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Variedades

Novo livro de Ana Luiza Panyagua Etchalus propõe soluções para conflitos pós-enchente

Por Jonathan da Silva 06/06/2025
Por Jonathan da Silva

A advogada e mediadora de conflitos Ana Luiza Panyagua Etchalus está lançando o livro “Desastre, e agora? – Reflexões de uma advogada integrativa”, obra que discute os impactos do trauma individual e coletivo após desastres e propõe estratégias para a resolução de conflitos. O lançamento ocorre cerca de um ano após as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, inspiraram o conteúdo da publicação. A autora atuou como voluntária no abrigo emergencial do Grêmio Náutico União, em Porto Alegre, onde iniciou a aplicação de ferramentas de mediação baseadas no Direito Integrativo.

De acordo com Ana Luiza, o projeto de mediação foi implementado já no terceiro dia de sua atuação no abrigo. A proposta buscou prevenir e conter situações de conflito em um ambiente de crise. “Em uma situação de desastre, especialmente no âmbito do abrigo, minha função foi muito mais de acolhimento, escuta e facilitação de diálogos para a contenção de situações conflitivas”, afirma a escritora.

A abordagem adotada se baseia no chamado Direito Integrativo, uma linha de atuação jurídica que envolve acolhimento emocional, escuta ativa e recursos terapêuticos para auxiliar decisões em contextos de alta vulnerabilidade. A autora também é especialista em Psicologia Jurídica e pós-graduanda em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness.

Trauma e reconstrução

O livro analisa como o trauma pode afetar de forma distinta pessoas que passaram por um mesmo evento. “Todo o processo de análise no momento de trauma fica prejudicado porque a emoção e o cérebro estão afetados e, consequentemente, o processo cognitivo também”, explica Ana Luiza.

A autora ressalta que os efeitos das tragédias não se encerram com o fim do evento. “Um desastre tem um início, um meio, mas parece que ele não tem fim. Ele vai sempre estar na memória da comunidade afetada, na nossa memória histórica”, relata a advogada.

Ana Luiza destaca ainda a importância de ações planejadas e de prevenção. “O desastre exige movimento, proatividade e, ao mesmo tempo, cautela, cuidado e muita humildade. Se não extraímos lições, reflexões e se não organizamos a prevenção, corremos o risco de não termos aprendido nenhuma lição”, afirma a escritora.

Apoio psicológico e terapias alternativas

A obra também aborda a importância de apoio psicológico qualificado após desastres, incluindo o uso de práticas como o mindfulness, voltadas ao foco e à atenção plena. Segundo Ana Luiza, muitas vítimas não reconhecem sintomas de trauma e precisam ser informadas sobre os recursos disponíveis. “É fundamental informar e falar abertamente sobre o tema”, afirma a escritora.

A autora desenvolveu o projeto SOS Conflitos RS, iniciativa de apoio em contextos de crise que agora integra a organização internacional Mediators Beyond Borders International (MBBI). A parceria permitiu o desenvolvimento de treinamentos e capacitações para lidar com conflitos em desastres.

Lançamentos e disponibilidade

O livro será lançado em dois eventos em Porto Alegre: um coquetel para convidados e imprensa no dia 17 de junho, no restaurante Baumbach, e uma sessão de autógrafos aberta ao público no dia 1º de julho, às 19h, na Livraria Paisagem, no Shopping Moinhos. “Desastre, e agora?” já está disponível por R$ 60,00 no site da EMais Editora e por R$ 69,00 na Livraria Paisagem.

Quem é Ana Luiza Panyagua Etchalus

Ana Luiza Panyagua Etchalus é advogada graduada pela PUC-RS, mestre em Direito do Comércio Internacional pela Universidade do País Basco (Espanha), especialista em Psicologia Jurídica pela IMED, pós-graduanda em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC do Paraná e mediadora certificada por instituições nacionais e internacionais. É também membro dos Mediators Beyond Borders International.

