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Movimento
Business

Setor calçadista trabalha com 30,9% da capacidade instalada, aponta Abicalçados

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou nesta quarta-feira, 1°, que o setor calçadista nacional está trabalhando com 30,9% da sua capacidade instalada. O número está em pesquisa realizada pela entidade junto às empresas fabricantes de calçados.

O levantamento aponta, ainda, que 63% das empresas do setor estão ativas, embora com produção reduzida; 26% das empresas estão paralisadas (sendo que 20% não tem previsão de retorno); e 14% das empresas estão operando apenas para finalização de pedidos e uso de material em estoques, o que pode fornecer indícios de uma nova paralisação no curto prazo.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o quadro vem culminando na perda de postos de trabalho do setor, que chegou a 37,4 mil postos entre janeiro e maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Ferreira, apenas no período mais agudo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e maio, o setor perdeu mais de 52 mil postos de trabalho. Em dezembro de 2019, as indústrias calçadistas empregavam 269 mil pessoas, número que caiu para 232 mil. “O impacto se dá, sobretudo, pelo fechamento do comércio, que responde por mais de 85% das vendas totais da Indústria”, afirma o executivo, acrescentando que 90% das empresas consultadas pela pesquisa apontaram este como o principal impacto na produção.

MP 936

A pesquisa da Abicalçados revela que 76% das empresas utilizaram o mecanismo de redução da jornada de trabalho, previsto na MP 936. “As empresas buscam segurar os postos. O problema é que, com a demora na retomada dos pedidos, as empresas acabam tendo que recorrer às demissões”, conta Ferreira.

Produção

Com queda nos pedidos, a produção de calçados caiu 70,5% em abril na relação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados mais recentes divulgados pelo IBGE. A projeção da Abicalçados é de que a produção caia, em média, 61% em junho, sempre no comparativo com os meses correspondentes do ano passado. “Existe um arrefecimento da queda na produção, que vem se dando paulatinamente e concomitantemente à abertura do comércio em alguns grandes centros comerciais”, avalia Ferreira, ressaltando que a entidade espera uma melhora gradativa até o final do ano, em especial no último trimestre.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 488 Visualizações
Variedades

Estudo aponta a influência dos sentimentos no comportamento alimentar durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma pesquisa realizada por três estudantes do curso de Nutrição da Universidade Feevale aponta que as pessoas alteraram o seu comportamento alimentar durante a pandemia de Covid-19, dando preferência a alimentos hiperpalatáveis, que são ricos em sal, açúcar e gorduras. Essa alimentação inadequada, com grande consumo de doces, fast-foods e bebidas alcoólicas pode tornar-se um hábito alimentar, favorecendo, em longo prazo, o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

O estudo “A influência dos sentimentos no comportamento alimentar de adultos durante o período de distanciamento social da Covid-19” foi feito pelos estudantes Bianca de Athayde, Eduardo Grudka Pereira e Luana Santana Fröhlich na disciplina de Metodologia Científica, ministrada pela professora Ana Carolina Kayser, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. O objetivo foi identificar a associação dos efeitos psicológicos do isolamento social com as mudanças comportamentais na alimentação e na qualidade alimentar.

A amostra contou com a participação de 426 pessoas, predominantemente do sexo feminino, solteiras, com idades entre 18 e 24 anos e com ensino superior em andamento. A maioria – 91,3% – reside na Região Metropolitana de Porto Alegre e 3,3% em outros Estados. A renda familiar média ficou acima de cinco salários mínimos, apontando um público com um bom poder aquisitivo. Das pessoas que participaram, 71,6% estão empregadas, com 69,5% trabalhando de forma presencial, e 51,9% não estão estudando no momento. Existe ainda uma pequena parcela – 28,6% – que trabalha e estuda.

