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Seapi

Variedades

Produção de leite de búfala é discutida no RS

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

Um grupo multidisciplinar se reuniu para discutir formas de ampliar a produção de leite de búfala no Rio Grande do Sul e reduzir a necessidade de abastecimento com matéria-prima de outros estados. O encontro na manhã desta quarta-feira (2) reuniu representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Emater/RS, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação e Desenvolvimento Rural (Seapi) e da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). A proposta é estimular a cadeia produtiva, principalmente em pequenas propriedades, diante da escassez de leite que limita a operação do único frigorífico do estado que atualmente está em funcionamento.

Entre os encaminhamentos do encontro está a proposta de participação de representantes da cadeia de bubalinocultura junto à Câmara Setorial do Leite. A iniciativa poderá resultar na criação de um grupo de trabalho específico para discutir medidas de estímulo à atividade.

O coordenador do Grupo de Estudos em Bubalinocultura (Gebu), professor Diogo Magnabosco, explicou que o objetivo é estruturar a cadeia desde a produção até a comercialização do produto. “Para realmente fomentar o búfalo, ver essa rota do leite para poder chegar na gôndola e poder produzir em maior escala e atender a nossa demanda aqui no Rio Grande do Sul”, relatou Magnabosco. Segundo o coordenador, parte significativa da demanda atual por leite de búfala no estado é atendida por produtos provenientes de outras unidades da federação.

Como está a produção

O Rio Grande do Sul possui dois frigoríficos que processam leite de búfalas, mas apenas um deles está em funcionamento atualmente. Para o coordenador do Gebu, o aumento do número de produtores pode ampliar também a possibilidade de ativação de outros laticínios. “Até pela característica da produção de leite búfala, a gente entende que ele pode ser gerado através de agricultura familiar, em pequena escala, em regiões específicas, até próximas ao local onde a gente tem essa produção”, pontuou Magnabosco.

A avaliação apresentada durante a reunião é de que a expansão da atividade pode ocorrer em propriedades de menor porte, com produção localizada próxima aos estabelecimentos responsáveis pelo processamento.

Capacitação de produtores e estudantes

Outra proposta discutida foi a realização de um trabalho de educação e capacitação voltado a pequenos produtores e estudantes do ensino técnico agrícola. A intenção é apresentar características da criação de búfalos e possibilidades de inserção da atividade nas propriedades rurais.

Magnabosco destacou aspectos sanitários e de manejo relacionados aos animais. “É um animal que exige menos na parte sanitária, os desafios sanitários são menores, resistente, em parte, ao carrapato, não tem tanto problema quanto isso, pela característica do próprio animal, pela forma como que ele vai buscar se termorregular, usa muito a água, tem um couro mais espesso, então, esse que é um problema grande no estado, ele consegue ser suprido, a gente vê, por exemplo, um problema menor com mastite, então a parte sanitária é uma parte bem interessante, isso gera um animal que consegue ser eficiente, resistente a alguns problemas mas ainda produzir um produto que consegue ter valor no mercado”, detalhou o coordenador.

De acordo com o professor, essas características podem ser consideradas na apresentação da bubalinocultura a agricultores familiares e alunos de escolas agrícolas.

Produção de mozzarella

O leite de búfala também foi apontado durante o encontro como uma matéria-prima com características favoráveis à produção de mozzarella de búfala. Magnabosco ressaltou que o produto apresenta maior rendimento na fabricação da mozzarella e que o processo de produção é mais simples.

Segundo o coordenador do Gebu, a mozzarella de búfala possui inserção em um mercado que inclui o fornecimento para restaurantes, o que representa uma possibilidade de comercialização para a produção estadual.

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 47 Visualizações
Variedades

Fenasul Expoleite 2027 é pré-lançada durante a Expointer

Por Jonathan da Silva 31/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável (Seapi) e Irrigação realizaram o pré-lançamento da 20ª Fenasul e 47ª Expoleite neste sábado (29), durante o primeiro dia da Expointer 2026. A próxima edição do evento pré-lançado está marcada para ocorrer de 12 a 16 de maio de 2027, também no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A programação terá como proposta ampliar a participação para outras raças e segmentos, mantendo um formato mais curto e com menor custo de participação para os expositores.

O encontro reuniu autoridades, criadores e representantes das entidades envolvidas na organização na casa da Gadolando, localizada no Pavilhão do Gado Leiteiro do Parque de Exposições Assis Brasil.

O presidente da Gadolando e da Febrac, Marcos Tang, destacou que a Expoleite possui apenas duas edições a menos que a Expointer e, segundo ele, uma edição deixou de ser realizada por questões climáticas e outra devido a restrições fitossanitárias. “Nós queremos deixar bem claro que ela, embora tenha nascido Expoleite, hoje ela é Fenasul, até para ser mais agradável, para que mais raças possam se agregar, como as equinas. Tivemos a Fenovinos junto neste ano. As leiteiras já têm um gosto especial por essa feira, pois ela é mais curta, mais enxuta, e portanto com menos de investimento, gasto com o evento”, afirmou Tang.

