a Mulher nas escolas da Rede Municipal de Ensino. A medida, proposta pela vereadora Vera Armando (PP), altera a Lei nº 13.396, de 2023, e amplia as formas de cooperação técnica, pedagógica e institucional voltadas à prevenção e orientação no ambiente escolar.

Com a sanção, o município passa a poder estabelecer parcerias com universidades e faculdades com experiência na formação de gestores e educadores sobre violência doméstica e de gênero, além de entidades e organizações especializadas na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência. A legislação também autoriza convênios com órgãos e poderes públicos e com organismos internacionais, com o objetivo de ampliar o alcance das políticas públicas de proteção às mulheres.

Autoria da proposta

A proposta que resultou na nova lei é de autoria da vereadora Vera Armando (PP). Segundo a parlamentar, a iniciativa amplia as possibilidades de qualificação das ações desenvolvidas nas escolas municipais. “A escola é um espaço estratégico para formar consciência, identificar sinais de risco e promover uma cultura de respeito. Ao ampliar as parcerias, garantimos mais qualificação, mais apoio técnico e mais efetividade nas ações de proteção às meninas e mulheres”, afirma Vera Armando.

Integração com a rede de proteção

Entre os parceiros previstos estão instituições de ensino superior com atuação na formação sobre o tema, entidades especializadas na defesa dos direitos das mulheres e organizações voltadas ao combate à violência de gênero. A lei prevê a integração entre a área da educação, as políticas públicas e a rede de proteção, com foco em ações de prevenção, capacitação de profissionais e promoção de informação dentro das escolas da rede municipal.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
28/01/2026 0 Comentários 60 Visualizações
Projetos especiais

Vídeo de conscientização sobre violência contra a mulher mobiliza Guaíba

Por Jonathan da Silva 21/01/2026
Por Jonathan da Silva

Um vídeo de conscientização sobre violência contra a mulher, produzido pela Prefeitura de Guaíba por meio do Gabinete da Primeira-Dama, viralizou nas redes sociais após ser lançado durante a campanha “16 Dias de Ativismo – Construindo Caminhos de Proteção e Resistência”. A iniciativa utiliza um experimento social para divulgar o sinal universal de socorro e orientar a população sobre como agir ao identificar um pedido silencioso de ajuda. O objetivo da ação é ampliar a proteção às vítimas.

O vídeo mostra reações de cidadãos ao presenciarem o sinal universal de socorro, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e cobri-lo com os demais dedos. As imagens registram situações reais e buscam ensinar não apenas as mulheres a utilizarem o gesto, mas também informar a população sobre como reconhecer e reagir diante desse tipo de pedido de ajuda.

Gesto simples para a sobrevivência

A vice-prefeita de Guaíba, Claudinha Jardim, destacou a importância da iniciativa. “Um gesto simples que pode ser a única ferramenta de sobrevivência para uma mulher que está sob vigilância constante do agressor”, afirmou Claudinha.

A viralização desse conteúdo prova que as pessoas querem ajudar, mas muitas vezes não sabem como identificar o sinal”, ressaltou a vice-prefeita Claudinha Jardim.

Alcance nas redes sociais

Desde o lançamento, o vídeo ultrapassou 5 milhões de visualizações, além de milhares de compartilhamentos e comentários. De acordo com a Prefeitura, parte das interações inclui relatos de pessoas que afirmam ter vivenciado situações semelhantes, o que indica a repercussão do tema e a busca por informações sobre segurança e prevenção.

Campanha e prevenção

A ação integra a campanha dos 16 Dias de Ativismo e reforça a divulgação de alternativas de proteção que complementam os canais tradicionais de denúncia, como o Ligue 180. A proposta é ampliar o conhecimento da sociedade sobre mecanismos de apoio às vítimas de violência doméstica e estimular a atenção coletiva diante de situações de risco.

