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Cidades

Primeiros dados da pesquisa sobre coronavírus em Esteio são divulgados

Por Gabrielle Pacheco 27/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os integrantes do projeto GPS Covid em Esteio divulgaram, nesta terça-feira, 26, os números da primeira etapa da pesquisa que tem por objetivo traçar, com base em dados do Município, um perfil epidemiológico, genômico e clínico do vírus SARS-COV2, causador do novo coronavírus. A iniciativa é uma parceria da Prefeitura Municipal com quatro instituições gaúchas de ensino superior (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Unisinos e Feevale), e envolve 49 pesquisadores.

As informações foram apresentadas pelo prefeito esteiense, Leonardo Pascoal, pela secretária municipal de Saúde, Ana Boll, pela coordenadora-geral da pesquisa, Prof. Dra. Claudia Thompson, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFCSPA, e pela coordenadora do estudo junto à Unisinos, Nêmora Barcellos, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook.

A primeira das quatro etapas da pesquisa ocorreu entre 18 e 20 de maio. Foram aplicados testes rápidos em 543 moradores. Eles resultaram na confirmação de dois casos da doença, o que apontaria para uma prevalência de 0,37%, ou seja, 37 casos positivos a cada 10 mil pessoas. Com base nesse levantamento, estima-se que o Município poderia ter, naquele período, 306 habitantes com COVID-19, enquanto os registros oficiais para a data apontavam 25 moradores com teste positivo para coronavírus, ou seja, a cada caso confirmado, haveria 11 subnotificações. O índice de confiança da pesquisa é de 95%.

Divididos em duplas, cerca de 30 servidores da Prefeitura visitaram esteienses, sorteados em 31 setores distribuídos em todo o Município e de acordo com o tamanho de cada bairro. Durante a visita, os pesquisadores, através de um aplicativo desenvolvido especialmente para ação, aplicaram um questionário com o objetivo de identificar se os residentes apresentaram ou apresentam sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar, bem como informações sobre saúde, renda, cor da pele e idade, entre outros dados. Após isso, os profissionais da saúde realizam a testagem rápida em todos os moradores da casa, coletando uma pequena amostra de sangue. Os resultados, obtidos em 15 minutos de espera, são tabulados e analisados com auxílio de algoritmos e modelos matemáticos complexos, e apresentados para a Administração Municipal, permitindo ajustes nas ações de combate ao coronavírus. Pacientes que testaram positivo para a doença recebem acompanhamento especial.

“A partir deste estudo, nós vamos conseguir verificar a assertividade, ou não, das políticas públicas adotadas até aqui para prevenção e enfrentamento ao coronavírus e, a partir da melhor dimensão da situação da doença no Município, calibrar melhor as medidas por parte da administração pública. A situação, até o momento, está relativamente tranquila, temos os casos controlados e não foi registrado óbito. Mas essa é uma situação de muito dinamismo e, ao menor descuido, seja do poder público ou da população, a gente pode ter uma mudança muito rápida deste cenário”, comentou Pascoal.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, até a última segunda-feira, 25, Esteio teve 31 casos confirmados de Covid-19, dos quais 13 já foram curados. Outros 55 casos constam como suspeitos e 1.413 foram descartados. Não foram registradas mortes pela doença na cidade.

Levantamento mostra informações sobre saúde e rotina dos entrevistados

Das informações obtidas via questionário, a pesquisa apurou que 63,5% dos entrevistados não apresentaram qualquer sintoma de Covid-19, 20,1% tiveram um sintoma, 8,7% dois sintomas e 7,2%, três sintomas ou mais. O percentual de participantes sem comorbidades foi de 57,3%, com uma comorbidade, 28,9%, e 15,6% tinham duas comorbidades ou mais.

Durante a primeira rodada, a equipe da pesquisa também procurou saber mais sobre o comportamento dos entrevistados durante o período de medidas de isolamento social. Em relação à rotina, 38,1% afirma sair de casa apenas para compras essenciais, 26,2% ficam em casa o tempo todo, 19,3% saem todos os dias para trabalhar ou fazer alguma atividade regular, 9,8% saem de vez em quando e 5,5% saem todos os dias para alguma atividade.

Quanto ao acesso à residência, a maior parte dos entrevistados (59,7%) apontou que apenas familiares que moram junto estão frequentando a casa; 27,5% dizem que alguns parentes próximos fazem visitas uma ou duas vezes por semana, enquanto para 4,7% a frequência das visitas é quase diária; 5,2% recebem amigos e parentes uma ou duas vezes por semana e 2,4% dizem as visitas ocorrem quase todos os dias.

