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Cultura

Ópera de Arthur de Faria estreia no Memorial do Judiciário gaúcho nesta terça

Por Jonathan da Silva 25/05/2026
Por Jonathan da Silva

A primeira ópera do compositor, pianista e pesquisador gaúcho Arthur de Faria terá estreia mundial nesta terça-feira, dia 26 de maio, às 19h, no Auditório Oswaldo Stefanello do Palácio da Justiça do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A apresentação integra o projeto Terça Lírica, promovido pelo Memorial do Judiciário do RS, e contará com elenco da Companhia de Ópera do RS. Com entrada gratuita, a obra “Escritos sobre um Brasil – cartas de Mrs. Kindersley” é baseada em relatos escritos no século XVIII pela inglesa Jemima Kinderslay, considerada a primeira mulher a registrar impressões sobre o território brasileiro.

Com curadoria de Flávio Leite e direção cênica de Áurea Batista, o espetáculo terá a mezzosoprano Cristine Guse interpretando Jemima Kinderslay. A ópera foi construída a partir de cartas escritas pela viajante inglesa durante passagem pela Bahia, em 1764, enquanto acompanhava o marido Nathaniel Kindersley em uma viagem marítima.

Origem da obra

Segundo o compositor Arthur de Faria, parte do material utilizado na ópera surgiu durante o espetáculo “Selvageria”, criado pelo coletivo Ultralíricos, de São Paulo, dirigido por Felipe Hirsch. “Os primeiros trechos foram para o espetáculo ‘Selvageria’, da Ultralíricos, coletivo de São Paulo dirigido pelo Felipe Hirsch, que eu integrei por uma década escrevendo a música – muitas vezes fazendo ela ao vivo – em nove espetáculos. Corremos mundo. ‘Selvageria’ foi todo feito só com documentos escritos sobre o Brasil, e essas cartas da Jemima são o primeiro escrito por uma mulher sobre estas terras que nem Brasil eram ainda. A gente fazia as três primeiras cartas no espetáculo, cantadas pela atriz portuguesa Crista Alfaiate”, afirma Hirsch.

As cartas de Jemima Kinderslay foram posteriormente publicadas no livro “Letters from the island of Teneriffe, Brazil, the Cape of Good Hope, and the East Indies”, lançado em 1777. Nos relatos, a viajante descreve aspectos naturais da colônia portuguesa, além de registrar dificuldades burocráticas para entrada no território e restrições impostas pelas autoridades portuguesas.

Relatos históricos sobre o Brasil colonial

Nascida em Wickstead, na Inglaterra, Jemima Kinderslay viveu entre 1741 e 1809 e foi a única mulher, durante décadas, a publicar relatos de viagem sobre o Brasil colonial. Durante cerca de um mês na Bahia, escreveu 68 cartas destinadas a um amigo. Em sete delas, detalhou observações sobre a administração portuguesa, os costumes locais e a vigilância exercida sobre estrangeiros.

A montagem marca a estreia de Arthur de Faria no gênero operístico e integra a programação cultural do Memorial do Judiciário do RS.

Ficha técnica

  • Direção musical, textos e narração: Arthur de Faria
  • Direção cênica: Áurea Baptista
  • Mrs. Jemima Kinderslay: Cristine Guse, mezzosoprano
  • Pianista: Mel Souza
  • Assistente de direção: Valquíria Cardoso
  • Iluminação: João Fraga
  • Cenografia e figurinos: Teatro Ateliê
  • Curadoria: Flávio Leite
  • Produção: Bonella Produções

Serviço

  • O quê: Terça Lírica | Ópera “Escritos sobre um Brasil – cartas de Mrs. Kinderslay”
  • Quando: Terça-feira, 26 de maio, às 19h
  • Onde: Auditório Oswaldo Stefanello do Palácio da Justiça do RS (Praça Marechal Deodoro, 55, Centro Histórico, Porto Alegre)
  • Quanto: Entrada gratuita
Foto: Vitória Proença/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/05/2026 0 Comentários 176 Visualizações
Cultura

