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Pequenos negócios

Projetos especiais

Prospera Santa Cruz é lançado para ampliar acesso ao crédito para pequenos negócios

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Santa Cruz do Sul lançou oficialmente, na manhã desta sexta-feira (29), o programa Prospera Santa Cruz, iniciativa voltada à ampliação do acesso ao crédito para micro e pequenas empresas do município. O lançamento ocorreu no Palacinho e reuniu autoridades municipais, representantes de entidades empresariais, cooperativas de crédito, Sebrae, empresários e lideranças locais. Desenvolvido em parceria com instituições financeiras e de apoio ao empreendedorismo, o programa busca estimular investimentos, fortalecer negócios locais e contribuir para a geração de emprego e renda.

O Prospera Santa Cruz é resultado de uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sicredi, Sicoob, Cresol, Sebrae e RS Garanti. Durante a cerimônia, o coordenador do Banco do Povo, Paulo Mans, apresentou os detalhes do programa, os critérios de participação e as linhas de crédito oferecidas aos empreendedores. “A proposta é estimular investimentos, fomentar o crescimento dos negócios locais e contribuir para a geração de emprego e renda”, explicou Mans.

A iniciativa é direcionada principalmente a microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), oferecendo condições diferenciadas de financiamento, suporte técnico e incentivo à capacitação empresarial.

Linhas de financiamento

As linhas de crédito disponibilizadas pelo programa variam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. Os financiamentos contam com prazo de até 36 meses para pagamento, carência de até dois meses e garantia da RS Garanti.

O gerente executivo da RS Garanti, Marcelo de Lima, destacou o pioneirismo da iniciativa. “Estamos trazendo este presente para o desenvolvimento ainda maior de Santa Cruz. Este fundo, que inicialmente dará acesso ao micro e pequeno empresário, no aporte de R$ 12 milhões, é o primeiro passo porque um município forte se traduz em uma comunidade feliz!”, afirmou Lima.

Impacto na economia local

O secretário municipal de Planejamento e Mobilidade Urbana de Santa Cruz do Sul, Vanir Ramos de Azevedo, que responde interinamente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, ressaltou a importância da medida para a economia local. “Estamos trabalhando para oferecer oportunidades reais aos empresários de Santa Cruz do Sul. Quando fortalecemos os pequenos negócios, fortalecemos também a geração de emprego, renda e o desenvolvimento do município”, ressaltou o titular da pasta.

Apoio ao empreendedorismo

Durante o lançamento, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Marco Antônio Borba, destacou a união entre poder público, entidades empresariais e cooperativas para viabilizar o programa. “Mais um projeto que está dando certo. O Prospera nos enche de alegria e ajudará muito os pequenos empresários”, destacou Borba.

O vice-prefeito Alex Knak também enfatizou o propósito da iniciativa. “Ele nasceu para apoiar quem acredita, investe e gera oportunidades dentro de nosso município”, reforçou Knak.

Já o prefeito Sérgio Moraes (PL) afirmou que a administração municipal busca incentivar o crescimento econômico por meio do fortalecimento dos empreendedores locais. “Queremos que tenham uma casa bonita, uma empresa grande e qualidade de vida. Todas as empresas nascem pequenas e temos muitos exemplos do crescimento de centenas no Brasil afora. O trabalho dignifica as pessoas e o cooperativismo visa fortalecer essas pequenas empresas”, enfatizou o chefe do executivo santa-cruzense.

Quem pode participar

Podem solicitar acesso ao programa microempreendedores individuais com receita bruta anual de até R$ 81 mil, microempresas com receita anual de até R$ 360 mil e empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Entre os critérios exigidos para obtenção do financiamento estão a ausência de restrições financeiras, a comprovação de pelo menos um ano de faturamento e a apresentação de certidões negativas municipal, federal e de FGTS.

Segundo o coordenador do Banco do Povo, Paulo Mans, a proposta foi estruturada para facilitar o acesso aos recursos. “O objetivo é oferecer condições para que as empresas possam investir, crescer e se fortalecer, sempre com orientação e acompanhamento”, afirmou Mans.

Além do acesso ao crédito, o Prospera Santa Cruz pretende incentivar a inovação, a modernização de processos e a adoção de novas tecnologias, com o objetivo de ampliar a competitividade das empresas instaladas no município.

