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pandemia

Vacinação
Cidades

Vacinação em Novo Hamburgo inicia hoje

Por Gabrielle Pacheco 19/01/2021
Por Gabrielle Pacheco

A promessa de voltar à vida normal, pré-pandemia, está mais próxima em Novo Hamburgo. O município deve iniciar a vacinação contra a Covid-19 nesta terça-feira (19). Um ato simbólico irá marcar o ponto de partida, a ser realizado em frente à Vigilância em Saúde (Rua Marcílio Dias, 1590). O Rio Grande do Sul recebeu 341,8 mil doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, na noite de ontem (18).

Estamos vivendo o momento mais esperado, pois a vacina está chegando!

Nesta primeira fase, receberão a “picadinha” profissionais que atuam nos centros de atendimento específicos contra o coronavírus, como o Centro Covid do Hospital Municipal, além dos hospitais Regina e Unimed. “Estamos vivendo o momento mais esperado, pois a vacina está chegando! No entanto, ainda é preciso manter todos os cuidados que estamos tendo até agora: seguir com a higienização das mãos, uso de álcool em gel e distanciamento social”, afirma a prefeita, Fátima Daudt.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, o Plano Municipal de Imunização prevê a vacinação em etapas e pede a compreensão da população. “Solicitamos que a população não se dirija a unidades de saúde em busca da vacina neste momento. À medida que avançarmos as etapas de vacinação, iremos comunicar quem deve se dirigir aos locais de imunização”, destaca.

Dra. Bárbara Fiori é médica intensivista (Divulgação)

A primeira na fila de vacinação

O Município já definiu quem será a primeira a receber a vacina em solo hamburguense: a médica intensivista Dra. Bárbara Fior, 31 anos. Ela atua como coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), além de trabalhar em UTIs privadas do Município.

A vacina representa vida e a possibilidade real de vencermos o inimigo.

Conforme a prefeita Fátima Daudt, a escolha da médica vem carregada de simbolismo e reconhecimento. “Sua dedicação na luta contra o coronavírus na cidade é reconhecida entre todos os colegas da saúde, participando desde a elaboração de ações estratégicas até o atendimento individual dos pacientes. É, também, uma profissional muito sensível, que não mede esforços para dar a devida atenção aos familiares, prestando todos os esclarecimentos neste momento tão difícil que é a internação em uma UTI”, explica a prefeita.

Formada em Medicina em 2012 pela Universidade de Passo Fundo, Dra. Bárbara é moradora de Novo Hamburgo e casada com outro profissional da área, o anestesista Dr. Henrique Dartora. Ela afirma se sentir feliz e honrada neste momento, acima de tudo, por representar com esse ato simbólico toda a classe dos profissionais da Saúde, da qual ela tem muito orgulho em fazer parte. “Digo a todos que, sem dúvida nenhuma, a vacina representa vida e a possibilidade real de vencermos o inimigo”, destaca. “Apenas com união, superação e dedicação conseguimos chegar a esta etapa, cientes de que temos ainda uma jornada longa pela frente, mas o início da vacinação já representa a trilha de uma nova história”, pontua.

Foto: Reprodução/GovSP/Fotos Públicas
19/01/2021 0 Comentários 736 Visualizações
governo
Saúde

Covid no RS: duas regiões em laranja e 19 em vermelho

Por Gabrielle Pacheco 18/01/2021
Por Gabrielle Pacheco

O mapa definitivo da 37ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado tem 86% do Estado em alerta para risco epidemiológico alto ao coronavírus. No mapa preliminar, era 89,5%. A redução ocorreu porque o Gabinete de Crise decidiu pelo deferimento de um dos três pedidos de reconsideração feitos por associações regionais e municípios, que solicitaram a permanência em bandeira laranja.

O pedido de Guaíba foi aceito. O Gabinete de Crise entendeu que, mesmo com aumento de internações na região nos últimos sete dias, os números indicam redução da velocidade epidemiológica. Além disso, houve diminuição de óbitos na semana, apesar de ainda seguir em número considerável, e elevação da capacidade de leitos em comparação à semana anterior. Como a região não tem plano de cogestão, os protocolos seguem os da bandeira laranja do Distanciamento Controlado.

Mapa definitivo da 37ª rodada traz duas regiões em risco médio e 19 em risco alto (Reprodução/Governo do Rio Grande do Sul)

A região 9 (Guaíba) compreende 19 municípios, sendo que três já se enquadravam no benefício da regra que define que zero óbito e zero internação nos últimos 14 dias permite utilizar os protocolos da bandeira laranja. São eles Chuvisca, Dom Feliciano, Mariana Pimentel.

O segundo recurso, de Passo Fundo, foi indeferido. O Gabinete de Crise considerou que a região tem elevado número de hospitalizações confirmadas com Covid-19 e, ao mesmo tempo, está inserida em uma macrorregião com capacidade hospitalar em situação de alerta. Um terceiro pedido, oriundo de município, foi encaminhado sem haver previsão legal no decreto estadual do Distanciamento Controlado. Por este motivo, o recurso foi caracterizado como “não conhecido”, ou seja, não foi considerado válido.

