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Variedades

Painel discute oportunidades comerciais entre Mercosul e União Europeia na Fimec 2025

Por Jonathan da Silva 17/03/2025
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo receberá nesta quinta-feira, dia 20 de março, um painel sobre as novas possibilidades de negócios entre países do Mercosul e da União Europeia. O evento será realizado durante a Fimec 2025 e contará com especialistas do setor empresarial para discutir os impactos do Acordo de Parceria entre os blocos econômicos. A iniciativa é organizada pela Câmara Brasil-Alemanha e pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI). O evento ocorrerá às 14h, no Auditório 2 da Fenac.

O painel discutirá como as empresas brasileiras podem se beneficiar da abertura de mercados, com ênfase no acesso facilitado às exportações, linhas de financiamento internacionais e ampliação da presença no mercado europeu. A mediação será conduzida pela diretora da Câmara Brasil-Alemanha e integrante do Comitê Jurídico da ACI NH, Solange Neves. Também participarão do debate Sheila Bonne, vice-presidente do Comitê de Internacionalização da ACI NH; Cleomar Prunzel, presidente da Câmara Brasil-Alemanha; e o advogado Sérgio Vital Moreira, especialista no mercado português, que fará uma participação virtual.

Segundo Solange Neves, a internacionalização se tornou essencial para empresas que buscam crescimento. “Em tempos atuais, pensar além das fronteiras é uma necessidade. Nossa experiência com contratos internacionais mostra que o mercado europeu oferece excelentes oportunidades para negócios que apostam em inovação e expansão”, afirma a mediadora.

Análise jurídica e impactos do tratado

A participação de Sérgio Vital Moreira trará uma análise jurídica e comercial aprofundada sobre os impactos do acordo. O advogado é filho do professor Vital Moreira, um dos participantes da elaboração do tratado entre Mercosul e União Europeia.

O evento tem como objetivo aproximar a cadeia produtiva do Vale dos Sinos do cenário internacional, incentivando a competitividade e a cooperação econômica entre os blocos.

Serviço

  • O quê: Painel “Oportunidades de Negócios entre Mercosul e União Europeia”
  • Quando: Quinta-feira, 20 de março, às 14h
  • Onde: Auditório 2 – Fenac, Novo Hamburgo (Rua Araxá, 505 – Bairro Ideal)
  • Credenciamento para a feira: fimec.com.br
  • Inscrições para a palestra: [email protected]

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/03/2025 0 Comentários 611 Visualizações
Business

Fiergs avalia que acordo Mercosul-UE pode beneficiar indústria gaúcha

Por Jonathan da Silva 09/12/2024
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) demonstrou otimismo com o anúncio do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, realizado na sexta-feira (6). O presidente da Fiergs, Claudio Bier, destacou as possíveis vantagens para a economia brasileira e para a indústria gaúcha, especialmente no aumento do fluxo de comércio e investimentos entre as duas regiões.

A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul. Poderá nos trazer crescimento do fluxo de comércio e de investimentos, maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, aumento da diversificação econômica e fortalecimento do Mercosul”, afirmou Claudio Bier.

O dirigente, no entanto, ressaltou que o processo ainda depende da aprovação dos dois blocos, incluindo o Conselho da União Europeia, para sua implementação total.

Benefícios para a indústria gaúcha

Entre os setores que podem se beneficiar diretamente, Bier destacou a indústria alimentícia, que deve ter maior acesso ao mercado europeu. O acordo prevê a isenção de 82% das importações agrícolas do Mercosul e tarifas preferenciais para 97% dos produtos. “De uma maneira geral, o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. No entanto, segmentos como Máquinas e Equipamentos, Equipamentos Elétricos e Bebidas enfrentarão maior concorrência do mercado europeu, exigindo competitividade em qualidade e preços médios”, observou o dirigente.

Segundo Bier, o acordo também abre possibilidades para o crescimento de setores como celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas agrícolas. Além disso, o dirigente mencionou benefícios como a redução de barreiras tarifárias e não-tarifárias, maior segurança jurídica para transações comerciais e o impacto positivo no comércio e em negociações internacionais futuras.

Comércio com a União Europeia

Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o sétimo que mais importou do bloco. A União Europeia foi o segundo principal destino das exportações gaúchas, representando 13,4% do total, e a terceira principal origem das importações, com 12%.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/12/2024 0 Comentários 489 Visualizações
Business

Acordo com a União Europeia deve elevar exportação de carne do Brasil

Por Jonathan da Silva 06/12/2024
Por Jonathan da Silva

A assinatura do acordo entre os países do Mercosul e da União Europeia, anunciada nesta sexta-feira (6) durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, inclui novas cotas para a exportação de carne de frango e suína aos países europeus. O documento, celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), estabelece condições consideradas favoráveis para os exportadores brasileiros.

Entre os principais pontos do acordo, está a criação de uma cota de 180 mil toneladas de carne de frango equivalente-carcaça, com tarifa zero para exportação à União Europeia. A cota será gradativamente implementada ao longo de seis anos, começando com 30 mil toneladas no primeiro ano e chegando ao total no sexto ano. Após esse período, a cota será anual.

Para a carne suína, a cota definida é de 25 mil toneladas, seguindo a mesma progressão de implementação e com uma tarifa fixa de 83 euros por tonelada.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o acordo trará condições mais favoráveis para os embarques brasileiros. “A consolidação do acordo abre novas oportunidades de embarques para o mercado europeu, em condições mais vantajosas do que as cotas atualmente existentes para produtos brasileiros à União Europeia. As cotas atuais serão mantidas, e as novas estabelecidas pelo acordo deverão ser ocupadas, em especial, pelas exportações de produtos brasileiros”, afirmou Santin.