CORS abre temporada 2026 com La Traviata no Teatro Simões Lopes Neto

Por Jonathan da Silva 02/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS) e a Companhia de Ópera do RS (CORS) abrem a temporada 2026 com uma nova montagem da ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi, nos dias 28, 29, 30 e 31 de março, no Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre. O evento é parte das comemorações do primeiro aniversário do teatro, dos 125 anos de falecimento do compositor, dos 200 anos da personagem que inspirou a obra e dos 25 anos de carreira do diretor cênico Flávio Leite.

A temporada, intitulada “Memória e Identidade”, dá continuidade à parceria entre a CORS e a Secretaria de Estado da Cultura. A montagem tem concepção e direção cênica do diretor cênico e presidente da CORS Flávio Leite e direção musical e regência de Marcelo de Jesus, à frente da Orquestra Theatro São Pedro. As récitas ocorrem no sábado, domingo, segunda-feira e terça-feira, 28 a 31 de março, com apresentações às 20h nos dias 28, 30 e 31, e às 18h no dia 29.

O elenco de solistas é encabeçado pelas sopranos Ludmilla Bauerfeldt e Elisa Machado, que se alternam no papel de Violetta Valéry; pelos tenores Giovanni Tristacci e Felipe Bertol, como Alfredo Germont; e pelos barítonos Lício Bruno e Roger Bueno, no papel de Giorgio Germont. Também integram o elenco os tenores João Ferreira Filho, Adolfo Amaral e Xavier Quiñonez; os barítonos Oritz Campos, Robert Willian e Vinícius Braga; as mezzo-sopranos Cristine Guse e Carol Braga; e o baixo Bruno Mezzomo.

O espetáculo contará ainda com a participação da Orquestra Theatro São Pedro, do Coro Lírico da CORS, com 30 integrantes, e dos bailarinos da Plural Cia de Dança.

A obra

La Traviata é uma ópera em três atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave, baseada no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. A obra estreou em 6 de março de 1853, no Teatro La Fenice, em Veneza, e, após recepção negativa inicial, foi reapresentada em 1854 com sucesso.

A narrativa gira em torno de Violetta, cortesã parisiense que abandona sua vida anterior para viver com Alfredo Germont, enfrentando pressões sociais e familiares que levam ao desfecho trágico da protagonista.

Faz 25 anos que Porto Alegre não vê uma Traviata. A última foi em 2001 quando estreei no palco como solista em uma produção do então Instituto de Cultura Musical da PucRS. La Traviata é sempre atual pois trata basicamente de misoginia, preconceito e o seu antídoto que é a compaixão, tudo isso embalado por uma música arrebatadora. Não à toa é considerada a ópera das óperas, sempre atual. Minha decisão como encenador de situar a montagem nos 1920 do século XX é a proximidade com o momento atual que vivemos no mundo apenas 100 anos depois. A Paris da década de 1920, os années folles (anos loucos), era efervescente cultural, artística e socialmente como resposta à Primeira Guerra Mundial. As mulheres tiraram as saias de armação, os comprimentos das roupas diminuíram e cortaram cabelos curtos pela primeira vez na história. Assim como a década que estamos vivendo, com os grandes avanços sociais e de igualdade de direitos no mundo, uma grande onda conservadora contrária aos avanços das liberdades individuais ganhou força. No final da década de 1920 o fascismo ascendeu na Europa e, na atualidade, o conservadorismo, o nacionalismo e a xenofobia ocupam lugar em todos os noticiários novamente. Quem sabe se acompanhando as dores da nossa protagonista não revejamos nossos preconceitos e nossos julgamentos com quem é ou pensa diferente de nós”, destaca o diretor cênico e presidente da CORS, Flávio Leite.

