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STF

Política

ACI envia manifesto ao presidente do STF

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) lançou e enviou, nesta quarta-feira (16), um manifesto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. No documento, a entidade manifesta preocupação com o que classifica como crescente tensão institucional observada na Corte e afirma que o posicionamento ocorre em razão dos acontecimentos registrados durante a sessão do dia 15 de setembro.

No manifesto, a ACI afirma que não cabe à sociedade civil julgar ou tomar partido, mas defender os princípios da República e do Estado de Direito. A entidade também reitera que nenhuma autoridade está acima da lei e que a República se sustenta em instituições, e não em pessoas.

Responsabilidades das instituições

Segundo a ACI, ministros e demais agentes públicos são servidores investidos de grandes responsabilidades, o que, conforme a entidade, exige ética, transparência e equilíbrio.

O documento também destaca que a autoridade institucional depende da confiança da sociedade. Nesse sentido, a ACI afirma que embates públicos entre ministros, envolvendo procedimentos, suspeições e disputas pessoais, geram dúvidas sobre a solidez e a imparcialidade das instituições. Para a entidade, essas dúvidas não devem ser ignoradas.

Devido processo e responsabilização

A ACI afirma que a democracia requer instituições fortes, capazes de suportar questionamentos e prestar contas. A entidade defende, no manifesto, serenidade, respeito ao devido processo legal, apuração dos fatos pelas instâncias competentes e responsabilização individual, sem privilégios ou distinções.

O documento também rejeita a ideia de autoridades intocáveis e afirma que maior poder implica maior responsabilidade. A ACI declara defender instituições, e não pessoas, grupos políticos ou governos, e sustenta que defender as instituições também inclui cobrar postura compatível com as responsabilidades atribuídas a seus integrantes.

Posição sobre o STF

No manifesto, a ACI afirma que o STF é essencial à democracia e deve ser preservado. Para a entidade, isso implica atuação com transparência, equilíbrio, imparcialidade e submissão à Constituição.

A associação também afirma que a sociedade precisa confiar nas instituições como instrumentos de proteção, e não como arenas de disputa de poder.

Compromisso com princípios republicanos

Ao final do documento, a ACI conclama os poderes da República a reafirmarem o compromisso com princípios republicanos, ética pública, transparência e igualdade perante a lei.

A entidade pede ainda julgamentos serenos, decisões fundamentadas, tratamento rigoroso de conflitos de interesse e responsabilização por eventuais irregularidades, independentemente de nomes ou cargos.

O manifesto é encerrado com a afirmação de que, na República, ninguém está acima da lei e que, acima de todos, estão a Constituição, as instituições e o interesse da nação.

Foto: Nensuria/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Política

Deputado Marcel van Hattem apresenta notícia-crime contra Alexandre de Moraes

Por Jonathan da Silva 02/09/2026
Por Jonathan da Silva

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso. A representação, assinada também pelo senador Rogério Marino (PL), pelo deputado federal Cabo Gilberto (PL) e pelo partido NOVO, pede o afastamento de Moraes do cargo e sua prisão, sob alegações de tráfico de influência e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.

Segundo a notícia-crime, mensagens analisadas a partir de investigações da Polícia Federal indicariam que Vorcaro procurava Alexandre de Moraes para tentar obter a intervenção do ministro junto a autoridades públicas, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

De acordo com a representação, o objetivo dessas supostas intervenções seria retardar ou impedir medidas relacionadas à Operação Compliance Zero. O documento afirma que “as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o senhor Daniel Vorcaro são claras de uma troca mútua de interesses para a influência de autoridades públicas em favor do Banco Master e do seu ex-controlador”.

A representação também menciona diálogos que, segundo os autores, indicariam uma relação na qual Moraes teria atuado como uma espécie de conselheiro ou consultor de Vorcaro. Entre as mensagens citadas está uma na qual o ex-controlador do Banco Master afirma que não faria nenhum movimento sem considerar se a iniciativa seria “produtiva” aos olhos do ministro.

Relação financeira mencionada

Outro ponto apresentado na notícia-crime é uma relação financeira envolvendo Daniel Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes. A representação cita um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master, Vorcaro e o escritório da esposa do ministro, Viviani Barci, além de pagamentos que teriam totalizado R$ 80 milhões.

Segundo informações atribuídas à Polícia Federal e divulgadas pela imprensa, haveria registros de que Moraes teria utilizado seu próprio login e senha para alterar termos do contrato, incluindo a previsão de honorários de R$ 3 milhões mensais.

Suposta interferência nas investigações

A notícia-crime também cita diálogos nos quais Vorcaro teria consultado Moraes sobre o risco de ser preso e sobre a necessidade de deixar o país antes de sua prisão no âmbito da Operação Compliance Zero.

