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Saúde

Evento na Amrigs destaca tratamento e rede de apoio para pessoas com Parkinson

Por Jonathan da Silva 08/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Doença de Parkinson foi tema de um encontro realizado durante a programação da Brain Week 2026 no Teatro Amrigs, em Porto Alegre. A atividade reuniu especialistas, profissionais da saúde, familiares, cuidadores e pessoas interessadas em ampliar o conhecimento sobre a condição, abordando diagnóstico, tratamentos, qualidade de vida, estilo de vida e a importância da rede de apoio para quem convive com a doença.

O evento teve como objetivo promover o acesso à informação e discutir estratégias de cuidado integral, destacando o papel da assistência multidisciplinar no acompanhamento de pacientes com Parkinson.

Importância da informação e do cuidado integrado

Na abertura do encontro, o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), médico Gerson Junqueira Jr., ressaltou a relevância de iniciativas voltadas à aproximação entre conhecimento científico, profissionais da saúde e comunidade. “O Brain Week cumpre um papel fundamental na discussão ampla sobre o cérebro, integrando temas ligados à saúde mental, às doenças neurológicas e aos diferentes impactos dessas condições na vida das pessoas”, salienta Junqueira.

A primeira palestra da programação, intitulada “O que é a Doença de Parkinson?”, foi ministrada pelo neurologista Carlos Rieder. Durante sua apresentação, ele chamou atenção para o aumento da incidência da doença e para os desafios que esse cenário impõe à saúde pública.

Segundo o especialista, embora a Doença de Parkinson seja diferente da Doença de Alzheimer, mais relacionada ao comprometimento progressivo da memória, ela afeta significativamente a autonomia, a mobilidade e o bem-estar, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos. “A Doença de Parkinson é diferente do Alzheimer, mas tem uma taxa de crescimento muito importante. No Brasil, ainda temos poucos estudos epidemiológicos, mas levantamentos populacionais já mostram prevalência em torno de 2% a 3% na população acima dos 60 anos. Isso significa que, em um grupo de 100 pessoas nessa faixa etária, duas ou três podem ter a doença. É um dado relevante e que precisa ser considerado nas políticas públicas de saúde”, explicou o médico.

Papel da atividade física no tratamento

Na sequência, a neurologista Sheila Trentin abordou os tratamentos disponíveis para a Doença de Parkinson e destacou a importância da prática regular de exercícios físicos como parte do acompanhamento terapêutico. “A prática regular de exercício físico ocupa papel central, pois contribui para a mobilidade, o equilíbrio, a força muscular, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. Embora os medicamentos sejam fundamentais para o controle dos sintomas, eles ainda não curam a doença nem impedem sua progressão. Os medicamentos tratam os sintomas, mas o exercício físico tem um papel essencial para preservar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida”, pontuou Sheila.

A programação também incluiu discussões sobre hábitos saudáveis e rotina ativa, conduzidas pelas palestrantes Júlia Hoffmann, Josieli Fraga e Eduarda Sorgato.

Entre as estratégias apresentadas durante o encontro, a caminhada nórdica foi destacada como uma alternativa para auxiliar pessoas com Parkinson a desenvolver equilíbrio, coordenação motora e maior segurança nos movimentos.

A prática utiliza bastões que ampliam os pontos de apoio do corpo e favorecem uma marcha mais estável. De acordo com Josieli Fraga, o próprio processo de aprendizagem da técnica também contribui para estimular novas conexões cerebrais. “A caminhada nórdica ensina o paciente a andar com quatro pés. Nós caminhamos com dois, mas, na Doença de Parkinson, o equilíbrio pode ser bastante afetado, e essa prática ajuda a devolver segurança ao movimento. Além disso, o aprendizado é muito importante, porque ativa novos neurônios e estimula a neuroplasticidade. Nos exercícios realizados na Amrigs, trabalhamos coordenação motora, equilíbrio e movimentos amplos, que são fundamentais diante das oscilações motoras causadas pela doença”, destacou Josieli.

Após a apresentação, Eduarda Sorgato conduziu uma atividade interativa com música e movimentos, envolvendo os participantes em uma experiência prática.

Atenção ao presente

A psicóloga Júlia Hoffmann abordou o mindfulness como ferramenta para ampliar a atenção ao momento presente, especialmente em contextos marcados por preocupações e ansiedade.