Ficha técnica

  • Concepção e direção cênica: Flávio Leite
  • Direção musical e regência: Marcelo de Jesus
  • Maestro do Coro Lírico da CORS: Sérgio Sisto
  • Cenário: Eduardo Menna
  • Figurino: Daniel Lion
  • Iluminação: Veridiana Mendes
  • Violetta: Ludmilla Bauerfeldt (28 e 30 de março) e Elisa Machado (29 e 31 de março)
  • Alfredo: Giovanni Tristacci  (28 e 30 de março) e Felipe Bertol (29 e 31 de março)
  • Giorgio Germont: Lício Bruno (28 e 30 de março) e Roger Bueno (29 e 31 de março)
  • Flora: Cristine Guse
  • Annina: Carol Braga
  • Gastone: João Ferreira Filho
  • Barão: Oritz Campos, barítono
  • Marquês: Robert Willian, barítono
  • Dr. Grenvil: Bruno Mezzomo
  • Giuseppe: Adolfo Amaral
  • Funcionário Flora: Xavier Quiñonez
  • Comissário: Vinícius Braga

Serviço

  • O quê: Ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi, abertura da temporada 2026 da CORS
  • Quando: 28, 29, 30 e 31 de março; dias 28, 30 e 31 às 20h e dia 29 às 18h
  • Onde: Teatro Simões Lopes Neto (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico, Porto Alegre)
  • Quanto: Ingressos de R$ 40 a R$ 180; antecipados pelo site theatrosaopedro.eleventickets.com
Foto: Vitória Proença/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2026 0 Comentários 307 Visualizações
Cultura

Ópera em homenagem a Jayme Caetano Braun chega ao Recanto Maestro no sábado

Por Jonathan da Silva 29/10/2025
Por Jonathan da Silva

Após estrear em Porto Alegre no fim de semana, a ópera “Em Busca das Paisagens Perdidas” será apresentada neste sábado, 1º de novembro, às 19h30min, no Palco Bell’Anima, localizado no Recanto Maestro, entre as cidades de São João do Polêsine e Restinga Sêca. O espetáculo, que homenageia o centenário do missioneiro e payador Jayme Caetano Braun, é uma realização da Secretaria da Cultura (Sedac) e da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS), com coprodução da Filarmônica Ontoarte Recanto Maestro (Forma).

A obra tem composição de Vagner Cunha, libreto de Renato Mendonça e direção cênica de Carlota Albuquerque. O cantor nativista Pirisca Grecco interpreta Jayme Caetano Braun, acompanhado pelas sopranos Carla Maffioletti, Eiko Senda, Elisa Lopes e Raquel Fortes, pela contralto Luciane Bottona, pelo tenor Maicon Cassânego e pelo baixo-barítono Guilherme Roman. A bailarina Emily Borghetti dá vida à personagem “A China”, enquanto a regência e direção musical são conduzidas pelo maestro André dos Santos.

Inserida no projeto Ópera e Formação, a produção é a primeira encomenda de ópera contemporânea da CORS. Segundo o presidente da instituição, Flávio Leite, o objetivo é fortalecer a ópera como expressão artística ligada à cultura local. “A ópera como gênero artístico vivo dialoga com o nosso tempo e com a nossa cultura. Lembrando o centenário de Jayme Caetano Braun e às vésperas dos 400 anos das Missões Jesuíticas do RS, falar sobre a nossa terra e nossos personagens em forma de ópera nos projetam para fora do Estado exatamente no que temos de mais especial: nossa cultura”, afirmou Leite.

Entre memória e território

Considerado um dos grandes poetas regionalistas do Sul, Jayme Caetano Braun (1924–1999) destacou-se pela obra literária e musical que ultrapassou fronteiras, alcançando países como Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. Autor de livros como “Galpão de Estância”, “Paisagens Perdidas” e “Brasil Grande do Sul”, Braun também se notabilizou por discos como “Payadas” e “Troncos Missioneiros”.