Para Marcel van Hattem, esses elementos devem ser investigados para esclarecer se houve repasse de informações sigilosas ou atuação do ministro em favor do ex-controlador do Banco Master.

O que está vindo à tona no caso Banco Master é gravíssimo. A Polícia Federal identificou Alexandre de Moraes como destinatário de uma mensagem de Daniel Vorcaro na qual o banqueiro pedia proteção e mencionava uma interlocução com autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público. É preciso investigar até o fim e saber se houve tentativa de interferência nas investigações. Vou pedir no Senado o impeachment de Alexandre de Moraes e, na tribuna da Câmara, vou cobrar a prisão preventiva do ministro diante dos indícios que apontam para uma possível obstrução da Justiça. Não podemos assistir a tudo isso e aceitar que permaneça impune”, afirmou o deputado federal Marcel van Hattem.

A representação solicita que os fatos sejam formalmente investigados pelos órgãos competentes e sustenta a necessidade de preservar a independência e a credibilidade das apurações.

Pedido de impeachment

Além da notícia-crime apresentada à PGR, Marcel van Hattem assinou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes por crimes de responsabilidade. O documento sustenta que os fatos relatados configurariam conduta incompatível com a honra, a dignidade e o decoro exigidos de um ministro do STF, conforme a Lei nº 1.079/1950.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Política

OAB/RS lidera carta aberta com propostas de mudanças no STF

Por Jonathan da Silva 05/02/2026
Por Jonathan da Silva

A OAB/RS e dezenas de entidades da sociedade civil assinaram uma carta aberta com propostas de mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato público, realizado na manhã desta quarta-feira (4), no Auditório OAB Cubo, em Porto Alegre, reuniu representantes de diferentes setores com o objetivo de apresentar oito medidas consideradas necessárias para o fortalecimento dos limites constitucionais, o equilíbrio entre os poderes e a recuperação da confiança da população na corte.

A mobilização foi organizada pela OAB/RS e resultou na assinatura da “Carta Aberta à Sociedade Gaúcha”, documento que propõe alterações estruturais e procedimentais no STF. A iniciativa, segundo os organizadores, busca promover uma reflexão sobre o papel do tribunal no sistema de Justiça brasileiro.

Posicionamento da OAB/RS

Durante o ato, o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, afirmou que a iniciativa não tem caráter de confronto com a Corte. “O Supremo Tribunal Federal é absolutamente indispensável para a democracia e para o Estado de Direito. No entanto, sua força não vem de armas, mas de sua autoridade moral e credibilidade. Este ato é um chamado à responsabilidade e à maturidade democrática para que possamos corrigir excessos, respeitar o devido processo legal e garantir que o Tribunal retome seu papel de equilíbrio, agindo sempre dentro dos limites da lei e da Constituição”, destacou Lamachia.

O dirigente também ressaltou o caráter técnico e apartidário do movimento. “Essa iniciativa nasce do compromisso histórico da advocacia, e este ato é um chamado público à reflexão ampla e técnica. É um convite à sociedade, à advocacia e às instituições para debater o zelo pelo devido processo legal, pelas garantias constitucionais e pelas prerrogativas da advocacia, pilares essenciais para a legitimidade da Justiça e para a confiança da cidadania. Este é um ato de responsabilidade democrática, um gesto de alerta institucional”, pontuou o presidente da entidade.

Propostas apresentadas

A carta aberta apresenta oito medidas. Entre elas, estão o encerramento de inquéritos abertos de ofício, a reafirmação da colegialidade como regra nas decisões do STF e a limitação de decisões monocráticas que suspendam leis por tempo indeterminado.

O documento também defende maior transparência, com a retirada de sigilo de processos de interesse público, e a revisão do Regimento Interno do STF para garantir a sustentação oral presencial como regra. Outros pontos incluem a discussão sobre mandatos para ministros, critérios mais rígidos para indicações e a criação de um Código de Conduta para magistrados, com base na Lei Orgânica da Magistratura. A carta ainda menciona o uso de ações diretas de inconstitucionalidade e de descumprimento de preceito fundamental como forma de reabrir debates políticos já encerrados no Legislativo.

Ao final do evento, a OAB/RS reforçou que a iniciativa tem como foco o fortalecimento institucional do STF e a preservação do funcionamento do sistema de Justiça.

Participação de autoridades e entidades

O ato contou com a presença de dirigentes da OAB/RS, representantes da Caixa de Assistência dos Advogados, da Escola Superior de Advocacia, do Tribunal de Ética e Disciplina e de ex-presidentes da entidade. Também participaram representantes da Assembleia Legislativa do RS, da Prefeitura de Porto Alegre e da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Entidades da sociedade civil e conselhos profissionais também estiveram presentes, entre eles representantes da Federasul, Fecomércio-RS, Farsul, Fetag-RS, EPTC, IEPREV, além de conselhos regionais de diferentes categorias profissionais.

