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saúde mental

Saúde

Estação Novo Hamburgo da Trensurb recebe ação em prol da saúde mental

Por Marina Klein Telles 10/03/2023
Por Marina Klein Telles

Neste sábado (11), das 10h às 12h, a Estação Novo Hamburgo da Trensurb recebe a ação Vida sobre Trilhos, do projeto Help, focada em saúde mental e valorização da vida. Ação é feita por voluntários, a parceria com a Trensurb teve início em outubro do ano passado, alcançando, desde então, milhares de usuários do metrô nos seis municípios atendidos pela linha do trem.

Voluntários do projeto irão distribuir mensagens motivacionais aos usuários do metrô e oferecer um local de escuta qualificada, o chamado “Cantinho do Desabafo”, onde ficam à disposição para ouvir e conversar com quem esteja necessitando de apoio emocional. Além disso, eles promovem dinâmicas interativas diversas buscando incentivar que o público alcançado pela ação alcance suas próprias histórias de superação. O projeto disponibiliza ainda o acompanhamento das pessoas atendidas por parte dos voluntários e conta também com atendimento por telefone, por meio do número nacional (11) 4200-0034.

Conforme a coordenação do projeto Help no estado, a cada 40 segundos uma pessoa, no mundo, tira a própria vida. E o Rio Grande do Sul, historicamente, é o estado com a maior taxa de suicídio do Brasil, que chega a 12,4 mortes a cada 100 mil habitantes. 

Os participantes do projeto são, em geral, pessoas que já venceram esses problemas, muitas vezes vistos como tabu na sociedade. Os voluntários do Help prestam serviços à comunidade, ao conscientizar sobre a saúde mental e valorização da vida e também amparar aquelas pessoas que lidam com ansiedade, depressão, síndrome do pânico, desejos de suicídio, entre outros.

Serviço

Evento: Ação em prol da saúde mental

Data: 11 de março 2023

Horário: 10 às 12 horas

Local: Estação Trensurb Novo Hamburgo

10/03/2023 0 Comentários 778 Visualizações
Saúde

Entra em operação nova unidade de atendimento de saúde mental no Hospital Sapiranga

Por Felipe Schwartzhaupt 07/03/2023
Por Felipe Schwartzhaupt

A saúde mental tornou-se uma importante matéria nos cuidados com a saúde. Atento a essa realidade, o Hospital Sapiranga colocou em funcionamento um novo espaço com capacidade para 15 leitos voltados ao tratamento de pacientes com problemas relacionados à Saúde Mental e vai atender SUS, convênios e particulares.

“Já vínhamos trabalhando com pacientes sob cuidados com a saúde mental desde 2015 em 10 leitos SUS, mas não havia uma unidade exclusiva. Além de passar a ter leitos também em convênios e privados que era uma demanda importante da região, vai atender em um ambiente restrito e sob cuidados de uma equipe multidisciplinar que vai dedicar atenção ao paciente”, afirmou a diretora do Hospital Sapiranga, Elita Herrmann.

O ambiente foi batizado de Ala Safiras, uma escolha que foi feita através de levantamento realizado junto a equipe de colaboradores do Hospital Sapiranga. O presidente do Hospital Sapiranga, João Edmar Wolff junto com a equipe de colaboradores descerrou a fita inaugural na tarde de sexta-feira (03/03) e a transferência dos pacientes para o novo espaço ocorrerá já na segunda-feira (06/03). A ocupação de leitos SUS seguirá as normas de regulação de leitos respeitando a capacidade de ocupação.

Terapias especiais

O paciente da saúde mental precisa de carinho, atenção e afeto. O trabalho de sucesso desenvolvido já no Hospital Sapiranga será colocado em prática com os pacientes no novo espaço usando a arteterapia e a zooterapia. As ações, organizadas pela equipe de Saúde Mental do Hospital Sapiranga estavam paradas na pandemia, mas começaram a ser retomadas agora.