Atendimento na Casa do Empreendedor

Os interessados podem obter mais informações na Casa do Empreendedor, localizada na Avenida Independência, nº 100. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Informações também podem ser solicitadas pelo telefone (51) 3120-4053.

Foto: Évelin Nyland/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 146 Visualizações
Business

Parte de recursos doados via pix será distribuída para pequenos negócios no Vale do Taquari

Por Marina Klein Telles 04/10/2023
Por Marina Klein Telles

O processo para o depósito de R$ 2,5 mil para donos de pequenos negócios que tiveram perdas em suas atividades em razão das enchentes do início de setembro começa nesta quarta-feira (4). Os recursos têm origem em doações efetuadas por meio do pix SOS Rio Grande do Sul, conta gerenciada pela Associação dos Bancos no Estado para atender unicamente às regiões impactadas pelas chuvas. A iniciativa representa mais um avanço no processo de recuperação econômica de municípios no Vale do Taquari.

Terá acesso ao valor o proprietário de estabelecimento afetado por coluna de água nos municípios de Muçum, Roca Sales, Encantado e Santa Tereza e que não foi contemplado em outros programas estaduais ou federais. Neste primeiro momento, receberão o valor 162 proprietários de pequenos negócios em Muçum – município proporcionalmente mais atingido pela enxurrada de setembro –, totalizando R$ 405 mil.

Para a distribuição dos recursos, foi criado um Comitê Gestor (Decreto 57.199, de 15/9/2023), coordenado pela Casa Civil do governo do Rio Grande do Sul, com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), secretarias estaduais e entidades parceiras (lista completa abaixo). As atividades contempladas de pequeno empreendedor englobam autônomo, comerciante, prestador de serviços, rural ou informal.

A partir da lista de inscritos interessados em receber o benefício, o mapeamento dos negócios foco do programa foi conduzido pela Central Única das Favelas (Cufa), uma das entidades participantes do Comitê Gestor. O trabalho em Muçum ocorreu por meio de mobilização nas redes sociais da prefeitura e busca ativa presencial com auxílio de agentes de saúde, Emater e contadores. Mapeamento semelhante começa a ser feito em Roca Sales, para definir os beneficiários no município.

O aporte auxiliará o restabelecimento de negócios, contribuindo para a retomada de atividades econômicas nas regiões afetadas. Além da Cufa, a distribuição dos recursos será feita pela Fundação Marcopolo e Fundação Elisabetha Randon. Rotary Club e Lions Club prestam apoio para que os valores depositados via pix cheguem a quem realmente necessita.

Os inscritos em Muçum que se encaixam nos critérios do programa recebem neste primeiro lote. As inscrições que apresentarem alguma inconsistência terão os dados verificados novamente para posterior pagamento, se constatado o direito ao benefício.

A conta SOS Rio Grande do Sul já soma R$ 4,75 milhões em doações desde 9 de setembro. A chave pix CNPJ 92.958.800/0001-38 pode ser usada por empresas e pessoas físicas para o repasse de qualquer valor, de forma segura, para um canal oficial. Os valores serão empregados para auxiliar na reconstrução das áreas atingidas por enxurrada no Vale do Taquari.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/10/2023 0 Comentários 513 Visualizações
Business

Evento sobre aplicação de ESG em pequenos negócios reúne 600 pessoas no Auditório da Unisc

Por Marcel Vogt 14/09/2023
Por Marcel Vogt

Uma noite dedicada à inovação e às práticas sustentáveis nos pequenos negócios. Assim foi a abertura da “2ª Edição Empreendedorismo 360 – Inovar para Transformar!”, que reuniu mais de 600 pessoas no Auditório Central da Universidade de Santa Cruz (Unisc) nesta terça-feira (12). O evento promovido pela Sicredi Vale do Rio Pardo, Sebrae e Unisc, contou com palestras sobre a agenda ESG, que trata de práticas ambientais, sociais e de governança nas empresas. Já nesta quarta-feira (13), o evento se encerrou com discussões sobre inteligência artificial.

A abertura da 2º edição da iniciativa foi marcada pela palestra da jornalista de economia do Grupo RBS, Giane Guerra, que tratou sobre ESG e o futuro dos negócios, destacando tendências e oportunidades do mercado. Após, a palestrante, comunicadora e CEO da nAÇÃOativa, Geovana Conti, apresentou aplicações de ESG nos pequenos negócios com foco nas práticas sustentáveis.