Próxima coleta acontecerá nos primeiros dias de junho

A segunda fase de coletas vai ocorrer entre 1º e 2 de junho. Ao todo, nas quatro etapas, serão cerca de 2 mil testados e entrevistados, o que representa 2,4% da população esteiense. Cerca R$ 400 mil estão sendo investidos no estudo, valores utilizados para a aquisição de 2 mil testes rápidos e moleculares, kits de proteção individual e remuneração da equipe responsável pela coleta.

O levantamento inova ao realizar um amplo estudo epidemiológico, detalhado em 12 objetivos específicos, capaz de estimar a prevalência da infecção, acompanhar a evolução da doença, avaliar padrões moleculares virais por meio de sequenciamento genético e indicar evidências e estratégias para o fim do distanciamento social, entre outros possíveis usos.

A pesquisa também prevê o sequenciamento genético (análise da composição do vírus) das amostras positivas. Isso auxiliará a identificar padrões da doença, informações que serão comparadas com as disponíveis em bancos de dados públicos, no Brasil e no exterior, de pacientes com coronavírus e de casos registrados em outros surtos de síndromes respiratórias recentes (como a H1N1). A intenção é descrever a evolução do vírus, identificando suas eventuais mutações, as mudanças em sua capacidade de transmissão e a variação das manifestações clínicas apresentadas.

A Prefeitura dará acesso aos pesquisadores aos relatórios de exames moleculares coletados pelo Município, com uma estimativa de 3 mil pessoas testadas, bem como ao prontuário eletrônico de pacientes que apresentarem resultado positivo para Covid-19 (desde que a pessoa autorize o uso das informações). A intenção é disponibilizar os resultados do estudo para a comunidade em geral em um painel visual online. Outro recurso eletrônico que permanecerá como legado para a Administração Municipal é o aplicativo criado para aplicação do questionário, que reunirá as informações para a Prefeitura em um banco de dados, podendo ser utilizado em outros levantamentos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2020 0 Comentários 537 Visualizações
Business

Setor calçadista perdeu 1,3 mil postos de trabalho em uma semana

Por Gabrielle Pacheco 27/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem atualizando os dados do impacto da crise na atividade. O mais recente levantamento, finalizado na última terça-feira, 26, aponta para 1,3 mil postos perdidos em apenas uma semana. Com o número, desde meados de março, as indústrias de calçados brasileiras já perderam 34,1 mil postos, 12,6% da força de trabalho total do segmento – de 269 mil postos diretos registrados em dezembro de 2019.

Conforme levantamento da entidade, realizado junto aos sindicatos setoriais brasileiros e empresas dos principais polos calçadistas, os estados que mais perderam postos durante a pandemia do novo coronavírus foram São Paulo (10,5 mil postos perdidos), Rio Grande do Sul (9,4 mil postos perdidos), Minas Gerais (5,2 mil postos perdidos), Bahia (4,8 mil postos perdidos) e Ceará (1,6 mil postos perdidos). Na semana que passou, os estados que mais perderam postos foram Rio Grande do Sul (468 postos) e São Paulo (382 postos).

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, lamenta os números, destacando que a realidade do setor aponta para uma queda brusca nos pedidos. “O varejo físico segue fechado ou com restrições em boa parte do País. Somente São Paulo, um dos estados com mais restrição às atividades do comércio, consome mais de 40% dos calçados produzidos. O mercado interno brasileiro, que absorve mais de 85% da nossa produção, simplesmente parou de consumir. Sem novos pedidos, não temos como manter empregos. Hoje, o setor está utilizando pouco mais de 30% da capacidade instalada”, comenta Ferreira, acrescentando que a produção de calçados deve despencar até 30% em 2020, caindo aos patamares de meados dos anos 2000.

Além da queda no mercado doméstico, soma gravidade ao quadro, o impacto das exportações de calçados, que caíram 40% em abril, com 4,84 milhões de pares embarcados ao exterior.  No ano, segundo a Abicalçados, os embarques devem cair até 30,6%, fechando com o pior resultado desde 1983. “Além de não existir demanda internacional, muitos países ainda sofrem os problemas da pandemia, com fronteiras fechadas e serviços logísticos prejudicados”, avalia Ferreira.

Pleitos

Segundo Ferreira, a entidade vem trabalhando com pleitos junto ao Governo Federal, como a flexibilização da MP 936 e a facilitação no acesso a linhas de crédito para capital de giro e pagamento da folha de salários. “O objetivo é manter o máximo de empregos, mas todas as medidas serão paliativas se não houver a retomada do consumo”, conclui o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2020 0 Comentários 570 Visualizações
Business

Pesquisa do Sebrae mostra que a crise do coronavírus foi mais prejudicial para empresas lideradas por mulheres

Por Gabrielle Pacheco 26/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisas realizadas pelo Sebrae desde o anúncio da pandemia do coronavírus, mostram que a crise econômica atingiu em cheio os pequenos negócios em praticamente todos os setores da atividade econômica; mas foi especialmente prejudicial para as mulheres empreendedoras. Segundo estudo feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, as mulheres foram mais afetadas pela crise (52% paralisaram “temporariamente” ou “de vez” suas atividades, contra 47% nos homens). Além disso, a proporção de empresárias com dívidas em atraso (34%) é maior que a encontrada entre os homens (31%).