“A técnica acontece já há nove anos e a base teórica do trabalho é a psicologia e o instrumento de trabalho é a arte. Nos possibilita explorar a imaginação criativa do paciente e auxilia muito na diminuição do estresse e ansiedade. Consegue promover um equilíbrio emocional e trabalhar a auto-estima de cada um”, explicou a arteterapeuta, Rejane Lopes.

Dentro desse trabalho, a inovação foi a inclusão de animais que resultou em um resultado excelente para os pacientes através de dois mascotes: a cachorrinha Akira e a égua Sereia

“Esse trabalho auxilia na afetividade. São pacientes que precisam de contato, afeto e carinho. Ajuda na construção do vínculo do paciente com o terapeuta e vimos resultados ótimos para a autoestima. O animal não ignora ninguém, é querido com todas as pessoas e quando o paciente percebe que é gostado faz com que melhore a autoestima reduzindo a ansiedade e melhorando outros aspectos como déficit de atenção, memória e raciocínio.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/03/2023 0 Comentários 830 Visualizações
Saúde

Proteína pode auxiliar no tratamento da depressão e na melhora da memória em idosos

Por Gabrielle Pacheco 03/02/2023
Por Gabrielle Pacheco

A depressão atinge cerca de 20% da população em algum momento da vida, tornando-se crônica e recorrente em um terço dos casos. Além disso, é considerada um dos fatores de risco para a perda de memória e a demência em idosos. Nesse contexto, encontrar um mecanismo que tenha efeito antidepressivo e promova a melhora cognitiva é de fundamental importância.

(…) pode ser utilizado para gerar uma nova família de antidepressivos e agentes para melhora da memória, e (…) pode auxiliar no diagnóstico da depressão.

Foi essa resposta que pesquisadores do Brasil, da França e do Canadá buscaram ao testar o efeito da administração sistêmica de fator de diferenciação de crescimento 11 (GDF11) em camundongos idosos. O resultado revelou que houve melhora na memória e na depressão e alívio no envelhecimento acelerado do cérebro.

A proteína já era conhecida por retardar o envelhecimento no coração e ter ação antioxidante, anti-inflamatória e regenerativa, mas essa foi a primeira vez que se demonstrou o efeito antidepressivo do GDF11 mediado pela autofagia (processo de limpeza de elementos tóxicos) em neurônios, levando o estudo inédito a ser publicado na revista científica Nature Aging, uma das mais importantes da ciência mundial.

“Com essa descoberta, o GDF11 pode ser utilizado para gerar uma nova família de antidepressivos e agentes para melhora da memória, e a medição de seus níveis no sangue pode auxiliar no diagnóstico da depressão”, avalia Flávio Kapczinski, professor de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e um dos autores da pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Pasteur (França) e a McMaster University (Canadá), reunindo pesquisadores de diferentes instituições dos três países.

Kapczinski explica ainda que foi verificado que em jovens com depressão o nível de GDF11 é reduzido. “É possível que um envelhecimento acelerado comece mesmo em jovens com depressão”, relata o pesquisador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/02/2023 0 Comentários 680 Visualizações
Business

UTC Brasil cria grupo para cuidar da saúde mental dos colaboradores

Por Amanda Krohn 02/02/2023
Por Amanda Krohn

A UTC Brasil, empresa de Santa Cruz do Sul, criou a Brigada Psicossocial Escuta do Bem, que consiste em um grupo capacitado para escutar os funcionários quando eles estiverem em situação de crise ou alguma dificuldade que impacte na sua saúde mental e emocional. A iniciativa, lançada nas atividades relacionadas ao Janeiro Branco, dedicado à saúde mental, vai se estender ao longo de todo o ano, destinada a funcionários temporários ou permanentes. O objetivo da ação é garantir o melhor ambiente de trabalho para os colaboradores.

