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saúde mental

Saúde

AGU lança cartilha sobre Atenção à Saúde Mental

Por Gabrielle Pacheco 06/09/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Advocacia-Geral da União (AGU) deu início à campanha Setembro Amarelo – Sua Vida tem Valor. Combater o estigma relacionado ao adoecimento mental, conscientizar as pessoas de que o suicídio existe e é um problema de todos e divulgar informações sobre os fatores de risco e de proteção relacionados a esse problema de saúde pública são os objetivos da campanha.

“A prevenção do suicídio não é algo simples. No entanto, quanto mais se conhece e se compreende quais os principais fatores de proteção e de risco, mais possibilidades temos de dar a devida atenção com vistas à prevenção. Por isso, é preciso falar sobre o tema de forma consciente e esclarecedora”, afirma a psicóloga e servidora Dulciana Elis Zanatta.

A Cartilha de Orientações de Atenção à Saúde Mental tem a finalidade de orientar sobre os procedimentos que deverão ser adotados pelo apoiador ao identificar sofrimento mental e emocional de membros, servidores e demais pessoas no ambiente de trabalho.

Saúde pública

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, mas que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados. O suicídio é apontado como a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. No Brasil, são registrados aproximadamente 12 mil suicídios por ano. A partir da década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o suicídio um problema de saúde pública e incentivou a criação de planos nacionais para sua prevenção.

Em abril de 2019, o governo federal publicou a Lei n° 13.819, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que tem entre seus objetivos estimular a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a prevenir a violência autoprovocada e a promover a saúde mental.

Desde 2015, o dia 10 de setembro é lembrado como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/09/2020 0 Comentários 839 Visualizações
Saúde

Psicóloga do CRI fala sobre saúde mental dos idosos na quarentena

Por Gabrielle Pacheco 30/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Já é de conhecimento popular que pessoas acima de 60 anos integram um dos grupos mais vulneráveis ao contágio do novo coronavírus e ao desenvolvimento de complicações pela covid-19. O distanciamento social, medida adotada para frear a disseminação da doença, pode ser prejudicial à saúde mental dos idosos se não for conduzido de forma correta por familiares e cuidadores. De acordo com especialistas, para quem sofre de transtorno mental, como a depressão, a falta da interação com outras pessoas exige cuidados redobrados.

Visando amenizar os reflexos do confinamento da população idosa, a Prefeitura de Canoas, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), elenca os principais pontos relacionados à rotina, atividades diárias, estratégias de abordagem e sinais de alerta que indiquem a necessidade de procura por atendimento especializado. A psicóloga Vivian Glauche Jaroszewski, autoridade em psicologia hospitalar e saúde coletiva, trabalha no Centro de Referência do Idoso do município. Durante a pandemia, ela presta assistência aos canoenses da terceira idade por videochamadas ou ligações através do telefone (51) 3429-2961, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.

Riscos à saúde mental dos idosos gerados pelo distanciamento

O idoso por si só já está em uma fase em que lida com muitas perdas, limitações físicas e cognitivas e, neste período, graças ao distanciamento social exigido pela pandemia, sofre ainda mais com o alto nível de ansiedade gerado. Infelizmente, também houve a elevação considerável da sintomatologia depressiva, do estresse e da ideação suicida, principalmente nos idosos que sofrem também com o distanciamento afetivo. Na população em geral, a cada 14 adultos que tentam suicídio, um realmente vai a óbito. No público idoso, a cada dois que tentam acometer a própria vida, um se suicida.

Além disso, houve registro de crescimento dos casos de violência doméstica, principalmente de mulheres idosas que antes não passavam tanto tempo sozinhas com os agressores.

A importância da participação familiar

A dica primordial é a base de todos os seres humanos, o amor. O distanciamento é mais difícil para os idosos que já sofrem com o isolamento emocional, principalmente por não residirem com o restante da família. Então, sempre que possível, é importante o uso de ferramentas tecnologias, como videochamadas, e um tratamento com amor, alegria, carinho. Estas atitudes farão toda a diferença para o equilíbrio emocional deles. Também é preciso ter em mente a necessidade de respeitar as decisões e desejos deste público. Muitas vezes, a família simplesmente resolve tirar o idoso de casa para ficar mais próxima e isso pode aumentar a sensação de aprisionamento e perda de controle da própria vida.

