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rio do sinos

Variedades

Estiagem piora a qualidade da água em pontos do Rio do Sinos

Por Ester Ellwanger 04/02/2022
Por Ester Ellwanger

No mês de janeiro, o Programa de Monitoramento Espacial do Rio dos Sinos identificou uma crescente degradação da água do rio em alguns pontos em razão da estiagem. Mensalmente, o Consórcio Pró-Sinos monitora a qualidade da água em 24 pontos representativos da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. A partir de nove parâmetros – Coliformes Termotolerantes, pH, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio Dissolvido, Demanda Bioquímica de Oxigênio, Temperatura, Turbidez e Sólidos Totais – é calculado o Índice da Qualidade da Água (IQA), um número que permite uma avaliação genérica, mas significativa, das condições da água no local.

De acordo com o diretor-técnico do Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior, a piora da qualidade das águas ocorre a partir dos locais de recebimento de grandes cargas de esgoto não tratado. E a estiagem contribui para os resultados negativos. “Na campanha anterior já percebemos essa tendência de piora. A diminuição da vazão dos cursos de água, causada pela estiagem, produz maior concentração da carga de esgotos não tratados”, observa, citando os pontos P17 (Arroio João Correa), P18 (Arroio Portão/Estância Velha) e P22 (Arroio Sapucaia), que continuam apresentando valores inferiores a 50.

No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”.

“No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”, destaca o diretor-técnico. Segundo ele, este é um efeito conhecido e recorrente após fortes chuvas precedidas de longo período de estiagem. Essas primeiras chuvas, ao invés de melhorarem a condição do rio, a agravam muito levando a um ambiente incapaz de dar suporte à vida de várias espécies de animais.

Entenda o Índice da Qualidade da Água

O Índice da Qualidade da Água (IQA) tem uma escala que varia de zero a cem, sendo os valores mais baixos indicativos de uma qualidade muito ruim e os valores mais altos, indicativos de boa qualidade. A equipe técnica do Pró-Sinos acompanha esse Índice, que se relaciona com os parâmetros medidos mensalmente. São informações relevantes, que podem servir de alerta e apoiar tomadas de decisão e ações em prol do saneamento.

 

Os pontos

O exame dos valores obtidos permite segmentar a bacia em duas porções: a primeira porção é constituída por áreas com baixo adensamento populacional, mais próximas das nascentes, indicadas pelos pontos P1 a P13. Já a segunda porção é onde estão os pontos de P14 a P24, na qual o Sinos atravessa áreas com alto adensamento populacional, mais próximas da foz. Na segunda porção, somam-se os despejos de esgoto não tratado, provenientes das áreas urbanas da primeira porção, aos esgotos das cidades da própria porção, o que, em geral, torna a qualidade da água muito baixa.

Análise de janeiro

A campanha de janeiro mostrou uma estabilidade nos resultados dos pontos monitorados na bacia com alternância de tendências como vem ocorrendo nas medições anteriores. Os valores obtidos na primeira porção, onde estão os pontos P1 a P13, mantêm-se significativamente melhores que os valores obtidos na segunda porção, onde estão os pontos P14 a P24.

Na primeira porção, dos pontos mais próximos às nascentes do Rio dos Sinos e seus afluentes, ocorreu uma piora no ponto P4, em Rolante, mas após a contribuição das águas do Rio Areia, a qualidade voltou a níveis mais altos. Também nas proximidades de Três Coroas houve uma pequena piora nos parâmetros, suficiente para tornar o IQA do ponto “Regular”, mas de valor apenas um décimo abaixo do conceito “Bom”.

Ao contrário, mas com variação de valor semelhante, o P2, em Santo Antônio da Patrulha, passou de “Regular” para “Bom”. Conforme observado na campanha anterior, a menor ocorrência de chuvas reduziu as vazões e a turbulência dos cursos de água, mantendo a baixa turbidez e valores favoráveis nos demais parâmetros.

Os destaques positivos dessa região são os pontos P1, P2, P3, P5, P6 e P12, situados nas extremidades da bacia. Os pontos situados nos trechos iniciais do Sinos, ao longo do Rio Rolante, e nos primeiros trechos do Rio Paranhana, apresentaram resultados muito bons, novamente evidenciando que a degradação das águas ocorre na passagem pelas cidades, quando recebem grandes cargas de esgoto não tratado.

Os índices da segunda porção, como vêm sendo registrados nas campanhas anteriores, apresentam valores bastante baixos. Os arroios afluentes do Rio dos Sinos continuam com valores muito baixos no IQA. No P17, na foz do arroio João Corrêa, houve uma pequena melhora no valor, embora insuficiente para retirá-lo da condição “Muito ruim”.

Foto: Hener de Souza Nunes Júnior/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/02/2022 0 Comentários 932 Visualizações
Variedades

Pró-Sinos alerta sobre a importância da drenagem urbana para as cidades

Por Ester Ellwanger 28/01/2022
Por Ester Ellwanger

As chuvas concentradas e de intensidade excepcional, como as que atingiram a Região Metropolitana nos últimos dias, acenderam o alerta em relação a um dos quatro eixos do saneamento básico das cidades: a drenagem urbana. Na avaliação do diretor-técnico do Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior, longos períodos de estiagem proporcionam maior acúmulo de resíduos no interior das tubulações pluviais e do sistema de micro drenagem formado por córregos e arroios.

