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Programa Partiu Futuro Reconstrução

Ensino

Árvore da Vida leva compromissos de jovens ao Tecnopuc para ampliar reflexão sobre cultura de respeito às mulheres

Por Ester Ellwanger 15/09/2026
Por Ester Ellwanger

Os compromissos de mais de 600 jovens gaúchos pela construção de relações mais saudáveis e de uma sociedade livre da violência contra a mulher ganham um novo espaço de reflexão e diálogo. A partir desta segunda-feira, 14 de setembro, o Tecnopuc, em Porto Alegre, recebe a Árvore da Vida, criada durante o “Fórum Vozes pela Vida: de jovem para jovem no fortalecimento de uma cultura de respeito à mulher”, realizado em 5 de agosto, no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul. Ela ficará instalada na entrada do Portal Tecnopuc.

A Árvore da Vida reúne as reflexões e os compromissos assumidos pelos participantes do Fórum, que contou com jovens do Programa Partiu Futuro Reconstrução. A proposta agora é estimular novos públicos a refletirem sobre o papel de cada pessoa na prevenção da violência e na construção de uma cultura de respeito.

 

Programa Partiu Futuro Reconstrução

O Programa Partiu Futuro Reconstrução é realizado pelo Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em parceria com a Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi. A iniciativa é destinada a jovens com idade entre 14 e 22 anos, egressos ou matriculados na rede pública de ensino, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e que foram impactados pelas enchentes de maio de 2024 ou residem em municípios integrados ao Programa RS Seguro.

Atualmente, o programa atende 2.785 jovens em 75 municípios gaúchos. Desse total, a Demà Aprendiz é responsável pelo acompanhamento de 1.840 participantes em 30 cidades. A tecnologia social conduz a capacitação teórica e monitora as atividades práticas em órgãos públicos estaduais e municipais, aliando o aprendizado à cidadania e ao desenvolvimento integral para o mundo do trabalho.

A simbologia da árvore é um legado e traduz os conceitos trabalhados no Fórum. As raízes representam valores fundamentais para uma sociedade sem violência, como respeito, empatia, justiça, igualdade e diálogo. O tronco simboliza a união e a compreensão de que o enfrentamento à violência depende de uma rede formada por jovens, famílias, instituições e comunidade. Os galhos representam os diferentes espaços em que cada pessoa pode agir — em casa, na escola, no trabalho, na internet, entre amigos e na comunidade. Os frutos são os compromissos assumidos.

Ao longo do encontro, cada participante foi convidado a completar a frase “Eu me comprometo a…”, registrando em um card uma atitude concreta que pretende levar para a própria vida e para seus relacionamentos. Essas mensagens passaram a fazer parte da instalação e, agora, ficam expostas no Tecnopuc, preservando os registros de quem participou do Fórum e permitindo que novas pessoas conheçam os propósitos expressos pelos jovens.

 

A instalação

A instalação também será interativa. Uma placa expositiva apresentará a história da Árvore da Vida, sua simbologia e o contexto em que foi criada. Um tablet exibirá imagens e um vídeo sobre o Fórum, a participação dos jovens e a concepção do projeto. Haverá ainda um totem, com cards disponíveis para que empreendedores, profissionais, pesquisadores, estudantes e demais frequentadores do parque tecnológico registrem suas próprias atitudes e ampliem a árvore com novos compromissos.

“Quando acolhe a Árvore da Vida, o Tecnopuc ajuda a dar continuidade a uma conversa que começou com mais de 600 jovens. Eles foram convidados não apenas a ouvir e refletir sobre a violência contra a mulher, mas a reconhecer que também podem atuar na transformação dessa realidade. Agora, cada pessoa que passar pela instalação poderá conhecer esses compromissos e, se quiser, deixar o seu também”, afirma o diretor da Demà na Região Sul, Eurico Meira da Costa.

“Acolher a Árvore da Vida no Tecnopuc é uma forma de reafirmar o posicionamento do Parque e da PUCRS na conscientização sobre temas sensíveis e urgentes para a nossa sociedade, como o enfrentamento à violência contra a mulher. Os compromissos construídos por mais de 600 jovens ligados a um projeto da Demà, integrante da nossa comunidade, nos inspiram e reforçam o nosso engajamento nessa causa”, afirma a diretora do Tecnopuc, Flávia Fiorin.