Formato da feira

De acordo com a organização, o formato mais enxuto da Fenasul Expoleite contribui para a participação de criadores e para a presença de um número de animais superior ao registrado na própria Expointer. A feira também busca ampliar a participação de diferentes raças e segmentos.

A edição de 2026 contou com a participação da Fenovinos junto à programação, enquanto as raças leiteiras mantêm presença no evento.

Participação de autoridades

Marcos Tang também destacou a presença de criadores, autoridades e co-promotores no pré-lançamento. Segundo o presidente da Gadolando e da Febrac, a casa da entidade ficou cheia de representantes que colaboram com a realização da Fenasul Expoleite. Participaram do encontro o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação e Desenvolvimento Rural, Márcio Madalena; o presidente da Farsul, Domingos Lopes Velho; o presidente da Fetag, Eugênio Zanetti; a vice-presidente da Febrac, Desireé Möller; e o prefeito de Esteio, Felipe Costella (PL).

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2026 0 Comentários 69 Visualizações
Variedades

Fenovinos será realizada junto à Fenasul Expoleite em Esteio no mês de maio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

A 38ª Feira Nacional de Ovinos (Fenovinos) será realizada de 13 a 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, integrada à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a feira ocorrerá de forma conjunta com outros segmentos da pecuária, reunindo cadeias de corte, leite e ovinocultura em um mesmo ambiente, com foco na apresentação de animais, avaliação genética e ampliação da participação de criadores.

A mudança no formato insere a Fenovinos em uma programação unificada com outras feiras do setor, conectando diferentes cadeias produtivas e ampliando a exposição de animais e da genética. A proposta, segundo a organização, busca reposicionar o evento no calendário da pecuária e concentrar atividades em uma única agenda.

Integração entre cadeias

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Ferreira Gressler, a realização conjunta com a Fenasul Expoleite tem como objetivo ampliar a visibilidade da ovinocultura. “A ovinocultura estará inserida neste encontro das cadeias pecuárias, o que amplia a visibilidade e favorece a participação dos criadores”, afirma Gressler.

O dirigente também destacou a expectativa de participação na exposição. “Esperamos um número significativo de ovinos na exposição para mostrar a qualidade genética das raças”, projeta Gressler.

Organização do evento

A Fenasul Expoleite é promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e pela Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), com copromoção da Febrac, Farsul, Fetag e Prefeitura Municipal de Esteio. A programação completa do evento deve ser divulgada pelas entidades organizadoras nas próximas semanas.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 201 Visualizações
Variedades

Febrac aponta que rastreabilidade bovina pode ampliar acesso a mercados internacionais

Por Jonathan da Silva 23/03/2026
Por Jonathan da Silva

A rastreabilidade bovina deve ganhar peso nas exigências do mercado internacional para a carne brasileira, segundo avaliação da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A entidade acompanha um projeto em andamento no Rio Grande do Sul, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que busca ampliar o controle dos rebanhos. A medida tem como objetivo atender a critérios sanitários, garantir transparência na cadeia produtiva e facilitar o acesso a novos mercados compradores.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a demanda por rastreabilidade já é uma realidade em alguns países importadores. “Eles estão vendo com muito bons olhos todo esse projeto que está sendo desenvolvido aqui pelo estado do Rio Grande do Sul, uma parceria da Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também faz parte, e vem apoiando bastante todo esse movimento”, destaca Martins.

Segundo a entidade, compradores internacionais têm valorizado sistemas que permitem acompanhar a origem e o histórico dos animais, direcionando a demanda para produtores que adotam esse padrão.

Como funciona o sistema

A rastreabilidade bovina consiste na identificação individual dos animais e no registro de informações ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o nascimento até o abate. Entre os dados monitorados estão origem, vacinação, alimentação e movimentações. O sistema é apontado pelo setor como ferramenta para controle sanitário e segurança alimentar, além de permitir respostas mais rápidas em situações de surtos sanitários.

Desafios para adoção

Apesar do avanço, a implementação ainda enfrenta dificuldades, principalmente entre pequenos e médios produtores. Entre os principais entraves estão os custos de adaptação e o uso de tecnologias necessárias para o controle dos dados.

Mesmo assim, a Febrac avalia que a rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. “A rastreabilidade está diretamente relacionada hoje não só com a biosseguridade, mas também com a garantia da segurança alimentar e sanitária da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins.