Foto: Daniele Locatelli/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/06/2025 0 Comentários 707 Visualizações
Cidades

Prefeito de Montenegro busca soluções com Corsan/Aegea para possível estiagem no verão

Por Jonathan da Silva 13/11/2024
Por Jonathan da Silva

O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos), esteve nesta terça-feira (12) na sede da concessionária Aegea, em Porto Alegre, para discutir o planejamento da empresa diante da possível estiagem do verão 2024/2025 e as medidas para evitar desabastecimento de água na cidade. Acompanhado do chefe de Gabinete, Renan Boos, e do gerente de Contratos e Licitações, o prefeito foi recebido pela gerente de Relações Institucionais da Aegea, Cíntia Kovasky, que informou que a companhia conta com um plano de segurança hídrica específico para Montenegro.

Durante o encontro, Zanatta também abordou a questão dos vazamentos na rede de água, especialmente em áreas onde a tubulação é mais antiga, o que tem ocasionado falhas no abastecimento. Em resposta, a Corsan/Aegea informou que os canos antigos na rua Apolinário de Moraes estão sendo substituídos por novos, o que deve melhorar a pressão e garantir o fornecimento de água para os moradores.

O prefeito destacou a importância de manter a colaboração com a concessionária para reduzir o risco de desabastecimento. “Não queremos que falte água na casa dos montenegrinos”, afirmou Zanatta, reiterando a necessidade de diálogo constante com a empresa para encontrar soluções.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/11/2024 0 Comentários 444 Visualizações
Projetos especiais

Mapeamento para desastres climáticos conta com mais de 200 iniciativas

Por Marina Klein Telles 22/05/2024
Por Marina Klein Telles

Mais de 200 iniciativas nacionais e internacionais já foram cadastradas no catálogo de soluções para desastres climáticos no Rio Grande do Sul, disponível no Observatório da Inovação RS, do site da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict). A plataforma foi criada com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre tecnologias que possam auxiliar o governo do Estado na tomada de decisões sobre eventos meteorológicos.

  • Acesse o catálogo de soluções

Atualizado diariamente, o painel ganhou, recentemente, novas funcionalidades que facilitam a leitura e o uso dos dados sobre as tecnologias submetidas. Uma das novidades é a visualização de um mapa que mostra o local de origem de cada uma das soluções inscritas. Nele, é possível identificar que todas as regiões brasileiras enviaram propostas. Também há contribuições dos Estados Unidos e de países da Europa e da Ásia.

“Já temos uma compilação muito significativa de soluções que podem ajudar o Rio Grande do Sul no enfrentamento da crise climática e no processo de reconstrução. Existe uma grande variedade de tecnologias disponibilizadas, abrangendo áreas como infraestrutura e logística, acolhimento e apoio social, coleta e análise de dados – além, é claro, de planejamento urbano e climático. É um grande esforço coletivo em prol de um presente e um futuro melhores”, afirma a secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp.

Uma das soluções internacionais – vinda de Paris, na França – foi apresentada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, com foco em quantificação e cenarização da gestão de resíduos sólidos.

No âmbito nacional, o Instituto Federal Fluminense, do estado do Rio de Janeiro, submeteu um sistema de aproveitamento de águas das chuvas em edificações. Já no cenário gaúcho, uma empresa de Carazinho disponibilizou o Portal SOS RS, que busca conectar pessoas que precisam de ajuda com aqueles que podem ajudar neste momento de desastre meteorológico.

A partir do mapeamento dessas soluções, a Sict está articulando os próximos passos da iniciativa. A ideia é realizar rodadas de conexão para ajudar a disseminar as tecnologias catalogadas, com a participação de municípios afetados.

“Pretendemos fazer uma prévia com municípios que possuam uma legislação avançada, ou que já tenham contratado soluções inovadoras, a fim de aproximar a oferta das soluções com as demandas locais. Nesse modelo, podem ocorrer diferentes formas de contratação, conforme a negociação com cada ofertante”, explica o diretor de Ambientes de Inovação da Sict, Everaldo Daronco.

Como participar

Startups, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e outros interessados podem enviar suas soluções através do preenchimento de um formulário, que tem versões disponíveis em português e inglês. Após o recebimento, a Sict faz uma curadoria das propostas e disponibiliza as soluções no catálogo. Há, também, uma integração com as bases de dados de parceiros.