Criada a partir dos compromissos dos jovens, a Árvore da Vida agora abre espaço para outras vozes. Seus frutos carregam mensagens sobre respeito, igualdade, responsabilidade e cuidado, mas também deixam um convite a quem passar pelo Tecnopuc: refletir sobre suas próprias atitudes e escolher como pode contribuir para ajudar a construir relações mais saudáveis e uma sociedade sem violência contra a mulher.

Foto: Kamilla Allmeida /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

15/09/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Cultura

Jovens gaúchos são selecionados para intercâmbio em celebração aos 400 anos das Missões Jesuíticas

Por Ester Ellwanger 02/09/2026
Por Ester Ellwanger

Quinze jovens do Programa Partiu Futuro Reconstrução terão uma experiência que vai unir história, cultura, formação e protagonismo juvenil. Selecionados para o intercâmbio cultural “Partiu Missões – Uma viagem de conhecimento e inspiração por dois mundos”, eles embarcarão para uma jornada internacional em novembro, passando por quatro territórios ligados à história das Missões Jesuíticas: Barcelona, na Espanha; Argentina; Paraguai; e São Miguel das Missões (RS).

A iniciativa ocorre no ano em que são celebrados os 400 anos das Missões Jesuíticas do Rio Grande do Sul e pretende ampliar os horizontes dos participantes a partir do contato com diferentes contextos culturais, históricos, educacionais e profissionais. A viagem foi concebida como uma oportunidade de conectar a trajetória dos aprendizes no programa a novas vivências, estimulando conhecimento, autonomia e participação social.

 

Processo de seleção

Os 15 integrantes da missão foram escolhidos entre 750 inscritos no processo seletivo. Na primeira etapa, foram avaliados indicadores de engajamento no programa, considerando aspectos como frequência nas atividades teóricas e práticas e participação no reforço escolar.

Os classificados para a fase seguinte produziram um vídeo individual de até um minuto e 30 segundos respondendo à pergunta: “Por que eu quero participar do intercâmbio cultural e ser um embaixador do Programa Partiu Futuro Reconstrução?”.

A comissão gestora analisou critérios como clareza na comunicação, criatividade, história de vida, trajetória pessoal, capacidade de representar institucionalmente o programa, conexão com os objetivos da missão internacional e cumprimento do tempo estabelecido. Considerando a composição atual do Partiu Futuro Reconstrução, foram destinadas nove vagas para o público feminino e seis para o masculino.

 

Preparativos para viagem

Com a divulgação dos selecionados, o grupo inicia agora os preparativos para a viagem, incluindo os trâmites para emissão dos passaportes e uma etapa de orientações sobre a experiência internacional. Todas as despesas do intercâmbio — passagens aéreas, hospedagem, alimentação, traslados e atividades oficiais — serão custeadas pela instituição formadora Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi.

Para o diretor da Demà na Região Sul, Eurico Meira da Costa, a iniciativa representa uma oportunidade de ampliar as perspectivas a partir de uma experiência que combina formação, cultura e protagonismo.

“Queremos que esses jovens percebam que suas trajetórias podem levá-los muito além dos espaços que já conhecem. Essa jornada permitirá que tenham contato com novas culturas, conheçam diferentes realidades e, ao mesmo tempo, reconheçam o valor da própria história. É uma experiência que contribui para a formação profissional, assim como para a autonomia e a confiança em seus próprios caminhos”, afirma.

O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Gustavo Saldanha, destaca que essa é uma experiência que coloca os jovens no centro, estimulando o conhecimento, a troca de experiências e o contato com diferentes territórios ligados à história das missões jesuíticas. “Os 15 participantes terão a oportunidade de conhecer outras realidades, ampliar seus horizontes e levar consigo novos aprendizados”.