A professora Ana Carolina Kayser diz que a pesquisa resultou em um artigo científico de ótima qualidade, que será submetido ao Inovamundi, programa de difusão do conhecimento científico e extensionista da Universidade Feevale, que ocorrerá de 17 a 24 de outubro. Organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex), o Inovamundi busca estimular a produção, a divulgação e a discussão de conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais desenvolvidos no contexto universitário e na Educação Básica.

Resultados

A partir da análise dos dados, os estudantes constataram que, referente aos alimentos consumidos em maior quantidade e/ou que passaram a ser consumidos durante o período de distanciamento social, 55,2% representam o grupo de doces e 34% de fast foods. Também houve um aumento no consumo de alimentos em geral, onde 60,3% consideram ter consumido mais alimentos que o habitual.

Quando há sentimentos positivos, os alimentos com alto valor nutritivo, como frutas e verduras, alimentos integrais e comida caseira, entre outros, refletem 39,9% das escolhas alimentares, enquanto os alimentos hiperpalatáveis, como doces, fast foods, frituras e refrigerantes, por exemplo, apresentam 28,9%. Já quando há sentimentos negativos, os alimentos hiperpalatáveis representam 57,8% e os alimentos com alto valor nutritivo 9,9%. “Percebemos, com a pesquisa, que as emoções têm influência direta no comportamento alimentar e contribuem para uma alimentação emocional, em que o desejo de comer é maior do que a necessidade fisiológica do organismo”, afirmam os estudantes, acrescentando que o comportamento alimentar engloba determinantes internos, como aspectos psicológicos, emoções e sentimentos, e externos, como aspectos econômicos, culturais, sociais e a influência de mídias.

Os alunos lembram que fatores psicológicos são gatilhos para que hábitos alimentares menos saudáveis sejam desencadeados, podendo gerar transtornos alimentares e/ou doenças crônicas. “Os maus hábitos alimentares repercutem na saúde como um todo, interferindo na qualidade de vida da pessoa, além de trazerem problemas socioeconômicos para a saúde pública do país, acarretando custos com atendimentos, tratamentos e acompanhamentos do paciente”, ressaltam.

Na pesquisa, 54% consideram sentir-se mais mal-humorados durante a pandemia. Ao serem questionados sobre os sentimentos com os quais mais se identificam durante o período de distanciamento social, predominam os sentimentos negativos, como preocupação (66,2%), ansiedade (64,3%) e incerteza (60,6%). Sobre os sentimentos positivos, foram mais indicados a esperança (26,8%), a gratidão (22,5%) e a tranquilidade (12,4%).  Seguem outros resultados:

Ao experimentar sentimentos positivos (alegria, tranquilidade, bem-estar, motivação etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos com alto valor nutritivo: 39,9%
  • Alimentos hiperpalatáveis: 28,9%
  • Bebidas alcoólicas: 12,5%
  • Bebidas não-alcoólicas: 8,3%
  • Nenhum alimento específico: 9,4%
  • Inapetência: 1%

Ao experimentar sentimentos negativos (estresse, raiva, ansiedade, incerteza etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos hiperpalatáveis: 57,8%
  • Alimentos com alto valor nutritivo: 9,9%
  • Bebidas alcoólicas: 11%
  • Bebidas não-alcoólicas: 6,5%
  • Nenhum alimento específico: 6%
  • Inapetência: 8,8%

Compra de alimentos no distanciamento social:

  • Compra mais alimentos do que o habitual: 41,3%
  • Compra menos alimentos do que o habitual: 16,1%
  • Não houve diferença: 46,9%

Reconhecimento da diferença entre a fome física e fome emocional:

  • Sabe diferenciar: 78,4%
  • Não sabe diferenciar: 14,3%
  • Não vê diferença: 7,3%
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 843 Visualizações
Variedades

Pesquisa investiga os impactos da pandemia nos setores da indústria criativa no Rio Grande do Sul

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O cenário de crise causado pela proliferação de Covid-19 tem impactado significativamente os setores culturais e criativos do Brasil. No Rio Grande do Sul, a situação não é diferente. Com as medidas restritivas de isolamento social, práticas de criação, produção e consumo foram alteradas nas mais diversas áreas. O mapeamento dessa situação está sendo feito pelo Mestrado Profissional em Indústria Criativa da Universidade Feevale, que lança nesta segunda-feira, 29, uma pesquisa que irá coletar informações sobre o trabalho em setores criativos e o consumo digital dos gaúchos durante a pandemia. A iniciativa é coordenada pelos professores Cristiano Max Pereira Pinheiro, Vanessa Valiati e Maurício Barth.