Durante sua participação, ela convidou os presentes a refletirem sobre a frequência com que experiências cotidianas passam despercebidas em razão da preocupação com acontecimentos passados ou futuros. “Quantas vezes vocês já se perderam nos pensamentos, nas preocupações com o futuro ou em situações do passado, e o momento presente simplesmente passou? É justamente nesse ponto que o mindfulness pode nos ajudar, porque ele nos convida a estar mais atentos ao agora, com mais presença e consciência sobre aquilo que estamos vivendo”, afirmou Júlia.

Rede de apoio

O encerramento da programação ocorreu com o painel “Viver com Parkinson: histórias e rede de apoio”, conduzido por Luiz Carlos Leal. O espaço foi dedicado ao compartilhamento de experiências relacionadas à convivência com a doença e à importância dos vínculos de apoio. “Não passei pelo choque que as pessoas enfrentam. Fui direto buscar uma solução”, contou Luiz Carlos Leal, ao relatar sua experiência.

A programação também abordou o papel da família e dos cuidadores no cotidiano das pessoas com Parkinson. O tema foi apresentado pela presidente da Associação de Parkinson do Rio Grande do Sul, Neusa Chardosim, que destacou a importância do suporte emocional, da organização da rotina e da construção de um ambiente seguro e acolhedor para os pacientes.

Ao longo do encontro, especialistas e participantes ressaltaram a relevância da informação, do acompanhamento multidisciplinar e da rede de apoio como elementos presentes no cuidado de pessoas que convivem com a Doença de Parkinson.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Saúde

Hospital Criança Conceição aposta em ambiente lúdico no tratamento oncológico pediátrico

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Criança Conceição, do Grupo Hospitalar Conceição, dispõe de uma estrutura com ambientação lúdica e atendimento humanizado para auxiliar no tratamento oncológico pediátrico pelo Sistema Único de Saúde. O espaço foi destacado durante o Dia Internacional do Câncer Infantil, em 15 de fevereiro, que chama a atenção para a estimativa de 7.560 novos casos da doença no país em 2026, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Referência no atendimento oncológico pediátrico 100% realizado pelo SUS, o hospital atende atualmente 137 pacientes ativos, sendo 57 do interior do Rio Grande do Sul, 45 de Porto Alegre e 35 da Região Metropolitana. Do total de crianças atendidas na oncologia da instituição, 41% são do interior do estado.

Estrutura e atendimento

O hospital dispõe de 12 leitos de internação, três leitos ambulatoriais e um leito de isolamento no ambulatório. O ambulatório oncológico e a área de internação contam com decoração temática, consultórios com desenhos e elevadores ilustrados. A instituição também mantém uma sala de recreação exclusiva para a oncologia pediátrica, coordenada pela psicopedagoga Tatiane Milani, onde são desenvolvidas atividades lúdicas e pedagógicas durante a espera por exames e consultas, além de contato com escolas para garantir a continuidade do aprendizado.

Embora os protocolos adotados sejam internacionais, cada paciente recebe um plano individualizado com previsão de internações, ciclos de tratamento, uso de medicamentos e possíveis intercorrências. Após a confirmação do diagnóstico, a família participa de consulta detalhada com a equipe multiprofissional, com duração aproximada de duas horas.

Sinais de alerta

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, as neoplasias infantojuvenis são consideradas raras em comparação com os adultos, mas representam a principal causa de morte por doenças no Brasil entre pessoas de até 19 anos. No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 430 novos casos em 2026.

Entre os sinais de alerta estão palidez, cansaço, falta de disposição para brincar, febre persistente por mais de 15 dias, dor nas pernas, manchas no corpo e pele amarelada. A orientação é procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde diante desses sintomas. Em casos agudos e mais graves, a indicação é buscar um serviço de emergência.

O oncologista pediátrico Roberto Cabral, responsável pelo serviço de Oncologia Pediátrica e Hematologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, destaca a importância da avaliação médica. “O paciente precisa ser avaliado, fazer exames complementares e receber um diagnóstico preciso. A maioria dos casos tem altas chances de cura, especialmente quando identificados cedo”, afirma Cabral.