Projeto no Rio Grande do Sul

A entidade acompanha a execução de um projeto piloto no estado, desenvolvido pela Seapi em alguns rebanhos. A iniciativa busca ampliar o alcance da rastreabilidade e preparar os produtores para atender às exigências internacionais. “Inclusive apoiamos de maneira bastante importante um projeto piloto que já está em desenvolvimento por parte da Secretaria em alguns rebanhos no Rio Grande do Sul”, conclui Martins.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/03/2026 0 Comentários 310 Visualizações
Variedades

Principal demanda dos setores de trigo e soja é a recuperação do solo

Por Marina Klein Telles 28/05/2024
Por Marina Klein Telles

Perdas pontuais de safra, degradação do solo e bloqueios das rodovias são os principais impactos causados pelas fortes chuvas de maio às cadeias produtivas de trigo e soja do Rio Grande do Sul. Essa é a avaliação de entidades representativas dos dois setores apresentada durante reunião conjunta das câmaras setoriais, promovida na segunda-feira (27), de forma remota, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

A colheita da soja já estava se aproximando da conclusão, quando ocorreram as enchentes, que provocaram perdas no fim da safra. “No total do Estado, a perda não vai parecer significativa. Mas estamos falando de vários produtores que perderam tudo, 100% da safra. Então, é preciso cuidado ao observar esses dados. Não dá para tratar de forma igual os diferentes”, pontuou o assistente técnico em culturas da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), Alencar Rugeri.

Mesmo com a safra colhida e armazenada, outro problema trazido pelas enchentes preocupa o setor: o escoamento da produção, já que a malha rodoviária precisa ser recuperada em vários pontos do Estado. “O desafio atual será tirar o grão dos armazéns e fazê-lo chegar ao Porto do Rio Grande”, avaliou o coordenador da Câmara Setorial da Soja, Nereo Starlick.

Para o trigo, que está em período de semeadura, as chuvas trouxeram como consequência a degradação do solo cultivável. “Desde as chuvas de setembro e de novembro do ano passado que estamos com uma erosão absurda no sol. Já plantamos soja com dificuldade extrema. Agora, então, piorou. O produtor ainda terá que lidar com a recuperação da fertilidade do solo”, explicou o diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim.

As estimativas da produção de trigo para a próxima safra, por causa da escassez de sementes, já registravam uma queda, em comparação com a área cultivada no ano passado, que chegou a 1,5 milhão de hectares.

Entre os encaminhamentos das câmaras setoriais para as reuniões das Câmaras Nacionais do Trigo e da Soja estão: requisição de linhas de crédito específicas para reconstrução a produtores rurais que perderam tudo; linhas de crédito para recuperação de áreas degradadas; prorrogação da Resolução 5.123 do Conselho Monetário Nacional, que renegocia parcelas de operações de crédito rural de investimento, além da inclusão de outras culturas, como as de frutas, de arroz e de trigo; recuperação das rodovias federais no RS, para não haver problemas no escoamento da produção agrícola.

Participaram da reunião representantes dos seguintes órgãos e entidades: secretarias da Fazenda e de Desenvolvimento Econômico, Badesul, Banrisul, BRDE, Banco do Brasil, Companhia Nacional de Abastecimento, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Emater/RS-Ascar, Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul, Sindicato da Indústria do Trigo, Bolsa Brasileira de Mercadorias, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul e Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2024 0 Comentários 476 Visualizações
Cidades

Estado disponibiliza R$ 40 milhões em horas-máquina para municípios

Por Marina Klein Telles 23/05/2024
Por Marina Klein Telles

Para ajudar na desobstrução e reconstrução de estradas e áreas rurais mais afetadas pelas chuvas, o governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), está destinando R$ 40 milhões em horas-máquinas para os 78 municípios em situação de calamidade pública. Cada cidade receberá R$ 500 mil em horas-máquinas para a utilização de equipamentos – como caminhões, escavadeiras, motoniveladoras e rolo compactador.

Os recursos auxiliam na limpeza de estradas vicinais; no desassoreamento de rios, arroios e riachos; e na reconstrução de cabeceiras de pontes. A liberação do recurso por meio da Seapi é possível porque o Estado possui contrato vigente para horas-máquinas, que acompanham operador e combustível. Além disso, o governo auxiliará as municipalidades com a elaboração do plano de trabalho.

“Esses recursos são extremamente necessários para a reestruturação dos municípios, principalmente para a liberação de acessos a zonas rurais. A Secretaria da Agricultura vai auxiliar com a documentação para dar mais celeridade ao processo”, afirmou o titular da Seapi, Giovani Feltes.

Os municípios que precisam, por exemplo, de um kit com um caminhão caçamba, uma escavadeira, uma motoniveladora, uma retroescavadeira e um rolo compactador conseguem manter as máquinas por 40 dias no município com o valor de R$ 500 mil. Já um kit com dois caminhões caçambas, uma retroescavadeira e uma motoniveladora atua por quase 56 dias no município com o mesmo valor. O kit de máquinas é montado de acordo com a necessidade de cada local.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 480 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

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