Já para as famílias que dividem o lar com os mais velhinhos, é recomendável provocar a releitura da realidade com explicações de que permanecer em casa é para o próprio bem deles, não um castigo. Oferecer ao idoso sempre que possível atividades prazerosas com música, dança, contação de histórias geram momentos de descontração e troca de experiências.

Acima de tudo, é o momento da família tolerar um pouco mais e demonstrar com respeito que é tempo de cuidado. A tendência é que muitos idosos, principalmente os que apresentam algum quadro demencial, fiquem mais irritados e ansiosos. Tudo o que se possa fazer para aliviar essas tensões, ao invés de bater de frente, é bem vindo.

Como informar o idoso a realidade sem causar pânico

O ideal é ser o mais transparente possível. Aquele idoso que está com alguma dificuldade cognitiva deve ser informado através do concreto. Nesta hora, vale a clássica pergunta: “quer que eu desenhe?”. Para uma pessoa que tem comprometimento cognitivo, o desenho e a explicação através de imagens facilitam o entendimento.

Na medida do possível, não é ideal plantado na frente da televisão o dia inteiro, consumindo notícias alarmantes ou de tragédias. A informação deve ser mais preventiva, explicando como se contrai o vírus, a importância do uso da máscara, o quanto o álcool gel ajuda a proteger da doença. Os cuidados que já adotamos de segurança e higienização devem ser passados de forma clara e transparente.

Atividades físicas e meditação

Se, antes da pandemia, o idoso possuía alguma rotina de atividades físicas ou ginásticas em grupo, romper com essa prática pode ser prejudicial e ampliar a sintomatologia depressiva. Já que sair para a rua é perigoso, a família pode procurar vídeos na internet de exercícios simples para realizá-los dentro de casa. Também é um ótimo momento para gerenciar o estresse através da meditação. Todos os integrantes do lar podem se mobilizar e participar da atividade para que todos aliviem suas tensões.

Sinais de preocupação

É importante que cuidadores e familiares se atentem ao primeiro sinal de tristeza, desânimo, pensamentos negativos e desesperanças. A ideação suicida não vem muitas vezes de forma clara ou através de avisos de que pretendem se suicidar. Na maioria das vezes, os idosos não querem demonstrar fragilidade e escondem o sentimento de que só estão causando transtorno ao restante da família. É imprescindível a família ficar atenta com falas do tipo “estou cansado de viver” ou “estou aqui só para incomodar” e que levem a sério o comportamento.

Sempre que necessária, a procura por ajuda especializada é altamente recomendada. Aos idosos que são sozinhos e sofrem de privação afetiva ou desejo de tirar a própria vida, é sugerido que procurem o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de sua região ou liguem gratuitamente para o número 188 (Centro de Valorização da Vida)

Centro de Referência e Clínica de Saúde do Idoso

A Clínica de Saúde do Idoso, inaugurada em setembro de 2019, oferece todos os serviços de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com atendimentos clínicos gerais e de enfermagem, promoção da saúde, prevenção de doenças e assistência nos casos de hipertensão; diabetes; bronquite; enfisema; gripes e resfriados; diarreia; dor de cabeça, de fraca a moderada intensidade; e sintomas urinários.

Localizada na avenida Guilherme Schell, nº. 6184, no centro de Canoas, a estrutura também abriga o Centro de Referência do Idoso (CRI), que oferece serviços especializados e humanizados, como a assistência emocional. Quando chegam, seus pacientes passam por uma avaliação prévia da enfermeira, que avalia todas as vulnerabilidades, tanto sociais, emocionais, cognitivas como nutricionais. A partir desse escaneamento, a equipe multidisciplinar é avisada e dá, então, o devido cuidado. Também há terapeuta ,que trabalha com estímulo cognitivo e a educadora física para manter o idoso com melhor qualidade de vida.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/07/2020 0 Comentários 1,K Visualizações
CidadesSaúde

Prefeitura de Capão da Canoa inaugura ambulatório de saúde mental

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Foi inaugurado, na manhã de sexta-feira, 24, o ambulatório de saúde mental de média complexidade, com recursos próprios, e que possui equipe multiprofissional composta por uma enfermeira coordenadora, um médico com experiência em psiquiatria, dois psicólogos, duas assistentes sociais. O espaço está localizado na Rua Cruzeiro do Sul, nº 450, bairro Arco-Íris.