Foto: PMG/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/01/2026 0 Comentários 72 Visualizações
Variedades

Brigada Militar participa de encontro nacional sobre violência contra pessoas vulneráveis

Por Jonathan da Silva 11/12/2025
Por Jonathan da Silva

A Brigada Militar esteve presente no 1º Encontro Nacional de Coordenadores das Operações Integradas de Enfrentamento à Violência contra Pessoas Vulnerabilizadas, realizado em Brasília. O evento é organizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI/CGOI), e reúne representantes dos 27 estados e órgãos parceiros para discutir estratégias de proteção a crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

A instituição gaúcha foi representada pela comandante do 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira (4º BPAF), de Santa Rosa, tenente-coronel PM Vanessa Peripolli. Na ocasião, a oficial participou das atividades técnicas e debates promovidos ao longo do encontro, em razão de sua qualificação e liderança estadual no tema.

Programação

O evento, cuja programação segue até esta quinta-feira, dia 11, inclui painéis e oficinas voltados à troca de experiências entre os estados. O objetivo é a construção de soluções inovadoras para fortalecer as ações integradas de enfrentamento à violência contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

Foto: CRPO FNO/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/12/2025 0 Comentários 87 Visualizações
Cidades

Profissionais de Campo Bom se capacitam para enfrentamento da violência contra mulheres

Por Jonathan da Silva 29/10/2025
Por Jonathan da Silva

Profissionais das áreas de segurança pública, saúde, assistência social e educação de Campo Bom participaram de uma capacitação sobre enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, realizada na quarta-feira (23), na Câmara de Vereadores local. A iniciativa foi promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, com o objetivo de fortalecer a rede local de proteção e atendimento às vítimas.

A capacitação foi conduzida pela promotora de justiça Dra. Ivana Battaglin, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAO Mulher), do Ministério Público. A ação integra o projeto “CAO na Estrada”, que percorre o estado com atividades de formação e conscientização. Também participou do encontro a promotora de justiça de Campo Bom, Dra. Ivanda Grapiglia Valiati, reforçando a importância da articulação entre os diferentes órgãos e serviços municipais.

Teoria e prática no combate à violência

Com o tema “Direitos Humanos e Relações de Gênero: o enfrentamento à violência contra mulheres e crianças”, o turno da manhã contou com uma palestra de sensibilização e reflexão. No período da tarde, os participantes realizaram atividades práticas voltadas ao uso de instrumentos técnicos de avaliação e identificação de casos de violência, com o intuito de aprimorar as respostas das equipes envolvidas.

Arte e conscientização

Durante o evento, foi exibida a exposição “O Silêncio também é uma Arma”, organizada pela Divisão Especializada em Atendimento à Mulher da Polícia Civil. A mostra apresentou fotografias de objetos utilizados em casos reais de agressão, chamando a atenção para a gravidade e urgência do combate à violência de gênero.

Compromisso municipal

O secretário de Desenvolvimento Social de Campo Bom, Gabriel Colissi, destacou a importância da formação para o fortalecimento da rede de proteção. “Trabalhar o enfrentamento à violência contra mulheres exige preparo técnico, mas também sensibilidade e empatia. Cada profissional é uma peça essencial nessa rede, e capacitações como esta fortalecem nosso compromisso em garantir acolhimento, escuta e proteção a quem mais precisa”, afirmou o titular da pasta.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/10/2025 0 Comentários 133 Visualizações
Política

Novo Hamburgo traça plano emergencial para proteger mulheres vítimas de violência

Por Jonathan da Silva 20/10/2025
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo definiu ações imediatas para reforçar a rede de proteção às mulheres e enfrentar o feminicídio no município. As medidas foram estabelecidas durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (16) no Plenário da Câmara, promovida pela Comissão de Direitos Humanos (Codir) da Casa em parceria com a Comissão Externa da Câmara dos Deputados. Entre as prioridades estão a reativação do Centro de Referência da Mulher (CRM), a ampliação dos grupos reflexivos de gênero, a inclusão de educação para igualdade nas escolas, a designação de um perito — preferencialmente mulher — para atendimento diário no Instituto-Geral de Perícias (IGP) e a nomeação de uma delegada titular para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). O encontro foi motivado pelos números alarmantes da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, que registrou 72 feminicídios em 2024.