Os parceiros da Sict nessa iniciativa são a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Reginp), a Associação Gaúcha de Startups (AGS), o GovTech Lab e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae RS).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2024 0 Comentários 533 Visualizações
Projetos especiais

Estado do RS e parceiros mapeiam soluções para enfrentamento de desastres naturais

Por Jonathan da Silva 07/05/2024
Por Jonathan da Silva

Um mapeamento de soluções e projetos desenvolvidos para a prevenção e mitigação de danos resultantes de desastres naturais no estado foi iniciado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict), pela Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Reginp) e pela Associação Gaúcha de Startups (AGS). O foco são as iniciativas promovidas nos ambientes de inovação gaúchos.

Para colocar o catálogo de soluções em prática, a Sict, AGS e Reginp contam com a colaboração de instituições de ensino superior, pesquisadores, empresas, startups, grupos de trabalho, institutos científicos e organizações. Para participar da pesquisa, é necessário responder às perguntas do formulário (link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_Z1EbDMUhlZB1yXWaByJHvsQZFYCbtqg7vG-JR-RjQylCJg/viewform)

As questões têm como objetivo coletar respostas que possam contribuir com mecanismos inteligentes para prevenção e diminuição de danos causados por desastres naturais, especialmente decorrentes do processo de mudança climática. Além disso, as soluções devem ajudar de maneira efetiva no enfrentamento de danos causados nos últimos anos em decorrência das enchentes nas cidades e no meio rural.

O catálogo de soluções vai disponibilizar, de forma padronizada e organizada, as iniciativas oferecidas de forma voluntária, como destacou a titular da Sict, Simone Stülp. “Estamos convocando todo o ecossistema e parceiros para que possamos fornecer informação de qualidade e soluções práticas que possam ser utilizadas pela população gaúcha ou por órgãos governamentais. Estamos atravessando um momento crítico. É hora de fazermos uma grande união para elaborar políticas públicas eficientes e rápidas”, comentou Simone.

Foto: Maurício Tonetto/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/05/2024 0 Comentários 481 Visualizações
Variedades

Governador se reúne com Confederação Nacional das Seguradoras em São Paulo

Por Marcel Vogt 22/09/2023
Por Marcel Vogt

O governador Eduardo Leite participou, nesta quinta-feira (21), de reunião com o conselho diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), em São Paulo, para falar sobre o processo de recuperação econômica das empresas afetadas pelas inundações do início do mês no Vale do Taquari. Durante o encontro, Leite reforçou a importância de que sejam honradas as apólices de seguro das companhias que tiveram perdas durante a enchente.

“Tenho repetido que não podemos aceitar que as pessoas sejam vítimas duas vezes. Elas já sofreram com a tragédia, que causou danos muito grandes, e não podem também ser vítimas de desassistência. Por isso, o governo está em diálogo com as seguradoras, que têm se mostrado sensíveis a essa situação”, afirmou o governador.

Leite apresentou aos executivos um balanço dos estragos causados pelas inundações e as principais ações do governo para mitigar os danos sociais e econômicos para a população. O governador também reforçou o ineditismo e a extensão do evento climático nas instalações de algumas empresas. Um dos pedidos do governo é de que seja dada agilidade aos processos dos empreendimentos afetados por meio do fast track – mecanismo de resposta mais rápida, por parte das seguradoras, após a entrega de documentações dos sinistros.

“Algumas indústrias já tinham enfrentado outros alagamentos ao longo do tempo e já havia uma certa rotina a ser seguida em situações como essa, com remanejo de equipamentos, por exemplo. No entanto, a intensidade da chuva superou em muito qualquer outra inundação. A água chegou onde nunca tinha chegado antes e tapou linhas de produção inteiras”, contou Leite.

Ao longo da reunião, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, e o presidente do Conselho Diretor, Roberto Santos, apresentaram ao governador os detalhes de um projeto de lei que pode auxiliar as vítimas de desastres naturais. A proposta, em tramitação no Congresso, prevê o pagamento obrigatório de seguro por parte dos proprietários de imóveis residenciais em todo o território nacional. O seguro cobriria danos de até R$ 20 mil a partir de inundações, alagamentos ou desmoronamentos.

Além do governador, participaram do encontro o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans.

Foto:  Maurício Tonetto/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2023 0 Comentários 666 Visualizações

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