A ação foi organizada pela área de saúde da UTC Brasil, incluindo Recursos Humanos e Ambulatório, sob a responsabilidade da psicóloga organizacional, Sheila Ertel, e da técnica de Enfermagem no Trabalho, Fernanda Moraes Hermes. Além delas, outros 15 colaboradores da empresa vão atuar nos atendimentos aos colegas. São eles: Betina Ines Fritzen, Carlos Eduardo da Silva, Cleidi Ines da Silveira Funk, Denise Puhl, Diego Silveira, Fábio Luis Konzen, Gabriele Overbeck Hochscheidt, Gustavo Greiner de Azevedo, Jefferson Arriel de Souza, Katia Paula Pacheco, Leonel Augusto Dettenborn, Paulo Roberto Toillier, Radames Ricardo Alves, Ricardo John da Silva e Vanessa Weber.

Todos os colaboradores foram capacitados pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) para a escuta. “Para que haja o atendimento, será necessário o interesse do funcionário em buscar a ajuda”, destaca a gerente de RH, Rosiane Dullius. Todas as informações repassadas na conversa – em sala dentro da empresa escolhida pelo profissional capacitado – serão mantidas em total sigilo. “A Escuta do Bem tem o propósito de ouvir e ser um ponto de apoio para os colaboradores que estejam passando por momentos difíceis, que impactem na sua saúde e nas suas atividades”, completa.

O Janeiro Branco é um movimento dedicado aos cuidados com a Saúde Mental. O objetivo é chamar a atenção de toda a humanidade para as necessidades relacionadas ao tema. O mês de janeiro foi escolhido por ser o primeiro do ano, e assim inspirar as pessoas a fazerem reflexões acerca das suas vidas, projetando e desenhando expectativas para o restante do ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/02/2023 0 Comentários 716 Visualizações
Saúde

Hospital Sapiranga participa de campanha a respeito da saúde mental no mês de janeiro

Por Amanda Krohn 13/01/2023
Por Amanda Krohn

A campanha do Janeiro Branco tem como tema, em 2023, A vida pede equilíbrio. O Hospital Sapiranga participa do movimento social que tem como objetivo chamar a atenção dos indivíduos, das instituições, das sociedades e das autoridades para as necessidades relacionadas à Saúde Mental dos seres humanos. A psicóloga do Hospital Sapiranga, Viviana Blume, salienta algumas atitudes importantes.

“Primeiro, precisamos reconhecer nossas potencialidades e fragilidades. Com isso, vamos investir mais tempo com coisas e pessoas que nos fazem bem como ouvir uma boa música, fazer caminhadas, praticar exercícios físicos e ter mais tempo para familiares e amigos”, afirma. Uma dica de ouro é respeitar e amar quem nós somos praticando o autocuidado. “Devemos sempre prestar atenção ao que sentimos, ao que queremos e ao que precisamos. Olhar para si é um sinal de amor. Por isso não esqueça: a vida pede equilíbrio. Cuide da sua saúde mental e emocional o ano inteiro, começando agora por janeiro” finaliza Viviana.

A escolha do mês de janeiro não é por acaso. Por ser o primeiro mês do ano, inspira as pessoas a fazerem reflexões acerca das suas vidas, das suas relações, dos sentidos que possuem, dos passados que viveram e dos objetivos que desejam alcançar no ano que se inicia. Janeiro é uma espécie de portal entre ciclos que se fecham e ciclos que se abrem nas vidas de todos nós. A cor branca foi escolhida por, simbolicamente, representar “folhas ou telas em branco” sobre as quais podemos projetar, escrever ou desenhar expectativas, desejos, histórias ou mudanças com as quais sonhamos e as quais desejamos concretizar.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2023 0 Comentários 711 Visualizações
Cidades

2ª Edição da Caminhada Janeiro Branco pede atenção à saúde mental

Por Amanda Krohn 10/01/2023
Por Amanda Krohn

A 2ª Edição da Caminhada Janeiro Branco ocorreu neste domingo (8), em Porto Alegre. O objetivo da ação é promover o diálogo sobre saúde mental e construir ações que ajudam a dar mais qualidade de vida para as pessoas. A temática desse ano foi O mundo pede saúde mental, visando fazer um apelo para que as pessoas prestem atenção ao tema que sempre foi importante, mas ganhou ainda mais relevância no cenário da pandemia. A II Caminhada do Janeiro Branco, mês de promoção a saúde mental, foi promovida pelo Gabinete da Vereadora Psicóloga Tanise Sabino em parceria com o Gabinete do Deputado Elizandro Sabino.

O presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), afirma que a campanha tem um papel essencial no tocante à conscientização. “Apoiamos essa importantíssima causa de saúde. O Janeiro Branco, no primeiro mês do ano, não é ao acaso. É um período de reflexão em que repensamos nossa vida e nossa existência”, afirmou. “Por isso, estamos aqui para ajudar a conscientizar a população e os governantes sobre a importância da saúde mental na nossa vida”, acrescentou. Em sua fala, o presidente da Amrigs lembrou também que, ligado ao tema, estão pautas relevantes como o abuso de drogas, a prevenção do suicídio e a regulação de leitos em saúde mental.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, participou do ato e salientou a importância do tema. “Queremos, antes de mais nada, parabenizar a Amrigs, que é uma grande parceira da cidade. O caminho em todas as áreas é a conscientização. Precisamos cuidar do corpo, da mente e de si próprio”, salientou. “A pandemia trouxe problemas econômicos, sim, mas também deixou muitas pessoas com problemas na saúde mental. O despertar é janeiro, mas o cuidado deve seguir o ano todo. É assim que faremos uma vida melhor e uma cidade melhor”, continuou.

A concentração ocorreu no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha. Do local, o grupo saiu por volta das 10h em caminhada até a avenida Osvaldo Aranha. No caminho, os voluntários conversaram com a população sobre a importância de observar e cuidar da saúde mental. De acordo com o secretário adjunto da Saúde de Porto Alegre, Richard Dias, é necessário que as pessoas aprendam cada vez mais sobre saúde mental. “Além de fortalecer a rede de saúde mental contamos com pontos específicos de atendimento à população. É preciso conseguir que a população cada vez mais se conscientize e nós, que somos do governo, possamos estrutura os serviços para essa finalidade” explicou.

Pontos de urgência e emergência em saúde mental:

Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS)
R. Prof. Manoel Lobato, 151 ( Atendimento 24 horas ).

Plantão de Emergência em Saúde Mental IAPI 
R. Três de Abril, 90 – Passo d’Areia (Atendimento 24 horas).

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/01/2023 0 Comentários 872 Visualizações
Cidades

Montenegro realiza atividades de prevenção ao suicídio

Por Amanda Krohn 22/09/2022
Por Amanda Krohn

Na manhã desta quarta-feira (21), duas atividades marcaram a abertura de uma programação especial dedicada ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção e ao combate às mortes autoinfligidas. A coordenação é do Serviço de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, com apoio do Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva (Numesc). Uma caminhada no centro de Montenegro reuniu a equipe que trabalha com a saúde mental na rede pública e alguns dos pacientes atendidos. A chegada foi na Praça Rui Barbosa, onde ocorreu uma roda de conversa com os psicólogos Guilherme Mânica, Alessandra Maciel e Raquel Rieger. O prefeito Gustavo Zanatta também participou da atividade.

De acordo com a coordenadora da saúde mental na rede pública de Montenegro, Aline Massena da Silva, é sempre importante estar atento à saúde mental das pessoas próximas. “Precisamos cuidar de nós mesmos e ficar atentos aos amigos, parentes. A rede pública tem um acompanhamento muito qualificado e é preciso tratar questões de transtorno mental”, avalia Aline. Na parte da tarde, a caminhada foi no bairro Timbaúva, com chegada no Telecentro. A programação continua nesta quinta-feira (22).