Das 21 regiões Covid, 19 estão em cogestão e podem adotar protocolos próprios, elaborados pelas respectivas associações regionais. Apenas as regiões de Guaíba (que teve a solicitação deferida nesta 37ª rodada) e Uruguaiana não aderiram à gestão compartilhada.

O Gabinete reforça que, mesmo com o início do plano de vacinação – antecipado para esta segunda-feira (18/1) –, a pandemia não acabou, sendo necessário seguir com todos os cuidados. O mapa continua refletindo o risco alto de esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do vírus no Estado.

Foto: Divulgação
18/01/2021 0 Comentários 687 Visualizações
saúde mental
Saúde

Pesquisa alerta para a importância dos cuidados com a saúde mental

Por Eduarda Ferreira 13/01/2021
Por Eduarda Ferreira

O Janeiro Branco é uma campanha nacional, iniciada em 2014, que visa promover e efetivar, em todo o país, ações de promoção aos cuidados relacionados à saúde metal. Além disso, a pandemia de Covid-19 e o isolamento provocado por ela afetaram ainda mais a saúde emocional da população neste último ano, que está. Com isso, a Universidade Feevale divulga pesquisa recente que alerta para a importância dos cuidados com a saúde mental.

A pesquisa, realizada pelas professoras Sabrina Cúnico e Carmem Giongo, do mestrado em Psicologia da Universidade Feevale, mostrou um resultado preocupante. Isso porque, o estudo, que contou com a participação de 428 pessoas, sendo 321 mulheres e 107 homens, com idades entre 18 e 70 anos, identificou altos índices de insônia (36,2%), dor de cabeça (34,8%), inquietação (32,2%) e vontade de chorar (26,1%) entre os entrevistados. Além disso, eles ainda mencionaram ter sentido angústia (63,5%), irritação (36,9%), tristeza (25,2%) e nervosismo (33,8%), entre outros sintomas.

A pesquisa também apontou o que os participantes têm sentido mais falta durante esses meses de isolamento. Passeios (71%), encontro com amigos (68,9%), encontro com familiares (61,2%), rotina (58,8%) e exercícios físicos (36,4%) foram as atividades mais citadas. O estudo diz ainda que as pessoas estão buscando valorizar mais a vida (30,8%), desejam que os cidadãos tenham condições de alimentação, saúde, educação, moradia e renda (27, 5%), tenham mais consciência sobre o consumismo e poluição (15,8%), se importem mais em estarem presentes em momentos importantes (14,9%) e possam retomar a rotina sem prejuízos (14,2%).

Pandemia e saúde mental

O mesmo público afirma que a pandemia proporcionou momentos de reflexão e mudança (34,3%), de valorização da vida e das pequenas coisas (18,9%), da importância de estar em casa e possuir tempo para a família (17,2%) e das relações/interações com o outro (13,8). Pelo ponto de vista negativo, destacam-se a crise econômica e o desemprego (27,1%), a situação da saúde e do aumento de casos e mortes (24%), o distanciamento social (13,7), o medo e a ansiedade (10%) e a desigualdade social (10%).

A professora Sabrina, que lidera o estudo, destaca que a pandemia potencializou o adoecimento mental da população. “As pessoas estão realmente cansadas de estar em isolamento, pelo tempo em que a pandemia está imposta, bem como pela incerteza da vacina e da cura da doença”, destaca. Além disso, segundo ela, pelo fato de os seres humanos serem indivíduos relacionais, que precisam da presença e da troca externa, a falta disso aumenta esse impacto. “A pandemia mostrou que o contato via redes sociais, que aproxima mas é superficial, não é suficiente”, pondera.

Ainda conforme a docente, são necessárias novas companhas de conscientização para que as pessoas busquem ajuda profissional, por meio de terapias, teleterapias ou outras formas para evitar o seu adoecimento mental. “É importante que a pessoa estabeleça uma rotina entre trabalho e lazer, faça coisas que goste e procure novos hábitos saudáveis. Também é importante que compartilhe seus momentos de angústias com outras pessoas, para desabafar e amenizar o sofrimento”, complementa.

Atendimento à comunidade

O Centro Integrado de Psicologia (CIP) da Universidade Feevale está aberto para atender a comunidade. Para agendar o atendimento, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail cip@feevale.br ou pelo telefone (51) 3686-8800, ramal 8620.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
13/01/2021 0 Comentários 621 Visualizações
Campanha
Variedades

Campanha de protetor solar convida o público a curtir um verão diferente

Por Eduarda Ferreira 12/01/2021
Por Eduarda Ferreira

O verão da pandemia será diferente, mas nem por isso os cuidados com a pele devem ficar em segundo plano. Pensando nisso, a W3haus lançou uma campanha para a linha de proteção solar Helioderm, do laboratório Kley Hertz. Os produtos são para todos os tipos de pele, hipoalergênicos e FPS 30 e 50.