O último levantamento feito pelo Sebrae entre os dias 30 de abril e 5 de maio, mostra que nos empreendimentos liderados por mulheres há, em média, há 3 pessoas ocupadas (os homens à frente de negócios têm – em média – 4 pessoas ocupadas). Na mesma medida, as mulheres demitiram menos. Aquelas que demitiram, dispensaram 2 pessoas em média. Enquanto entre os homens que demitiram, dispensaram 3 funcionários, por força das perdas provocadas pela pandemia. O levantamento do Sebrae e FGV mostrou ainda que as mulheres utilizaram um pouco mais a suspensão do contrato de trabalho (31%) do que os homens (27%).

Acesso a Crédito

A dificuldade de acesso a crédito enfrentada por empresárias, já identificada em outras pesquisas do Sebrae, se torna ainda mais evidente no momento da crise. 44% das mulheres donas de negócio entrevistadas afirmaram nunca terem buscado um empréstimo bancário, contra 38% dos homens. E desde o início da pandemia, apenas 34% das mulheres, de fato, já buscaram empréstimos (contra 41% dos homens). Essa tendência se confirma no dado de que, nessa crise, as mulheres pretendem pedir menos empréstimos que os homens (54% contra 64% dos homens).

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, os dados revelados pelo estudo, confirmam a importância de compreender a realidade e as necessidades específicas das mulheres que empreendem no Brasil. “Embora as empresárias possuam uma média de escolaridade 16% superior à dos homens e estejam cada vez mais na posição de chefes de domicílio, elas continuam ganhando cerca de 22% a menos. No mesmo contexto, apesar de apresentarem uma taxa de inadimplência menor (3,7%) que os homens (4,2%), as mulheres donas de negócios acabam pagando juros maiores (35%) do que os homens (31%)”, comenta Carlos Melles.

Adaptação ao digital

Durante a crise, segundo o levantamento, as mulheres estão buscando mais soluções digitais que os homens para continuar funcionando (34% contra 31%) e avançaram mais que os empresários do sexo masculino no sentido de implementar as vendas on-line.

O estudo do Sebrae revelou ainda que as mulheres estão ligeiramente mais otimistas que os homens sobre quanto tempo vai demorar para a economia voltar ao normal, após a pandemia (10 meses contra 11 meses no caso dos homens).

Números da Pesquisa

  • As mulheres foram mais afetadas pela crise (52% fecharam “temporariamente” ou “de vez” contra 47% nos homens)
  • Em média, as mulheres precisam 14% a menos que os homens para manter seu negócio sem fechar (R$12,4 mil contra R$ 14,5 mil nos homens)
  • As mulheres buscam mais soluções digitais que os homens para continuar funcionando (34% contra 31%)
  • As mulheres caminharam mais (que os homens) para vendas on-line.
  • Os homens buscaram mais (que elas) gerenciar as contas pelo app do banco
  • No empreendimento delas, em média, há 3 pessoas ocupadas (no deles 4 pessoas ocupadas)
  • As mulheres tiveram que dispensar 2 pessoas, em média, por causa do Covid-19 (os homens demitiram 3 pessoas)
  • As mulheres utilizaram um pouco mais a medida da suspensão do contrato de trabalho (31%) do que os homens (27%)
  • Empréstimos sem juros (59%) e auxílio temporário para subsistência (55%) seriam as medidas mais demandadas pelas mulheres para compensar a crise
  • As mulheres costumam procurar menos empréstimos que os homens (44% nunca buscou contra 38% dos homens)
  • Nessa crise, as mulheres pretendem pedir menos empréstimos que os homens (54% contra 64% dos homens)
  • Só 34% das mulheres, de fato, já buscaram empréstimos (contra 41% dos homens). Em ambos os casos, a maioria que buscou, foi a bancos, mas poucos conseguiram (perto de 5% na média dos dois gêneros)
  • A proporção de mulheres com dívidas em atraso (34%) é maior que a encontrada entre os homens (31%)
  • As mulheres estão ligeiramente mais otimistas que os homens sobre quanto tempo vai demorar para a economia voltar ao normal (10 meses contra 11 meses no caso dos homens)
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2020 0 Comentários 514 Visualizações
Cidades

Última fase de estudo com testes rápidos ocorre neste fim de semana em Santa Cruz

Por Gabrielle Pacheco 22/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A primeira pesquisa a estimar o número de pessoas que já contraíram o coronavírus na população terá a quarta e última fase de testes rápidos neste fim de semana em nove cidades do Rio Grande do Sul. Em Santa Cruz, a meta é testar e entrevistar mais 500 pessoas, nos dias 23 e 24 de maio. O estudo inédito, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas a partir de parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, concluirá o mapeamento dos casos de coronavírus e o acompanhamento da velocidade de disseminação do contágio no Estado. Ao todo, dois mil santa-cruzenses farão parte dessa análise.