Serviço

O quê: Seminário de Prevenção e Combate ao Suicídio

Onde: no Espaço Braskem, na Estação da Cultura – R. Osvaldo Aranha, 1246, Centro, Montenegro

Quando: das 8h30 às 12h e das 13h30 às 15h;

– 8h30: Credenciamento

– 9h: abertura do seminário

– 9h30: palestra – Perspectivas coletivas de cuidado em saúde mental: sobre riscos, viver e morrer, com a psicóloga Jéssica Prudente

– 10h30: mesa redonda com profissionais da rede de apoio de atenção psicossocial

– 12h: intervalo

– 13h30: palestra com a pediatra e psicoterapeuta Ariadene Beatriz Porciúncula

As rodas de conversa ocorreram com a presença dos psicólogos Guilherme Mânica, Alessandra Maciel e Raquel Rieger

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2022 0 Comentários 757 Visualizações
Saúde

HU realiza sensibilização alusiva ao Setembro Amarelo

Por Amanda Krohn 05/09/2022
Por Amanda Krohn

Com 30 leitos disponíveis para internações, 22 na Unidade de Saúde Mental Adulto e 8 na Unidade InfantoJuvenil, o Hospital Universitário de Canoas (HU) prepara uma sensibilização para o Setembro Amarelo: mês que marca a campanha de prevenção ao suicídio. Ações de acolhimento para funcionários e familiares de pacientes, entrega do laço amarelo símbolo do mês, divulgação da rede de apoio e serviços dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), divulgação de mensagens motivacionais, sessões de cinema e a confecção de trabalhos artesanais com símbolos alusivos à saúde mental, estão entre as atividades previstas pela equipe multiprofissional.

“As pessoas acreditam que estão sozinhas quando pensam no suícidio. O nosso trabalho é justamente mostrar que a saúde mental de todos importa para nós, que existe outra saída”, destaca a médica Kadane Nassif, que atua no HU desde 2019. Ela ainda salienta que é preciso desmistificar que falar de suicídio incentivaria novos casos. “Sabe-se que o suicídio mata mais que infarto e leucemia, por exemplo. Então, é necessário falar sobre o assunto, aprender a identificar sinais de alerta e prevenir as doenças mentais”.

Frases motivacionais como: queremos te ouvir, nos fale mais sobre esse assunto, entre outras, poderão ser conferidas na campanha do Setembro Amarelo do HU para alertar todos que trabalham e circulam pelo hospital. Em 2021, por exemplo, o Hospital Universitário registrou um total de 314 internações nos setores de Saúde Mental, sendo 241 atendimentos na Unidade Adulta e 73 na Unidade Infantojuvenil. Entre os casos, estão pacientes que apresentam dependência química, esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e tentativa de suicídio.

Em Canoas, além dos pacientes encaminhados para as Unidades de Saúde Mental no HU, os cidadãos contam com uma rede de apoio psicossocial: CAPS Recanto dos Girassóis (Rua Frederico Guilherme Ludwig, 182, Centro) e telefone: 3076.9744; CAPS Travessia AD (Avenida Guilherme Schell, 6250, Centro) e telefone: 3076.9742; CAPS Novos Tempos (Rua São Caetano, 102, Marechal Rondon) e telefone: 3076.9741; CAPS Amanhecer D (Rua Quinze de Novembro, 82, Nossa Senhora das Graças) e telefone: 3076.9743; Arco-Irís, Infantil (Rua Major Ernesto Wittrock, 51,Centro) e telefone: 3199.1525, e o CERTEA (Rua Araçá, 74, Centro) e telefone: 3199.1756.

Setembro Amarelo

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza, em território nacional, o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo. Em 2022, o lema é “A vida é a melhor escolha!”.

De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar, segundo a OMS. Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.

Pessoas que precisem de ajuda podem acessar o serviço do CVV – Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Basta discar 188.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/09/2022 0 Comentários 538 Visualizações
Saúde

Trensurb recebe ação em prol da saúde mental

Por Ester Ellwanger 03/06/2022
Por Ester Ellwanger

Na tarde de 31 de maio, as estações da Trensurb receberam uma ação que foi parte da Semana da Luta Antimanicomial, alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. As atividades no metrô estavam previstas originalmente para essa data, porém, devido às condições climáticas, foram adiadas.