O objetivo é promover ações de saúde mental na atenção primária em articulação com as equipes das ESFs. Ainda visa ampliar o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes e prestar assistência multiprofissional às pessoas com transtornos mentais moderados encaminhados pela Atenção Básica.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, ressalta que é de extrema relevância avançar na política pública de saúde mental neste período delicado de pandemia, que não deve barrar avanços na saúde pública municipal.

“Nossas equipes estão empenhadas em entregar o melhor serviço para a comunidade e acredito que estamos alcançando esse objetivo.”

A Secretária Municipal de Saúde, Ângela Patrícia Schardosim, destaca a importância deste trabalho em rede para suprir áreas historicamente negligenciadas e trazer maior eficiência dos recursos materiais e humanos já existentes no município.

“Neste sentido, os serviços foram implantados no local do antigo posto de saúde do bairro arco-íris e conta com equipe do quadro efetivo de servidores.”

A homenageada

O espaço leva o nome de Nise da Silveira, médica psiquiatra brasileira. Reconhecida mundialmente por sua contribuição à psiquiatria, revolucionou o tratamento mental no Brasil. Foi uma das responsáveis pela humanização dos tratamentos, com foco na terapia ocupacional.

Dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, manifestando-se radicalmente contra as formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Nise ainda foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pacientes com animais.

Foto: Luiz Moraes/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 793 Visualizações
Saúde

“Saúde mental é parte fundamental para podermos combater o Coronavírus”, afirma terapeuta

Por Gabrielle Pacheco 01/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

Solidão, angústia, ansiedade e até mesmo depressão podem ser alguns dos sintomas do confinamento social gerado pela pandemia de Coronavírus que atingiu o Brasil. A quarentena é o período de isolamento para evitar a propagação de vírus, e mesmo sendo um dos métodos eficazes para o controle de pandemias, ficar recluso em casa pode ser uma tarefa difícil. Controlar a vontade de ir para a rua e lidar com a ansiedade da “vida caseira” são passos importantes para garantir uma quarentena saudável, conforme aponta a mentora de mulheres e terapeuta, Lu Ortiz, lembrando que para poder cuidar da saúde pública é preciso que cada um cuide da sua saúde mental.

Segundo uma pesquisa da revista The Lancet, os efeitos psicológicos de uma quarentena podem se assemelhar ao de estresse pós-traumático. Além do medo de contrair a doença, outros motivos que podem gerar ansiedade durante o confinamento são frustração, tédio, suprimentos ou informações inadequados, possíveis perdas financeiras e que, ao sair, não consigam retornar para suas rotinas normais. Para Lu Ortiz, que também é Master Praticcioner em Programação Neurolinguística (PNL), o período mais complicado ainda está por vir. “A primeira semana de reclusão gera um sentimento de férias, de descanso. Na segunda, as rotinas se adaptam ao confinamento e as pessoas começam a encontrar maneiras de ficar em casa. A terceira semana é o ponto crítico, é quando a ficha cai que você não pode sair por motivos de força maior”.

Ela explica que existem técnicas essenciais que podem auxiliar. “É importante não lutarmos contra os sentimentos, certas coisas fogem do nosso controle e devemos focar naquilo que realmente podemos resolver. É preciso entender as emoções e trabalhá-las”, conta a terapeuta, que ainda acrescenta que o ócio pode ser produtivo, ainda que sem a pressão social da criatividade enquanto você está confinado. “O tédio é uma questão de escolha, todos temos coisas nas nossas residências que gostaríamos de fazer e que por algum motivo deixamos de lado. Agora é o período de retomarmos essas atividades”.