Os 15 jovens selecionados:

  • Amanda da Rosa Machado – Tramandaí
  • Hadassa da Silva Alves – Guaíba
  • Júlia Thurmer de Oliveira – Rio Grande
  • Kauã Eduardo Oliveira Rodrigues – Canoas
  • Kauã Oliveira Duarte – Viamão
  • Kauane da Silva Viliano – Sapucaia do Sul
  • Lauro Henrique Rehr de Almeida – Montenegro
  • Lohana Borba Vidal Lackmann – Rio Grande
  • Mateus Correa Cavalcanti da Silveira – Montenegro
  • Mirieli Souza Soares – Pelotas
  • Natiele Mello Leote da Silva – Canoas
  • Rafael Mauri Mehret – Triunfo
  • Ticiane Cardoso Lisboa – Viamão
  • Tomie Kawakami de Oliveira Vaz – Viamão
  • Yasmin Luiza Cursino Moraes – Canoas

Sobre o Programa Partiu Futuro Reconstrução

O Partiu Futuro Reconstrução é realizado pelo Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em parceria com a Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi. A iniciativa é destinada a jovens com idade entre 14 e 22 anos, egressos ou matriculados na rede pública de ensino, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e que foram impactados pelas enchentes de maio de 2024 ou residem em municípios integrados ao Programa RS Seguro.

Atualmente, o programa atende 2.785 jovens em 75 municípios gaúchos. Desse total, a Demà Aprendiz é responsável pelo acompanhamento de 1.840 participantes em 30 cidades. A tecnologia social conduz a capacitação teórica e monitora as atividades práticas em órgãos públicos estaduais e municipais, aliando o aprendizado à cidadania e ao desenvolvimento integral para o mundo do trabalho.

Os jovens recebem bolsa-auxílio de R$ 894,52 para uma jornada de 20 horas semanais, vale-alimentação de R$ 550 e vale-transporte, quando necessário. Possuem carteira assinada e acesso a todos os direitos garantidos por lei, como FGTS, INSS, férias e 13º salário. Também contam com acompanhamento psicossocial, orientação jurídica, reforço escolar, serviço de telemedicina e seguro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

02/09/2026 0 Comentários 90 Visualizações
Variedades

Fórum mobiliza 600 jovens para promover cultura de respeito às mulheres

Por Ester Ellwanger 07/08/2026
Por Ester Ellwanger

A formação de uma geração mais consciente sobre igualdade de gênero, respeito e convivência saudável foi o foco do “Fórum Vozes pela Vida: de jovem para jovem no fortalecimento de uma cultura de respeito à mulher”, realizado nesta quarta-feira, 5 de agosto, no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. O encontro reuniu 600 participantes da segunda edição do Programa Partiu Futuro Reconstrução para discutir temas como violência contra as mulheres, masculinidade positiva, comunicação não violenta e cultura da paz.

A programação contou com a participação de nomes de destaque nacional e estadual, entre eles, a atriz e ativista pelos direitos das mulheres Luiza Brunet, que abordou o tema Quando a Coragem Encontra a Voz – Construindo uma Cultura de Respeito à Mulher. Ela falou sobre violência psicológica, relacionamentos abusivos, assédio, tráfico de pessoas e a necessidade de reconhecer os primeiros sinais de desrespeito.

“É muito importante termos essas rodas de conversa com jovens. É nesse momento que eles precisam receber informação direta sobre o que acontece na sociedade. A violência psicológica é uma das mais danosas. Quando uma mulher aceita esse tipo de violência, ela pode acabar tolerando outras formas de agressão, e a consequência extrema é o feminicídio”, afirmou.

O debate ganhou relevância por ocorrer durante o mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Em sua participação, a secretária-adjunta da Mulher do Estado, Viviane Nery Viegas, reforçou a necessidade de ampliar a conscientização sobre desigualdade de gênero. “Apesar dos avanços, ainda enfrentamos muitas formas de violência contra as mulheres. Precisamos conversar com os jovens e torná-los multiplicadores dessa luta nos ambientes em que eles estão inseridos”, destacou.