Com um tom alegre e colorido que a estação mais quente do ano pede, a campanha usa o bom humor, adotando a hashtag #EraSolQueMeFaltava. Popular nas redes sociais, o mote faz uma relação com o período desafiador de isolamento social causado pela Covid-19. Para isso, uma estampa exclusiva foi criada para a marca pela estilista Raissa Saidler e inspira o key visual da campanha.

Momento pede diversão e cuidados

Ao todo, o trabalho conta com três pequenos filmes que ancoram a comunicação. Assim, os roteiros mostram como ressignificar o aproveitamento do sol nesse cenário, sem deixar de lado as precauções. “Nossa campanha surge de uma tensão do consumidor para entrar nas conversas nas redes sociais sobre esse verão que vai ser bem único”, destaca Vinicius França, diretor de Criação da W3haus. “Assim, convidamos o consumidor, do jeito que for possível e seguro, a não deixar de celebrar a chegada da estação. Isso representa muito a nossa visão criativa”, acrescenta França.

“Como indústria farmacêutica, nosso olhar está sempre voltado para a saúde das pessoas. O briefing para construção da campanha parte do cuidado com a saúde do consumidor e utiliza do humor para tornar mais leve esse momento de tensão que estamos vivendo. Queremos lembrar que as pessoas podem aproveitar o sol, com proteção em todos os sentidos, sem estimular a aglomeração”, observa Karla Lima Vilar, CMO da Kley Hertz.

A partir da campanha, foi criado um canal de comunicação direto com o público, por meio das redes da Helioderm no Instagram (@heliodermoficial) e no Facebook. Por fim, os produtos Helioderm estão disponíveis em farmácias de todo o território nacional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2021 0 Comentários 1,2K Visualizações
governo
Saúde

Distanciamento controlado: RS tem 1 bandeira laranja e 20 vermelhas

Por Gabrielle Pacheco 04/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Apenas uma região não foi classificada com alto risco epidemiológico no mapa preliminar da 31ª rodada do Distanciamento Controlado. A região de Taquara e seus oito municípios receberam bandeira laranja (risco médio). Todo o restante do Rio Grande do Sul aparece em vermelho na divulgação feita pelo governo nesta sexta-feira (4).

A cor predominante do mapa preliminar reforça o alerta emitido há semanas pelo governador Eduardo Leite, devido à mudança do cenário de estabilização para aumento de internações por Covid-19 no Estado, e que foi ampliado por meio de decreto. Publicado na segunda-feira (30), o documento traz medidas válidas por 14 dias, como a suspensão do sistema de cogestão do Distanciamento Controlado, para unificar as restrições e obrigando todos os locais com alto risco epidemiológico a segui-las para conter a contaminação, e alterações em protocolos de bandeira vermelha.

“Reduzir contatos é muito importante nesse momento, porque quebramos o ciclo de contágio.”

“Precisamos reforçar a necessidade de cuidados e reduzir a circulação de pessoas e conter a propagação de coronavírus no RS. Agora, o que queremos é que as pessoas se encontrem menos, em festas e confraternizações, ou mesmo em parques e locais públicos, onde tendem a se cuidar menos. Não é hora de aglomerações. Reduzir contatos é muito importante nesse momento, porque quebramos o ciclo de contágio”, afirmou Leite ao anunciar as medidas.

No mapa preliminar anterior, todas as 21 regiões Covid apareceram, pela primeira vez, em vermelho – depois, a análise do Gabinete de Crise acatou dois pedidos de reconsideração e o mapa definitivo ficou com 19 em alto risco. Nesta rodada, foram 20 bandeiras vermelhas no cálculo prévio, mas não quer dizer que houve melhora. Pelo contrário.

Para o total do Rio Grande do Sul, houve piora em todos os indicadores. Entre as maiores variações estão o número de casos de Covid-19 ativos (aumento de 20%), os internados em leitos clínicos com Covid-19 registrados nos últimos sete dias (+15%) e os óbitos nos últimos sete dias (+29%).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações na semana, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (267), Caxias do Sul (162), Passo Fundo (111), Novo Hamburgo (92), Pelotas (76) e Canoas (73).

Contabilizando os pacientes internados por outras causas nesta semana, houve praticamente estabilidade no número de leitos de UTI ocupados. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 3% nos pacientes confirmados internados em UTI, houve nova redução da razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19, chegando ao menor nível desde o início do Distanciamento Controlado: 0,62.

O governo do Estado já anunciou que serão abertos mais 113 leitos nos próximos dias, totalizando 1.986 leitos de UTI SUS adulto – aumento de 113% ao total antes da pandemia, que era de 933 unidades.