A Diretora de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Santa Cruz (Unisc), Andreia Valim, avalia a pesquisa como uma experiência ímpar para profissionais e estudantes da área da saúde. “Aprendemos muito ao longo das quatro rodadas. Nossos alunos cresceram enquanto profissionais de saúde e desenvolveram segurança nas atividades em campo”, destaca.

De acordo com a diretora, a pesquisa tem como objetivos: estimar o percentual de gaúchos com anticorpos para o coronavírus, avaliar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo, determinar a porcentagem de infecções assintomáticas ou subclínicas e obter cálculos precisos da letalidade. “Os objetivos estão sendo atingidos e, dessa forma, a pesquisa dá subsídios para a tomada de decisões a nível estadual e nos municípios em que está sendo aplicada”, explica Andreia.

O secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, destaca a importância das pessoas receberem os pesquisadores em suas residências para que a pesquisa seja concluída e, assim, possa contribuir ainda mais com as deliberações do Gabinete de Emergências e com as decisões do prefeito, Telmo Kirst. “São as informações que vêm da comunidade que nos auxiliam a definir as estratégias a serem tomadas para que continuemos agindo, de acordo com dados científicos e conforme orientação de profissionais técnicos, contra o vírus”, detalha.

A pesquisa tem apoio de uma rede de doze instituições de ensino superior públicas e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

Os custos do estudo, de R$ 1,5 milhão, têm financiamento da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Os resultados são divulgados por integrantes da coordenação do estudo e do Governo do RS em aproximadamente 48 horas após a finalização de cada rodada do inquérito populacional.

Como funciona

No domicílio, novo sorteio determina o morador que irá realizar o teste. Durante a visita, os entrevistadores – profissionais voluntários da área da saúde – coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos.

Enquanto o resultado é processado, os participantes respondem a um breve questionário de informações sociodemográficas básicas, sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina da família em relação às medidas de prevenção e isolamento social.

Se o resultado for positivo, todos os moradores da residência são testados e os pesquisadores entregam um informativo com orientações e repassam o contato dos participantes para acompanhamento e suporte da Secretaria de Saúde do Município.

Em caso de dúvida, os participantes poderão entrar em contato com os órgãos de segurança do de Santa Cruz para checar a abordagem à casa. A Brigada Militar e a Guarda Municipal das localidades estão apoiando o estudo e têm informações sobre os locais de visitação previstos na pesquisa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2020 0 Comentários 555 Visualizações
Variedades

FIRS promove evento online sobre inovações na área da saúde

Por Gabrielle Pacheco 19/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A pandemia de Covid-19 que atingiu o Brasil escancarou as necessidades de investimento e pesquisa na área da saúde. Por isso, a Federação Israelita do RS (FIRS) irá promover um seminário online que debaterá sobre as inovações no setor. O evento, que contará com a presença especial do diretor geral e chefe do escritório de inovação do Centro Médico Sheba de Israel, Dr. Eyal Zimlichman, ocorrerá quinta-feira (21) das 11h às 12h, ao vivo pelo Facebook da FIRS.

“A troca de ideias entre profissionais experientes e renomados é fundamental para podermos pensar em soluções para o momento que vivemos. A saúde é uma área que sofre no nosso país e poder ouvir de médicos internacionais sobre os avanços e investimentos no setor é uma oportunidade rara. Especialmente quando tratamos com profissionais de Israel que está tendo um enfrentamento muito exitoso no combate à COVID-19”, comenta o presidente da FIRS, Sebastian Watenberg.

“O Centro Médico Sheba, no qual um dos palestrantes atua como diretor, foi considerado pela revista norte-americana Newsweek um dos dez melhores hospitais do mundo, em publicação recente do ranking  “Melhores Hospitais do Mundo 2020”, ainda teremos o nosso Secretário de Inovação e a Diretora de um dos principais hospitais da Capital Gaúcha, é um time de peso”, finaliza o presidente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/05/2020 0 Comentários 544 Visualizações
mapa preliminar
Saúde

Estudo que vai estimar dimensão da Covid-19 no Brasil está em curso em mais de 130 cidades

Por Gabrielle Pacheco 15/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma pesquisa que vai estimar a dimensão real da Covid-19 no Brasil inteiro começou na quinta feira, 14, em todos os estados do país.