Uma das formas de buscar auxilio psicológico durante a quarentena são as redes sociais. Alguns profissionais da área da saúde, terapeutas e psicólogos fazem atendimentos e orientações de forma gratuita em suas redes para auxiliar o público. “A disseminação de informação também é importante. Faço no meu Instagram, por exemplo, vídeos com informações e também lives sobre como suportar esse período. Cuidar da saúde mental é parte fundamental para podermos combater o Coronavírus”, assegura Lu Ortiz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/04/2020 0 Comentários 515 Visualizações
Cultura

Jovens desenvolvem manifesto em ação do Instituto Claro

Por Gabrielle Pacheco 26/02/2020
Por Gabrielle Pacheco

Vinte e cinco jovens participaram da criação de um manifesto focado em segurança online e saúde mental infanto-juvenil em iniciativa organizada pelo Instituto Claro. O documento foi apresentado ontem (19), durante o evento Diálogos Transformadores: para o Novo que Queremos, que anualmente promove debates sobre assuntos de interesse para a sociedade, no Teatro Claro, no Rio de Janeiro (RJ).

“(…) para que no futuro eles possam ter sua própria voz e serem representantes ativos dentro da sociedade moderna.”

A apresentação do manifesto foi realizada por um dos jovens que integrou a mesa de discussões juntamente com mais dois estudantes, além de contar com as presenças da diretora de Comunicação Interna e Responsabilidade Social Corporativa da Claro e vice-presidente do Instituto Claro, Daniely Gomiero, e do chefe de desenvolvimento de adolescentes do Unicef, Mário Volpi. “É de extrema importância trazer esses jovens cada vez mais perto de discussões como essas, para que no futuro eles possam ter sua própria voz e serem representantes ativos dentro da sociedade moderna”, afirma Daniely Gomiero.

Para a criação do manifesto, os mais de 25 jovens participaram de um dia de imersão que antecedeu o evento e contou com a presença de diversos especialistas. Com o apoio de oito facilitadores, que já participaram de edições anteriores, os estudantes puderam discutir diferentes abordagens e ideias a partir de subtemas – como segurança digital, privacidade e liberdade; alfabetização midiática e fake news; tecnologia e saúde mental: o impacto nos jovens e Cyberbullying, Trolls e outros perigos digitais – que os auxiliaram a desenvolver um único documento para a apresentação.

O evento ainda contou com a formatura de jovens do programa Dupla Escola, iniciativa do Instituto Claro em parceria com a Secretaria Estadual do Rio de Janeiro, que oferece ensino médio integrado ao curso técnico-profissionalizante em telecomunicações para adolescentes de Pedra de Guaratiba (RJ).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2020 0 Comentários 828 Visualizações
Saúde

Janeiro branco: precisamos falar sobre a depressão pós-parto

Por Gabrielle Pacheco 15/01/2019
Por Gabrielle Pacheco

Janeiro Branco é o termo utilizado para chamar atenção à campanha de cuidados com a saúde mental e promoção de atividades ligadas ao tema. Uma das questões mais presentes na vida da mulher, relacionadas à saúde mental, é a depressão pós-parto. “Em geral, não se fala muito sobre o assunto, por desconhecimento e até preconceito.

Depressão pós-parto é um quadro depressivo que se apresenta na mulher imediatamente após o parto ou até um ano depois deste momento. Os sintomas são caracterizados como tristeza, apatia, desalento e pode ou não ocorrer a rejeição ao bebê.

As causas fisiológicas mais comuns do quadro depressivo pós-parto são as alterações hormonais bruscas que ocorrem com a mulher. Mas, existem casos que são apenas emocionais, principalmente nas pacientes que já apresentaram alguma depressão antes ou durante a gravidez ou naquelas que, por fatores diversos, como idade (muito novas ou mais velhas), condição sócio-econômica-cultural. “Uma paciente em condição financeira prejudicada ou de família desestruturada pode apresentar depressão pós-parto sem causas fisiológicas, sendo um estado puramente emocional. De qualquer maneira, seja o problema físico ou emocional, ele deve ser tratado imediatamente”, alerta a Dra. Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista.