O evento também contou com o case de empreendedores de startups destaques em ESG. Primeiro, a proprietária do Armazém LZ, Betina Bender, palestrou sobre “Lixo Zero: o caminho para um futuro sustentável” e apresentou sua empresa de produtos sustentáveis. Após, o CMO do MeuResíduo, Ismael Christmann, tratou sobre conceitos relacionados a ESG e o software de gestão de resíduos. O evento também contou com coffee de recepção, bate-papo e espaço para perguntas aos convidados.

União de esforços

Durante a abertura do evento, o vice-presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo, Coraldino da Silveira, destacou que a cooperativa tem um compromisso com a inovação desde a sua fundação, objetivando iniciativas que visam desenvolver a comunidade. “A inovação são as pessoas e um dos grandes objetivos deste evento é desmistificar a inovação e mostrar que a inovação não é apenas ciência e tecnologia. A inovação também é valor e propósito”, ressaltou.

Já a gerente da Regional Vales do Taquari e do Rio Pardo do Sebrae, Liane Klein, acrescentou que a ideia do evento é trazer temas atuais que possam contribuir com o crescimento e desenvolvimento de negócios. “A ideia é trazer os temas de uma forma que o empreendedor possa levar essas informações para o negócio e aplicar de uma forma prática”, comenta. O pró-reitor Acadêmico da Unisc, Rolf Molz, finalizou evidenciando a importância de tratar sobre o tema ESG. “Essa é uma noite de grandes aprendizados, ainda mais com esse tema ESG. A universidade se sente inserida dentro da comunidade e por isso trabalha intensamente em ensino, pesquisa, extensão e inovação”, diz.

Foto: Francisco Frantz/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/09/2023 0 Comentários 538 Visualizações
Business

Evento Empreendedorismo 360° vai estimular inovação e transformação

Por Marcel Vogt 04/09/2023
Por Marcel Vogt

Desmistificar o conceito de inovação e incentivar a prática do dia a dia para transformar pequenos negócios. Essa é a proposta do Empreendedorismo 360º – Inovar para Transformar, evento que já tem data marcada para mobilizar a comunidade de Santa Cruz do Sul e região: dias 12 e 13 de setembro. A proposta, uma parceria entre Sicredi Vale do Rio Pardo, Sebrae e Unisc, consiste em painéis e palestras com profissionais que são referências nos assuntos inteligência artificial, ESG e o Futuro dos Negócios.

Conforme o coordenador de Programas Sociais do Sicredi Vale do Rio Pardo, Marco Antonio da Rocha, a programação trará uma série de conhecimentos sobre conteúdos como ESG (sustentabilidade ambiental, social e governança corporativa) e articulação deste tema com o contexto atual da evolução da inteligência artificial, além de histórias de empresas que já vivem essas práticas em suas respectivas áreas de atuações. “O objetivo é trazer para a comunidade regional oportunidades e tendências utilizadas por empreendedores, além de uma série de aplicações e boas práticas nos negócios, explicando como essas ferramentas podem apoiar no crescimento das empresas.”, destaca.

O evento será realizado no Auditório Central da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), bloco 24, em ambos os dias das 18h30 às 21h30. A entrada será gratuita, com necessidade de inscrição prévia pelo link: https://forms.office.com/r/NZKHNDd3wa . Apenas é solicitada a doação voluntário de 1kg de alimento não perecível.

Programação

12 de setembro: ESG para os pequenos negócios
– ESG e o Futuro dos Negócios: Tendências e Oportunidades com Giane Guerra da RBS.
– Aplicação de ESG nos pequenos negócios com Giovane Conti – Práticas Sustentáveis para Empresas.
– Painel ESG nos pequenos negócios com relatos e destaques na região.

13 de setembro: Inteligência Artificial para os pequenos negócios
– Aplicação da Inteligência Artificial nos pequenos negócios com Roberto Santos.
– Painel Cooperativas Escolares Sicredi – Case Nemos.
– Painel Políticas Públicas- Destaques de sustentabilidade.

