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Business

Indústria calçadista brasileira perde 1,1 mil postos de trabalho em maio

Por Jonathan da Silva 04/07/2024
Por Jonathan da Silva

A indústria do setor do calçado perdeu 1,1 mil postos de trabalho durante o mês de maio segundo dados levantados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). No entanto, mesmo com o resultado negativo, a atividade encerrou os cinco primeiros meses de 2024 com saldo positivo de 6,5 mil empregos criados. Com o registro, o setor terminou maio com o total de 287 mil pessoas empregadas no Brasil, o que representa 4,5% a menos do que no mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que o resultado é impactado por um movimento sazonal na indústria de calçados em função da troca de coleções. “Nos últimos dez anos, somente tivemos criação de vagas em maio de 2022, que foi um ano excepcional para a indústria. No ano passado, por exemplo, havíamos perdido mais de 2,3 mil empregos nesse mesmo mês”, pontua Ferreira.

De acordo com o dirigente, a produção do setor deve crescer entre 0,9% e 2,2% em 2024, o que significa mais de 870 milhões de pares. “Existe uma expectativa positiva para o segundo semestre, que teve um start bastante promissor na feira BFShow, realizada em maio, e que vendeu muito bem os lançamentos para Primavera/Verão”, conclui Ferreira, ressaltando que o movimento positivo, se confirmado, irá também colaborar para a criação de vagas de emprego.

Situação nos estados

O estado brasileiro que mais emprega no setor calçadista é o Rio Grande do Sul. De janeiro a maio, a indústria gaúcha criou 1,65 mil postos de trabalho, encerrando o mês cinco com 85,87 mil pessoas empregadas na atividade, o que ainda assim representa 3,9% menos do que no mesmo período de 2023.

O segundo maior empregador do setor é o Ceará, que criou 83 postos nos primeiros cinco meses do ano. Com o registro, a indústria cearense encerrou maio empregando 65,24 mil pessoas, 1,9% menos do que no mesmo mês de 2023. Com a perda de 102 postos entre janeiro e maio, a Bahia aparece na terceira colocação entre os estados que mais empregam. No total, em maio estavam empregadas na atividade 39,63 mil pessoas, 9% abaixo do ano passado.

As tabelas completas por estado podem ser conferidas em drive.google.com/file/d/1offDZepDoT1qtyfPe9pIvZqQHxaZzSug/view?usp=sharing.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/07/2024 0 Comentários 547 Visualizações
Business

Impacto da concorrência desleal: setor calçadista perde mais de 20 mil vagas em 2023

Por Marina Klein Telles 05/02/2024
Por Marina Klein Telles

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que o setor perdeu 20,75 mil postos de trabalho ao longo de 2023. É o pior saldo desde o auge da pandemia de Covid-19, em 2020, quando o setor perdeu 23 mil postos. Com o resultado, a indústria calçadista encerrou 2023 empregando um total de 275,58 mil pessoas, 7% menos do que em 2022.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o resultado se deve a uma conjunção de fatores, entre eles o desaquecimento da economia mundial, que provocou a queda das exportações, e o aumento das importações asiáticas – por vias convencionais e  cross border. “O principal fator dessa perda é o impacto da concorrência desleal com as plataformas digitais internacionais, que desde agosto passado estão isentas do pagamento de impostos de importação para remessas de até US$ 50 (cerca de R$ 250). Somente no último trimestre de 2023 perdemos mais de 20 mil postos”, lamenta o dirigente.

Segundo o executivo, a isenção das plataformas digitais na faixa de preço dos calçados brasileiros proporcionam uma concorrência desleal com a indústria nacional, que paga seus impostos em cascata. “As importações de calçados via plataformas não são nem mesmo computadas, mas sabemos que o número é muito elevado. Essa invasão digital está colocando em risco não só a indústria de transformação, mas milhares de empregos”, alerta.

Estados

Em 2023, o principal empregador do setor calçadista foi o Rio Grande do Sul, que encerrou o ano com a perda de 4,77 mil empregos e somando um estoque de 82,17 mil postos de trabalho na atividade, 5,5% menos do que em 2022.  O segundo estado empregador da indústria de calçados foi o Ceará, que perdeu 3,77 mil empregos ao longo de 2023. Com isso, a indústria calçadista cearense encerrou o ano com 64,6 mil pessoas empregadas na atividade, 5,5% menos do que em 2022. Fechando o ranking de empregadores na indústria calçadista apareceu a Bahia, que perdeu 2,77 mil postos em 2023. Com o registro, o setor local encerrou o ano empregando um total de 39,8 mil pessoas, 6,5% menos do que em 2022.

Importações

Entre janeiro e dezembro do ano passado, entraram no Brasil 28,36 milhões de pares por US$ 442,73 milhões, altas tanto em pares (+9,8%) quanto em receita (+20,6%) em relação a 2022 – neste valor não estão somadas as importações via plataformas digitais. Ao mesmo tempo, com a retomada produtiva da China, que voltou forte ao mercado após as restrições para a contenção da Covid-19, somada à queda no consumo mundial, as exportações de calçados verde-amarelos caíram. “Se perdermos o mercado internacional e o mercado nacional para as importações, como vamos sustentar a indústria? Já alertamos o Governo sobre a concorrência desleal e os seus impactos, mas até agora nenhuma atitude foi tomada”, lamenta Ferreira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2024 0 Comentários 515 Visualizações

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