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Saúde

Sem espera para tratamento oncológico em São Leopoldo

Por Gabrielle Pacheco 14/05/2019
Por Gabrielle Pacheco

Em meio à crise generalizada da saúde no Brasil, São Leopoldo vem dando exemplo quando o assunto é oncologia. Enquanto muitas administrações municipais reduzem serviços por falta de repasses dos Estados, pacientes que ficam em filas ou precisam entrar na Justiça para garantir o atendimento, o Município dá resolutividade aos casos em um curto espaço de tempo, vencendo até mesmo o calendário de 60 dias estipulado por lei.

Do diagnóstico ao tratamento, em menos de um mês os pacientes do Sistema Único de Saúde já estão entrando pelas portas da Oncologia Centenário, clínica referência no atendimento ao câncer, para realizar radioterapia ou quimioterapia. Prazos que, muitas vezes, são ainda mais encurtados. Jaldo Castro, responsável pelos agendamentos oncológicos da Secretaria da Saúde de São Leopoldo, comenta:

“A partir da solicitação médica, agendamos o tratamento para a semana seguinte. Nossa média de encaminhamentos para tratamento clínico é de 82 novos pacientes/mês”.

E os números mostram a importância e a eficiência da Oncologia Centenário, clínica privada que presta serviços ao Hospital Centenário. Em 2018, 1.361 pacientes encaminhados pela Prefeitura de São Leopoldo iniciaram o tratamento. Destes, 877 foram para quimioterapia e 484 submetidos à radioterapia. Ao todo, a Oncologia Centenário realizou, no ano passado, 5.326 consultas e 2.138 sessões de quimioterapia, e outras 2.218 consultas e 11.815 sessões de radioterapia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2019 0 Comentários 603 Visualizações
Saúde

Senado determina que exames para diagnóstico de câncer devem ser feitos pelo SUS no prazo máximo de 30 dias

Por Gabrielle Pacheco 11/04/2019
Por Gabrielle Pacheco

O PLC 143/2018, mais conhecido como PLC dos 30 dias, foi aprovado ontem, 10, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal.

O projeto estabelece que, nos casos em que a principal hipótese diagnóstica seja a de câncer, os exames necessários para confirmação devem ser feitos no prazo máximo de 30 dias.

Agora, a determinação segue para votação em regime de urgência no Plenário do Senado e deve ser votado na semana que vem.

A partir da aprovação, será adicionado um parágrafo à Lei nº 12.732 de 2012, conhecida como Lei dos 60 Dias, que determina que o tratamento oncológico deve iniciar em até 60 dias a partir da confirmação do diagnóstico do câncer registrado em exame anatomopatológico.

A rede pública de saúde passará, portanto, a dispor do prazo máximo de 90 dias entre a identificação dos primeiros sintomas do câncer e o início do tratamento.

O avanço da pauta é mais uma conquista da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e suas ONGs associadas. O projeto foi votado ontem por conta de mobilização encabeçada pela Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar).

“Desde a proposição do projeto, há mais de 5 anos, estamos lutando por sua aprovação. O período de confirmação do diagnóstico é uma necessidade urgente que certamente terá grande impacto sobre a assistência aos pacientes com câncer no Brasil”, afirma Maira Caleffi, presidente voluntaria da FEMAMA.

A reivindicação da Recomeçar integra a iniciativa “30 dias: por um diagnóstico que salve vidas!”, contemplado no Edital FEMAMA 2018, que proporciona aporte financeiro para desenvolver iniciativas de advocacy de suas ONGs associadas.

A pauta é prioridade da Federação, já que a determinação de um prazo para o diagnóstico na rede pública garantirá mais efetividade à Lei dos 60 dias.

“Atualmente, há uma lacuna que prejudica a Lei. Por não ter definido um prazo para a fase de investigação da doença, os pacientes esperam muito tempo até obterem a confirmação do câncer em biópsia, o que diminui expressivamente as chances de cura. Com a aprovação, será possível proporcionar um tratamento mais assertivo aos pacientes – muitas vidas serão salvas”, explica Maira.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
11/04/2019 0 Comentários 635 Visualizações
Saúde

Tabela SUS é impasse no combate ao câncer de colo de útero

Por Gabrielle Pacheco 17/01/2018
Por Gabrielle Pacheco

O primeiro mês do calendário alerta para o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, o do colo de útero (ou câncer cervical). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa era de que em 2017 mais de 16 mil novos casos da neoplasia fossem descobertos. O rastreio dessa neoplasia é feito por meio da citologia cérvico-vaginal, popularmente conhecido como exame de Papanicolaou, realizado em mulheres a partir do momento em que se iniciam as práticas sexuais.

Assim como outros tipos de câncer, a descoberta precoce do tumor resulta em maiores chances de cura. Apesar disso o procedimento de rastreio permanece subvalorizado. Os laboratórios de anatomia-patológica, sejam próprios ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), são os responsáveis pela análise de amostras coletadas e pela emissão do diagnóstico citológico que serve como base para a definição dos próximos passos na luta contra o câncer no sistema público.

Esses exames são pagos pelo sistema público aos laboratórios com base na tabela do SUS, que com valores defasados permite ao Estado pagar um preço abaixo da despesa total do procedimento. “O valor pago pelo SUS para o exame Papanicolaou é de apenas R$6,97. É dessa soma que deve sair o custo dos materiais de análise, de higiene, que isoladamente custam cerca de R$14, e ainda há a taxa de serviço do especialista. É por razões como essa que a Tabela do SUS precisa ser encarada como um dos principais obstáculos da saúde no Brasil”, alerta o Dr. Clóvis Klock, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia.

Enquanto os reajustes que deveriam ser anuais não saem do papel, o exame de Papanicolaou teve, em sua última alteração em 2014, um aumento abaixo da inflação da época. Para o presidente da SBP, a remuneração inadequada resulta na diminuição de qualidade de vida das pacientes e chances de cura.

“A defasagem da tabela do SUS indica uma cadeia de procedimentos, instituições e profissionais que, ao serem remunerados inadequadamente, sentem o prejuízo e deixam de servir ao sistema público, o que não é diferente com os médicos patologistas”, finaliza o Dr. Klock.

O que a subvalorização representa em números?

No efeito dominó criado pela desatualização da tabela do SUS, ao não especificar como cada paciente deve ser tratada, são oferecidos menos tratamentos, contribuindo para que pacientes se amontoem em filas por procedimentos cirúrgicos.

Em dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou um estudo realizado em 16 estados do país, apontando que há pelo menos 904 mil nomes na fila de espera por cirurgias eletivas. Mais de 130 mil desses pacientes – homens e mulheres – aguardam até 10 anos por cirurgias no aparelho geniturinário.

Fonte: Assessoria | Foto: Reprodução
17/01/2018 0 Comentários 1,8K Visualizações
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