Impacto no tratamento

Segundo o oncologista, o ambiente hospitalar também influencia o desfecho clínico. “A questão lúdica faz muita diferença. Esse público já enfrenta desafios próprios do crescimento e ainda precisa lidar com o afastamento da escola. Tudo isso interfere nos resultados das terapias”, atesta Cabral.

A experiência da família de Felipe Cardoso Flores, morador de São Leopoldo, ilustra o atendimento prestado pela instituição. O diagnóstico de leucemia ocorreu em 2022, após o menino passar mal no primeiro dia de aula e ser encaminhado ao hospital, onde a biópsia de medula confirmou a doença. Após quatro anos, ele se prepara para encerrar o tratamento em 25 de fevereiro, dois dias antes de completar 14 anos.

A mãe do paciente, Cristiane Sampaio Cardoso, relata a importância do atendimento recebido. “O modo como o médico explica tudo e o carinho de toda a equipe foram muito importantes. Criamos vínculos porque sempre há um abraço e um gesto de conforto para as crianças e os familiares”, comenta Cristiane.

Foto: Chico Lisboa/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 178 Visualizações
Projetos especiais

Doação de “Almofadas do Coração” leva conforto a pacientes oncológicas em Canela

Por Jonathan da Silva 14/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Secretaria de Saúde de Canela recebeu, na semana passada, a doação de “Almofadas do Coração”, confeccionadas artesanalmente pelo casal Rita Guedes e Reginaldo Vargas. A entrega foi feita ao secretário de Saúde, Jean Carlo Monteiro Spall, como parte das ações alusivas ao Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. As peças serão destinadas a mulheres em tratamento contra a doença no município.

De acordo com a Secretaria de Saúde, as almofadas têm dupla importância: além de representarem um gesto de carinho e apoio emocional, cumprem uma função terapêutica essencial. O formato das peças ajuda a aliviar a dor e o desconforto causados pela cirurgia de mastectomia, oferecendo apoio às costas e suporte ao braço durante o período de recuperação.

Ação em sintonia com o Outubro Rosa

A iniciativa reforça as ações de sensibilização promovidas ao longo do Outubro Rosa em Canela, que buscam incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, além de apoiar mulheres em tratamento por meio de gestos de solidariedade e cuidado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/10/2025 0 Comentários 269 Visualizações
Saúde

Prefeitura de Campo Bom orienta pacientes oncológicos sobre cuidados odontológicos

Por Jonathan da Silva 07/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Campo Bom está reforçando a importância da consulta odontológica antes do início de tratamentos oncológicos, como quimioterapia ou radioterapia. A ação ocorre em alusão à Semana Municipal de Saúde Bucal, que será realizada de 20 a 26 de outubro, conforme a Lei Municipal nº 4.696/2017. O objetivo é conscientizar pacientes e familiares sobre a necessidade de cuidados preventivos para evitar complicações bucais durante o tratamento contra o câncer.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a consulta odontológica antes da quimioterapia ou radioterapia é fundamental para prevenir problemas como infecções, feridas e dores, que podem comprometer o andamento e a eficácia do tratamento oncológico. “Se você está enfrentando o câncer, peça para agendar sua consulta com o dentista. É importante!”, reforça a secretária de Saúde, Luana Schnorr.

Atendimentos disponíveis nas unidades de saúde

Campo Bom mantém agenda aberta para atendimento odontológico de pacientes em tratamento oncológico nas unidades básicas de saúde. O serviço está disponível nas UBS Operária, Imigrante Norte (referência para ESF Imigrante Sul), Aurora (referência para ESF Firenze), Paulista, Rio Branco, Centro Vida de Especialidades (referência para UBS Celeste), Porto Blos, 25 de Julho (referência para ESF Mônaco), Santa Lúcia e Quatro Colônias.

Cuidado integral com o paciente

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o acompanhamento odontológico é parte essencial do tratamento integral do paciente oncológico, contribuindo para o conforto, a segurança e a qualidade de vida durante todas as etapas do processo de recuperação. A Prefeitura reforça que o cuidado bucal preventivo é um passo importante para garantir a continuidade dos tratamentos e evitar intercorrências clínicas.