Foto: Diego Mendes/OAB-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2026 0 Comentários 261 Visualizações
Política

Gramado participa de encontro sobre impactos de decisão do STF no meio ambiente

Por Jonathan da Silva 03/07/2025
Por Jonathan da Silva

O município de Gramado esteve representado no Encontro de Secretários e Dirigentes Municipais de Meio Ambiente, promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que ocorreu nesta quarta-feira (2), na sede do Tribunal de Contas do Estado. O evento reuniu autoridades estaduais, secretários e técnicos para debater os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou a inconstitucionalidade de artigos do Código Estadual de Meio Ambiente.

O painel principal teve como tema “Os reflexos da ADIN 6618 – STF na gestão local e o licenciamento ambiental na prática” e contou com a participação do advogado Gustavo Trindade e da secretária do Meio Ambiente de Gramado, Cristiane Bandeira. A mediação foi realizada pela assessora técnica da Famurs, Marion Heinrich.

Mudanças no licenciamento ambiental

Durante o encontro, foram discutidos pontos como a proibição da emissão de licença de regularização e a vedação da unificação de ritos do licenciamento para determinados portes de empreendimentos, medidas definidas na decisão do STF. As mudanças impactam diretamente o processo de licenciamento ambiental nos municípios e exigem adequações operacionais por parte das prefeituras.

Posicionamento da Secretaria de Meio Ambiente

A secretária do Meio Ambiente de Gramado, Cristiane Bandeira, comentou sobre a importância do diálogo entre os gestores. “Foi um debate essencial para ampliar a comunicação e o fortalecimento dos entes federativos na regulação e construção de um sistema ambiental efetivo e que promova o real desenvolvimento sustentável dos municípios”, afirmou Cristiane.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2025 0 Comentários 461 Visualizações
Variedades

OAB/RS assina petição que questiona multa a quem usar VPN para acessar X

Por Jonathan da Silva 02/09/2024
Por Jonathan da Silva

O presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, assinou uma petição do Conselho Federal da OAB dirigida ao Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou, sem o devido processo legal, a aplicação de multa de R$ 50 mil a todas os brasileiros que usarem VPN ou outros mecanismos para acessar a plataforma X, o antigo Twitter, que se encontra suspenso no país.

Há muito, a Ordem gaúcha vem denunciando excessos do STF em decisões que violam o devido processo legal e as prerrogativas da advocacia”, afirma Leonardo Lamachia.

De acordo com o destacado na petição, assinada pelo presidente do CFOAB, Beto Simonetti e pelo presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, “a aplicação da multa diária às pessoas naturais e jurídicas de forma ampla e generalizada representa grave afronta aos direitos fundamentais consagrados na Constituição e só pode ocorrer após assegurados o contraditório e a ampla defesa, jamais de forma prévia e sumária”.

Foto: OAB/RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2024 0 Comentários 610 Visualizações
Business

Grupo Desonera Brasil envia ofício ao presidente do Congresso por extensão de prazo ao STF

Por Jonathan da Silva 16/07/2024
Por Jonathan da Silva

Um ofício foi enviado pelo Grupo Desonera Brasil ao presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD) nesta segunda-feira (15). A carta solicita a extensão do prazo de suspensão da cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 7.633, decisão proferida pelo ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. O grupo reúne entidades que representam os 17 setores beneficiados pela Desoneração da Folha de Pagamento, entre elas a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Os setores envolvidos defendem que a prorrogação é essencial para assegurar alguma previsibilidade financeira, proteger os postos de trabalho e garantir a implementação ordenada do acordo político em torno da política de tributação substitutiva da folha.

Carta na íntegra

“Ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional Senador Rodrigo Pacheco

Excelentíssimo Senhor Presidente,
Os 17 setores abrangidos pela tributação substitutiva da contribuição previdenciária patronal vêm por meio deste manifestar sua extrema preocupação com o status corrente das negociações visando a obtenção de solução por meio de diálogo interinstitucional voltado a superar os alegados vícios presentes na Lei n.º 14.784/2023, nos termos da decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 7.633. A referida decisão foi suspensa pelo próprio Ministro Relator da ADI por 60 dias para permitir a implementação de acordo político entre o Executivo e o Senado, mas este prazo está se exaurindo, daí a preocupação manifestada neste ofício.
Reconhecemos e apoiamos os esforços conjuntos realizados pelo Legislativo e pelo Executivo na busca de uma solução adequada para as questões orçamentárias decorrentes da desoneração da folha de pagamento, nos termos da decisão do STF.

