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obesidade

Projetos especiais

Campo Bom abre inscrições para novo grupo de apoio à obesidade

Por Jonathan da Silva 09/05/2025
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Bom está com inscrições abertas para a próxima edição do Grupo de Apoio à Obesidade “Leve a Vida”, que inicia em agosto e é voltado a adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 kg/m². O objetivo da iniciativa é promover o autocuidado e a mudança de comportamento em saúde por meio de encontros semanais e quinzenais com equipe multidisciplinar.

O grupo iniciou uma nova turma em março com 12 pacientes e, desde sua criação em 2024, já atendeu 20 pessoas. As atividades seguem o Protocolo Clínico e Diretrizes do Sobrepeso e Obesidade em Adultos do Ministério da Saúde (2020), com abordagem crítico-reflexiva e foco no autocuidado apoiado.

A nutricionista e coordenadora do Serviço de Alimentação da Secretaria Municipal de Saúde campo-bonense, Fabiana Mewius Marques, explicou os objetivos da ação. “O grupo foi pensado para oferecer não apenas orientação técnica, mas também acolhimento e suporte emocional. Nosso objetivo é promover uma mudança de comportamento sustentável, com base em protocolos reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Com isso, buscamos melhorar os indicadores de prevalência de excesso de peso e obesidade, reduzir o surgimento de doenças associadas, como cardiopatias, hipertensão, diabetes e até alguns tipos de câncer, além de diminuir os custos com tratamentos dessas condições. No fim, tudo isso contribui para uma maior expectativa e qualidade de vida dos pacientes atendidos”, destacou Fabiana.

Como funciona o grupo

O programa tem duração de três meses e é realizado no Centro Vida. São dez encontros, iniciando com uma apresentação coletiva com médico, psicólogo, nutricionista e educador físico. Em seguida, os participantes passam por triagem individual, incluindo avaliação antropométrica, anamnese e inquérito alimentar. As demais sessões são divididas em quatro encontros semanais e quatro quinzenais.

Serviço

  • O quê: Grupo de Apoio à Obesidade “Leve a Vida”
  • Quando: Próxima turma inicia em agosto
  • Onde: Secretaria Municipal de Saúde de Campo Bom (inscrição presencial no 2º andar do Centro Administrativo)
  • Quanto: Gratuito, voltado a adultos com IMC acima de 30 kg/m²
Foto: PMCB/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/05/2025 0 Comentários 418 Visualizações
Saúde

Cirurgião do Hospital Sapiranga faz orientações sobre cirurgias bariátricas

Por Jonathan da Silva 08/10/2024
Por Jonathan da Silva

O Hospital Sapiranga divulgou orientações sobre a cirurgia bariátrica, explicando quando o procedimento é indicado e os seus possíveis impactos na saúde dos pacientes. A cirurgia, que consiste na redução do tamanho do estômago, é recomendada para pessoas com obesidade grave que não obtiveram resultados satisfatórios com tratamentos clínicos tradicionais, como o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida.

De acordo com o cirurgião bariátrico do Hospital Sapiranga, Vinícius Pena Coutinho, a cirurgia é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40, ou entre 35 e 39,9, quando associada a comorbidades graves. “O indivíduo também deve ter passado por tentativas de emagrecimento com medicamentos e dietas, sem sucesso significativo por um período de dois anos ou mais. Além disso, é necessário realizar avaliações psicológicas, de saúde e nutricionais antes da cirurgia”, explicou Coutinho.

O cirurgião ressaltou os benefícios do procedimento, destacando a perda de peso sustentável e a melhora de condições de saúde associadas à obesidade. No entanto, ele alertou sobre possíveis complicações. “Como qualquer cirurgia, existem riscos, como infecções, sangramentos, formação de coágulos e deficiências nutricionais. O acompanhamento contínuo é fundamental”, afirmou o médico.

Coutinho também destacou que o sucesso da cirurgia depende do comprometimento do paciente em seguir as orientações médicas, incluindo mudanças nos hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. “A cirurgia pode transformar significativamente a vida do paciente, melhorando condições como diabetes e problemas cardíacos, mas é necessário manter um acompanhamento multidisciplinar por pelo menos dois anos para garantir a manutenção dos resultados”, ponderou o cirurgião.

O Hospital Sapiranga oferece dois principais tipos de cirurgia bariátrica: a gastrectomia vertical, que remove cerca de 80% do estômago, e o bypass gástrico, que envolve a criação de um pequeno estômago e o desvio do intestino delgado. A escolha do procedimento depende do IMC e das condições de saúde associadas de cada paciente.