Foto: PMCB/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/10/2025 0 Comentários 234 Visualizações
Projetos especiais

Estudantes da Ulbra Canoas oferecem tratamentos estéticos por R$ 70

Por Jonathan da Silva 19/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) está oferecendo atendimentos estéticos à comunidade de Canoas e região por R$ 70. Os procedimentos faciais, corporais e capilares fazem parte do estágio prático das alunas do curso de bacharelado em Estética e são realizados sob supervisão de professores. O valor único é aplicado a qualquer tipo de tratamento, mesmo em serviços que, no mercado, costumam ter preços mais altos.

Entre os atendimentos disponíveis estão limpeza de pele, peeling e cuidados para manchas, rugas e acne, além de massagens relaxantes e drenagem linfática. No caso dos tratamentos capilares, há opções para queda de cabelo e oleosidade, que também têm atraído o público masculino.

Estágio supervisionado

De acordo com a professora Jéssica Schmidtt, coordenadora do estágio, a prática tem o objetivo de proporcionar às alunas experiências reais de atendimento. “No estágio, elas executam diversos procedimentos faciais, corporais e capilares. A gente agenda, elas pegam a ficha sem saber o que vai vir, fazem a avaliação do paciente e realizam o procedimento. Dentro das diversas possibilidades, escutamos o paciente, entendemos seu estilo de vida e avaliamos qual procedimento ele precisa”, explicou a docente.

Jéssica destacou que a demanda varia conforme a estação. “Se vem com queixa de acne, por exemplo, montamos um plano de tratamento que pode incluir moderação da inflamação da pele, limpeza de pele, peeling e cuidados para a oleosidade, sempre conforme a avaliação inicial. No inverno, os tratamentos faciais são os mais procurados, enquanto no verão a busca por cuidados corporais aumenta”, afirmou a professora.

Repercussão na comunidade

A moradora de Canoas, Valquíria Machado, 61 anos, procurou o atendimento para tratar queda capilar. “Estava preocupada, achei que teria que raspar a cabeça. Agora o cabelo está crescendo, e a queda parou”, comentou Valquíria.

Serviço

  • O quê: Procedimentos estéticos faciais, corporais e capilares por R$ 70, realizados por estagiárias do curso de Estética e Cosmética da Ulbra, sob supervisão de professores
  • Onde: Avenida Farroupilha, 8.007 – Canoas – Prédio 1, sala 12, campus Ulbra Canoas
  • Quando: Agenda abre uma vez por mês (datas informadas pelo WhatsApp)
  • Como: Agendamento exclusivamente via WhatsApp (51) 98479-0924
  • Quanto: R$ 70 qualquer procedimento (valor fixo abaixo da média de mercado)
Foto: Bruna Santos/Ulbra/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2025 0 Comentários 405 Visualizações
Saúde

Montenegro investe R$ 1 milhão em mutirão para o tratamento de doenças vasculares

Por Jonathan da Silva 05/06/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Montenegro iniciou um mutirão para atendimento de pacientes com doenças vasculares, com investimento de R$ 1 milhão, por meio do programa “Fim da Espera”. A ação, organizada pela Secretaria de Saúde do município, começou no dia 23 de abril e busca reduzir a fila de espera que atualmente conta com mais de 300 pessoas cadastradas no Sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon).

De acordo com a secretária de Saúde de Montenegro, Andréia Coitinho da Costa, o objetivo do programa é ampliar o acesso a consultas com cirurgiões vasculares e a procedimentos ambulatoriais, reduzindo o tempo de espera. “Estamos trabalhando incansavelmente para resolver os gargalos da nossa rede e atender com dignidade quem mais precisa”, afirmou a titular da pasta.

O prefeito Gustavo Zanatta (Republicanos), por sua vez, destacou que a responsabilidade pelos atendimentos especializados é do governo estadual, mas o município decidiu intervir. “Contudo, como há muitas pessoas precisando desse atendimento, decidimos intervir a favor da comunidade, investindo verbas do nosso próprio orçamento”, explicou o chefe do executivo montenegrino.

Atendimentos já estão em andamento

Segundo a Secretaria, até o dia 28 de maio, já foram realizadas 81 consultas, com 21 pacientes passando por tratamento com escleroterapia (espuma densa) e 10 pacientes com indicação cirúrgica.

Os atendimentos ocorrem na Clínica Cem, em Montenegro, para consultas, e na Policlínica da Secretaria Municipal de Saúde, onde são feitos os procedimentos.

