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Variedades

Sondagem aponta expectativas positivas e desafios para hotéis no RS

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Sondagem de Meios de Hospedagem, realizada com 385 hotéis e estabelecimentos similares de todo o Rio Grande do Sul. As entrevistas ocorreram entre 23 de junho e 13 de julho e avaliaram o perfil do setor, o desempenho recente dos negócios e a adaptação das empresas a mudanças regulatórias, como a implantação da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, a reforma tributária, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e possíveis alterações na legislação trabalhista. O levantamento indica que o setor mantém expectativas de crescimento, mas ainda enfrenta desafios relacionados à sazonalidade, à carga tributária e aos reflexos das enchentes de 2024.

A pesquisa mostra que 75,8% dos meios de hospedagem estão em operação há mais de dez anos. Em média, 62,7% dos hóspedes são gaúchos, 31,2% vêm de outros estados e 6,2% são estrangeiros. O turismo de negócios é a principal fonte de faturamento para 51,2% dos estabelecimentos, refletindo também na ocupação mais intensa durante os dias úteis, cenário apontado por 58,2% dos entrevistados.

Na avaliação financeira, 58% dos empresários classificam a situação da empresa como boa ou muito boa, enquanto 35,8% a consideram regular e 6,2% a avaliam como ruim ou muito ruim. Entre os empreendimentos impactados pelas enchentes de 2024, 34,4% afirmam ter se recuperado totalmente e 19,1% quase totalmente. Para aqueles que ainda enfrentam dificuldades, os principais efeitos são redução do faturamento (52,3%), prejuízo financeiro (45,3%) e perda de clientes (45,3%).

Desempenho e expectativas

Nos últimos seis meses, 49,1% dos empresários avaliaram as vendas como boas, muito boas ou excelentes. Outros 37,1% classificaram o período como regular e 13,8% como ruim. Em relação à ocupação no primeiro semestre de 2026, 47,5% informaram desempenho abaixo das expectativas, 47,8% disseram ter alcançado o resultado esperado e 4,7% registraram desempenho superior ao previsto.

As projeções para os próximos meses permanecem favoráveis. Segundo o levantamento, 56,9% dos empresários esperam crescimento das vendas, enquanto 32,5% projetam estabilidade. Em relação ao quadro de funcionários, 24,2% pretendem ampliar as equipes e 63,4% devem manter o número atual de colaboradores. Além disso, 47,5% dos estabelecimentos planejam investir em infraestrutura, modernização ou sistemas.

Desafios do segmento

A sazonalidade da ocupação aparece como o principal desafio interno para 53% dos entrevistados, seguida pela alta rotatividade de funcionários (26,2%) e pela gestão financeira (16,6%). Entre os fatores externos, a carga tributária lidera as preocupações, citada por 47,5% das empresas. Também foram apontados o aumento dos custos (26,8%), a falta de atrativos na localidade (17,4%) e a concorrência no setor (16,6%).

A pesquisa também avaliou a adaptação das empresas às novas exigências regulatórias. Em relação à Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, 38,7% dos estabelecimentos concluíram a implantação, 28,1% estão em processo de adaptação, 20% ainda não iniciaram a implementação e 13,2% afirmam desconhecer a exigência.

No caso da NR-1, apenas 24,9% das empresas informaram estar totalmente adaptadas ou em estágio avançado de adequação. Outros 31,9% ainda não iniciaram ou estão no começo do processo, enquanto 33,8% disseram não conseguir avaliar ou desconhecer as exigências da norma.

Quanto à reforma tributária, 42,3% dos empresários afirmaram ter realizado todas as adaptações necessárias com facilidade. Já 57,7% relataram dificuldades, não concluíram as adequações ou desconhecem as mudanças necessárias. A pesquisa também analisou possíveis alterações na legislação trabalhista. Para 37,7% dos entrevistados, uma eventual mudança na escala 6×1 teria alto impacto sobre o estabelecimento. Percentual semelhante (36,4%) foi registrado em relação à possibilidade de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Avaliação da Fecomércio-RS

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, afirma que o levantamento demonstra a capacidade de adaptação do setor diante de diferentes desafios. “A pesquisa mostra um setor resiliente, que mantém confiança no crescimento dos negócios, mas que segue enfrentando desafios importantes. Além de questões tradicionais, como a sazonalidade da demanda e a carga tributária, os empresários convivem com um processo intenso de adaptação a novas exigências regulatórias e acompanham discussões sobre mudanças na legislação trabalhista. Nesse contexto, fortalecer a gestão dos negócios torna-se ainda mais relevante para aumentar a capacidade de adaptação das empresas e preservar sua competitividade em um ambiente de constantes mudanças”, expressa Bohn.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 34 Visualizações
Business