A vereadora Professora Luciana Martins (PT), presidente da Codir e procuradora da Mulher do Legislativo, destacou a urgência de fortalecer políticas públicas integradas. “A presença da Comissão Externa aqui tem o propósito de compreender a realidade local e contribuir para a construção de um relatório nacional e estadual. É hora de fortalecer a rede de proteção e reafirmar um compromisso coletivo: nenhuma mulher a menos. As mulheres de Novo Hamburgo e de todo o país querem viver — e viver é um direito”, afirmou a vereadora.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), coordenadora da Comissão Externa, ressaltou que o grupo foi criado após a chamada “Páscoa Sangrenta”, quando dez mulheres foram mortas por feminicídio. “Estamos aqui para ouvir a voz das mulheres de Novo Hamburgo, que lutam nas mais diversas frentes, e para fazer um raio X, com uma lupa, sobre a vida das mulheres do Rio Grande do Sul e daquelas que foram arrancadas de nós. Queremos resgatar a história das 63 mulheres assassinadas só em 2025, número que segue sendo atualizado”, destacou a parlamentar.

Fernanda enfatizou que o enfrentamento à violência depende da atuação conjunta das instituições. “Precisamos identificar o que existe e o que ainda falta. O feminicídio é evitável quando combatido em rede. Não podemos mais aceitar que a mulher seja tratada como propriedade, ou que o álcool e o jogo sejam usados como desculpa. A culpa é do machismo e do patriarcado”, pontuou a deputada.

Diagnóstico estadual e autonomia econômica

Relatora da Comissão Externa, a deputada federal Maria do Rosário (PT) afirmou que o grupo percorre o estado para construir um diagnóstico detalhado sobre o funcionamento das redes de proteção. “Decidimos pela criação desta Comissão para que o dia seguinte ao feminicídio não seja o dia do esquecimento. Queremos dar voz e luz a essas mulheres, mesmo que suas vidas tenham sido ceifadas. É preciso acordar o Estado e o Brasil para a urgência diante de tamanha violência”, afirmou a parlamentar.

A deputada destacou que o levantamento abrangerá delegacias, patrulhas, varas judiciais e estruturas de articulação entre órgãos públicos. “Vamos verificar onde estão as Delegacias da Mulher, as Patrulhas Maria da Penha, as varas do Judiciário e como essas estruturas se relacionam. Só com essa visão integrada poderemos avançar”, explicou Maria, que também defendeu medidas para autonomia econômica feminina. “A Lei Maria da Penha é clara: não há como superar a violência sem garantir autonomia, renda e salários iguais. Precisamos pôr fim à jornada 6×1 e garantir que toda mulher que sofre violência se sinta segura para denunciar”, enfatizou a deputada.

Desafios locais e demandas urgentes

Representando o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Vanessa Arruda Menegat apontou falhas na rede de atendimento hamburguense. “Temos a obrigação de intervir e acolher. O silêncio mata. Queremos ver esses gráficos caindo cada vez mais e nossos direitos sendo respeitados”, afirmou Vanessa, que listou como demandas urgentes a reativação do CRM, uma delegacia 24 horas e equipes capacitadas.

A major Carine Reolon, da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, reforçou a importância do envolvimento masculino. “É fundamental que os homens também estejam presentes e ajudem a replicar nossas falas no combate à violência. O feminicídio é o ápice. Precisamos romper o ciclo antes que ele se consolide”, afirmou Carine.

Segundo a major, a Patrulha registrou 17 tentativas de feminicídio nos últimos cinco anos, sendo cinco casos consumados. “Onze autores seguem em regime fechado e quatro estão em liberdade. Ainda há uma subnotificação muito grande desses delitos”, ressaltou Carine, que destacou que o protocolo atual permite que o policial solicite medidas protetivas de urgência no momento do chamado, garantindo agilidade no atendimento.

Estrutura policial e desafios de atendimento

A delegada Tatiana Bastos, diretora do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do RS, alertou que 93% das vítimas de feminicídio no estado não conseguiram denunciar a violência. “O feminicídio não é o início, é o trágico fim muitas vezes anunciado. A vítima é quem tem mais dificuldade em pedir ajuda, presa a ciclos de dependência econômica, social e emocional. Temos o dever de agir”, pontuou Tatiana.

A delegada lembrou o caso recente de uma mulher de Novo Hamburgo morta após dez anos de agressões, na frente do filho. Ela defendeu a ampliação de delegacias e o funcionamento 24 horas. “O estado conta com 23 Delegacias da Mulher e 92 Salas das Margaridas, mas apenas a de Porto Alegre funciona o dia inteiro. Esse trabalho qualificado e em rede é a nossa chance real de enfrentar o feminicídio”, afirmou Tatiana.