Já foram feitos mais de 5.300 testes rápidos para o coronavírus apenas no primeiro dia da coleta de dados. Até sábado, devem ser testadas 33.250 pessoas em 133 cidades, gratuitamente. Com essa amostra, será possível definir qual é a proporção de brasileiros infectada.

As equipes que coletam os exames e os dados têm enfrentado algumas dificuldades, no entanto. Embora o Ministério da Saúde tenha enviado ofício para as Secretárias de Saúde, em alguns casos aparentes esses ofícios não chegaram ao conhecimento das autoridades locais. O reitor da Universidade de Pelotas, Pedro Hallal, diz que a coordenação do estudo está “trabalhando em força-tarefa para dialogar com as prefeituras e evitar prejuízos para o trabalho”.

Com esse estudo, haverá dados para planejar o combate à doença, informações que servirão a estudos científicos e poderão auxiliar autoridades a tomar decisões fundamentais no enfrentamento da epidemia.

Nas residências, as equipes da pesquisa têm sido muito bem-recebidas, o que mostra que a população está muito interessada em ter a chance de realizar o teste para o coronavírus e contribuir para a pesquisa.

O estudo, aprovado pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), vai estimar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 e a velocidade de expansão da pandemia no Brasil.

As pessoas serão entrevistadas e testadas em casa por meio de um sorteio aleatório. Os agentes da pesquisa coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. A participação na pesquisa é voluntária e o teste é realizado de forma gratuita.

É uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas, financiada pelo Ministério da Saúde, e realizada pelo Ibope Inteligência.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2020 0 Comentários 644 Visualizações
Saúde

Estudo irá medir nível de propagação do coronavírus no Brasil

Por Gabrielle Pacheco 14/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Ao todo, 99.750 pessoas de 133 municípios em todos os estados brasileiros serão testadas para o coronavírus. A pesquisa, que irá medir a proporção de pessoas com anticorpos para a doença, é o maior estudo em nível mundial de prevalência da Covid-19. O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas coordena estudo que irá medir a prevalência do coronavírus e avaliar a velocidade de expansão da doença no país, com financiamento do Ministério da Saúde do Brasil.

A pesquisa irá estimar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 e analisar a evolução de casos na população brasileira, por meio de uma amostragem de participantes em 133 “cidades sentinelas”, que são os maiores municípios das divisões demográficas do país, de acordo com critério do IBGE.

“Todas as estatísticas oficiais são baseadas em casos confirmados, os quais representam apenas uma parcela, provavelmente ínfima, em comparação com a realidade do número de casos na população. Por isso, fazemos a analogia com o iceberg. Queremos enxergar para além dessa pequena parte aparente, que são os casos notificados, e conhecer a real proporção de pessoas atingidas pela infecção”, explica o coordenador geral o estudo e reitor da UFPel, Pedro Hallal.

O estudo ainda irá determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas; avaliar os sintomas mais comuns; obter cálculos precisos da letalidade da doença; estimar recursos hospitalares necessários para o enfrentamento da pandemia, além de permitir o desenho de estratégias de abrandamento das medidas de distanciamento social com base em evidências científicas.

A pesquisa incluirá três inquéritos populacionais, realizados a cada duas semanas por meio de visitas domiciliares, conduzidas por equipes do IBOPE.

A primeira fase inicia nesta quinta-feira, 14, com a realização de testes rápidos para o coronavírus e entrevistas com 250 participantes em cada uma das 133 cidades. As pessoas serão entrevistadas e testadas em casa, por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base. Os agentes da pesquisa coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. Se o resultado for positivo, os profissionais entregam um informativo com orientações e repassam o contato do participante para acompanhamento e suporte da secretaria de saúde do município.

O teste utilizado avalia anticorpos produzidos pelo organismo após a infecção de cerca de duas semanas antes da coleta e não identifica o vírus ativo logo após o contágio. Este teste foi recentemente avaliado como uns dos melhores no mercado atual.

O cronograma da pesquisa prevê mais duas fases, com coletas de dados previstas para os dias 28 e 29 de maio, na 2ª fase, e 11 e 13 de junho, na 3ª fase. Ao final, terão sido realizados mais de 33 mil testes em cada uma das três fases, intercaladas por duas semanas, totalizando quase 100 mil pessoas.

Os dados coletados também servirão de base para investigações sobre perfil demográfico e socioeconômico, sintomas relacionados à Covid-19, diagnóstico médico de enfermidades potencialmente relacionadas ao prognóstico da doença, uso de serviços de saúde e grau de cumprimento das recomendações de distanciamento social.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2020 0 Comentários 956 Visualizações
Saúde

Pesquisadores brasileiros lançam software para ajudar no combate ao coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 08/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Afim de contribuir com o avanço no combate ao Covid-19, um grupo de pesquisadores e especialistas voluntários brasileiros lançou a campanha “Your Brain Says” (Seu Cérebro Diz, no Brasil), que disporá de um software inovador capaz de descobrir informações sobre a ação do novo coronavírus e fomentar estudos para a descoberta da cura da pandemia.