Fecomércio-RS divulga primeira sondagem do setor atacadista no estado em 2026

Por Jonathan da Silva 23/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS apresentou os resultados da primeira edição de 2026 da Sondagem do Segmento Atacadista, realizada entre os dias 5 e 24 de março com 385 estabelecimentos no Rio Grande do Sul. O levantamento reúne percepções de gestores sobre o cenário atual do setor, incluindo situação financeira, desempenho de vendas, nível de endividamento e expectativas, com o objetivo de orientar análises sobre o comportamento do mercado atacadista no estado.

De acordo com os dados, 64,2% das empresas entrevistadas têm mais de 10 anos de atividade. Entre os participantes, 46,2% atuam como atacadistas comerciais, revendendo produtos diversos, enquanto 22,6% operam no segmento de alimentos e bebidas. Em relação ao porte, 43,9% são pequenas empresas e 31,7% possuem mais de 10 funcionários.

Situação financeira

Sobre a situação financeira, 47,8% dos entrevistados classificaram o momento como bom ou muito bom, enquanto 40,3% apontaram condição regular e 11,9% indicaram cenário ruim ou muito ruim. O nível de endividamento foi considerado baixo por 53,8% dos gestores, moderado por 30,4%, alto por 12,1% e crítico por 3,8%.

Entre as operações financiadas por crédito comercial, a compra de mercadorias aparece como principal destino, com 74,5%. Já nas operações financeiras, o crédito para capital de giro foi citado por 49,7% dos entrevistados.

Desempenho das vendas

Em relação às vendas nos últimos seis meses, 41,6% classificaram o desempenho como regular, 34,7% como bom, muito bom ou excelente e 23,9% como ruim. Para 58,4% dos participantes, os resultados ficaram abaixo das expectativas, enquanto 37,4% afirmaram que as metas foram atendidas e 4,2% disseram que houve superação.

Entre os principais entraves internos, destacam-se a gestão de equipes, mencionada por 37,1%, a gestão financeira, com 30,9%, e o planejamento estratégico, com 30,6%. No ambiente externo, os principais desafios apontados foram a carga tributária, citada por 68,1%, a dificuldade de contratação de mão de obra, com 29,4%, e o aumento dos custos logísticos no Estado, com 27,8%.

Expectativas e investimentos

Quanto às perspectivas, 47,8% dos entrevistados esperam melhora no cenário, enquanto 19,2% projetam piora. “Apesar das circunstâncias atuais de desaceleração econômica e juros elevados, os atacadistas permanecem otimistas”, afirmou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A sondagem indica ainda que 63,1% das empresas não pretendem ampliar o quadro de funcionários nos próximos meses. Em relação a investimentos, 45,7% dos entrevistados planejam investir no negócio no período de seis meses.

Impactos das enchentes

O levantamento também abordou os efeitos da tragédia climática ocorrida em maio de 2024. Segundo os dados, 59% dos atacadistas relataram ter sido impactados pelas cheias. Entre os entrevistados, 67,8% afirmaram que ainda não estavam plenamente recuperados no momento da pesquisa.

Os principais reflexos apontados foram a redução de faturamento, mencionada por 63%, a perda de clientes, com 53,2%, e dificuldades financeiras, citadas por 33,1% dos participantes.

Foto: Aleksandar Little Wolf/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
23/04/2026 0 Comentários 171 Visualizações
Business

Sondagem da Fiergs aponta queda na produção da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

A produção da indústria no Rio Grande do Sul caiu em junho, influenciada pela baixa demanda interna e pelas altas taxas de juros, segundo a pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Sistema Fiergs. O índice de produção atingiu 45 pontos, abaixo da linha de 50 – que separa crescimento de retração – e da média histórica para o mês, de 46,8 pontos.

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os empresários apontaram que a fraca atividade no mercado doméstico e o elevado custo do crédito continuam sendo os principais entraves para o setor. “O momento é preocupante. As taxas de juros elevadas e a instabilidade nas relações comerciais com os Estados Unidos deixam o setor em alerta”, afirmou o dirigente.