Realizada nas estações Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia, Esteio e Canoas, a ação contou com intervenções artísticas do grupo Nau da Liberdade – formado por usuários, estudantes e trabalhadores da rede de atenção psicossocial (RAPS) –, acompanhados do músico e psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Sapucaia do Sul, Giordano Dias. Em cada estação, esteve presente um grupo de trabalhadores e usuários de serviços de saúde mental de cada município.

As atividades foram organizadas pelo Coletivo de Trabalhadores, Usuários e Gestores da RAPS dos Municípios da Linha do Trem, com apoio da Unisinos e das prefeituras municipais. Além da ação no metrô, a Semana da Luta Antimanicomial contou com diversas atividades nos municípios integrantes do Coletivo, como jogos de futebol, visitas aos serviços de saúde mental, palestras e exposição de arte.

Segundo a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Leopoldo, Cristina Cannas, a articulação coletiva dos municípios surgiu em meio às dificuldades impostas à rede de atendimento em saúde mental em virtude da pandemia. “Resolvemos fazer essa intervenção coletiva para nos reunirmos, pensarmos juntos sobre como dar conta desse agravamento e como festejar esse 18 de maio como um momento de reencontro para qualificarmos nossas redes”. Segundo ela, “a linha do trem é o elo que conecta esses municípios”.

Psicóloga e professora da Unisinos, Cristiane Knijnik participou do processo de construção da Semana da Luta Antimanicomial. Segundo ela, o 18 de maio é a data em que se reafirma “a possibilidade das pessoas em sofrimento psíquico serem cuidadas em liberdade e não serem trancafiadas em manicômios e hospitais psiquiátricos”. Cristiane afirma que “a importância dessa ação no trem era para que os passageiros e as pessoas que estavam nas estações pudessem encontrar com a loucura através da arte e não através da doença ou da exclusão”. Sobre a atuação do Coletivo que organizou as atividades, a psicóloga declara ainda: “Pela primeira vez, pudemos estar juntos, as equipes de saúde mental e também os usuários de saúde mental, para discutir, pensar e avançar no cuidado em liberdade”.


Integrante do Conselho Estadual de Saúde e do Fórum Gaúcho de Saúde Mental, a técnica de enfermagem aposentada Maria Conceição Abreu atuou por mais de 30 anos no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. Ela também é integrante do grupo Nau da Liberdade e participou das ações no metrô. Segundo Maria, algumas das fantasias utilizadas nas intervenções foram pintadas e bordadas dentro de oficinas de criatividade do Hospital São Pedro. Algumas já têm cerca de 30 anos, tendo sido utilizadas pela primeira vez em manifestações em prol dos direitos dos usuários da rede de atendimento em saúde mental.

“Em 1992, eu fiz uma roupa de palhaço para sair na passeata, para dizer que lá fora do Hospital Psiquiátrico São Pedro existia um outro mundo que era possível, que não era o cinza do São Pedro, que lá fora existia um mundo que tinha cor, que tinha vida, que tinha possibilidades”, afirma ela. “E aquela roupa me deu força para que eu fosse junto para estar dizendo isso e para falar pelos usuários que não tinham voz naquela época”, completa Maria.

Essa fantasia a acompanhou ao longo de muitos anos, durante um processo de mudanças que trouxe avanços nas formas de tratamento de saúde mental. Até que, há algum tempo, ela entregou a uma usuária da RAPS: “Aquela roupa eu passei para uma usuária que até hoje luta pelo cuidado em liberdade, pelo fim dos manicômios, e disse pra ela: ‘hoje eu não preciso mais estar usando esta roupa, porque hoje vocês têm voz, conseguem reivindicar seus direitos, por liberdade, por saírem de dentro dos hospícios, para estarem morando dentro dos residenciais e terem uma vida com mais dignidade’”. Essa mesma fantasia foi utilizada pela usuária durante as intervenções nas estações da Trensurb.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