Mudança de bandeiras

Em bandeira vermelha na rodada vigente, a região de Taquara foi a única que passou para bandeira laranja neste mapa preliminar da 31ª rodada. Houve redução nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de 14 para nove, queda de 36%, e estabilização no número de óbitos (cinco em cada semana). O indicador de Ativos sobre Recuperados registrou 634 ativos para 1.506 recuperados, representando uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

As regiões de Cachoeira do Sul e Guaíba, as duas únicas em laranja na rodada vigente, após obterem o deferimento dos pedidos de reconsideração, apresentaram piora e passaram novamente para risco alto. Em Cachoeira do Sul, houve redução nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de cinco para quatro, queda de 20%, e três óbitos nesta semana. Com o indicador de estágio de evolução no vermelho, a região ficou com bandeira mais restrita. No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 152 ativos para 240 recuperados, o que também representa uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Guaíba, por sua vez, apresentou aumento significativo de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de 17 para 26, crescimento de 53%. O número de óbitos permanece estável – nove em cada uma das duas últimas semanas. No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 537 ativos para 1.516 recuperados, representando uma melhora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/12/2020 0 Comentários 533 Visualizações
varejo
Business

FCDL-RS projeta queda de 4,36% nas vendas do varejo gaúcho

Por Gabrielle Pacheco 03/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

A pandemia do Coronavírus frustrou as expectativas de um 2020 positivo para o varejo gaúcho. O que se previa no início do ano, com a SELIC em queda e o emprego em rápida recuperação, era uma expansão anual das vendas ao redor de 8%. Porém, as medidas de isolamento social e o grande período em que as lojas estiveram fechadas, determinou a reversão desta projeção, fazendo com que exista queda de 4,36% nas vendas do varejo do Rio Grande do Sul na comparação com 2019.

Este foi um dos indicadores que a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, apontou em entrevista coletiva concedida pelo presidente Vitor Augusto Koch e pelo consultor de Economia, Eduardo Starosta, nesta quinta-feira (03). Além disso, a federação anunciou o balanço deste ano e o que projeta para o varejo gaúcho em 2021. Durante a entrevista, Starosta lembrou que o efeito da pandemia nas vendas varejistas no RS começou a ser sentido em março, tendo sua fase mais aguda em abril, quando houve queda recorde de 27,08% na comparação com o mesmo período de 2019.

Desempenho das vendas

Além disso, entre março e agosto, foram registradas sucessivas retrações nas vendas, com a lenta e gradual recuperação do comércio voltando a acontecer a partir de setembro, enquanto que no Brasil os percentuais positivos já eram registrados desde julho. A defasagem gaúcha se atribui ao período mais longo de manutenção das medidas de isolamento social, incluindo o fechamento dos estabelecimentos comerciais.

Para ele, o desempenho das vendas do varejo gaúcho por gênero de atividade teve um determinante principal em 2020, quem pôde e quem não teve permissão para abrir as lojas nos períodos mais radicais do isolamento social. “Isto explica o crescimento dos supermercados (alta de 6,9%), lojas de material de construção (12,21%) e produtos farmacêuticos (2,03%). A exceção foram os postos de combustíveis, que mesmo permanecendo abertos, tiveram queda de vendas (-9,88%) em função da paralisação geral da mobilidade em várias atividades profissionais e no turismo”, salientou Eduardo Starosta.

Em relação aos estabelecimentos que tiveram que fechar, o maior impacto real foi no ramo de vestuário e calçados (queda de -29,70%), seguido por veículos (-20,83%) e informática/escritório (-16,44%). A retração do ramo de livros e similares também tem razões estruturais, como o avanço da leitura eletrônica. “Um dado importante é que as vendas do varejo gaúcho ainda estão 5,07% abaixo do registrado em 2014, último ano em que o país não enfrentou recessão, no período entre 2015 e 2017” lembrou Eduardo Starosta.

O emprego no comércio

Em relação aos indicadores de emprego, o comércio varejista registrou uma queda mais aguda do que outros segmentos em 2020. O ano deve encerrar com um déficit na ordem de 13 mil postos de trabalho, número que reflete uma pequena recuperação a partir de agosto, uma vez que em julho chegou a existir uma perda de 35 mil vagas.

Já o mercado de trabalho geral do Rio Grande do Sul deve finalizar este ano com cerca de 50 mil empregos a menos do que em 2019.

O PIB e a inflação

As projeções da FCDL-RS para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 apontam uma queda de 4,53%, enquanto que o PIB gaúcho deve ter redução de 6,09% Já o PIB do comércio em nível nacional deve cair 0,79% e no estado, vai registrar queda de 3,60%.

Em relação a inflação, apesar da brasileira e da Região Metropolitana de Porto Alegre fecharem em patamares abaixo da maioria dos anos anteriores, é preocupante a aceleração de preços iniciada especialmente a partir de setembro de 2020, com foco central nos alimentos.

– Isso se explica muito em função do incremento dos preços dos gêneros alimentícios em março e abril, quando os supermercados concentraram o consumo brasileiro. E, depois, com a retomada da economia e o consequente aumento do consumo, seguiu-se nova alta de preços. A pressão dos alimentos na inflação deve começar a descer nos próximos meses. Nos parece que a principal preocupação a partir de 2021 será a capacidade do governo federal girar a dívida pública, extremamente inflada pelas recentes políticas sociais para combater o empobrecimento por conta da pandemia enfatizou Starosta.