Com início de testes previsto para esta semana, a plataforma estará disponível gratuitamente para hospitais e institutos de pesquisa de todo o mundo. Além de ajudar a compreender a forma de atuação do vírus, a tecnologia ajudará a agilizar exames, assim como no tratamento e desenvolvimento de vacinas contra o vírus.

Segundo o pesquisador e idealizador do software, Pablo Mattos, a ferramenta é baseada nas mais avançadas pesquisas em Neurotecnologia, que usa recursos tecnológicos para o estudo do cérebro. Com isso, o software consegue mapear em apenas 5 minutos o que está acontecendo no cérebro e no organismo humano em tempo real. O especialista esclarece como isso é possível nos estudos do novo coronavírus.

“O cérebro tem uma íntima ligação com o corpo através do sistema nervoso, além de enviar e receber sinais de todo o organismo, os quais são registrados nas estruturas cerebrais e acionam diversas áreas da mente. Esta nova tecnologia, portanto, é capaz de reconhecer padrões neurais e identificar como cada doença age no corpo humano, sendo uma forte aliada para detectar mais rapidamente se uma pessoa está infectada pelo Covid-19 ou como ele se comporta no indivíduo”, finaliza.

A coleta de informações do software acontece por meio de um teste rápido com o usuário, cuja palavras utilizadas servem como base para o desenvolvimento de análises. Mattos explica que a avaliação por meio de palavras é cientificamente comprovada, inclusive, por meio das pesquisas do psicólogo Paul Ekman, o qual dedicou mais de 40 anos ao estudo das emoções humanas.

Conforme a neurocientista Dra. Alessandra Ghinato Mainieri, também colaboradora do projeto, o software utilizado para as avaliações é um algoritmo de inteligência artificial que realiza um grande e complexo cálculo de probabilidades (Redes Beasianas) para identificação de padrões.

“Palavras chaves são associadas a redes neurais das mais variadas e, por meio de um cálculo de probabilidades, estima-se o padrão comum para determinado indivíduo e o nível de correlação do padrão individual com padrões neurais já cientificamente conhecidos que estão associados a certas patologias”, complementa.

Mas os benefícios do sistema para conter os efeitos da pandemia não param por aí. Segundo Mainieri, o software pode servir como um banco de voluntários para prestar acompanhamento aos profissionais que lidam diretamente com o Covid-19. As ações implementadas podem ser desde o envio de mensagens de otimismo até exercícios e acompanhamento terapêutico gratuito, o que auxiliaria principalmente os profissionais da área da saúde.

Etapas dos testes

De acordo com Pablo, a campanha acontecerá em três etapas simultâneas, sendo que na primeira serão analisados os dados de pacientes já infectados com o coronavírus, a fim de identificar como o vírus funciona, bem como contribuir para formação de uma vacina. Já na segunda, serão colhidas informações de pacientes com sintomas leves ou assintomáticos na busca de desenvolver tratamentos para conter o vírus, e por último, a avaliação de pessoas não infectadas para evitar a propagação do vírus.

O sistema é de fácil utilização e os hospitais interessados devem se cadastrar no site oficial da campanha e fornecer os dados necessários para participar. Mais informações estão disponíveis no site oficial da campanha.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/05/2020 0 Comentários 477 Visualizações
Variedades

Pesquisadora gaúcha recebe bolsa de estudos para reforçar força-tarefa de diagnóstico da Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 06/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Cientistas do mundo todo estão se esforçando no sentido de apresentar soluções para manter a segurança das pessoas em relação à Covid-19. Nesta terça-feira, 5, aconteceu o Giving Tuesday Now, um movimento global para combater a pandemia e dar uma resposta imediata à necessidade sem precedentes causada pelo novo coronavírus.

Nessa data em que pessoas de diferentes países se uniram, mostrando a sua generosidade e retribuindo às comunidades que estão mantendo o distanciamento físico, a pesquisadora Juliana Schons Gularte, que atua no Laboratório de Microbiologia Molecular e no Laboratório de Saúde Única da Universidade Feevale, recebeu uma ótima notícia. Ela foi uma das sete cientistas brasileiras selecionadas pela Dimensions Sciences, uma organização não governamental e sem fins lucrativos dos Estados Unidos, para receber uma bolsa de estudos para auxiliar no diagnóstico da Covid-19.

Doutora em Qualidade Ambiental pela Universidade Feevale, Juliana trabalha com pesquisas em virologia, no monitoramento da qualidade ambiental através da detecção de marcadores virais e bacteriológicos de contaminação fecal e no desenvolvimento de um sensor microfluídico para a detecção de mastadenovírus humano. Ela se inscreveu, com apoio do Mestrado em Virologia e do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, para reforçar a força-tarefa de diagnóstico da Covid-19.