O libretista Renato Mendonça explica que a ópera busca revisitar o passado e refletir sobre as identidades culturais do Sul. “Lembrar Jayme Caetano Braun, quando se completam pouco mais de cem anos de seu nascimento, é um acertar de contas com o passado e com o futuro. É encarar o desafio de olhar para o passado e, valendo-se de uma dobra da arte, vislumbrar o futuro”, afirmou Mendonça.

Já o compositor Vagner Cunha destacou que a obra amplia o conceito de território ao integrar sons e referências da região. “Com atenção, se ouvirá o canto do João Barreiro. E soará o idioma argentino, que nossos fronteiriços misturam naturalmente com o português. Os instrumentos indígenas, que remetem às Missões, também ecoarão. E o som percutido por pés e por taquaras, alinhavados pelos ecos de nossas memórias”, explicou Cunha.

Ficha técnica

  • Obra: Em Busca das Paisagens Perdidas
  • Direção musical e regência: André Dos Santos
  • Direção cênica e concepção: Carlota Albuquerque
  • Assistente de direção: Diego Mac

Elenco

  • Jayme Caetano Braun: Pirisca Grecco
  • A Terra Bugra: Eiko Senda (soprano)
  • A Natureza: Carla Maffioletti (soprano)
  • A Província: Elisa Lopes (soprano)
  • Soprano Quarteto: Raquel Fortes
  • Mezzo-soprano Quarteto: Luciane Bottona
  • Tenor Quarteto: Maicon Cassânego
  • Baixo Quarteto: Guilherme Roman
  • Bailarina: Emily Borghetti
  • Bailarina: Carini Pereira
  • Bailarina: Preta Mina

Música

  • Filarmônica Ontoarte Recanto Maestro
  • Violino I: Omar Aguirre
  • Violino II: Ricardo Chacon
  • Viola: Álvaro Aguirre.
  • Violoncelo: Martina Ströher
  • Contrabaixo: Alexandre Ritter
  • Flauta: Artur Elias
  • Clarinete: Samuel Oliveira
  • Trompa: Nadabe Tomás
  • Trompete: Elieser Fernandes Ribeiro
  • Tuba: Whilton Matos
  • Percussão: Diego Amaro da Silveira, Gabriel Moraes e Douglas Gutjahr
  • Piano: André Carrara

Equipe

  • Composição: Vagner Cunha
  • Libreto: Renato Mendonça
  • Pianistas correpetidores: Patrick Menuzzi e Eduardo Knob
  • Maestro interno: Patrick Menuzzi
  • Coordenação de produção: Brenda Knevitz
  • Produção Executiva: Carol Martins
  • Coordenação cenotécnica: Paulo Pereira
  • Cenografia: Joana Albuquerque e equipe artística
  • Figurinos e visagismo: Daniel Lion
  • Maquiadores: Guilherme Gonçalves e Anita Assenato
  • Iluminação: Veridiana Matias
  • Fotografia e projeto gráfico: Vitória Proença
  • Sonorização e transmissão: Atmosfera Produtora
  • Legenda: Caliope Legendagem
  • Assessoria de imprensa: Roberta Amaral
  • Agradecimentos: Rafael Becker, Erva Mate Milonga e Cristine Ortegal

Serviço

  • O quê: Ópera “Em Busca das Paisagens Perdidas”, de Vagner Cunha, com libreto de Renato Mendonça
  • Quando: sábado, 1º de novembro, às 19h30min
  • Onde: Palco Bell’Anima, no Recanto Maestro (Rua Oniotan, S/N, São João do Polêsine)
  • Quanto: R$ 80
  • Ingressos: antecipadamente no Sympla ou no local, a partir das 19h
Foto: Vitória Proença/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/10/2025 0 Comentários 337 Visualizações
Cultura