Impacto econômico

Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou 205 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, gerando US$ 749,2 milhões em receita. Com as novas cotas e a isenção tarifária para parte da produção, espera-se um aumento na competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.

O acordo, que ainda passará por etapas de implementação e regulamentação, é visto pela ABPA como um marco para o fortalecimento da relação comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Foto: Kamran Aydinov/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/12/2024 0 Comentários 540 Visualizações
Business

Brasil e Argentina se unem para manutenção da TEC

Por Marina Klein Telles 09/03/2023
Por Marina Klein Telles

Representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e da Câmara da Indústria de Calçados da Argentina (CIC) estiveram reunidos na manhã do último dia 7 de março para debater o comércio bilateral do setor. O destaque da pauta foi a importância da manutenção da Tarifa Externa do Mercosul (TEC) para impedir uma possível “invasão” de produtos chineses nos dois países.

Não temos condições de competir em condições equânimes com um país que pratica dumping e não respeita as legislações trabalhistas e de sustentabilidade.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o encontro foi bastante produtivo. A Argentina, segundo ele, vem sofrendo com o aumento das importações de calçados, principalmente provenientes da China. Desde que a China flexibilizou a política de Covid Zero e voltou com apetite ao mercado, calçadistas vêm encontrando problemas.

Importação de calçados chineses pode conduzir a quebra do setor

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, no ano passado entraram no Brasil quase US$ 50 milhões em calçados chineses, 34,6% a mais do que em 2021. Já na Argentina o resultado foi ainda mais preocupante, tendo entrado no país vizinho o equivalente a US$ 88,7 milhões em calçados provenientes da China, uma alta de 438% em relação a 2021. “O fim da TEC, hoje em 35% para calçados importados de países de fora do Mercosul, abriria o caminho para uma invasão chinesa nas prateleiras brasileiras e argentinas”, alerta Ferreira, ressaltando que não é uma questão de protecionismo e sim de defesa comercial.

O presidente-executivo reforça que a entrada indiscriminada de calçados asiáticos pode provocar uma quebra no setor, gerando uma onda de desemprego. “Não temos condições de competir em condições equânimes com um país que pratica dumping – preços para exportação abaixo dos praticados no mercado interno – e não respeita as legislações trabalhistas e de sustentabilidade”, acrescenta.

O encontro tratou sobre a importância crescente da sustentabilidade na cadeia produtiva do calçado. “Apresentamos o Origem Sustentável, único programa de certificação em ESG para a cadeia do calçado no mundo. Os colegas argentinos ressaltaram essa importância, até como forma de competir com os calçados asiáticos, que não possuem esse apelo que é uma exigência do consumidor em nível mundial”, conta o executivo da Abicalçados.

Participaram do encontro, além do presidente-executivo da Abicalçados, o presidente do Conselho Deliberativo e o gestor de Projetos da entidade, Caetano Bianco Neto e Cristian Schlindwein. Da CIC participaram Horacio Moschetto, Nestor Corbera e Damian Gravagna.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2023 0 Comentários 615 Visualizações
Business

Caso Argentina: Abicalçados vai à Comissão do Mercosul

Por Amanda Krohn 08/07/2022
Por Amanda Krohn

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, esteve na manhã desta quinta-feira (7), em reunião com o presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais e da Frente Parlamentar de Apoio ao Setor Coureiro-Calçadista da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Issur Koch, e com o cônsul-geral da Argentina no Rio Grande do Sul, Jorge Perren. Na oportunidade, o executivo da Abicalçados apresentou preocupação com as novas medidas impostas pelo país vizinho às exportações brasileiras. O encontro aconteceu na sede do Consulado Argentino, em Porto Alegre/RS.

Na ocasião, o executivo ressaltou os problemas que podem ser gerados a partir da resolução do Banco Central da República Argentina (BCRA) publicada no último dia 27 de junho alterando as condições de acesso ao Mercado único de Câmbio para pagamento de importações. Conforme a medida, até 30 de setembro de 2022, os pagamentos das mercadorias só serão liberados após 180 dias. “Na prática, o fato pode até mesmo inviabilizar as operações de exportações para o mercado. Empresas, especialmente as de menor porte, não podem aguardar seis meses para receber”, diz.

Segundo Ferreira, a medida pegou o setor calçadista de surpresa, em um momento de recuperação, já que entre janeiro e maio as exportações de calçados somaram 64,24 milhões de pares, que geraram US$ 538,72 milhões, elevações de 30,3% em volume e de 66,5% em receita na relação com igual período do ano passado. A Argentina é o segundo maior mercado internacional para o produto verde-amarelo, tendo importado, no mesmo período, 6,82 milhões de pares, que geraram US$ 74,62 milhões, incrementos de 64% e 93,7%, respectivamente, ante igual intervalo de 2021. “Ao mesmo tempo, o Brasil é o principal fornecedor de calçados para a Argentina. Nos cinco primeiros meses do ano, cerca de 50% das importações argentinas de calçados, em pares, foram originárias do Brasil, o equivalente a 12% do consumo local”, frisa Ferreira.

O cônsul argentino recebeu a demanda e comprometeu-se a encaminhá-la à Embaixada e ao Ministério da Economia. Ao mesmo tempo, a Abicalçados e a Comissão do Mercosul irão contatar com a Secretaria Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais (Serfi) e a Embaixada da Argentina para manifestar a preocupação com a decisão.  Além do dirigente da Abicalçados, participou do encontro o diretor-executivo da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), Leandro Cezima.

Foto: divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2022 0 Comentários 694 Visualizações
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