Nível de emprego também cai

O nível de emprego também registrou retração, ficando em 48,9 pontos, embora a queda tenha sido menos acentuada do que a média histórica de 47 pontos para junho. A utilização da capacidade instalada passou de 69% em maio para 70% em junho, mas segue abaixo do considerado normal para o período. Os estoques aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, permanecendo acima do nível planejado pelas empresas, que também relataram insatisfação com a situação financeira e as margens de lucro.

Expectativas são de otimismo moderado

Apesar do cenário considerado negativo, a pesquisa indicou uma leve melhora nas expectativas dos industriais quanto à demanda e ao emprego. A intenção de investir também avançou no mês. O levantamento captou apenas parcialmente os efeitos do anúncio feito em 9 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 50% a produtos brasileiros, já que a coleta de dados foi encerrada no dia 10.

A sondagem

A Sondagem Industrial ouviu 153 indústrias gaúchas, sendo 39 pequenas, 55 médias e 59 grandes. A pesquisa completa está disponível no Observatório da Indústria RS, em observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 323 Visualizações
Business

Fecomércio-RS divulga Sondagem do Segmento de Óticas com influência das cheias

Por Jonathan da Silva 28/11/2024
Por Jonathan da Silva

A Sondagem do Segmento de Óticas realizada pela Fecomércio-RS entre os dias 9 de outubro e 6 de novembro de 2024 revelou que o setor enfrenta desafios significativos no Rio Grande do Sul em função das enchentes que atingiram o estado no início do ano. A pesquisa, que abrangeu 385 estabelecimentos optantes pelo Simples Nacional, mostrou que 65,1% dos entrevistados relataram impactos negativos decorrentes da tragédia climática.

A pesquisa apontou que 62,8% das óticas registraram queda acentuada no faturamento, que em maio alcançou, em média, apenas 49% do valor esperado antes das enchentes. Para lidar com as despesas, 63,6% das empresas utilizaram reservas internas, enquanto 42,5% recorreram às economias dos sócios. Linhas de crédito foram acessadas por 19,9% dos empresários, e 20,3% utilizaram créditos específicos para afetados pelas enchentes. No entanto, apenas 13,8% dos entrevistados conseguiram acessar esse crédito direcionado.

Recuperação parcial

Atualmente, 75,1% dos entrevistados afirmaram que seu faturamento está em níveis próximos ao esperado antes da tragédia, enquanto 10,9% relatam melhora e 14% ainda enfrentam dificuldades. Entre os fatores que dificultam o crescimento das vendas estão o baixo crescimento econômico (57,1%), concorrência informal (28,1%) e formal (27,5%) e a carga tributária (27,3%).

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, avaliou o cenário. “Passados mais de cinco meses, a maior parte do segmento das óticas indica a recuperação do patamar de faturamento. Por mais que seja um resultado positivo, a magnitude do impacto identificado na sondagem e a mobilização de recursos para fazer frente às despesas deixam claro que o desafio não está plenamente superado. Muitas empresas têm empréstimos a pagar e outras precisam recompor seu caixa. As enchentes não substituíram os habituais empecilhos enfrentados pelo setor, como a ameaça da informalidade, apenas adicionaram mais dificuldades ao cenário dos que foram atingidos”, destacou o dirigente.

Expectativas para o futuro

Sobre os próximos seis meses, 58,7% dos entrevistados esperam estabilidade nas vendas, enquanto 28,8% projetam melhora e 12,5% preveem queda. Em relação aos investimentos, 45,5% pretendem realizar aportes nas empresas no período.

Perfil do segmento

A sondagem também traçou um panorama do setor. Mais da metade das empresas opera há pelo menos cinco anos (19% entre 5 e 10 anos, e 32,7% há mais de 10 anos). A maioria atua em apenas um estabelecimento (89,6%), com espaço alugado (92,2%). Mais de 77% do faturamento mensal das óticas provém de artigos ópticos.

A gestão é marcada por controle de vendas e estoques em 94,8% dos negócios, com acompanhamento dos produtos mais vendidos (79%). Além disso, 93,5% utilizam redes sociais para impulsionar vendas, sendo que 67,3% fazem anúncios pagos e 44,2% atuam em marketplaces. Para 53,2% dos entrevistados, mais da metade das vendas ocorre de forma parcelada no cartão de crédito.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/11/2024 0 Comentários 434 Visualizações
Moda e beleza

Fecomércio-RS divulga Sondagem do Segmento de Estéticas

Por Jonathan da Silva 12/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou a Sondagem do Segmento de Estéticas. A pesquisa entrevistou, entre 10 de julho e 13 de agosto, por contato telefônico, 385 proprietários ou gerentes de estabelecimento do ramo de cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza do Rio Grande do Sul, selecionados aleatoriamente. Além de identificar o perfil dos negócios do segmento, que são em sua maioria pequenos, em aspectos de organização financeira, gestão e estratégias, a sondagem aborda o impacto da catástrofe climática gaúcha sobre o segmento e a situação no pós-tragédia, principais destaques da edição.