Ópera inédita homenageia centenário de Jayme Caetano Braun

Por Jonathan da Silva 22/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac) e a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (Cors) estreiam, nos dias 25 e 26 de outubro, em Porto Alegre, a ópera “Em busca das paisagens perdidas”, criada em homenagem ao centenário do missioneiro e payador Jayme Caetano Braun (1924–1999). A obra, encomendada ao compositor Vagner Cunha e com libreto de Renato Mendonça, terá direção cênica de Carlota Albuquerque e coprodução da Filarmônica Ontoarte Recanto Maestro (Forma). Após as apresentações na capital, o espetáculo segue para o Recanto Maestro, entre São João do Polêsine e Restinga Sêca, com sessão única no dia 1º de novembro.

A montagem marca a primeira encomenda de ópera contemporânea da Cors dentro do projeto Ópera e Formação, que busca aproximar o gênero do público e valorizar personalidades da cultura gaúcha. No palco, o cantor nativista Pirisca Grecco interpretará Jayme Caetano Braun, acompanhado pelas sopranos Carla Maffioletti, Eiko Senda, Elisa Lopes e Raquel Fortes, pela contralto Luciane Bottona, pelo tenor Maicon Cassânego e pelo baixo-barítono Guilherme Roman. A bailarina Emily Borghetti será a intérprete de “A China”, e a direção musical e regência são do maestro André dos Santos.

Segundo o presidente da Cors, Flávio Leite, o projeto tem o propósito de fortalecer a cena operística no estado. “A ópera como gênero artístico vivo dialoga com o nosso tempo e com a nossa cultura. Lembrando o centenário de Jayme Caetano Braun e às vésperas dos 400 anos das Missões Jesuíticas do RS, falar sobre a nossa terra e nossos personagens em forma de ópera nos projetam para fora do Estado exatamente no que temos de mais especial: nossa cultura”, afirmou Leite.

Quem foi Jayme Caetano Braun

Reconhecido como um dos grandes poetas regionalistas do sul, Jayme Caetano Braun teve papel marcante na preservação e difusão da cultura missioneira. Sua obra literária inclui títulos como Galpão de Estância, Brasil Grande do Sul, Paisagens Perdidas, De Fogão em Fogão e Potreiro de Guachos. Na música, lançou álbuns como Payadas, Troncos Missioneiros e Payador, que ampliaram sua influência para países como Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.

Processo criativo

O libretista Renato Mendonça define o espetáculo como uma jornada de reencontro com o passado. “Lembrar Jayme Caetano Braun, quando se completam pouco mais de cem anos de seu nascimento, é um acertar de contas com o passado e com o futuro. É discutir se um território se configura por índices materiais ou se ganha forma lastreado por nossas memórias pessoais”, explicou Mendonça.

Para o compositor Vagner Cunha, a obra amplia o conceito de território e identidade. “Com atenção, se ouvirá o canto do João Barreiro. E soará o idioma argentino, que nossos fronteiriços misturam naturalmente com o português. Os instrumentos indígenas, que remetem imediatamente às Missões, também ecoarão. E o silêncio, a amplitude horizontal do Pampa, a presença da água corrente, da terra prenhe, do vento transformador e do fogo de chão”, afirmou Cunha.

Serviço

  • O quê: Estreia mundial da ópera Em busca das paisagens perdidas, de Vagner Cunha, com libreto de Renato Mendonça
  • Quando e onde:
    – Porto Alegre – dias 25 e 26 de outubro, sábado às 20h e domingo às 18h, no Teatro Simões Lopes Neto do Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico)
    – Recanto Maestro – dia 1º de novembro, sábado, às 19h30, no Palco Bell’Anima (Rua Oniotan, s/n, São João do Polêsine)
  • Quanto: ingressos de R$ 80 a R$ 180 em Porto Alegre e R$ 80 no Recanto Maestro
Foto: Vitória Proença/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/10/2025 0 Comentários 361 Visualizações
Cultura