Horário: 18h30 às 21h30
Evento presencial: Auditório da UNISC, em Santa Cruz do Sul
Evento gratuito com a doação voluntária de alimentos não perecíveis
Inscrições: https://forms.office.com/r/NZKHNDd3wa

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2023 0 Comentários 541 Visualizações
Business

Pequenos negócios gaúchos projetam um próximo bimestre com otimismo

Por Marcel Vogt 04/08/2023
Por Marcel Vogt

Crescimento no faturamento e otimismo. Assim os empreendedores gaúchos recebem o segundo semestre do ano, conforme aponta o mais recente levantamento do Sebrae RS junto aos pequenos negócios gaúchos. A pesquisa, realizada entre os dias 3 e 16 de julho, ouviu empresários de Micro e Pequenas Empresas (MPE) e Microempreendedores Individuais (MEI) gaúchos dos setores do comércio, serviço, indústria e agronegócio.

Num crescimento consistente desde o início de 2023, quando apenas 10% indicavam aumento do seu faturamento, agora em julho este percentual passou para 17% das empresas pesquisadas, sendo que para 87% delas o crescimento foi de até 30%.

Neste cenário de melhora do faturamento, 37% dos respondentes revelaram que pretendem expandir seus negócios, 6 pontos percentuais a mais em relação à pesquisa anterior, e 57% têm a intenção de manter as atividades nos próximos dois meses. Apenas 5% querem reduzir as atividades e 1% sinalizam intenção de encerrar o negócio.

No que diz respeito à situação da economia do estado no próximo bimestre, aumentou em 3 pontos percentuais o número de empresários que estão confiantes na melhora do cenário, chegando a 40% dos entrevistados. Com mais força, o percentual de empresários que estão confiantes na melhora da situação do seu ramo de atividade saltou 6 pontos percentuais, subindo de 49% para 55%.

“A virada do semestre materializa nossas previsões anteriores quanto à retomada da confiança entre os empreendedores de forma geral. Os números refletem isso”, avalia o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Godoy, que prevê uma aceleração na recuperação da economia. “O recuo da inflação, o início do ciclo de queda da SELIC, e os eventos característicos do segundo semestre, fazem crer que o fechamento de 2023 será muito positivo para as MPEs gaúchas”, conclui.

Faturamento

  • 17% dos entrevistados tiveram aumento. Trata-se do maior índice do ano, frente aos 15% e aos 10% registrados nos dois últimos bimestres, respectivamente. Para aquelas empresas que indicaram aumento, foi sinalizado que esta elevação de faturamento é de até 30% para 87% dos respondentes.
  • A porcentagem dos empreendedores que indicaram ter tido queda de faturamento caiu 4 pontos percentuais na comparação com o período anterior, chegando a 47% dos entrevistados.

Crédito

  • A busca por crédito registrou o maior índice do ano, com 27%, percentual ligeiramente superior aos 22% e 26% registrados nos dois últimos bimestres, respectivamente.
  • O tíquete médio adquirido também é recorde no ano: R$ 113 mil frente aos R$73 mil e R$ 98 mil recebidos em média nos dois últimos bimestres, respectivamente.

O estado de espírito do empreendedor também foi avaliado pelo estudo. Ao serem questionados sobre qual frase melhor representa a situação que vivem o momento, os empreendedores responderam:

  • 37% se dizem SATISFEITOS – os desafios recentes provocaram mudanças valiosas
  • 22% se dizem animados – frente às novas possibilidades
  • 8% se dizem aliviados – o pior já passou
  • 33% se dizem aflitos – ainda têm dificuldade com o negócio
Foto: Cassiano de Jesus Conchi/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2023 0 Comentários 643 Visualizações
Business

Pequenos negócios que fazem omnichannel na prática

Por Stephany Foscarini 21/03/2022
Por Stephany Foscarini

Por João Gustavo Pompeo, CEO da Eyemobile — empresa de tecnologias para vendas físicas e digitais

Ao longo dos últimos anos, a maneira com que o setor do varejo se relaciona com seus clientes passou por diversas mudanças. A pandemia de Covid-19, sem dúvidas, foi uma das grandes transformadoras desse cenário, acelerando a digitalização que já vinha crescendo entre os negócios. O comportamento do consumidor foi se alterando rapidamente, e as empresas precisaram estar prontas para atuar de modo ágil em meio a um cenário de alta competitividade no mercado. A jornada incluindo experiências on e offline de forma cada vez mais intensa passou a ser uma das maiores preocupações das empresas, que encontraram uma realidade onde, acima de tudo, era preciso atender às expectativas dos compradores para vender e fidelizar.