Justiça e reeducação

A juíza Andrea Hoch Cenne, titular da Vara de Violência Doméstica de Novo Hamburgo, destacou o papel da Lei Maria da Penha e a importância da reativação do CRM e das perícias diárias. “Todas nós já sofremos algum tipo de violência, muitas vezes sem perceber. A Lei Maria da Penha é hoje a terceira melhor legislação do mundo sobre o tema, porque deu visibilidade e proteção às mulheres”, declarou Andrea.

A juíza defendeu o fortalecimento de políticas de prevenção e educação. “O feminicídio é fruto de raízes culturais e históricas. A base da violência está na assimetria entre os gêneros. Precisamos trabalhar isso nas escolas e mostrar que família ideal é aquela onde não há violência”, observou Andrea, que destacou ainda o grupo Refluxo de Gênero, voltado à reeducação de agressores, como modelo de prevenção eficaz.

Ministério Público e Defensoria reforçam alerta

A promotora Roberta Gabardo Fava, do Ministério Público, cobrou a implementação imediata do CRM. “Fizemos uma recomendação ao prefeito pedindo a implementação do CRM, e recebemos a resposta de que ele deverá ser implantado entre 2026 e 2029. Não podemos esperar. A cidade precisa de um espaço que acolha, oriente e não julgue”, afirmou Roberta.

A promotora também defendeu a presença de uma delegada titular na Deam. “É um trabalho muito peculiar, que exige sensibilidade. Ter uma mulher à frente faz diferença. E, quem sabe um dia, possamos ter também uma perícia feminina”, completou Roberta.

A defensora pública Deisi Sartori, responsável pela Defensoria Especializada em Atendimento à Mulher, enfatizou que o encerramento do CRM em 2019 agravou a vulnerabilidade das vítimas. “Há mais de seis anos não temos esse serviço bem estabelecido, e isso contribui para o agravamento da violência”, expressou Deise.

A advogada alertou para o risco de novas mortes se o município não agir com urgência. “O preço dessa demora será mais mortes. Precisamos de estrutura para o pós-crime, com mais peritos, um delegado titular na Deam e ampliação dos grupos reflexivos”, afirmou Deise.

Participação popular e mobilização social

A audiência também contou com forte presença da comunidade. A advogada Isadora Cunha, ex-presidente do Comdim, ressaltou a importância da autonomia financeira. “É bom ser representada por mulheres que lutam pela gente. Não estamos sozinhas”, afirmou Isadora.

Estudantes da rede estadual apresentaram experiências de educação emocional voltadas a meninos, e a ativista Caroline Figueiredo destacou o papel da sororidade. “Precisamos cuidar umas das outras”, disse. Já a líder comunitária Regina Domingues defendeu que o combate à violência esteja acima de ideologias. “Essa luta é de todas nós”, declarou Caroline.

Encaminhamentos finais

No encerramento, a deputada Fernanda Melchionna agradeceu a participação da comunidade e lamentou a ausência de representantes do Executivo municipal. “Houve um desmonte da política de proteção em 2019, com o fim do CRM. Reivindicamos a nomeação de uma delegada titular para a Deam e mais peritos no IGP. Precisamos das mulheres vivas, todas vivas!”, afirmou a parlamentar.

A deputada Maria do Rosário reforçou o compromisso da Comissão Externa em elaborar propostas de fortalecimento das políticas públicas. “Estamos tratando de um tema de vida ou morte. Sem uma rede articulada e sem a denúncia, é praticamente impossível proteger as mulheres”, destacou Maria.

A vereadora Luciana Martins encerrou o encontro com a entrega de um relatório sobre a rede de apoio de Novo Hamburgo à Comissão Externa da Câmara dos Deputados, que servirá de base para futuras ações conjuntas entre município, estado e União.

Foto: Daniele Souza/CMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/10/2025 0 Comentários 158 Visualizações
Projetos especiais

Fortalecer para Romper debate violência psicológica contra crianças e adolescentes

Por Jonathan da Silva 20/10/2025
Por Jonathan da Silva

O Coletivo Pretas de Novo Hamburgo realizou recentemente mais um encontro voltado à conscientização sobre a violência psicológica na infância e na adolescência. A atividade, realizada com apoio de parceiros locais, teve como foco discutir medidas de prevenção e enfrentamento ao racismo e a outras formas de preconceito que atingem jovens em diferentes espaços sociais.