Segundo o coordenador do mestrado em Indústria Criativa da Feevale, Cristiano Max Pereira Pinheiro, a pesquisa busca orientar a proposição de políticas públicas e soluções para os setores afetados pelo vírus. O mapeamento considera as especificidades de cada área criativa, propondo um levantamento regional com formulários técnicos e individuais para cada setor. “A partir desse mapeamento, compreenderemos de qual maneira podemos auxiliar esses modelos de negócio atingidos. É importante relacionarmos as políticas públicas com a necessidade de cada setor”, afirma.

Além de avaliar a produção da indústria criativa neste período, a pesquisa também busca analisar o consumo de conteúdos digitais dos gaúchos no isolamento social. Para isso, a professora do mestrado em Indústria Criativa, Vanessa Valiati, explica que será distribuído um questionário dividido entre as áreas de audiovisual, música e jogos digitais. “A pesquisa vai ajudar a mapear o consumo de conteúdo criativo em plataformas de streaming durante a pandemia. Os dados coletados poderão auxiliar na mensuração da demanda por produtos específicos, fornecendo informações para a compreensão do cenário atual”, argumenta. A professora ressalta que esse segmento da pesquisa conta com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs/RS), por meio de edital de fomento de auxílio a recém-doutores. O projeto conta, também, com o apoio do governo estadual, por meio do programa RS Criativo e da Secretaria da Cultura do Estado.

O professor Mauricio Barth, do curso de Publicidade e Propaganda da Instituição, reforça que o cenário atual modificou a rotina dos trabalhadores do Estado. Segundo ele, o home office mostrou que os setores criativos são repletos de diferenças, sendo necessário um olhar diferenciado para cada um. “Os resultados da pesquisa nos permitirão conhecer a realidade desses profissionais e, com isso, têm-se a possibilidade de projetar opções possíveis para os setores envolvidos”, pondera.

A pesquisa está disponível no site  da Universidade Feevale e pode ser acessada pelo link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/06/2020 0 Comentários 539 Visualizações
Cidades

Canoas recebe nova etapa de estudo sobre o novo coronavírus neste final de semana

Por Gabrielle Pacheco 26/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em 15 bairros de Canoas, o próximo final de semana, dias 27 e 28 de junho, será marcado por mais uma etapa da pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que monitora a prevalência do novo coronavírus em diversas regiões do país. No Rio Grande do Sul, o estudo é realizado em parceria com as universidades do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e La Salle, Governo do Estado e o Ministério da Saúde. Os resultados obtidos servem de instrumento para as estratégias de prevenção e políticas públicas de combate à pandemia no estado. 

Todas as residências participantes são escolhidas por um software da equipe de pesquisa, que utiliza critérios científicos para definição. Para garantir a segurança dos trabalhos e da população, os pesquisadores usam equipamentos de proteção como óculos, máscara, jaleco, luva e documento de identificação do estudo. Em caso de dúvida, é possível acionar a Brigada Militar, pelo número 190, ou a Guarda Municipal, pelo número 153, e confirmar o nome do pesquisador. 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2020 0 Comentários 593 Visualizações
Cidades

Pesquisa da UFPel será retomada em Santa Cruz

Por Gabrielle Pacheco 25/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A UFPel e o Governo do Estado vão retomar a pesquisa sobre Covid-19 no Rio Grande do Sul. As quatro etapas, que já foram concluídas, ocorreram quinzenalmente. A pedido do governador Eduardo Leite, a UFPel, em parceria com universidades dos municípios contemplados, vai retomar as visitas para avaliar a evolução da pandemia. Agora, as ações ocorrerão apenas uma vez por mês.