Projeto Ópera Estúdio inicia série de recitais gratuitos no Theatro São Pedro

Por Marina Klein Telles 26/06/2023
Por Marina Klein Telles

O público ganhará uma nova oportunidade para apreciar a arte da ópera ao vivo e de forma gratuita em Porto Alegre. Na quarta-feira (28), os participantes do projeto Ópera Estúdio – Curso de Formação Interdisciplinar para Cantores Líricos iniciam a série de recitais Vozes do Ópera Estúdio 2023. Com entrada franca, as apresentações ocorrem no Teatro Oficina Olga Reverbel do Complexo Cultural Theatro São Pedro, nas últimas quartas-feiras de junho, julho, agosto e setembro.

Serão duas sessões por dia: às 15h (público infantil, mediante inscrição prévia da escola por e-mail) e às 19h (público geral, com entrada por ordem de chegada e doação de 2 quilos de alimento).

Nas duas primeiras apresentações da série, previstas para a próxima quarta, os cantores líricos do Ópera Estúdio interpretam peças individuais, com acompanhamento do pianista Patrick Menuzzi. Estão previstas obras de Händel, Mozart, Donizetti, Puccini, Verdi, Gounod e Bizet, entre outros. O caráter intimista das apresentações será reforçado por um conjunto de velas que será colocado ao redor dos artistas.

O professor Carlos Rodriguez, que ministra a Oficina de Conjuntos e Produção de Espetáculos, explica que os recitais serão didáticos, pois os cantores farão comentários sobre as obras, inclusive lançando mão de recursos cênicos. “Cada cantor vai discorrer sobre a sua personagem e apresentar a situação que ela vive na obra”, conta.

Realizado pela Secretaria da Cultura (Sedac), por meio da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), o Ópera Estúdio oferece, a cantores em início de carreira, a possibilidade de estudar junto a uma equipe multidisciplinar de professores. Em sua segunda edição, o projeto conta com a parceria cultural da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) e da Fundação Theatro São Pedro (FTSP).

Após uma seleção por audições, 27 participantes foram aprovados para seis meses intensos de aulas com grandes referências da música no Brasil. O público poderá acompanhar a evolução da turma em quatro recitais e também no espetáculo de encerramento que será realizado em novembro: a montagem completa da ópera Carmen, de Georges Bizet.

A primeira edição do Ópera Estúdio, em 2022, inaugurou um novo capítulo na história da ópera no Rio Grande do Sul. A turma de 18 cantores pôde aprimorar suas habilidades em aulas semanais de canto, repertório, expressão corporal e cênica, entre muitos outros assuntos que somaram uma carga horária superior a mil horas. No final do ano, o projeto culminou na encenação da opereta A viúva alegre, de Franz Lehár, em adaptação inédita.

Assim como em 2022, o diretor artístico da Ospa, Evandro Matté, assume a coordenação-geral do Ópera Estúdio em 2023. Além de professores, Flávio Leite e Eiko Senda são também os diretores pedagógicos do projeto.

Serviço

O quê: Série de recitais com árias e trechos de óperas dos alunos do 2º Ópera Estúdio
Quando: 28/6, 26/7, 30/8 e 27/9 – 15h para o público infantil, mediante inscrição prévia da escola pelo e-mail [email protected]; 19h para o público geral, com entrada por ordem de chegada e doação de 2kg de alimento no dia do evento
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, localizado no Multipalco Eva Sopher do Complexo Cultural Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº, centro de Porto Alegre)
Quanto: Gratuito

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2023 0 Comentários 598 Visualizações
Cultura

Ópera formada só por mulheres estreia no Theatro São Pedro

Por Gabrielle Pacheco 02/03/2023
Por Gabrielle Pacheco

Uma montagem inteiramente formada por mulheres abrirá a temporada da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (Cors). Trata-se de Suor Angelica, composta pelo italiano Giacomo Puccini, que ocorrerá nos dias 11 e 12 de março, no Theatro São Pedro.