No entanto, é imperativo ressaltar que a insegurança de caixa gerada pela situação atual tem acarretado sérios problemas para as empresas dos 17 setores envolvidos, na medida em que muitas destas empresas enfrentam enormes dificuldades para mobilizar ou obter os recursos necessários para se prepararem para arcar quase que imediatamente com os efeitos de eventual decurso do citado prazo inicial de 60 dias sem que uma solução adequada seja alcançada. Atividade empresarial demanda planejamento financeiro, o que é ainda mais difícil de ser concretizado com tamanha insegurança.

Dada a magnitude da situação e seu potencial impacto econômico e social, acreditamos que seria apropriado que Vossa Excelência, Presidente do Congresso Nacional, dê notícia ao Ministro Relator de que o diálogo institucional entre o Legislativo e Executivo neste tema continua sendo realizado e que a extensão do prazo de suspensão da cautelar na ADI em tela é fundamental para permitir a implementação, no decorrer do mês de agosto, do acordo político realizado, após o recesso parlamentar que se inicia no dia 18 de julho próximo.

Acreditamos firmemente que essa prorrogação é essencial para assegurar alguma previsibilidade financeira para as empresas envolvidas, proteger os postos de trabalho e garantir a implementação ordenada do acordo político em torno da política de tributação substitutiva da folha.

Colocamo-nos à disposição para cooperar com o Congresso Nacional e demais instituições envolvidas, promovendo o diálogo social necessário para a resolução deste tema de tão grande relevância e impacto.”

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2024 0 Comentários 509 Visualizações
Política

Fecomércio-RS se une à CNC em ação sobre imposto de importação no STF

Por Jonathan da Silva 22/02/2024
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS ingressou com pedido de “Amicus Curiae” na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7589), ajuizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação pede a suspensão dos benefícios de isenção do imposto de importação nas remessas internacionais de mercadorias de até US$ 50,00 para pessoas físicas, bem como a declaração de inconstitucionalidade da norma.

O “Amicus Curiae” (amigo da causa) tem por objetivo contribuir com a ação, por meio do acréscimo de informações e dados que possam influenciar a decisão dos Ministros.

Um estudo realizado pela CNC mediu o impacto da isenção do imposto de importação em produtos adquiridos por pessoas físicas com valor até US$ 50 sobre o varejo nacional. Para cada 1% de diferença de preços em relação ao produto importado pelo Programa Remessa Conforme, há perda média de 0,49% no faturamento. Os mais afetados são os setores de farmácia e perfumaria, com o maior impacto (0,87%), seguidos por vestuário e calçados (0,64%).

O estudo ainda indica que, para um empresário importar o mesmo produto anunciado até US$ 50 (aproximadamente R$ 250) em lojas de comércio eletrônico, o custo tributário varia entre 63% e 90%. Isso elevaria o preço de venda ao consumidor desse mesmo produto a R$ 546, no mínimo. “É extremamente necessário fortalecer os argumentos e ampliar o discurso para conseguirmos, em conjunto com as Confederações, reverter esta medida que gera tanto desequilíbrio concorrencial para os empresários brasileiros”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/02/2024 0 Comentários 686 Visualizações
Política

OAB/RS pede providências quanto a decisões de ministro do TSE e do STF

Por Amanda Krohn 21/11/2022
Por Amanda Krohn

O presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, encaminhou, junto dos presidentes da OAB do Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rondônia, ao CFOAB, um pedido de providências sobre supostas violações ao Estado Democrático de Direito e ao devido processo legal perpetradas por parte do ministro Alexandre de Moraes, do TSE e do STF.

“Somos contrários a atos que violam frontalmente a Constituição Federal, atentando contra o Estado Democrático de Direito. Deve-se impor limite às decisões judiciais proferidas de ofício, em procedimentos atípicos, que não respeitam as prerrogativas da advocacia, o devido processo legal, bem como ferem o Direito de manifestação, de livre expressão e imprensa, nos termos da Constituição”, afirma Lamachia.

O requerimento encaminhado pelas seccionais questiona, entre outros tópicos, a recente decisão monocrática do ministro sobre o bloqueio de contas bancárias de mais de 40 pessoas físicas e jurídicas. “Os fatos divulgados pela mídia nacional sugerem que tal decisão foi proferida sem qualquer notificação prévia dos supostos envolvidos, nem mesmo o Ministério Público, sabidamente fiscal da lei em procedimentos judiciais, o que pode, em tese, caracterizar o afastamento dos consagrados princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, diz o requerimento enviado ao Conselho Federal da OAB.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/11/2022 0 Comentários 750 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

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