Diálogo, respeito e protagonismo juvenil

A construção de uma cultura de paz foi tema da palestra conduzida pelo jornalista e ativista social Manoel Soares. Para ele, a formação juvenil passa pelo fortalecimento de valores que orientem suas escolhas e suas relações. “É fundamental que eles compreendam quem são, quais princípios carregam e como podem contribuir para transformar a realidade ao seu redor”, afirmou.

Já o psicanalista e criador do projeto Paizinho, Vírgula!, Thiago Queiroz, abordou a relevância da comunicação não violenta e da masculinidade positiva como ferramentas para conexões mais saudáveis. Segundo ele, discutir vulnerabilidades e responsabilidades é essencial para desconstruir modelos prejudiciais de comportamento masculino.

“É possível ser homem e ser afetuoso e emocionalmente saudável. Precisamos naturalizar a ideia de que homens também sentem medo, têm dúvidas e podem demonstrar emoções. Relações respeitosas começam pelo diálogo e pela capacidade de ouvir o outro”, ressaltou.

Entre os participantes, o evento foi visto como uma oportunidade de se aprofundar em um tema que impacta diretamente a sociedade. Para Kauã Eduardo Oliveira Rodrigues, de 17 anos, de Canoas, a mudança passa pelo engajamento dos próprios jovens. “Quando os homens estiverem dispostos a mudar e entender que a violência contra a mulher é inaceitável, vamos conseguir levar essa consciência para nossas famílias e comunidades. Todos nós convivemos com mulheres e precisamos fazer parte dessa transformação”, ressaltou.

Brunna Hipolito Kasper, de 17 anos, de Porto Alegre, destacou a importância de criar espaços em que a juventude possa aprender e se manifestar sobre questões sociais relevantes. “Muitas vezes, nós não temos uma voz tão ativa na sociedade. Aqui, a gente se sente acolhido, aprende sobre um assunto muito importante e percebe que o respeito deve estar sempre em primeiro lugar”, concluiu.

Um compromisso coletivo pela cultura do respeito

Além das palestras e debates, os participantes foram convidados a firmar um compromisso concreto por meio da chamada Árvore da Vida. Na atividade, cada um registrou uma atitude que pretende adotar para contribuir com a cultura de respeito às mulheres e para a construção de relações mais saudáveis.

O Fórum “Vozes pela Vida” reuniu jovens de 30 municípios gaúchos atendidos pelo Programa Partiu Futuro Reconstrução, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), executada pela Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi. A ação reforça o compromisso com a formação cidadã e o protagonismo juvenil, estimulando os participantes a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades.

O diretor da Demà na Região Sul, Eurico Meira da Costa, destaca que o Fórum representa um marco na formação dos participantes ao ampliar o diálogo sobre temas fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa. “Mais do que promover conscientização, o evento oportunizou um espaço de escuta, reflexão e protagonismo juvenil. Quando oferecemos aos jovens a oportunidade de debater respeito, igualdade de gênero e cultura de paz, fortalecemos sua capacidade de fazer escolhas conscientes e de se tornarem multiplicadores desses valores em suas famílias, escolas, ambientes de trabalho e comunidades.”

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Gustavo Saldanha, a proposta pedagógica do programa vai além da qualificação para o mercado de trabalho e busca preparar os jovens para os desafios da vida em sociedade. “A formação ofertada aos participantes contempla, além de conteúdos relacionados ao mundo do trabalho, temas voltados à cidadania, aos direitos, à prevenção das violências e à convivência social. A juventude precisa estar preparada, reconhecer o que é violência, como agir e promover uma cultura de paz. Esses conteúdos integram a proposta pedagógica do programa e contribuem para diferentes contextos de sua trajetória pessoal e profissional.”

O encontro marcou o encerramento do ciclo de palestras “Diálogos que Protegem – Vozes pela Vida: Juventude, Respeito e Cultura da Paz”, promovido pela Demà entre junho e julho. Ao longo do período, os participantes debateram temas relacionados à prevenção da violência contra as mulheres, cultura de paz e direitos humanos com representantes de instituições especializadas, entre elas a Patrulha Maria da Penha, os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e a Procuradoria da Mulher.

Foto: Carlos Macedo/Divulgação | Fonte: Assessoria

07/08/2026 0 Comentários 118 Visualizações

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