Tudo isso acontece praticamente 10 anos após o surgimento do conceito de omnichannel, que apareceu pela primeira vez em 2011, nos Estados Unidos, propondo uma integração completa dos canais de comunicação de um negócio. No entanto, mesmo com tantos avanços tecnológicos e mudanças sociais que estimularam uma experiência de compras conectada nessa última década, o propósito de integração total ainda não se tornou algo comum. Não é à toa que uma pesquisa de projeções para o varejo 2022 do Instituto Locomotiva apontou que 88% dos consumidores acreditam que as lojas físicas e online devem ser mais integradas.

Diferente do que já aconteceu no passado, porém, esse contexto não está mais tão atrelado ao conservadorismo das empresas, e sim à dificuldade de se avançar na composição de soluções integradas. Hoje, a maioria dos grandes empreendimentos entende a importância da tecnologia para a sua sobrevivência e tem à sua disposição muitos recursos que trabalham nesse sentido. O problema está em encontrar ferramentas eficientes que façam a junção de todos os produtos e serviços que são utilizados por essas companhias de maneira inteligente e rápida. Esse é o desafio que vem sendo enfrentado por parte do mercado de varejo, que está tentando passar da etapa multicanal para a da omnicanalidade. Porque a realidade é que, mesmo que muitas empresas se posicionem como omnichannel, a grande maioria ainda está, na prática, no estágio de multicanal. E, apesar de terem pontos em comum, esses conceitos não são a mesma coisa, como muitos acham.

Um varejo multicanal é aquele que tem mais de um canal de venda — loja física, e-commerce, redes sociais, aplicativos etc. Porém, esses meios não são necessariamente contínuos. Eles atuam independentemente, ou seja, não têm a mesma linguagem, não adotam os mesmos formatos de interação, não contam com as mesmas condições de venda e assim por diante. Um exemplo bastante comum é quando a loja física apresenta preços e formas de pagamento diferentes dos praticados no site — o que, inclusive, faz com que os dois canais até possam concorrer entre si.

O ponto positivo desse modelo é que o consumidor tem a chance de encontrar os produtos da marca em diversos momentos, o que gera um alcance maior do que se houvesse apenas um canal de vendas. Por outro lado, a sua limitação de integração pode prejudicar a experiência de compra, que acaba não sendo o foco central.

Já o omnichannel, enquanto uma evolução do multicanal, mantém seus benefícios e acrescenta justamente essa associação entre canais, criando um todo que dialoga e trabalha em sintonia para atender ao cliente da melhor maneira possível. Na prática, as estratégias adotadas nos mais diversos meios — seja na loja física, no site, no aplicativo, na rede de mensagens, no e-mail ou até mesmo nos anúncios direcionados — focam em uma mensagem coesa, que leva ofertas personalizadas de acordo com o perfil do consumidor. Atender alguém pessoalmente utilizando seu histórico de compras como base para oferecer produtos, por exemplo, é uma linha de atuação omnichannel. A ideia é atender às necessidades do cliente e buscar fidelizá-lo através de uma jornada de compra completa.

O curioso é que, embora tenha se tornado comum que grandes marcas varejistas utilizem esse termo para designar sua atuação, são os pequenos negócios — que muitas vezes nem conhecem a nomenclatura — que vêm efetivamente se beneficiando desse modelo e fazendo que aconteça na prática. É o pequeno empreendedor que apresenta seu catálogo no Facebook ou no Instagram, fecha a venda pelo Whatsapp, entrega o produto presencialmente e envia promoções futuras para o comprador com base em suas relações anteriores. E isso se falarmos apenas de um atendimento básico. Quando há a oportunidade de se investir em tecnologia, a situação fica ainda mais próxima do conceito de omnicanalidade.

Já existem ferramentas, como as que oferecemos na Eyemobile, capazes de entregar o que esse empreendedor precisa para a integração do seu estabelecimento de ponta a ponta. O desafio é menor, porque não há grandes sistemas e logísticas que precisam ser agregados como nas grandes empresas. Assim, é possível oferecer o que há de melhor em jornada de compra para o cliente, seja presencialmente ou online. O mesmo catálogo que está no aplicativo, está nas redes sociais e no dispositivo digital que funciona como frente de caixa da loja física; toda gestão é integrada, incluindo histórico de compras e promoções. Assim, o pequeno negócio vai revolucionando o varejo, trazendo as vantagens das tendências projetadas pelos grandes para o dia a dia do consumidor.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/03/2022 0 Comentários 798 Visualizações

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