Para Juliana, o apoio da Dimensions Sciences será muito importante, uma vez que a bolsa possibilitará a ela contribuir com o diagnóstico na região, ainda mais nesse momento de grande demanda, em que o laboratório necessita do auxílio de profissionais que tenham experiência com abordagens moleculares. “Esse tipo de iniciativa, que apoia pesquisadores que estão na linha de frente dos laboratórios brasileiros, é de extrema relevância, pois acelera a geração de conhecimento e auxilia na formação em ciência e tecnologia no nosso país”, afirma.

Com a bolsa, Juliana vai auxiliar diretamente na realização de testes moleculares para o diagnóstico das amostras de pacientes suspeitos da Covid-19. Essas amostras são enviadas à Universidade Feevale por municípios conveniados e recebidas pela equipe do Laboratório de Microbiologia Molecular, que vem desenvolvendo este trabalho desde o final de março. “Nosso grupo de pesquisa em virologia vem realizando diagnósticos confiáveis, por abordagens moleculares, para a população do Vale do Sinos. Esse projeto tem como objetivo principal identificar, o mais próximo possível, o real número de pacientes infectados na região”, explica.

Segundo Juliana, o diagnóstico correto tem importância direta na saúde dos pacientes, pois afeta a escolha do tratamento e os cuidados de saúde a serem abordados. “Além disso, esses dados podem interferir diretamente na definição das melhores medidas e ações que as autoridades públicas devem adotar, principalmente no que se refere ao isolamento social”, complementa.

Sobre a seleção

A Dimensions Sciences busca soluções para problemas científicos desafiadores e acredita que a ciência é importante porque ajuda a responder perguntas que têm o poder de invocar mudanças positivas no mundo. A organização ofereceu bolsa de estudos para cientistas que realizam pesquisas com aplicações práticas no diagnóstico e no tratamento de pacientes com Covid-19 no Brasil e, futuramente, nos Estados Unidos e no Canadá.

Inicialmente, a Dimensions Sciences selecionou 30 candidatos, classificou doze finalistas e, nesta terça-feira, 5, anunciou os sete pesquisadores que receberão as bolsas de emergência. Além da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, eles são provenientes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para obter esses resultados, um grupo de 21 especialistas (comitê científico permanente, conselho científico ad hoc e conselho da Dimensions Sciences) produziu 120 relatórios (cada candidato foi analisado por cinco avaliadores) com base na viabilidade, no impacto no paciente de Covid-19 e no perfil do candidato. Cada pesquisador receberá R$ 6.500,00 em um período de três meses, a partir de 15 de maio. Além disso, todos serão apoiados pela organização por meio de um programa de orientação para seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2020 0 Comentários 434 Visualizações
Saúde

Segunda etapa de pesquisa estima que RS tenha mais de 15 mil infectados por Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 29/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os números da segunda etapa da pesquisa por amostragem para estimar o percentual da população do Rio Grande do Sul infectada pelo novo coronavírus estimam que o Estado tenha 15.066 pessoas com anticorpos, ou seja, que já tiveram contato com a Covid-19. O número é equivalente a um infectado a cada 769 habitantes, taxa de 0,13%. Dos 4,5 mil testes aplicados entre os dias 25 e 27 de abril, seis testaram positivo.

Na primeira fase da pesquisa, entre 11 e 13 de abril, dois casos deram positivo para a Covid-19, o que representa 0,05%. A estimativa, portanto, era de que existissem 5.650 pessoas contaminadas pelo coronavírus no Estado, um caso a cada 2 mil habitantes.

“O resultado dessa pesquisa é um dos parâmetros utilizados para traçarmos nossa estratégia de enfrentamento ao coronavírus no Estado. Com apoio da comunidade científica e acadêmica e da sociedade, podemos traçar um plano de distanciamento social controlado, com base nas realidades particulares de cada região, que seja sustentável a longo prazo”, explicou o governador Eduardo Leite.

Os seis casos positivos foram identificados em Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria e Canoas. As pessoas que dividem residência com os seis casos positivos também foram testadas – 12 familiares, dos quais nove também tiveram resultado positivo para a Covid-19. (Esses familiares não fazem parte dos 4,5 mil selecionados para a pesquisa e, por isso, não ficam contabilizados no resultado.)

A confirmação da transmissão entre familiares ou residentes de um mesmo lar confirma que o teste funciona. “Há uma alta transmissibilidade no ambiente familiar. O baixo número de resultados positivos se dá porque a infecção ainda está em um estágio inicial no Estado”, explica Pedro Rodrigues Curi Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), instituição que coordena o projeto encomendado pelo Estado.

