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Sonegação

Business

Governo do RS defende criminalização de sonegadores de ICMS

Por Gabrielle Pacheco 11/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

Às vésperas da votação pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre criminalizar a conduta reiterada de contribuintes que não pagam ICMS, o governador Eduardo Leite, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, e o procurador-geral de Justiça, Fabiano Dallazen, se reuniram com o ministro Luís Roberto Barroso, relator do recurso apresentado por devedores ao STF. No encontro desta terça-feira (10), em Brasília, os representantes do governo gaúcho destacaram a relevância do tema no atual contexto fiscal do RS.

“Estamos fazendo todo o esforço para viabilizar receitas para o RS. Estamos cobrando devedores, combatendo sonegação, cobrando a dívida ativa, e estamos aqui neste esforço para sensibilizar o Supremo Tribunal Federal no sentido de tornar crime a conduta do devedor contumaz. Será muito importante para que o Estado possa garantir receitas a partir daqueles devedores que não pagam ICMS com regularidade”, destacou Leite. Barroso ouviu os argumentos, embasados por dados da Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria da Fazenda e Ministério Público, que mantêm uma parceria inédita no país para cobrar sonegadores.

“Estamos fazendo todo o esforço para viabilizar receitas para o RS.”

A discussão sobre o assunto teve início com o questionamento feito por devedores que impetraram habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) relacionados a processos pela prática do delito de apropriação indébita tributária. O julgamento no STJ foi realizado em agosto do ano passado. Por seis votos a três, os ministros negaram o pedido de empresários, reafirmando que a prática foi apropriação indébita tributária. A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, conforme o artigo 2º, inciso II, da Lei no 8.137, de 1990.

Em virtude do resultado negativo, os devedores recorreram ao STF e o julgamento em definitivo pelo plenário está marcado para esta quarta-feira, 11. De acordo com a tese defendida pelo RS, juntamente com os demais Estados e o Distrito Federal, e reafirmada em documentos apresentados ao ministro Barroso no âmbito do processo, a decisão do STJ deve ser mantida, consolidando o tema e reconhecendo que o não recolhimento do ICMS, por meses seguidos – chamado de “devedor contumaz” –, é uma conduta intencionalmente ilícita, com dolo de apropriação indébita, causadora de lesão a toda a sociedade, nos termos da Lei Federal 8.137/90.

A partir de um trabalho desenvolvido pela Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg), a PGE-RS enfatiza que, pelo fato de o ICMS não se tratar de custo e nem despesa operacional da empresa, já que onera exclusivamente o consumidor, sendo que a respectiva receita do imposto também não pertence à empresa, seria inegável o dolo deliberado na conduta de cobrar o tributo do consumidor, embutido no preço da mercadoria, e não repassar ao Estado. Salienta, ainda, a ineficácia da execução fiscal como medida única para a recuperação dos créditos tributários e combate à apropriação contumaz de ICMS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/12/2019 0 Comentários 541 Visualizações
Variedades

Frente de Combate à Pirataria terá apoio da Fecomércio

Por Gabrielle Pacheco 09/05/2019
Por Gabrielle Pacheco

Uma reunião com a direção da Fecomércio nesta quarta-feira, em Porto Alegre, marcou o início dos trabalhos da Frente Parlamentar de Combate à Pirataria, Contrabando e ao Descaminho na Assembleia Legislativa.

Coordenado pelo deputado estadual Issur Koch, o grupo de trabalho irá atuar em conjunto com o Comitê de Combate a Informalidade da Fecomércio, que é formado pela Fiergs, Federasul, FCDL, Sindilojas Porto Alegre, Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico (Sindióptica), Procon/RS, Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor, Associação Comercial, Industrial de Novo Hamburgo, entre outras entidades.

Estudo da Assessoria Econômica da Fecomércio indicou que a economia subterrânea – informalidade, pirataria e sonegação -, movimentou 76,48 bilhões no Rio Grande do Sul em 2018. Apenas em Porto Alegre, os valores chegaram a R$ 13,74 bilhões.

“Isso significa uma perda de arrecadação equivalente a R$ 5,66 bilhões aos cofres do Estado, o que corresponde a cerca de 70% do déficit fiscal estadual no ano passado”, ressalta Issur.

O parlamentar pede uma posição mais firme das prefeituras no combate à informalidade é à pirataria. “As administrações municipais precisam atentar para a o problema, especialmente em feiras locais. Nestes eventos, muitas vezes o tênis falsificado está ao lado do estande do município, o que comprova que é preciso a criação de mecanismos que possam coibir esse comércio, e não incentivá-lo”, lembra.  Issur destaca, ainda, os malefícios à saúde. “Tanto o tênis como o óculos pirata representam um sério risco à saúde do consumidor, para citar apenas dois produtos vendidos livremente nas esquinas do País”, define.

A cada ano, falsificações, contrabando e pirataria geram um prejuízo estimado de R$ 145 bilhões ao País em perdas de arrecadação tributária e de faturamento de indústrias legalmente estabelecidas, de acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que reúne empresas de vários setores dispostas a enfrentar as práticas ilegais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/05/2019 0 Comentários 509 Visualizações

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