Santa Cruz está entre os municípios onde será realizado o levantamento. A expectativa é visitar 500 casas entre os dias 27 e 29 de junho. Voluntários da Unisc farão a aplicação de testes rápidos e as entrevistas a partir das 8 horas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2020 0 Comentários 561 Visualizações
Saúde

Pesquisa mapeia circulação do coronavírus no esgoto de Porto Alegre e Região Metropolitana

Por Gabrielle Pacheco 23/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisadores estão monitorando, através de análise molecular, a ocorrência e a quantificação do SARS-CoV-2 em águas brutas e residuais no Rio Grande do Sul. O objetivo dos estudos, inéditos no Estado, é intensificar a vigilância epidemiológica do coronavírus em efluentes e mananciais e dar suporte às autoridades de saúde, ao longo da pandemia. Isso aumentará a compreensão da dinâmica viral e auxiliará na tomada de decisão das medidas de prevenção, além de fornecer elementos que contribuam para a investigação da hipótese de transmissão fecal-oral ou fecal-respiratória.

O projeto, desenvolvido a partir de um convênio firmado entre a Universidade Feevale e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), teve início em Porto Alegre e na Região Metropolitana, mas a previsão é reproduzir os estudos em outros pontos do Estado. As amostras analisadas na pesquisa Plano de monitoramento de Covid-19 no ambiente são de ponto de captação de água bruta, corpo hídrico altamente impactado por esgoto doméstico, afluente e efluente de esgoto sanitário e efluente hospitalar. As coletas são realizadas pelos órgãos municipais e estaduais envolvidos na pesquisa e os testes ocorrem no Laboratório de Microbiologia Molecular da Feevale.

Segundo Caroline Rigotto, professora do mestrado em Virologia da Feevale e coordenadora do projeto, ao lado de Aline Campos, chefe da Divisão Vigilância Ambiental em Saúde do CEVS, a ideia é estender o monitoramento por 10 meses, permitindo acompanhar a ocorrência e a distribuição do vírus ao longo da pandemia e das diferentes sazonalidades. “São esperados desdobramentos em estudos genômicos e de modelagem matemática ambiental para diagnóstico coletivo”, afirma Caroline.

Primeiros resultados

A pesquisa teve início em 11 de maio e, na semana passada, ocorreu a terceira rodada de análises moleculares para detecção do coronavírus em amostras de águas residuais e superficiais coletadas em Porto Alegre. Nesta semana, está prevista a coleta em Novo Hamburgo.

Até o momento, foram analisadas 29 amostras coletadas em 10 pontos de coleta, distribuídos em duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), duas Estações de Bombeamento de Esgoto (EBE), um manancial altamente impactado e quatro hospitais. Também foram incluídas duas amostras coletadas em uma Estação de Tratamento de Água (ETA). Dessas 29 amostras analisadas, cinco apresentaram resultados positivos (17%). As amostras positivas foram coletadas em uma EBE, uma ETE e um hospital.

A pesquisadora Caroline Rigotto lembra que esses resultados são preliminares, mas destaca que, quando comparados os dados entre as três primeiras semanas de coleta, é possível observar um aumento do percentual de amostras positivas. “Importante ressaltar que, em 11 de maio, Porto Alegre contava com 644 casos de Covid-19 e, em 3 de junho, com 1.367. Nesse sentido, é possível inferir que a presença do vírus no esgoto sanitário apresentou comportamento de crescimento, acompanhando a epidemia na região”, salienta.

No ponto de monitoramento da Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Baronesa do Gravataí houve a presença do vírus em 100% das amostras de esgoto bruto nas duas coletas realizadas. Já a maior porcentagem de amostras positivas ocorreu nos pontos de monitoramento na Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) São João/Navegantes, que corresponde à segunda unidade de esgotos de Porto Alegre em termos de capacidade de tratamento. Nas amostras analisadas em pontos de monitoramento dos efluentes de estabelecimentos hospitalares, por sua vez, verificou-se um resultado positivo na terceira semana de coleta.