Cenários para 2021

No decorrer de 2019 e de 2020 foram melhoradas importantes condições estruturais no Brasil, com a redução da SELIC, a reforma da Previdência, o avanço na desburocratização, entre outros aspectos. Isso já teria impacto positivo para quebrar a inércia de vários anos de estagnação e recessão, mas a pandemia da Covid-19 acabou impedindo uma performance econômica melhor do Brasil e do Rio Grande do Sul neste ano.

Para 2021, a forma como será tratado o enfrentamento ao Coronavírus também será fundamental para o definir o crescimento nacional e estadual. No que diz respeito ao Brasil, os pontos favoráveis para crescimento em 2021 são a tendência da SELIC continuar estável, a melhora do Brasil como fornecedor global de produtos agrícolas e agroindustriais, o que impacta positivamente na geração de emprego e renda, além das reformas estruturais internas que devem avançar de maneira a ampliar a liberdade econômica e diminuir o peso do Estado. Por fim, a retomada do emprego deve continuar acelerada no próximo ano, com reflexos positivos no consumo e na produção.

Expectativa para 2021

Para a FCDL-RS, em 2021 a expectativa é que o PIB brasileiro possa crescer entre 4% e 6,5%, além de um incremento na faixa de 4,5% a 75 das vendas do varejo. A Federação considera que esse cenário positivo pode se consumar caso sejam adotadas algumas medidas como o contínuo uso dos bancos públicos para reduzir o custo financeiro aos bons pagadores. Aumento da competitividade bancária; a redução da informalidade, de forma a aumentar a base contributiva da economia e promover a isonomia competitiva nas atividades produtivas; a sustentação de um câmbio realista, que alavanque as exportações nacionais e que não torne as importações proibitivas; o aumento da atratividade brasileira aos investimentos produtivos externos e uma nova e efetiva política industrial que priorize a inovação; a desoneração fiscal em paralelo a ações de redução do custeio da máquina pública e desburocratização.

Já para o Rio Grande do Sul, é possível esperar um cenário favorável para a exportação, o que se reflete no crescimento da balança comercial estadual, além da previsão de um aumento da safra agrícola. Também é possível antever uma retomada do consumo interno e a recuperação da empregabilidade no estado.

A expectativa para o RS é que o PIB cresça entre 4,5% e 7% e as vendas do varejo possam ter um aumento da ordem de 5% a 7% no próximo ano. Fatores que podem contribuir para isso, são o Governo do Estado assumir uma política mais agressiva para atrair investimentos estratégicos; não existir o aumento da carga fiscal, uma vez que a capacidade contributiva gaúcha está esgotada, e a reforma do setor público na direção da redução de seu tamanho.

Restrições e combate à Covid-19

No encerramento da entrevista, o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, voltou a destacar o trabalho que a Federação realizou ao longo de 2020 no sentido de permitir a liberdade da atividade comercial. Lembrou que a entidade, durante todo o período das rígidas restrições impostas aos lojistas gaúchos, buscou dialogar com as autoridades estaduais e municipais no sentido de reverter esse quadro, uma vez que os prejuízos econômicos que as medidas tomadas causariam eram previstos. “Sempre pontuamos que o varejo não era o disseminador da Covid-19. Desde o início da pandemia nós orientamos os lojistas para seguirem todos os protocolos determinados pelas autoridades de saúde. Houve um grande investimento em vários equipamentos determinados, como máscaras, álcool em gel, termômetros para medição da temperatura corporal e, por fim, os varejistas tiveram suas portas fechadas por quase 210 dias em muitas regiões do Rio Grande do Sul”, salientou.

Segundo o presidente da entidade, as restrições contribuíram muito para ao números que a economia e o varejo gaúcho apresentaram em 2020. “Neste momento que vivemos um crescimento dos indicadores de incidência da Covid-19, nos parece que o governo estadual está tomando medidas mais sensatas, não impedindo os comerciantes de trabalharem, ainda que com horários reduzidos. Todos nós, lojistas, precisamos trabalhar, pois a maioria, quase 90% das lojas são de micro e pequeno porte e dependem das vendas para sobreviver”, lembrou Vitor Augusto Koch.

Por fim, o presidente da FCDL-RS reforço a posição contrária da entidade em relação a qualquer proposta que reajuste a carga tributária do Rio Grande do Sul. Salientou que a Federação é contra a prorrogação da manutenção da alíquota geral do ICMS em 18% e das alíquotas de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações em 30%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/12/2020 0 Comentários 586 Visualizações
farmacêutico
Business

Expansão do setor farmacêutico na contramão da pandemia

Por Gabrielle Pacheco 03/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

O mercado farmacêutico, ao que parece, não sentiu os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Assim, segundo dados da Latam da Close-Up International, o mercado farmacêutico movimentou mais de R$79 bilhões no primeiro semestre de 2020, tendo um aumento de 13% em comparação ao mesmo período de 2019.