A sondagem aponta que a grande maioria dos negócios do segmento foi impactada negativamente, 86,2%. Apesar de 6,8% ter reportado danos diretos, o impacto no movimento do setor pelo efeito indireto foi reportado por 82,8%, com faturamento em maio que, em média, não alcançou a metade do esperado para o mês, ficando em 47,5%, também sem se recuperar totalmente em junho, com obtenção de 61,1% do que era esperado. Apenas 13% indicaram que, durante maio, as receitas foram suficientes para pagar todas as despesas. Entre os 86,2% que não tiveram receita suficiente, a utilização de reservas da empresa e dos sócios foram as principais fontes de recursos, citadas por 61,2% e 48,7%, respectivamente.

Outros levantamentos já haviam indicado que o maior impacto sobre o segmento havia sido indireto, derivado do estado de consternação que abateu a população no mês de maio e que se refletiu em perdas muito significativas de faturamento do segmento. Nesse caso, a volta à normalidade já funciona como impulso à retomada, mas fica evidente a necessidade de formação de reservas para lidar com situações de baixa intempestiva da demanda”, comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Até o início de agosto, 49,4% tinham movimento no negócio abaixo ou muito abaixo do pré-tragédia, tanto que, em termos de recuperação financeira, apenas 38,4% avaliaram que já teriam voltado ao patamar anterior a maio, sendo que 27,3% estimavam que a recuperação financeira ocorreria em até três meses e 34,3% vislumbravam retomada posterior (23,1% entre 3 e 6 meses e 11,2% de 6 meses a um ano). Apesar da maior parte dos negócios não estar recuperada do impacto, o olhar do segmento à frente é otimista, com 85,5% esperando melhora nas suas vendas nos próximos seis meses (53,5% esperam que melhore um pouco e 31,9% que melhore muito).

Foto: Anderson Guerra/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2024 0 Comentários 494 Visualizações
Business

Fecomércio-RS lança Sondagem do Segmento Atacadista de 2024

Por Marina Klein Telles 08/04/2024
Por Marina Klein Telles

O tempo de atividade para a maior parte dos estabelecimentos entrevistados (59,9%) é de mais de 10 anos de atuação no mercado. No que se refere a pessoas trabalhando, a maior parcela (50,8%) opera com 1 a 5 trabalhadores. Quanto ao número de estabelecimentos por empresa, mais de três quartos (77,6%) tem apenas um estabelecimento. Em relação às finanças, a maioria (84,4%) indica que há uma clara separação entre finanças da empresa e dos sócios, porém, para 10,5% as finanças se misturam e outros 5,1% não souberam informar. Quanto à frequência com que são analisadas, 22,7% dos entrevistados realizam semestralmente ou em intervalo maior, indicando parcela importante com controle muito superficial sobre as finanças do negócio.

Em relação a vendas, o controle de vendas e de estoques é informatizado para 79,8%, e o acompanhamento contínuo do desempenho das vendas é indicado por 52,6% dos entrevistados; 17,1% realizam de forma esporádica e 0,4% não realizam. Quanto à busca por novos clientes e fornecedores, prevalece a indicação de uma busca ativa tanto para captação clientes (73,0%) quanto para fornecedores (80,1%). Sobre o desempenho das vendas nos últimos seis meses, 49,7% consideram que foi no mínimo bom, enquanto 36,2% consideram regular e 14,0% ruim. Para 60,7%, as vendas atingiram as expectativas, porém para 36,0%  dos entrevistados ficaram aquém do esperado. Dentre os empecilhos, o mais citado foi o baixo crescimento da economia (40,1%) seguido pela forte concorrência (39,3%) e pela carga tributária (30,4%). Sobre a reposição de estoques, prevalece a avaliação de não haver dificuldades.

