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Panamá

Business

Federação denuncia a invisibilidade do trabalhador da indústria do tabaco

Por Jonathan da Silva 08/02/2024
Por Jonathan da Silva

A Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa) apresentaram no encontro promovido pelo embaixador do Brasil no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva, a realidade do trabalhador que atua na indústria do tabaco. A apresentação foi realizada pelo presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior.

Na busca por respostas sobre o posicionamento do Brasil diante da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10), a representação dos trabalhadores compartilhou a angústia de quem acompanha, de longe, as discussões que têm impacto no cotidiano da atividade. O presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior, que acompanha o evento mesmo sem ter acesso à plenária e às discussões, usou a palavra para exibir a invisibilidade do trabalhador na conferência. “Hoje aqui eu represento mais de 40 mil trabalhadores, que na maioria das vezes, sequer são citados nestas discussões. Estou falando de 40 mil rostos, 40 mil vidas e 40 mil sonhos, pois nenhum deles prefere receber ajuda do governo do que trabalhar. São pessoas que estão, assim como nós, apreensivas diante do que pode ocorrer nesta conferência”, alerta.

Baptista Júnior criticou também a falta de acesso ao posicionamento do Brasil. Como signatário da COP, o país precisa formalizar uma posição ao evento, que só avança no que se refere a medidas de controle do plantio e consumo do tabaco com o consenso dos 183 países participantes. “Estamos aqui em busca de respostas, para que quando retornarmos ao Brasil possamos olhar na cara dos nossos representados para dizer a verdade”, pontua.

Batista ressaltou ainda o respeito que se dá, por parte da indústria aos trabalhadores, tanto na cidade quanto no meio rural. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que não coleciona maus exemplos como trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão. Isso não ocorre no tabaco porque há seriedade e tradição nesta atividade secular”, defende.

Sem a devida resposta por parte da representação brasileira na COP-10, Baptista Júnior confirmou que irá continuar até o fim da conferência, no próximo sábado (10), acompanhando mesmo que de maneira remota os desdobramentos do evento. “É por todos estes trabalhadores, que não querem perder seus empregos e ir para as filas do auxílio que estamos aqui. E para eles temos a obrigação de dar respostas precisas acerca de tudo que pode, de certa forma, interferir em seus empregos”, complementa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2024 0 Comentários 778 Visualizações
Business

Para presidente do Novo Stifa, Brasil perde ao participar da Convenção-Quadro

Por Jonathan da Silva 06/02/2024
Por Jonathan da Silva

A abertura da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10) ocorreu sem a participação de parte da delegação brasileira no evento. A comitiva que representa os trabalhadores, produtores, indústria e os deputados estaduais e federais que defendem a cadeia produtiva ficaram de fora do Centro de Convenções do Panamá. A situação desagrada a representação que tentará a via diplomática para mudar o tratamento à delegação nacional.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa), Gualter Baptista Júnior, na última COP presencial, ocorrida em 2018, em Genebra, na Suíça, a representação dos trabalhadores teve acesso ao plenário. “Eu estive dentro do plenário, acompanhando e me manifestando por escrito. Tivemos este privilégio, diferentemente dos políticos e da própria imprensa. O governo brasileiro traz, como signatário da Convenção-Quadro, um posicionamento de cada vez mais cercear a produção do tabaco. Nós, mesmo com credenciais negadas, não podemos sair da defesa deste setor. Se não estivéssemos aqui, muito mais restrições poderiam ser aprovadas”, justifica o dirigente que é também presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo).

Baptista Júnior pontua que, ao ser signatário da Convenção-Quadro, desde 2005, o Brasil retrocede, especialmente por ter uma vocação na produção do tabaco, que uma atividade centenária responsável pelo desenvolvimento de toda a região, que faz parte da cultura e da organização econômica dos municípios. “O Brasil perde participando desta convenção. Nosso país é um grande player mundial de tabaco, no qual toda a região Sul é envolvida nesta atividade. Por isso que o Brasil só perde ao ter, politicamente, assinado esta convenção ou estando presente a esta discussão. Meia dúzia de pessoas querem inviabilizar esta produção em detrimento de milhares”, complementa.

No fim da tarde desta segunda-feira (5), a comitiva de lideranças brasileiras reúne-se para alinhar uma visita diplomática ao embaixador do Brasil no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva. A ideia é utilizar a embaixada e a relação diplomática do Brasil com o Panamá para tentar chancelar a participação da comitiva que representa a produção e industrialização do tabaco no país.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/02/2024 0 Comentários 610 Visualizações
Cidades

Fátima Daudt é recebida pelo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento

Por Marina Klein Telles 20/03/2023
Por Marina Klein Telles

A prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, foi recebida na tarde de sexta-feira (17), na Cidade do Panamá, pelo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central no governo Michel Temer e primeiro brasileiro a ocupar o cargo. Na audiência em que esteve ao lado da secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Paraskevi Bessa-Rodrigues, a prefeita ouviu de Goldfajn que a recepção especial era devido à excelência e à efetividade do projeto desenvolvido em parceria com o banco, em Novo Hamburgo, entre 2017 e 2019.

“O BID vai trabalhar muito a questão da efetividade nas parcerias firmadas e, para a instituição, Novo Hamburgo é exemplo de implementação de projeto e execução com o Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado”, comentou Fátima Daudt. Ao assumir a prefeitura, em 2017, a prefeita liderou a recuperação de um empréstimo de US$23 milhões que havia sido perdido junto ao BID por outra gestão, executando um programa previsto para durar quatro anos em apenas dois. 

Posteriormente, a experiência, que contemplou uma profunda transformação da área central, a revitalização do Parcão e ações envolvendo empreendedorismo e prevenção da violência, foi destacada por Fátima a prefeitos da América Latina em palestras em Washington (EUA) e Medellín (Colômbia), a convite do BID.

A reunião anual do BID se encerrou no último sábado (18). Lideranças políticas e empresariais dos 48 países membros do BID abordaram os desafios e oportunidades de desenvolvimento na América Latina e no Caribe, desde os impactos da mudança climática até o crescimento equitativo e sustentável.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/03/2023 0 Comentários 603 Visualizações

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