Atualmente, o Brasil é o sexto maior mercado consumidor de produtos farmacêuticos no mundo. Segundo a IQVIA, é esperado que as vendas de medicamentos no Brasil cresçam de 5% a 8% neste ano. Além disso, até 2022 o Brasil pode superar a França e se tornar o 5º país com maior mercado farmacêutico no mundo. Da mesma forma, o setor de medicamentos especiais também está em crescimento. Segundo dados do Governo Federal, o investimento em medicações especiais teve crescimento de 40% nos últimos 8 anos.

As vendas online se mostraram uma nova realidade para o consumidor brasileiro. Como o comércio teve que baixar suas portas temporariamente, houve a necessidade da compra online. O setor farmacêutico se beneficiou desta nova realidade do consumidor. Em levantamento realizado pela Kantar Talks em parceria com a Meio e Mensagem, houve um aumento de 37% no consumo online de medicamentos.

“O isolamento fez com que muitas pessoas passassem pela experiência de comprar online. As pessoas se viram na necessidade de manter seu tratamento e perceberam a praticidade que é a compra online”, afirma Thais Miraldo, gerente de marketing da Singular Medicamentos.

Delivery farmacêutico

Com um aumento nas vendas online, muitas empresas farmacêuticas sentiram a necessidade de contar com um serviço de entrega, os chamados Delivery. Dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácia (Abrafarma), o delivery farmacêutico cresceu em 72% nesta pandemia. Assim, quem já estava preparado para atender nos canais digitais, otimizou ainda mais o seu processo de vendas online.

Pioneira no setor de Medicamentos Especiais, a Singular Medicamentos atua com vendas online desde sua fundação, em 2011. Com frequência, a empresa melhora seus processos digitais para facilitar a experiência do usuário dentro do seu site. “O setor farmacêutico exige uma atenção ainda maior do que outros setores. Muitos de nossos consumidores não tinham, até então, a vivência da compra online”, afirma a Thais Miraldo. “Medicamentos especiais precisam de uma atenção diferenciada no processo de compra, desde o acesso online até às melhores condições estabelecidas para o uso dos medicamentos”, acrescenta.

De acordo com a empresa, houve um aumento de 20% no número de novos usuários comprando no e-commerce. “É um volume muito grande de novos usuários, o que mostra que muitos estão se adaptando a esta nova realidade”, conclui a gerente de marketing.

Além disso, há uma puxada muito forte das regiões sudeste e sul do país, com crescimento de 41% em SP, MG e RJ, e de 98% em RS, SC e PR, no volume de acesso de usuários na loja online.
“Com esta adesão no comportamento do consumidor, passamos a dar valor ainda mais à experiência do usuário, adotando medidas estratégias que facilitem a navegabilidade dentro do nosso site”, completa Thais.

Melhorando a experiência do usuário

Atualmente a venda online não se limita apenas ao usuário comprar em um site. As empresas vêm adotando uma estratégia omnichannel – qual utiliza diversos canais dentro de sua estratégia comunicacional – para garantir que o atendimento ao cliente seja realizado. Compras pelo WhatsApp, Telegram, Instagram e Facebook estão se tornando muito mais comum do que imaginamos.

Segundo a Singular Medicamentos, 238,39% dos usuários são oriundos das redes sociais. O número representa uma tendência do “novo normal”. “O isolamento social permitiu que os clientes tivessem uma experiência de estar navegando por aplicativos como Instagram ou Facebook e consumissem informações de compra, fosse por anúncio ou posicionamento da marca em questões sociais”, afirma.

Comercialização de medicamentos especiais

Medicamentos especiais é uma categoria de alta complexidade para tratamentos de ponta, muito utilizados nas áreas de oncologia, nefrologia, reumatologia e veterinária. Por isso, exigem cuidados especiais tanto no seu armazenamento quanto em seu transporte.

A comercialização de medicamentos especiais é vigorada na Portaria 802 estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), servindo de referência para que as empresas farmacêuticas tenham estrutura que garantam a conservação dos medicamentos.
Além disso, a portaria prevê que as empresas farmacêuticas tenham certificações que garantam a viabilidade comercial e estrutura, para desta forma, preservar e manter a qualidade dos serviços prestados e dos medicamentos comercializados.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
03/12/2020 1 Comentário 7,5K Visualizações
trabalho
Business

Setor calçadista abre 28 mil novos postos de trabalho

Por Gabrielle Pacheco 01/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Depois de amargar um primeiro semestre, perdendo mais de 44 mil postos de trabalho, a indústria calçadista brasileira tem experimentado um período de recuperação. Conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre julho e outubro foram criadas 28 mil vagas. No entanto, o setor segue com saldo negativo de mais de 16 mil postos e está gerando 11,4% menos empregos do que no mesmo período de 2019. Atualmente, o setor emprega, diretamente, 252 mil pessoas.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a reabertura do varejo físico, especialmente em grandes centros comerciais, como São Paulo, foi fundamental para a recuperação dos postos. “São Paulo responde por mais de 40% do total comercializada pela indústria calçadista no mercado doméstico. Isso representa mais de 85% das vendas totais do setor”, explica.