A condução do encontro ficou a cargo da assistente social e facilitadora de justiça restaurativa Adriani Faria, que abordou práticas de acolhimento, escuta e fortalecimento de redes de apoio. Em sua fala, Adriani destacou a importância de compreender os direitos das crianças e adolescentes e de criar ambientes de respeito e segurança. O público participou ativamente da discussão, reforçando valores como resistência, empatia, incentivo ao estudo e letramento racial.

Parcerias e rede de apoio

O evento contou com a presença de Vera Schneider, representante do Lions Courocap, e de Lana Flores, presidente da Escola de Samba Protegidos da Princesa Isabel, que cedeu o espaço para a realização da atividade. O coletivo também agradeceu à integrante Graziéle Moura pelo convite à palestrante.

Ao final do encontro, as integrantes do Pretas de Novo Hamburgo reafirmaram o compromisso com ações conjuntas para combater o racismo e promover dignidade e oportunidades para pessoas de todas as idades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/10/2025 0 Comentários 166 Visualizações
Cidades

Brigada Militar gaúcha apresenta inovações na Patrulha Maria da Penha

Por Jonathan da Silva 25/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul realizou o VI Seminário e Encontro Técnico das Patrulhas Maria da Penha, nesta quarta-feira (24), em Porto Alegre, ocasião em que reuniu equipes de todo o estado para debater práticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar e apresentar novos processos de inovação implantados em 2025. O evento teve como tema “Ações que Salvam Vidas” e contou com painéis, depoimentos de vítimas e a presença de autoridades ligadas à rede de proteção.

Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar, tenente-coronel Márcio Luiz da Costa Limeira, mais de 12 mil mulheres são acompanhadas atualmente pelo programa. “Este seminário representa um marco de valorização, de fortalecimento e de inspiração. Hoje, mais de 12 mil mulheres no Rio Grande do Sul são acompanhadas pelo programa, o que reafirma o compromisso inabalável da Brigada Militar com a proteção da vida e a promoção da justiça”, destacou Limeira. Criada em 2012, a Patrulha Maria da Penha é considerada referência nacional no acompanhamento de medidas protetivas.

Novas tecnologias e integração

Entre as inovações apresentadas pela Brigada Militar em 2025 estão um novo sistema de controle e acompanhamento de vítimas e visitas, a integração com o sistema eletrônico do Judiciário (Eproc), um projeto piloto com o programa RS Seguro utilizando algoritmo preditivo para identificar riscos no registro de ocorrências e a ampliação da atuação para medidas previstas na Lei Henry Borel, voltadas à proteção de crianças e adolescentes. “Mais do que relatórios ou certidões, a atuação da Patrulha Maria da Penha é percebida na vida das vítimas, na diminuição do medo e na garantia de segurança. É um programa que salva vidas”, destacou o tenente-coronel Costa Limeira.

Debates e depoimentos

Ao longo do dia, 14 painelistas conduziram discussões sobre cooperação entre órgãos, cuidado com policiais militares que atuam no programa, inovação e o impacto da palavra no atendimento às vítimas. O seminário também abriu espaço para depoimentos de mulheres acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha, evidenciando o impacto direto da iniciativa na vida das famílias.

Autoridades presentes

Entre os participantes estiveram a desembargadora do Tribunal de Justiça Militar, Maria Emília Moura da Silva; a presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, comandante Nádia Gerhard (PP); a juíza-corregedora do Tribunal de Justiça do RS, Taís Culau de Barros; a promotora de Justiça do Ministério Público do RS, Ivana Battaglin; a defensora pública Paula Britto Granetto; além de oficiais da Brigada Militar e representantes de instituições de ensino.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/09/2025 0 Comentários 158 Visualizações
Projetos especiais

Canela e Gramado firmam acordo inédito para coibir violência em competições esportivas

Por Jonathan da Silva 27/08/2025
Por Jonathan da Silva

Um acordo inédito para combater a violência em campeonatos esportivos foi firmado pelas prefeituras de Canela e Gramado firmaram nesta segunda-feira (25). O protocolo, denominado “Violência Zero”, prevê punições unificadas entre os dois municípios, de modo que atletas ou membros de equipes que cometerem agressões graves em uma cidade fiquem automaticamente impedidos de participar de competições também na outra. De acordo com líderes dos dois municípios, a medida busca garantir mais segurança e respeito no ambiente esportivo.