Procedimentos oferecidos

O tratamento inclui a escleroterapia com espuma densa, uma técnica não cirúrgica usada para tratar varizes, veias reticulares e telangiectasias, especialmente de pequeno e médio calibre. O método é indicado para veias varicosas visíveis, veias com risco de sangramento e para a correção de vasos que causam úlceras varicosas.

Histórico de ações semelhantes

O município já realizou outras ações na área da saúde, como o agendamento de mais de 3,5 mil exames especializados e um mutirão de cirurgias de vesícula e de hérnia, dentro do mesmo programa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/06/2025 0 Comentários 463 Visualizações
Saúde

Especialista alerta para aumento de doenças respiratórias e de garganta com o frio

Por Jonathan da Silva 30/05/2025
Por Jonathan da Silva

Com a chegada das estações mais frias do ano, o otorrinolaringologista Dr. Bruno Netto, integrante da equipe médica da VS Clinic, clínica multidisciplinar do Dr. Victor Sorrentino, tem alertado para o crescimento no número de casos de infecções respiratórias e de garganta na população. As principais causas apontadas pelo especialista são o tempo seco, as mudanças bruscas de temperatura e o aumento da permanência em ambientes fechados e pouco ventilados.

De acordo com o Dr. Bruno Netto, doenças como gripe, resfriado, sinusite, amigdalite e bronquite são frequentes nesta época do ano e podem afetar pessoas de todas as idades. O especialista explica que a maior permanência em locais fechados facilita a propagação de vírus e bactérias. “Além disso, o ar seco resseca as mucosas das vias respiratórias, reduzindo a proteção natural do organismo contra infecções”, afirma o otorrinolaringologista.

O especialista também esclarece a diferença entre infecções virais e bacterianas. “Os vírus são responsáveis por doenças como gripes e resfriados, cujos sintomas costumam ser mais leves, com febre moderada e secreção nasal clara. Já infecções bacterianas, como a amigdalite e a sinusite, tendem a apresentar febre mais alta e persistente, secreção nasal amarelada ou esverdeada e, muitas vezes, a presença de pus na garganta”, explica Netto. O tratamento varia de acordo com o agente causador. “Enquanto as viroses costumam ser autolimitadas e tratadas com repouso e hidratação, infecções bacterianas podem exigir o uso de antibióticos”, complementa o integrante da VS Clinic.

Baixa umidade e uso de aquecedores agravam sintomas

O médico também chama atenção para os efeitos do clima seco e do uso excessivo de aquecedores. “A baixa umidade do ar resseca as vias aéreas, deixando a mucosa mais vulnerável à ação de microrganismos. O uso frequente de aquecedores agrava essa situação, reduzindo ainda mais a umidade do ambiente”, afirma Netto.

Para minimizar esses impactos, o especialista recomenda manter uma hidratação adequada, utilizar umidificadores de ar ou bacias com água nos ambientes e realizar lavagens nasais com soro fisiológico para preservar a umidade das vias respiratórias.

Prevenção passa por higiene e imunidade

Entre as medidas preventivas, o médico destaca a importância de manter bons hábitos de higiene e cuidados com a alimentação. “Lavar as mãos com frequência, evitar levar as mãos ao rosto, manter os ambientes ventilados e reforçar a alimentação com alimentos ricos em vitaminas e minerais são medidas essenciais”, salienta Netto.

O otorrinolaringologista também sugere o consumo de alimentos específicos. “Frutas cítricas, como laranja e limão, ajudam a fortalecer a imunidade, assim como alimentos ricos em zinco, como castanhas e carnes. O própolis e o mel também são aliados naturais na proteção da garganta”, explica o médico.

Grupos vulneráveis e sinais de alerta

 O Dr. Bruno Netto reforça a necessidade de atenção especial com crianças e idosos. “Nas crianças, é importante evitar locais fechados e com aglomeração, além de garantir uma boa hidratação. Já nos idosos, a prática de atividades físicas para fortalecimento da imunidade e a atenção aos primeiros sintomas de infecção são fundamentais”, destaca o médico. Segundo o especialista, em idosos, infecções respiratórias podem evoluir rapidamente para complicações como pneumonia.