Amostragem e processamento

A coleta de amostras é realizada por uma equipe colaborativa interinstitucional, composta, nesta primeira etapa, por técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) de Porto Alegre, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade de Porto Alegre e da Secretaria Municipal de Saúde de Novo Hamburgo.

Em Porto Alegre, foram selecionados pontos estratégicos de coletas nos Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) que representassem a maior parte da população: Navegantes, Ponta da Cadeia e Salso. Neste último encontra-se a maior unidade de tratamento de esgoto do Rio Grande do Sul: a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Serraria, que integra as SES Ponta da Cadeia, Cavalhada, Zona Sul e Salso. Também foram selecionados quatro hospitais de grande porte – públicos e privados – que recebem pacientes com Covid-19.

Conforme a pesquisadora Caroline Rigotto, a coleta de amostras (simples ou composta de 24 horas) é realizada em frascos de vidro estéreis e armazenadas a 4°C durante ou após a amostragem. Os frascos contendo as amostras são transportados em caixa com gelo para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e, em seguida, ao Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, onde o material é analisado. São avaliados parâmetros físico-químicos e, após, as amostras passam por uma etapa de concentração viral, seguida por extração do RNA viral e posterior transcrição reversa para a quantificação da Reação em Cadeia pela Polimerase em tempo real (RT-qPCR).

Posteriormente, estudos genômicos por meio do sequenciamento do genoma completo das amostras positivas serão realizados no Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT/CEVS), permitindo a comparação com genoma de amostras clínicas de pacientes. O Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS também contribuirá nas análises moleculares e nos estudos genômicos do vírus ambiental.

Já a Fiocruz-RJ realizará o isolamento viral, pesquisando a viabilidade e eventual infectividade do vírus presente nas amostras ambientais. Em posse de dados que permitam uma análise estatisticamente representativa, técnicos do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS) realizarão estudos, de modo a contribuir na avaliação do impacto das intervenções adotadas e estudos de modelagem ambiental.

Caroline Rigotto ressalta que o grupo já está trabalhando no projeto de expansão da pesquisa. “Estamos pensando em pontos estratégicos, como comunidades em vulnerabilidade social e com déficit de esgotamento sanitário e, futuramente, deveremos monitorar escolas também”, afirma a professora da Universidade Feevale, acrescentando que a epidemiologia baseada em esgoto é uma ferramenta que foi bem aceita e, provavelmente, se estenderá a médio e longo prazo, auxiliando no monitoramento e antecedendo surtos isolados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/06/2020 0 Comentários 518 Visualizações
Variedades

Pesquisadores fazem estudos na área da saúde do trabalhador

Por Gabrielle Pacheco 22/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisadores da área da saúde do trabalhador estão realizando uma pesquisa-intervenção que tem como objetivo dar visibilidade às vivências e sentimentos relacionados ao trabalho no contexto da pandemia do novo coronavírus. Estão à frente do projeto os professores Carmem Regina Giongo (Universidade Feevale), Karine Vanessa Perez (Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc) e Bruno Chapadeiro (Universidade Federal de São Paulo – Unifesp).

A pesquisa é voltada às pessoas maiores de 18 anos que estejam desempregadas ou trabalhando durante a pandemia, seja em trabalhos presenciais ou remotos. O grupo está aceitando a participação das pessoas que queiram contribuir com os estudos. Para isso, os voluntários devem responder a um questionário no link.