O protocolo determina que as sanções máximas, como a suspensão de atletas por agressões contra árbitros, mesários, membros da organização, equipe de segurança ou Brigada Militar, tenham efeito imediato nas duas cidades envolvidas. Além disso, o acordo retroage para punições já aplicadas nos meses mais recentes.

União entre as cidades

Segundo o diretor do Departamento Municipal de Esporte e Lazer (DMEL) de Canela, Marcelo Brito Drehmer, a iniciativa representa um passo importante para a disciplina esportiva. “Será um marco para as duas cidades no meio esportivo, uma união de forças baseada no resgate de valores e sem tolerâncias para atitudes violentas, que não representam o esporte”, afirmou Drehmer.

Já o secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, destacou que a intenção é preservar a competitividade dentro de limites de respeito. “Queremos que a rivalidade se mantenha apenas dentro de campo, com respeito e jogo limpo”, comentou Roldo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/08/2025 0 Comentários 167 Visualizações
Projetos especiais

RS terá canal exclusivo para registrar agressões contra profissionais da saúde

Por Jonathan da Silva 11/07/2025
Por Jonathan da Silva

Um canal exclusivo para o registro e acompanhamento de agressões contra profissionais da Saúde será implantado no Rio Grande do Sul. A medida foi definida na manhã desta quinta-feira (10), durante reunião entre representantes da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) com a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP/RS), em Porto Alegre. A iniciativa faz parte das ações do Observatório de Combate à Violência contra os Profissionais da Saúde, lançado no início de julho.

O canal será vinculado ao Observatório da Segurança da SSP/RS, com o objetivo de facilitar a coleta de dados reais e sistemáticos sobre agressões ocorridas dentro de instituições de Saúde. A proposta visa combater a subnotificação, dar maior visibilidade ao problema e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de trabalho dos profissionais da área.

Importância da medida

O diretor de Comunicação e Marketing da Amrigs, Dr. Marcos André dos Santos, afirmou que a criação do canal representa um avanço importante para a categoria. “Essa é uma iniciativa que realmente faz a diferença. Nós, profissionais da saúde, não somos preparados para lidar com situações de agressão. Durante a nossa formação, na faculdade e ao longo da carreira, somos treinados para cuidar das pessoas, com foco na saúde e no bem-estar. Quando nos deparamos com hostilidades, na imensa maioria das vezes não sabemos como agir, e o auxílio das instituições que nos representam no âmbito da saúde, não são suficientes. Por isso, essa parceria é fundamental: para que o profissional — seja médico, enfermeiro ou de qualquer outra área — saiba a quem recorrer, se sinta amparado e tenha a segurança necessária para exercer sua profissão com dignidade”, comentou o dirigente.

O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, enfatizou a importância da ação conjunta e da obtenção de dados concretos sobre os casos. “Essa é uma ação necessária. A subnotificação é um desafio e precisamos trabalhar com informações reais. A criação de um observatório conjunto é um passo importante para garantir a proteção de quem está na linha de frente, cuidando da população. Sempre defendo que as pessoas registrem as ocorrências, porque não adianta termos números subestimados; precisamos trabalhar com dados concretos para enfrentar o problema com a seriedade que ele exige”, ressaltou Caron.

Observatório focará em dados e estratégias preventivas

Durante a reunião, o presidente do Simers, Dr. Marcelo Matias, reforçou a urgência da implementação de medidas efetivas diante do aumento dos casos de violência. A conselheira do Cremers, Dra. Laís Leboutte, também se manifestou, destacando a gravidade da situação e a necessidade de respostas estruturadas que tratem o problema com a complexidade exigida.

O Observatório de Combate à Violência contra os Profissionais da Saúde terá como foco principal a sistematização das informações, a articulação entre instituições e a definição de estratégias preventivas. A expectativa é que o novo canal contribua para a redução dos ataques e o fortalecimento da segurança nos ambientes de atendimento.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/07/2025 1 Comentário 302 Visualizações
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