Alguns sintomas indicam a necessidade de buscar atendimento médico. “Febre alta por mais de três dias, dificuldade para respirar, piora dos sintomas após cinco dias, secreção com pus e fadiga extrema são sintomas que merecem atenção. Se o paciente apresentar algum desses sinais, é fundamental buscar atendimento médico para avaliar a necessidade de exames ou tratamentos específicos”, finaliza Netto.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/05/2025 0 Comentários 473 Visualizações
Saúde

RS registra 25 mortes e mais de 23 mil casos de dengue em 2025

Por Jonathan da Silva 27/05/2025
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul já contabiliza 23.021 casos confirmados de dengue e 25 mortes pela doença neste ano de 2025, de acordo com dados do Painel de Casos de Dengue da Secretaria de Saúde do Estado. Apesar dos dias mais frios e chuvosos, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, continua em alta. Atualmente, 474 municípios gaúchos estão infestados. Em 2024, o estado registrou 209.659 casos e 281 óbitos.

A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Andressa Telles Borges, alerta para a atenção aos sintomas, que podem ser confundidos com outras doenças. “A dengue pode causar sintomas como febre alta, dores musculares, dores de cabeça, erupções cutâneas e fadiga. É essencial educar as pessoas sobre o tema, de forma que se sintam incentivadas a procurar assistência médica imediata a partir do momento em que apresentarem os sintomas, adotando medidas preventivas, garantindo o diagnóstico e tratamento da doença adequado, pois esses mesmos sintomas se assemelham com outros problemas”, afirma Andressa.

Segundo a docente, também é importante observar sinais respiratórios e gripais. “A dor de garganta, congestão nasal, tosse seca, coriza etc., são comuns na Covid-19, mas isso não é frequente nas arboviroses”, explica Andressa.

Principais sintomas da dengue

De acordo com Andressa, os sintomas mais comuns da dengue são:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fadiga e cansaço excessivo;
  • Sangramentos, em casos graves.

Cidades com mais casos confirmados

As dez cidades com maior número de casos confirmados de dengue no estado são:

  1. Viamão: 6.101
  2. Porto Alegre: 4.251
  3. Alvorada: 2.466
  4. Novo Hamburgo: 1.771
  5. Sapucaia do Sul: 898
  6. Cachoeira do Sul: 714
  7. Gravataí: 563
  8. Canoas: 545
  9. Cachoeirinha: 469
  10. Planalto: 328

Prevenção é fundamental

Andressa Telles Borges reforça ainda que medidas de prevenção são fundamentais para evitar a proliferação do mosquito. Entre as recomendações da especialista estão:

  • Eliminar água parada, verificando pneus, garrafas, baldes, calhas e objetos que possam acumular água;
  • Instalar telas de proteção nas janelas e portas;
  • Manter piscinas limpas e tratadas;
  • Cooperar com campanhas de prevenção promovidas por órgãos públicos e organizações locais.

A docente também destaca que, em caso de infecção, é fundamental manter repouso absoluto e estimular a hidratação oral durante o tratamento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2025 0 Comentários 407 Visualizações
Variedades

Cachorro resgatado por maus-tratos em São Leopoldo é adotado após tratamento

Por Jonathan da Silva 23/04/2025
Por Jonathan da Silva

Resgatado pela Secretaria de Proteção Animal (Sempa) no dia 28 de fevereiro de 2025 após ser vítima de maus-tratos no bairro Feitoria, em São Leopoldo, o cachorro Bento, da raça boxer, teve sua adoção divulgada nesta segunda-feira (21), após passar por um longo processo de recuperação. O animal ficou internado por 18 dias, precisou de duas transfusões de sangue e foi submetido a tratamento intensivo sob os cuidados da ONG Pata Santa.

O caso teve grande repercussão nas redes sociais, onde a ONG compartilhou atualizações sobre a evolução clínica de Bento. Dezenas de pessoas acompanharam o tratamento do animal, que chegou a ser diagnosticado com miíase (bicheira) profunda, estava desidratado e apresentava quadro severo de desnutrição.

A família que adotou o cão, formada por Máibi e Cássio, criou um perfil no Instagram (@bento_bemvenuti) para compartilhar a rotina do novo integrante da casa. Em uma das publicações, o casal escreveu “Olá, eu sou o Bento e vou contar um pouco sobre a minha história. Eu sou um filhote de boxer branquinho, muito amado e cheio de vida, mas não foi sempre assim. No dia 28/02/2025, eu fui resgatado pela @prefasaoleo, juntamente com o esforço e a ajuda da @ongpatasanta, por sofrer maus-tratos. […] Agora, só peço que me acompanhem por aqui. Meus papais irão postar tudo sobre a minha nova vida”.