As pessoas ainda podem relatar suas vivências e sentimentos durante a pandemia do coronavírus. Os áudios, textos ou fotografias podem ser enviados aos pesquisadores pelo e-mail projethoscovid@gmail.com ou WhatsApp (51) 98138-1752. O encaminhamento dessas informações está condicionado, no entanto, ao preenchimento do formulário, que também está disponível no perfil da pesquisa no Instagram: @projethoscovid19. A identidade dos participantes não será revelada e os resultados da pesquisa poderão ser publicados em livros, mídias sociais, revistas científicas e congressos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2020 0 Comentários 557 Visualizações
Saúde

Feevale acelera análise de pesquisas relacionadas à Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 18/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Feevale tem trabalhado para acelerar a análise de pesquisas sobre o coronavírus. Uma força-tarefa foi criada para que os trabalhos relacionados à Covid-19 estejam aprovados em até uma semana. Durante a pandemia, as reuniões do CEP, que são mensais, passaram a acontecer virtualmente. Mesmo a distância, os encontros mantêm os cuidados éticos, o sigilo e a confidencialidade das informações, como sugere a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), do Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde.

Conforme a coordenadora do CEP, Ranieli Gehlen Zapelini, as pesquisas relacionadas ao tema ganharam fluxo mais rápido devido ao seu caráter de emergência, o que fez o comitê realizar reuniões extraordinárias. “Estamos com uma força-tarefa para agilizar esse processo. Um projeto de pesquisa normal demora até 30 dias para a emissão do parecer; já para as pesquisas relacionadas à Covid-19 temos o prazo máximo de sete dias”, afirma. “Até o momento, aprovamos cinco projetos de pesquisa referente à Covid-19, os quais, na sua maioria, envolvem pesquisadores da Feevale em alguma etapa dos estudos”, complementa.

Ainda segundo Ranieli, os critérios analisados são específicos, dependendo do estudo, do delineamento do estudo (ensaio clínico e estudo de caso, entre outros) e do grau de risco dos participantes envolvidos (se o risco é baixo, médio ou alto). “De forma geral, verificamos os princípios éticos, de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, respeitando sempre a autonomia do participante da pesquisa, privacidade e confidencialidade das informações coletadas”, destaca.

Nas reuniões, o CEP emite as propostas, pareceres de aprovada, não aprovada, pendente (que necessita de correções ou mais esclarecimentos), suspensa ou retirada. Diferente de um projeto de pesquisa normal, que possui um membro relator e um membro revisor, que estudam e apresentam o projeto nos encontros do CEP, nas pesquisas do coronavírus são cinco membros relatores e um revisor para cada proposta que é apresentada e discutida.

Entre os participantes da comissão está a docente Andreia Henzel, responsável técnica pelo IBEx Feevale – Inovação em Biotério de Experimentação – e coordenadora da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). Para ela, as descobertas da ciência, paralelo ao progresso das pesquisas científicas, no âmbito terapêutico, vacinal, estudos pré-clínicos, epidemiológicos e testes de diagnósticos, têm sido fundamentais para o enfrentamento da pandemia. “Para que a pesquisa avance sem comprometer questões de vulnerabilidade social, cultural, religiosa e moral da sociedade, os aspectos éticos relacionados ao cenário atual são fundamentalmente necessários no julgamento.  Dessa forma, as comissões de ética, como o CEP da Feevale, têm contribuído para que a pesquisa progrida no campo social, humanitário e científico, sem neglicenciar o viés ético”, enfatiza.

Sobre o CEP Feevale

O Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Feevale é um colegiado interdisciplinar e independente, composto por representantes dos Institutos Acadêmicos, Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), Reitoria, Pró-reitorias e comunidade. É vinculado nacionalmente à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e tem por objetivo pronunciar-se, em relação aos aspectos éticos, sobre os trabalhos de pesquisa da Universidade Feevale e de instituições indicadas pela Conep, encaminhados ao CEP, e que envolvam seres humanos. Visa, com isso, criar uma política concreta sobre as investigações propostas na Instituição.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2020 0 Comentários 457 Visualizações
feevale
Variedades

Inscrições para mestrados e doutorado com bolsas de até 75% são prorrogadas

Por Gabrielle Pacheco 16/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex) da Universidade Feevale prorrogou as inscrições para cursos de pós-graduação stricto sensu – doutorado e mestrados – com ingresso para o 2020/02 As inscrições podem ser feitas até esta quinta-feira, 18 de junho, pelo site, selecionando a página de cada curso.