Ela explica que a depressão pós-parto pode ter, como uma das principais características, a rejeição ao bebê, mas, pode se apresentar em níveis diferentes. “Existe um quadro chamado de Baby Blues, caracterizado por melancolia, sensibilidade amplificada e insegurança que chegam de repente, mas, que não causam tristeza no puerpério. Esse quadro tende a passar logo, sem a necessidade de intervenção médica. Mas, se os sintomas perdurarem mais do que 30 dias ou forem muito intensos, é importante procurar o médico. Consideramos um sintoma clássico da depressão instalada a rejeição ao bebê, mas, o diagnóstico só pode ser realizado pelo ginecologista ou psiquiatra e tratado por ambos”, explica Mariana.

Entre 10% e 15% das mulheres passam pela depressão pós-parto. A duração do quadro depende muito da resposta da paciente à medicação. “Algumas melhoram imediatamente, mas, em casos graves, exige-se até mesmo a internação. O tratamento é feito com medicação e terapia”, ensina.

Mariana Rosário entende que o apoio familiar é fundamental nos casos depressivos no puerpério. “É preciso entender que a mulher não escolheu estar nesta situação. Ela precisa de carinho e compreensão para superar o momento – e julgamentos só pioram a depressão”, diz a médica.

Ela finaliza tranquilizando as gestantes: “Não é preciso ter medo de uma depressão aparecer, porque existe tratamento para o problema. Fazer um pré-natal completo, ter uma gravidez tranquila, cuidando da saúde e praticando atividade física são as melhores formas de prevenir-se do problema, mas, se ele se manifestar, procure imediatamente apoio médico”.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
15/01/2019 0 Comentários 850 Visualizações
Cidades

Hospital Municipal de NH engajado no Setembro Amarelo

Por Gabrielle Pacheco 12/09/2018
Por Gabrielle Pacheco

Celebrado na segunda-feira, 10, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio abre uma série de atividades de prevenção e conscientização. No Hospital Municipal de Novo Hamburgo, o dia foi marcado pela distribuição de fitas amarelas aos profissionais de saúde, simbolizando o alerta do Setembro Amarelo, ação que terá continuidade na semana.

“Há resistência e até mesmo na negação do tema. Porém, o fato é que muitas pessoas tentam provocar o fim da própria vida. Isso é realidade e precisa de atenção”, afirma o psiquiatra Mateus Messinger, da Fundação Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH).

De janeiro a agosto deste ano, 93 tentativas de suicídio foram notificadas pelo HMNH. E, de 817 internações psiquiátricas em 2017, cerca de 40% foram por transtornos de humor, um dos principais desencadeadores do ato. Pelos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre adolescentes.

“Precisamos entender que o suicídio é a consequência final, mas que pode ser evitado com a busca de ajuda. Por isso, é importante falar sobre esse assunto, mas principalmente do que vem antes. Hoje, percebe-se um distanciamento dos pais, a falta de vínculos, de intimidade. O jovem passa por etapas. A ausência de perspectivas e o estar fragilizado pode ser um indutor”, comenta o dr Messinger, acrescentando que os idosos são o segundo grupo na tabela de estatísticas.

O Rio Grande do Sul registra três suicídios por dia. O psiquiatra relata, ainda, que um número expressivo de condutas suicidas entram como notificações apenas de acidentes de trânsito. Hoje, não é preciso esperar sinais visíveis para buscar ajuda na saúde mental, até porque todas as unidades de saúde estão aptas a escutar e fazer os encaminhamentos necessários.

“Pessoas próximas, sejam familiares ou amigos, podem identificar fatores ou comportamentos de risco, valorizando os sinais de sofrimento psicológico, o que é o primeiro passo para se evitar o suicídio. O Hospital é a ponta final para reverter este risco eminente”, diz. A equipe de Saúde Mental do HMNH é formada por três psiquiatras, uma assistente social, uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.

No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Os dados mundiais indicam que ocorre uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. No total, chega-se a 1 milhão de suicídios no mundo. A maior parte das pessoas que tenta colocar fim à vida sofre de algum tipo de transtorno mental. O uso de álcool e drogas é o segundo fator depois das doenças psiquiátricas, como ansiedade e depressão, que leva ao aumento de suicídios.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2018 0 Comentários 892 Visualizações
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