A montagem (…) mostra o quanto o enclausuramento e a tentativa de culpabilizar a mulher permeia séculos e ainda é tão atual.

A ópera, que se passa na Toscana no século 17, conta a tragédia de Angelica, que foi abandonada pela família em um convento após ter um filho fora do casamento. Quando fica sabendo da morte de seu filho, que lhe fora retirado logo após o nascimento e de quem nunca mais tivera notícia, toma veneno para dar fim à vida. O drama atinge o clímax na agonia antes da morte, no arrependimento e na culpa de seu pecado. “A montagem tem uma mistura de simbolismo e contemporaneidade – lirismo, humor em vários momentos e dramaticidade –, mostra o quanto o enclausuramento e a tentativa de culpabilizar a mulher permeia séculos e ainda é tão atual”, diz Camila Bauer.

Com direção musical da pianista e soprano Eiko Senda, uma das co-fundadoras da Cors, e direção cênica de Camila Bauer, a montagem conta com trinta mulheres que protagonizam a produção dentro e fora do palco. No elenco estão Rosimari Oliveira e Yasmini Vargaz, Angela Diel e Cristine Bello Guse, Carol Braga, Camila Umpiérrez, Elisa Lopes, Dêizi Nascimento e Kauanny Klein, Gabriela Nunes, Júlia Bennemann, Fiama Devitte, Eliana Pires, Cecilia Salatti, nome artístico de Eduarda Peixoto, e Gaia Schenini. “Pela primeira vez, o Rio Grande do Sul tem uma companhia de ópera formada por artistas, que decidem criar um espaço de arte, mercado e trabalho em um terreno ainda masculino. Um projeto que descentraliza o poder, trazendo a mulher ao protagonismo em uma estrutura de produção e de criação. Suor Angelica estreia em um momento muito forte de empoderamento feminino, com uma ficha técnica formada por mulheres”, destaca Camila.

Suor Angelica (Irmã Angélica, em português) pertence, junto com Il Tabarro e Gianni Schicchi, ao Il Trittico, três breves obras da última fase da vida do compositor. A ópera, inicialmente, foi a que menos se tornou conhecida e ficou fora dos palcos por anos. Porém, recentemente, foi redescoberta e passou a integrar o repertório de companhias de ópera por todo o mundo. Uma particularidade nesta obra é o fato de que ela conta apenas com vozes solistas femininas.

Bate-papo e exposição

No dia da estreia, 11, às 18h, a Cors recebe Ligiana Costa, cantora, compositora, musicóloga e dramaturgista junto ao Festival Amazonas de Ópera e do Theatro Municipal de São Paulo, onde também dirige e apresenta podcasts e conteúdos dedicados à música, ópera e produção cultural. O bate-papo ocorre no Foyer Nobre e terá como tema principal o protagonismo da mulher, de criatura a criadora, na ópera.

Ao final do espetáculo, será oferecido um coquetel ao público que participar da programação, que será coroada pela exposição fotográfica Olhares sobre nossas irmãs, uma reunião de fotografias de Fernanda Chemale, Adriana Marchiori, Vitória Proença e Clara Albuquerque, entre outras fotógrafas gaúchas. A exposição está sendo preparada a partir do olhar das artistas sobre o processo de montagem de Suor Angelica, de seus ensaios e encontros entre as trinta mulheres envolvidas na produção. A exposição permanece aberta à visitação até o dia 19 de março, na Sala de Exposições do Theatro São Pedro.

Serviço

O quê: Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul apresenta Suor Angelica, de Giacomo Puccini
Quando: 11/03, às 20h, e 12/03, às 18h
Onde: Theatro São Pedro, Praça Marechal Deodoro, s/n, Porto Alegre
Quanto: a partir de R$ 15 pelo site do Theatro

Foto: Fernanda Chemale/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2023 0 Comentários 1,5K Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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