Além disso, segundo Ferreira, o fechamento do comércio na primeira parte do ano teve um impacto muito forte na atividade. Assim, registrou uma perda de quase 60 mil apenas nos meses de abril, maio e junho deste ano, os mais agudos da crise. “Mesmo com uma recuperação gradual nos últimos meses de 2020, devemos fechar o ano com uma queda de produção na casa de 25%. Assim, vai nos levar ao patamar de 16 anos atrás, com cerca de 650 milhões de pares produzidos”, projeta o dirigente. Ele ainda reitera que o setor foi um dos mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus e as restrições impostas ao varejo físico.

Recuperação

Ferreira destaca que, no próximo ano, seguindo a tendência de recuperação da demanda doméstica e das exportações de calçados, o setor deve crescer em torno de 19%. “Mesmo assim, na melhor das hipóteses, com vacina e varejo liberado, não chegaremos ao patamar pré-crise. Ou seja, para empatar com 2019 somente em 2022”, conclui o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/12/2020 0 Comentários 510 Visualizações
empresas
Business

Uma em cada quatro empresas gaúchas precisou remodelar o negócio durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 26/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

A remodelagem do negócio é uma realidade para 25% das empresas gaúchas, segundo a mais recente pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, do Sebrae/RS. Além disso, 6% dos entrevistados indicaram já estar estruturando um novo negócio, acelerando processos de digitalização ou tendo que se reinventar para manter o faturamento ativo.

Conforme a pesquisa, algumas mudanças implementadas pelas empresas durante o ano de 2020 devem ser mantidas no pós-pandemia. Entre elas, o relacionamento com clientes por redes sociais (54%), a adoção de controles financeiros mais rígidos (40%), a venda por redes sociais (35%), manutenção de equipes reduzidas (23%), a redução/adequação de estrutura física (19%), e o relacionamento com fornecedores e compras de insumos on-line (18%). Além disso, a expectativa de manutenção dos negócios para os próximos 30 dias é citada por 46% dos entrevistados.

“O mercado mudou, e as empresas precisam entender estas mudanças e se adaptar a elas rapidamente”

“As lições aprendidas com a modificação de cenário ocasionada pela pandemia não devem ser esquecidas pelos empreendedores. Assim, as adaptações e reestruturações dos negócios, como a adoção de novos canais de relacionamento com os clientes, devem ser mantidas e aperfeiçoadas daqui para a frente”, destaca o diretor superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy. “O mercado mudou, e as empresas precisam entender estas mudanças e se adaptar a elas rapidamente, caso contrário poderão ter muita dificuldade de sobrevivência”, acrescenta.

Estabilidade no faturamento

O comportamento do faturamento permaneceu praticamente estável de outubro para novembro Assim, a principal necessidade dos pequenos negócios permanece sendo o capital de giro (53%), com estabilidade dos percentuais em relação aos meses anteriores.

Entretanto, outros temas ganham destaque para a expectativa da retomada das atividades, com foco em mercado e produtos. São eles: orientação sobre o uso de ferramentas digitais para venda e relacionamento com clientes (27%), análise sobre tendências e perspectivas do mercado (25%), consultoria/orientação para gestão financeira (25%), alternativas para diversificar produtos e serviços (25%), parcerias com outras empresas para otimizar os negócios (21%), consultoria para readequação e remodelagem de negócios (15%), e busca de novos fornecedores (15%). Por fim, o levantamento do Sebrae/RS foi realizada de 04 a 17/11 e ouviu 484 clientes atendidos. A margem de erro é de 4,4%.

Outros dados da pesquisa:

Remodelagem do negócio
25% novembro
17,5% outubro
14% agosto

Empresas funcionando
89% novembro
92% outubro
87% setembro
87% agosto
79% julho

Para ajudar os empreendedores a buscarem melhores soluções para as suas empresas, o Sebrae/RS criou uma página em seu portal, totalmente dedicada à remodelagem de negócios. Assim, maus informações estão disponíveis gratuitamente em: https://sebraers.com.br/modelodenegocio. Além disso, a organização também atende aos empreendedores por meio do telefone 0800.570.0800, das 10h às 16h, e no www.sebraers.com.br, via chat. O atendimento presencial segue o mapa do distanciamento controlado do Governo do Estado.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
26/11/2020 0 Comentários 648 Visualizações
Parceiros
Variedades

Parceiros Voluntários apresenta 5 dicas de como fazer o bem sem sair de casa

Por Gabrielle Pacheco 17/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

O objetivo da ONG Parceiros Voluntários sempre foi despertar a consciência da responsabilidade social individual para criar uma sociedade melhor para todos. Contudo, a necessidade de cumprir o distanciamento social e os demais protocolos de segurança da pandemia inviabilizaram muitas das estratégias de voluntariado mais usadas no País. Assim, apesar do contexto desafiador, este contexto não é justificativa para não fazer voluntariado.