As nove cidades onde foram realizadas as coletas – Caxias do Sul, Canoas, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Uruguaiana- representam 31% da população gaúcha, ou seja, 11,3 milhões de habitantes. O estudo reflete uma realidade do avanço da doença de duas semanas atrás.

Com os resultados da segunda etapa, é possível estimar que, para cada 1 milhão de habitantes do Rio Grande do Sul, existam 1,3 mil infectados, dos quais somente 108 foram notificados. Para cada notificado, existem até 12 não notificados (há uma margem de erro que varia entre 5 a 26 não notificados).

“Existe uma parcela da população que, por não ter sintomas ou por ter sintomas muito leves, não é testada, até porque esse não é o protocolo estabelecido. Por isso, existe essa diferença”, explicou Leite.

Os resultados da pesquisa foram apresentados, nesta quarta-feira, 29, durante transmissão ao vivo pela internet, com participação do governador Leite, das secretárias de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e da Saúde, Arita Bergmann, e do reitor Hallal.

Distanciamento social

Responsável por coordenar o trabalho da epidemiologia da Covid-19, o reitor da UFPel abordou também os aspectos que evidenciam uma mudança no comportamento dos gaúchos para se prevenirem contra o contágio. Segundo a pesquisa, houve um aumento significativo das pessoas que passaram a sair de casa diariamente: eram 20,6% dos pesquisados na primeira consulta e, agora, esse percentual saltou para 28,3%.

O contingente de pessoas que declaram sair apenas para as necessidades essenciais caiu de 58,3% para 53,4% dos entrevistados. Recuo semelhante ocorreu neste intervalo de duas semanas entre aqueles que disseram cumprir o isolamento total: eram 21,1% e, agora, são 18,3%.

O estudo vem mobilizando um grupo de especialistas de outras universidades federais e privadas do RS. A ideia surgiu nas discussões do Comitê de Análise de Dados sobre a pandemia, instituído em março pelo governador, e que tem no comando a secretária Leany.

“Fizemos a opção de usar a ciência da melhor forma possível para guiar a tomada de decisões. A pesquisa de amostragem é de fundamental importância porque, a partir da sequência de resultados, podemos medir tendências e comportamentos. Isso nos dá um norte e também serve para alimentar outros tipos de projeções matemáticas e epidemiológicas para que possamos olhar para frente e tentar fazer uma aproximação da progressão da pandemia no Estado”, observou Leany.

Letalidade

A pesquisa trouxe a primeira estimativa de letalidade. Se o cálculo for baseado nos casos notificados: 49 óbitos e 1.350 casos confirmados no dia 28 de abril. A letalidade estimada seria de 3,6%. Isso significa que, a cada cem pessoas que contraírem o vírus, entre três e quatro iriam a óbito.

Se, porém, o cálculo levar em consideração o total de casos estimado pela pesquisa, de 15.066, e o número de óbitos confirmados, de 49 casos, a estimativa de letalidade fica em 0,33%. Ou seja, a cada mil pessoas que contraírem o coronavírus, três iriam a óbito.

O reitor ressalta, no entanto, que a taxa de letalidade varia muito de acordo com a faixa etária, sendo significativamente mais alta entre idosos. “Mesmo com a baixa letalidade, o número é muito relevante na população. De maneira nenhuma significa que pode ser interpretada como um sinal verde para o retorno da vida como era antes do coronavírus. Isso vai demorar muito tempo para acontecer”, destacou Hallal.

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, informou que o Laboratório Central do Estado (Lacen) faz a testagem de todos os casos de pacientes internados por síndrome respiratória aguda grave. Quando há um óbito, é notificado. “Os óbitos sempre têm prioridade nas análises. Quando dá resultado negativo para Covid-19, o corpo também é testado para avaliar a existência ou não de outras doenças respiratórias”, detalhou. No RS, não há demanda reprimida para análise de óbitos.

Pesquisa de campo

O Ministério da Saúde enviou 20 mil kits para viabilizar a aplicação dos testes e já programa replicar o mesmo estudo no restante do país. A próxima etapa está prevista para ocorrer entre os dias 9 e 11 de maio.

Além da UFPel, a pesquisa mobiliza uma rede de 12 universidades federais e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Imed Passo Fundo, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle-Canoas).

O estudo tem um custo estimado em R$ 1,5 milhão e tem o apoio da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital gaúcha, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro.

Números da segunda etapa da pesquisa:

  • Para cada 1 milhão de habitantes no RS, estima-se que existam 1.300 infectados reais, 108 notificados.
  • Para cada caso notificado nas nove cidades da pesquisa, existem cerca de 12 casos não notificados.
  • A letalidade da Covid-19 no RS está em 3,6% dos casos notificados (49 óbitos/1.350 casos até 28/4).
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2020 0 Comentários 434 Visualizações
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