03/06/2022 0 Comentários 471 Visualizações
Variedades

Seminário reúne especialistas para discutir ações pela saúde mental dos jovens

Por Stephany Foscarini 31/05/2022
Por Stephany Foscarini

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, essa população teve um agravamento nos problemas psicológicos, sobretudo durante a pandemia. Mudar essa realidade e tornar mais efetivas as políticas públicas é o objetivo de um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, que realizou um dia inteiro de atividades nesta segunda-feira (30), em Porto Alegre.

Reunidos no Plenarinho da Assembleia Legislativa, especialistas participaram de palestras e oficinas temáticas no seminário “Promover para Prevenir – Saúde mental dos jovens no Brasil”. O evento gaúcho foi a primeira etapa de encontros do GT. O objetivo do grupo é fazer uma síntese das legislações vigentes, das proposições em andamento na Câmara, identificar ações de sucesso e propor novas iniciativas do poder público para beneficiar os jovens.

Precisamos criar uma rede de apoio que auxilie, ofereça tratamentos e perspectivas para tirar essas pessoas dessa zona de vulnerabilidade”.

“Precisamos criar uma rede de apoio que auxilie, ofereça tratamentos e perspectivas para tirar essas pessoas dessa zona de vulnerabilidade”, afirma a deputada federal Liziane Bayer (Republicanos-RS), que coordena o grupo. “Temos de ver, discutir, falar, agir, diagnosticar o problema e ter ações para aplicar nos municípios”, enfatizou a parlamentar, que liderou os trabalhos do dia com a deputada estadual Franciane Bayer (Republicanos).

Temos enfrentado índices crescentes de suicídios no Brasil nos últimos anos. E se observarmos as curvas, o grupo que mais teve aumento foi o dos adolescentes”.

Dando início às atividades, o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Rafael Bernardon Ribeiro, trouxe um panorama dos problemas psicológicos enfrentados pelos jovens. “Temos enfrentado índices crescentes de suicídios no Brasil nos últimos anos. E se observarmos as curvas, o grupo que mais teve aumento foi o dos adolescentes”, alertou.

Na sequência, os participantes se dividiram em oficinas temáticas ao longo da manhã e, à tarde, os resultados das discussões foram apresentados em conjunto. Foram abordadas as “políticas públicas de promoção à saúde mental dos jovens nos municípios”, com a facilitadora Claudia Weyne Cruz, do Comitê de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio da Secretaria Estadual da Saúde; “rede de proteção na atuação da saúde mental de jovens”, com Regina Paz, conselheira tutelar em Esteio; e “experiências exitosas nos municípios em relação à saúde mental de jovens”, com a educadora sanitarista Juçara Vendruscolo.

Fechando os trabalhos, Rosangela Machado Moreira, da área técnica da saúde de adolescentes da Secretaria Estadual da Saúde, palestrou sobre o tema “promover para prevenir: não ignore os sinais”. A profissional ressaltou os três tipos de violência: autoprovocada, interpessoal e coletiva, além dos fatores de risco e os sinais de alerta. “Precisamos sempre levar a sério o que escutamos, não ficar julgando e acolher com seriedade. São necessárias ações governamentais, da sociedade civil e dentro da escola, que sejam amplas e que deem conta desse cuidado. Também é muito importante que nossos jovens participem da construção de políticas públicas”, afirmou Rosangela.

As sugestões e experiências colhidas no Rio Grande do Sul serão incorporadas ao relatório final do grupo, que está sendo elaborado pela deputada federal Jacqueline Cassol (PP-RO). “Uma pessoa que é resgatada e acolhida já faz esse trabalho valer a pena. Será por uma vida hoje e outra amanhã, mas é para que sigamos firmes nesse propósito”, disse Liziane Bayer.

Foto: Elaine Martins/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/05/2022 0 Comentários 894 Visualizações
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