“Tudo isso dificulta o escoamento das águas, retendo-as nas cidades e causando alagamentos. Há também outro ponto, que é a falta de cobertura vegetal ao longo dos cursos de água, em especial, a vegetação ciliar, que leva ao assoreamento de córregos, arroios e rios. Chuvas concentradas e de grande intensidade têm sido frequentes. E não há como prever onde vão ocorrer as precipitações dessa natureza, com grande volume de água em curto período”, destaca o diretor.


Segundo Hener, a drenagem urbana requer planejamento e manutenção. “Os planos de drenagem devem fazer parte dos recursos que norteiam as ações dos gestores municipais. As medidas preventivas iniciam na reposição da cobertura vegetal ao longo dos cursos de água, a verificação do adequado dimensionamento da rede de drenagem, com a frequente limpeza dessa rede com hidrojateamento de tubulações. E, ainda, a dragagem de cursos d’água assoreados”, observa o técnico.

Outro alerta é sobre a impermeabilização do solo. À medida que as cidades evoluem, a chuva não absorvida escorre pelas superfícies. Eventualmente, as redes de drenagem existentes podem estar subdimensionadas. “A administração municipal deve adotar normas que retenham as águas pluviais e favoreçam a infiltração no solo. Os investimentos devem estar direcionados à antecipação dos problemas e devem ser feitos de forma planejada”, esclarece Hener.

Saneamento e saúde

O diretor-técnico ressalta que a água acumulada nos alagamentos é altamente contaminada com resíduos de esgoto sanitário. Junto com os prejuízos materiais relacionados aos bens perdidos e aos outros riscos à vida (afogamentos, eletrochoques, desabamentos, etc.), espalha-se um imenso prejuízo à saúde da população. E isso se refere a outro eixo do saneamento: o tratamento de esgotos sanitários. “São pautas prioritárias para o Consórcio Pró-Sinos. Concentrar esforços e investimentos em saneamento deve ser a mais alta prioridade para a administração pública dos municípios”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/01/2022 0 Comentários 500 Visualizações
Variedades

Nível do Rio dos Sinos aumenta e Consórcio Pró-Sinos tranquiliza população

Por Ester Ellwanger 20/01/2022
Por Ester Ellwanger

As chuvas dos últimos dias deram um novo fôlego ao nível do Rio dos Sinos, que vinha ficando abaixo do normal em função da estiagem das últimas semanas, com redução do nível e da vazão das águas. O Consórcio Pró-Sinos, que congrega 28 dos 30 municípios que compõem a bacia hidrográfica – acompanha de perto a situação da região e compartilha informações técnicas com gestores e população.

Conforme medição feita na régua da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nesta quarta-feira, 19 de janeiro, o nível do rio atingiu pouco mais de 2 metros, o que corresponde a uma vazão de 80 metros cúbicos por segundo, volume regular e bastante superior à média da estação. Na terça (18), o nível era de 126 centímetros, enquanto na segunda (17) — antes da chuva — estava em apenas 63 cm. “É claro que essa vazão diminui rapidamente, e serão necessárias novas chuvas para que a situação se mantenha segura. Mas, no momento, não existem motivos para preocupação. No entanto, precisamos manter o uso racional da água”, tranquiliza o diretor técnico do Consórcio, Hener de Souza Nunes Júnior.

É claro que essa vazão diminui rapidamente, e serão necessárias novas chuvas para que a situação se mantenha segura. Mas, no momento, não existem motivos para preocupação. No entanto, precisamos manter o uso racional da água”.

Na avaliação do técnico, se as chuvas que já vêm ocorrendo forem regulares e cobrirem toda a região, existe uma possibilidade de o período crítico ser superado com uma disponibilidade de água aceitável. “Chuvas rápidas e intensas causam muitos estragos. Muitas vezes são acompanhadas de granizo, vento e enxurradas. O tempo de ocorrência é insuficiente para reabastecer os depósitos subterrâneos, pouco contribuindo com a disponibilidade de água no solo”, esclarece.

A plataforma do Programa de Monitoramento Espacial do Pró-Sinos contempla dados sobre qualidade da água, acumulado de chuva, nível do rio e vazão, compartilhados por entidades como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a ANA.

 

Cuidados para evitar o desperdício de água

• Evite lavar calçadas, carros, molhar plantas e encher piscinas até a situação normalizar.
• Acumule a roupa para utilizar a máquina de lavar na capacidade máxima.
• Ao lavar a louça, feche a torneira. Utilize a água apenas para enxágue.
• Não deixe a torneira aberta enquanto escova os dentes.
• Combata vazamentos, mesmo que sejam apenas pingos.
• Seja rápido no banho e desligue o chuveiro enquanto se ensaboa.

Foto: Hener de Souza Nunes Júnior/ Divulgação | Fonte: Assessoria
20/01/2022 0 Comentários 669 Visualizações
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