O secretário de Proteção Animal de Novo Hamburgo, Claudio Giacomini, comentou a recuperação e adoção do cão. “Pelo que chegou até nós, o tratamento do Bento foi longo e oneroso, mas bem-sucedido. A notícia da adoção é o resultado disso. Pelo que vimos nas fotos, ele está muito bem e recuperado. Com certeza terá uma vida com muito cuidado e carinho”, afirmou o titular da pasta.

A família também informou, na tarde desta terça-feira (22), que o cão acaba de ganhar um “irmão” humano. “Meu mano chegou”, escreveram em publicação sobre o nascimento de Gui, filho do casal.

Resgate e tratamento

O resgate de Bento foi feito com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Civil. A denúncia indicava que se tratava de um cão de rua, mas ao verificar o histórico, a equipe identificou que a mesma pessoa já havia levado o animal para atendimento veterinário anteriormente. Apesar da oferta de medicamentos e procedimentos por parte da Sempa, a negligência da tutora no tratamento resultou no agravamento do quadro clínico do cachorro.

Após ser recolhido pela equipe da Sempa, Bento foi levado ao canil municipal e, logo depois, transferido para um hospital veterinário em Canoas sob responsabilidade da ONG Pata Santa. O animal permaneceu internado até 18 de março, quando recebeu alta. Na ocasião, ainda apresentava ferida aberta causada pela miíase e precisava ganhar peso antes de estar apto para adoção.

Trinta e quatro dias após receber alta, o cão teve sua adoção confirmada e divulgada pela Sempa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/04/2025 0 Comentários 576 Visualizações
Saúde

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, tratamento menos invasivo recebe destaque

Por Jonathan da Silva 08/04/2025
Por Jonathan da Silva

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado nesta terça-feira, dia 8 de abril, especialistas têm destacado a crioablação como uma alternativa minimamente invasiva para o tratamento de tumores sólidos. O procedimento, que utiliza o congelamento a temperaturas extremamente baixas para destruir células cancerígenas, tem sido aplicado em casos de câncer de rim, mama, pulmão, fígado e ossos, especialmente em tumores detectados precocemente. No Brasil, a tecnologia israelense IceCure está disponível por meio da KTR Medical.

A técnica consiste na inserção de uma sonda no tumor, guiada por imagem. O congelamento provoca a destruição celular, preservando os tecidos saudáveis ao redor. Segundo o radiologista intervencionista Dr. Felipe Roth, a crioablação oferece benefícios como rápida recuperação e redução de complicações. “A crioablação é uma das terapias minimamente invasivas mais seguras e eficazes que temos hoje para tumores pequenos. O paciente tem alta precoce e, muitas vezes, evita uma cirurgia de grande porte com internação e risco maior”, afirma o médico.

Casos de pacientes

Uma paciente identificada como FG, de 33 anos, descobriu tumores sincrônicos no pulmão e no rim durante exames de rotina. Após passar por uma cirurgia pulmonar, optou pela crioablação para tratar o tumor renal. “Fiquei um único dia internada. No dia seguinte, saí andando. Em uma semana, já estava na praia jogando beach tennis. Nenhuma dor, nenhum efeito colateral, e até hoje, nove meses depois, os exames seguem perfeitos”, relata FG.

Outro paciente, Danilo Santos, de 64 anos, convive com a síndrome de Von Hippel-Lindau, condição genética rara que causa tumores em várias partes do corpo. Após múltiplas cirurgias, os tumores atingiram seu único rim restante, comprometendo sua função renal. “A técnica congelou e destruiu os tumores com precisão. A função renal melhorou e pude evitar a hemodiálise. No dia seguinte à cirurgia, fui para casa”, relata Santos. Após obter autorização judicial para o procedimento, o paciente avalia que a crioablação lhe proporcionou qualidade de vida. “Estou vivo, ativo, com dignidade e esperança renovada”, enfatizou Danilo Santos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2025 0 Comentários 355 Visualizações
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