A fim de apoiar a pesquisa, a Instituição disponibiliza diversas modalidades de bolsas para os ingressantes, entre as quais, o auxílio de 75% para o desenvolvimento de projetos voltados à resolução de problemas decorrentes da Covid-19. Outras possibilidades são bolsas de 60% para servidores públicos que atuem na educação básica da rede pública de ensino, além de bolsas Feevale que variam de 40% a 70% para projetos de forma geral.

Poderão solicitar a concessão de incentivo financeiro os candidatos classificados, em primeira e segunda chamada, no processo seletivo em aberto dos cursos de mestrado e doutorado. Para o Mestrado Acadêmico em Virologia, poderão concorrer os candidatos aprovados pela Comissão de Coordenação do Curso no processo seletivo em fluxo contínuo, mesmo que ainda não matriculados (desde que a aprovação no processo seletivo tenha ocorrido há, no máximo, 60 dias).

O pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Feevale, João Sganderla Figueiredo, lembra que um dos objetivos do incentivo financeiro para a realização das pesquisas é o cumprimento das metas do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG), estabelecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “A Universidade está sempre atenta à formação de recursos humanos e apoia a entrada de mestrandos e doutorandos com diferentes modalidades de bolsas, com destaque aos projetos que tenham uma atenção especial ao desenvolvimento de pesquisas voltadas à Covid-19, uma necessidade tão urgente”, afirma.

Todos os cursos com inscrições abertas têm possibilidades de todas as bolsas (exceto o doutorado em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais, para o qual não está disponível a bolsa Covid-19).

Bolsa Prosuc/Capes

Outra possibilidade é a bolsa externa Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior- Prosuc/Capes, que concederá bolsa de pós-graduação e mensalidade de auxílio para custeio de taxas escolares, com distribuição ainda a ser definida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O benefício é destinado aos cursos de mestrado em Processos e Manifestações Culturais, em Qualidade Ambiental e em Toxicologia e Análises Toxicológicas.

Mais informações

Secretaria de Pós-graduação Stricto Sensu
Telefone: (51) 3586-8800, ramal 8874 ou 8654
E-mail: [email protected]
Site: www.feevale.br/stricto
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 12h e das 13h15min às 19h

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/06/2020 0 Comentários 694 Visualizações
Variedades

Pesquisadores fazem estudos na área da saúde do trabalhador

Por Gabrielle Pacheco 12/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisadores da área da saúde do trabalhador estão realizando uma pesquisa-intervenção que tem como objetivo dar visibilidade às vivências e sentimentos relacionados ao trabalho no contexto da pandemia do novo coronavírus. Estão à frente do projeto os professores Carmem Regina Giongo (Universidade Feevale), Karine Vanessa Perez (Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc) e Bruno Chapadeiro (Universidade Federal de São Paulo – Unifesp).

A pesquisa é voltada às pessoas maiores de 18 anos que estejam desempregadas ou trabalhando durante a pandemia, seja em trabalhos presenciais ou remotos. O grupo está aceitando a participação das pessoas que queiram contribuir com os estudos. Para isso, os voluntários devem responder a um questionário neste link.

As pessoas ainda podem relatar suas vivências e sentimentos durante a pandemia do coronavírus. Os áudios, textos ou fotografias podem ser enviados aos pesquisadores pelo e-mail [email protected] ou WhatsApp (51) 98138-1752.

O encaminhamento dessas informações está condicionado, no entanto, ao preenchimento do formulário, que também está disponível no perfil da pesquisa no Instagram: @projethoscovid19. A identidade dos participantes não será revelada e os resultados da pesquisa poderão ser publicados em livros, mídias sociais, revistas científicas e congressos.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
12/06/2020 0 Comentários 569 Visualizações
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