Segundo José Alfredo Nahas, superintendente da Parceiros Voluntários, por mais que pareça compreensível as limitações da pandemia, isso não deveria ser um impedimento para o exercício das boas ações. “Não dá para postergar: existe uma demanda de ajuda humanitária a ser atendida por todo a sociedade. Assim, se não dá para ser com os métodos tradicionais, que seja com outros. Afinal, a situação de urgência merece celeridade e inovação em nossos processos”, analisa. Além disso, para ele o cenário de crise só reforça a essência do voluntariado. “É essa a hora em que mais pessoas estão vulneráveis e que o espírito de cidadania precisa falar mais alto. A lógica pede mais empenho e urgência, ao invés de planos paralisados ou adiados”, conclui.

Diante disso, fica a questão: como fazer voluntariado sem desrespeitar os protocolos de segurança contra a pandemia? A Parceiros Voluntários separou algumas dicas:

1 – Criar diálogos online entre gerações

Através de um smartphone temos todo o mundo na palma da mão. Porém, esse aparelho tão presente em nosso cotidiano também faz algo um tanto curioso: ele telefona. Então, que tal ligar para uma pessoa que está em situação de isolamento social? Com a pandemia do Covid-19, os idosos tem sido o público mais afetado. Portanto, entre em contato com uma Organização que trabalha com esse público na sua cidade e se disponibilize para bater um papo com um idoso que está em isolamento social.

A ONG Parceiros Voluntários, na esteira do movimento #SóJuntos, trouxe a Porto Alegre o Projeto Ouvir, que tem como objetivo mobilizar voluntários a ouvir idosos em distanciamento social. Assim, hoje os voluntários responsáveis pelas ligações são os alunos do Colégio Leonardo da Vinci Alfa e Beta, liderados pelo professor Carlos Alberto Barcellos. Desde 2016, com o projeto Leo Alfa Cidadania, a escola reúne mais de 220 alunos engajados em ações de voluntariado.

2 – Compartilhar conhecimento

Se você é bom em matemática, por exemplo, por que não compartilhar este conhecimento com outra pessoa que está tendo dificuldade? Assim, entre em contato com uma escola ou uma Organização Social e disponibilize um horário em sua agenda para fazer esta ação.

3 – Mobilizar rede pessoal para arrecadar itens de necessidade (desafio familiar)

Outra possibilidade é fazer uma competição do bem com sua família e amigos. Para isso, monte times e lance um desafio de arrecadação que beneficia instituições que zelam por famílias em situação de vulnerabilidade social. Este é um jogo em que todos vão sair ganhando.

4 – Leitura auditiva

Você pode gravar livros, como poesias, contos, crônicas e encaminhar para uma ONG que trabalha com deficientes visuais. Para isso, basta você acionar uma instituição que trabalha com esse público e disponibilizar a ação. Veja com eles o que gravar, que história é mais interessante, qual o formato ideal e pronto.

5 – Compartilhar habilidades

Que habilidades você tem? E de que vale ela ficar somente com você? Hoje, com as novas tecnologias, vivemos a era da colaboração. Se eu sei tocar violão, por que não ensinar outra pessoa?

Desafio Voluntário

Está mais do que claro que, com criatividade e espírito empreendedor, é possível reinventar os processos, as instituições e o próprio voluntariado. Por isso, o 12º Desafio Voluntário da ONG Parceiros Voluntários, uma ação nacional que busca ampliar a participação de pessoas em ações voluntárias nas mais diversas frentes, acontece este ano de uma forma diferente.

Para isso, a ONG desenvolveu em sua plataforma Parceiros Conecta uma página especial para o Desafio Voluntário, em que os voluntários, individualmente ou em grupo, poderão dar visibilidade para suas ações, inserindo fotos, vídeos e contando o que estão realizando. Assim, esta é a primeira vez que o modelo virtual está sendo adotado em uma história que já dura 12 anos e que teve sua origem no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, e hoje se estende à toda Rede Parceiros Voluntários. Por fim, todos os vídeos com registros das ações podem ser publicados até o dia 05 de dezembro através do site da Parceiros Voluntários: www.parceirosvoluntarios.org.br.

Sobre a Parceiros Voluntários

Organização Não-Governamental, sem fins lucrativos e apartidária, a Parceiros Voluntários atua desde janeiro de 1997 por iniciativa do empresariado do Rio Grande do Sul, tendo como Visão “viver numa sociedade sustentável tendo por base pessoas éticas e participativas”. Assim, a partir da crença de que toda pessoa é solidária e um voluntário em potencial, a Parceiros Voluntários atua em todo o território nacional e possui sedes no Rio Grande do Sul e São Paulo. A ONG mobiliza, articula e coordena múltiplas redes de relacionamentos, com os diferentes setores das comunidades, em prol de soluções que visam a integração dos sistemas econômicos, sociais, ambientais, políticos e culturais na construção de um Brasil mais próspero e solidário.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/11/2020 0 Comentários 730 Visualizações
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