Quanto às expectativas para os próximos seis meses, os empresários esperam que as vendas se mantenham estáveis (44,4%) ou melhorem (45,7%); apenas 9,9% tem expectativa de piora. Entre os entrevistados, 48,5% espera realizar investimentos na empresa. A pesquisa também questionou a percepção do segmento sofre os efeitos da Reforma Tributária recentemente aprovada no Congresso Nacional, sobre a qual maior parte (63,0%) não soube avaliar; 18,4% considera que seus efeitos serão negativos, 12,8% neutros e apenas 5,9% entendem que serão positivos. “Os anos de 2024 e 2025 serão muito importantes para o desenho do novo sistema tributário sobre o consumo no Brasil pois durante esse períddo iremos aprovar as leis complementares e conhecer toda a regulamentação.  Somente aí seremos capazes de dimensionar, realmente, as transformações e os impactos setoriais derivados da reforma”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomérico-RS. Confira a Sondagem completa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2024 0 Comentários 572 Visualizações
Business

Fecomércio-RS apresenta os resultados da segunda rodada do ano da sondagem de Minimercados

Por Marina Klein Telles 07/11/2023
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS lançou a segunda rodada do ano da pesquisa de Minimercados. Foram realizadas 385 entrevistas em estabelecimentos optantes do Simples Nacional. O período de coleta das informações ocorreu entre 15 de setembro e 5 de outubro de 2023.

No eixo de perfil da pesquisa são encontradas informações a respeito do tempo de atuação, da quantidade de trabalhadores, o número de estabelecimentos e também se o prédio em que a operação é realizada é locado ou do proprietário. A pesquisa revelou que os estabelecimentos, em sua grande maioria, contam com a oferta de setores específicos de frios e laticínios (93,0%), hortifrutigranjeiros (89,9%) e açougue (86,8%), também sendo comum a presença de padaria (68,3%).

A pesquisa traz aspectos financeiros relacionados à organização das finanças do negócio, bem como as relações com instituições financeiras e os fornecedores. Entre os resultados sobre a frequência de análise das finanças, ainda que a maioria realize mensalmente (50,9%) e 4,7% o façam semanalmente, 41,0% não fazem acompanhamento frequente. “O fluxo de caixa é a espinha dorsal de qualquer negócio. Entender as regularidades e sazonalidades, assim como avaliar o resultado operacional e acompanhar o comportamento das finanças de forma frequente, são pontos chave para entender a dinâmica do negócio, suas oscilações, seus pontos críticos e, assim, poder elaborar estratégicas para potencializar suas vendas e evitar desperdícios. Avançar nesse controle é fundamental para buscar bons resultados, em todos os segmentos”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Os dados revelam, ainda, que diante da necessidade de tomar dinheiro emprestado, a maior parte dos entrevistados recorrem a recursos próprios dos sócios (63,4%), tanto que 74,5% relatam não haver endividamento, ou seja, informam não estar usando atualmente nenhuma linha de crédito. Entre os endividados, prevalece uma percepção de endividamento baixo ou controlado.

Relacionado a aspectos de gestão, os dados mostram 58,2% dos estabelecimentos dispõe de controle informatizado de vendas e de estoques; os 41,3% que não fazem esse controle correspondem àqueles que controlam apenas as vendas (22,9%), apenas os estoques (3,1%), ou que não dispõe qualquer controle informatizado (15,3%). Sobre o acompanhamento do desempenho das vendas, 50,4% relatam fazer continuamente e 47,8% de forma esporádica; 1,8% indica não fazer essa avaliação. A sondagem também mostra, em relação à percepção sobre o equilíbrio entre receitas e despesas do negócio, que para 65,5% dos entrevistados os resultados são positivos (receitas maiores que despesas), enquanto 30,9% indicam que as receitas são apenas suficientes para pagar as despesas, mas não há lucro; 2,9% não souberam avaliar e 0,8% indicaram situação de déficit.

Sobre a percepção qualitativa quanto ao desempenho das vendas, 80,8% avaliam como boas as vendas nos últimos 6 meses. Para 7,2% o desempenho foi regular ou ruim, e em 12,2% dos casos foi, pelo menos, muito bom. Para 88,6% dos entrevistados as vendas nesse período atingiram as expectativas, enquanto para 8,6% o realizado superou o que era esperado. Nas questões relacionadas aos empecilhos ao crescimento dos negócios, o alto custo pra manter os estoques foi o mais citado (36,4%) seguido de carga tributária (28,1%) e baixo crescimento econômico (27,3%).

Em termos de expectativas para vendas, a maioria acredita que se mantenham estáveis nos próximos 6 meses (58,2%). Apenas 0,6% esperam piora e 41,3% esperam melhora. Para o desempenho da economia, em 50,9% dos casos se espera estabilidade e apenas 2% creem em piora; 47% espera melhora. Confira a sondagem completa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2023 0 Comentários 445 Visualizações

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