Foto: Canva/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/10/2024 0 Comentários 624 Visualizações
Saúde

Dia Mundial da Obesidade acende alerta sobre o tema

Por Jonathan da Silva 07/10/2024
Por Jonathan da Silva

No próximo dia 11 de outubro será celebrado o Dia Mundial da Obesidade e o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, datas que destacam a necessidade de reflexão sobre a obesidade como um dos principais desafios de saúde pública no século XXI. A condição é complexa e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais.

No Brasil, as taxas de obesidade têm aumentado nas últimas décadas, o que, segundo especialistas, reforça a necessidade de ações urgentes de profissionais de saúde, governantes e da população. Entre as principais causas estão o estilo de vida sedentário e a dieta com alimentos processados e pobres em nutrientes. Fatores socioeconômicos, como o acesso limitado a alimentos saudáveis, também são significativos no aumento da obesidade.

A cirurgia bariátrica é uma opção importante para casos de obesidade grave ou comorbidades associadas. Quando indicada adequadamente, pode levar à perda de peso significativa e à melhora das condições de saúde, ajudando na prevenção de doenças como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

O presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e cirurgião bariátrico, Dr. Gerson Junqueira Jr., afirma que “a Medicina dispõe hoje de uma variedade de recursos para enfrentar a obesidade e suas consequências”. Ele destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar que inclua médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, promovendo mudanças de hábitos sustentáveis, como uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios.

O tratamento da obesidade deve ser individualizado, levando em consideração as necessidades de cada paciente. O apoio contínuo da equipe de saúde e o envolvimento ativo do paciente são fundamentais para o sucesso do tratamento a longo prazo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/10/2024 0 Comentários 689 Visualizações
Saúde

Dia Mundial da Nutrição: aumento do consumo de ultraprocessados

Por Marina Klein Telles 31/03/2023
Por Marina Klein Telles

Obesidade, diabetes e hipertensão são problemas de saúde associados ao consumo de alimentos ultraprocessados. No Dia Mundial da Nutrição, celebrado em 31 de março, são realizadas ações de conscientização e prevenção, avaliando práticas nutricionais e trazendo para o debate políticas públicas que incentivem uma melhor alimentação aos brasileiros.

Como se diz na nutrição: somos o que comemos.

No Brasil, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados representa mais da metade do consumo alimentar da população brasileira (57,9%), conforme aponta estudo divulgado pelos Orçamentos Familiares (POF) do IBGE. Pessoas negras, indígenas, moradoras das áreas rural e das regiões Norte e Nordeste, assim como grupos com menores níveis de escolaridade e renda, são os maiores consumidores de ultraprocessados.

Processados e ultraprocessados: Qual a diferença?

De acordo com a professora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Paloma Popov, o primeiro passo para resolver esse problema é entender a diferença entre alimentos minimamente processados, processados e ultraprocessados, conforme categoriza o Guia Alimentar Brasileiro. “O que difere os alimentos processados dos ultraprocessados é que estes últimos possuem a quantidade mínima de componentes alimentares. Por exemplo, o milho em casca é um alimento minimamente processado, enquanto o milho enlatado é um alimento processado. Os salgadinhos feitos de milho são um exemplo de alimento ultraprocessado”, explica.

Paloma considera que a praticidade de consumir alimentos ultraprocessados contribui significativamente para o aumento do consumo, pois as pessoas querem comer com rapidez e facilidade. Segundo ela, refeições e lanches congelados com conservantes, aromatizantes e outros aditivos não são apenas prejudiciais à saúde, mas também podem causar doenças. “Apesar da rotina corrida, o consumidor deve ler os rótulos dos alimentos processados e ultraprocessados e escolher produtos com menos ingredientes e mais reconhecíveis”, recomenda.

A saúde paga o preço

Popov explica que as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados ao longo do tempo podem ser graves, como obesidade, sobrepeso, diabetes e hipertensão. “No passado, o Brasil enfrentou um grave problema de desnutrição, mas agora a mudança é em direção à obesidade e problemas de saúde devido aos hábitos alimentares”. Segundo a docente do CEUB, é fundamental conscientizar a população sobre os perigos do consumo de alimentos ultraprocessados e a necessidade de uma alimentação balanceada para prevenir doenças.

Uma solução simples

“Como se diz na nutrição: somos o que comemos. Infelizmente, a população está esquecendo de voltar à cozinha. Muitas vezes, a cozinha é apenas uma parte decorativa da casa, quando na verdade precisamos estimular o preparo do alimento como um cuidado, uma terapia em família. Se cozinharmos o básico, como arroz, feijão, verdura e salada, já estaremos nos ajudando e mostrando os ganhos para a saúde, como a pele, o cabelo e o intestino funcionando bem. É o mínimo que precisamos fazer. Esse é o nosso maior foco de estudo e preocupação”, finaliza Paloma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2023 0 Comentários 929 Visualizações

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