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mercado internacional

Variedades

Rodada de negócios conecta moveleiras gaúchas a compradores de seis países

Por Jonathan da Silva 23/09/2026
Por Jonathan da Silva

Fabricantes do setor moveleiro do Rio Grande do Sul poderão apresentar seus produtos a compradores de seis países durante a Rodada de Negócios Internacional Moveleiro RS, marcada para o dia 28 de outubro, das 8h às 18h, no Sindmóveis BG, em Bento Gonçalves. Promovido pelo Sebrae RS, com apoio do Sindmóveis e da Movergs, o encontro prevê aproximadamente 200 agendas individuais entre empresas gaúchas e representantes comerciais do México, Peru, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de exportação e preparar empresas para a atuação em mercados internacionais.

Além das reuniões entre fabricantes e compradores, a programação inclui uma etapa de preparação das empresas para operações de exportação. Antes da rodada, os participantes passam por uma jornada de estruturação, enquanto os compradores internacionais terão contato presencial com o polo moveleiro da Serra Gaúcha, incluindo visitas a fábricas e participação em agendas institucionais e setoriais.

O processo de matchmaking considera a compatibilidade entre oferta e demanda para definir os encontros entre fabricantes e potenciais compradores. “A principal diferencial está na combinação entre preparação empresarial, imersão produtiva e conexão comercial”, explica o coordenador estadual de projetos do setor moveleiro do Sebrae RS, Andrei Carletto.

Segundo Carletto, o trabalho terá continuidade após as reuniões, com acompanhamento dos contatos estabelecidos para apoiar a evolução das negociações e a conversão das oportunidades em negócios.

Mercados e produtos

Os compradores participantes representam empresas do México, Peru, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. Conforme o coordenador, a demanda está concentrada em móveis de perfil seriado e contempla diferentes categorias, como móveis soltos, estofados, cadeiras e mesas, dormitórios, móveis infantis e corporativos.

A expectativa é de que as agendas contribuam para ampliar a presença de fabricantes gaúchos nesses mercados e criar novas possibilidades comerciais. Não há, neste momento, uma projeção financeira consolidada para os negócios que poderão ser realizados ou para o volume de produtos exportados. “Os resultados serão mensurados a partir das oportunidades identificadas durante a rodada e do acompanhamento comercial posterior”, avalia Carletto.

Preparação para exportação

A rodada integra uma série de ações desenvolvidas com o setor moveleiro para preparação e acesso a mercados internacionais. Entre as iniciativas estão o Peiex, a jornada Vocação Moveleira Serra Gaúcha, a Missão Comercial ao Chile e a participação na Feira Movelsul Brasil.

De acordo com Carletto, essas experiências contribuíram para preparar empresas para o comércio exterior, ampliar contatos internacionais e aproximar fabricantes de potenciais compradores.

Os resultados desse processo estão em diferentes estágios. Algumas empresas participantes já realizaram exportações, enquanto outras mantêm negociações em andamento. “A internacionalização não pode ser algo pontual, e sim fazer parte da estratégia de diversificação de mercados para manter uma constância”, destaca o coordenador.

Quem pode participar

A rodada é destinada exclusivamente a empresas do setor moveleiro, com foco em pequenos negócios que tenham potencial de exportação para a América Latina e interesse em acessar novos mercados internacionais. Entre os segmentos contemplados estão fabricantes de móveis soltos, estofados, cadeiras e mesas, dormitórios, móveis infantis e móveis corporativos.

Empresas comerciais exportadoras e trading companies não fazem parte do público desta edição.

As inscrições serão avaliadas pela equipe responsável, que entrará em contato com as empresas selecionadas. Para validar a candidatura, é necessário responder a todas as perguntas do formulário.

Como não haverá tradutores durante o evento, a organização recomenda que o representante da empresa tenha conhecimento mínimo de espanhol para participar das reuniões de negócios. As inscrições podem ser feitas até 13 de outubro pelo site do Sebrae.

Serviço

  • O quê: Rodada de Negócios Internacional Moveleiro RS
  • Quando: 28 de outubro, das 8h às 18h
  • Onde: Sindmóveis BG (Rua Avelino Luiz Zat, 95, Fenavinho, Bento Gonçalves)
  • Quanto: participação mediante inscrição e seleção
  • Inscrições: até 13 de outubro
  • Público: empresas do setor moveleiro com potencial de exportação para a América Latina
Foto: RawPixel.com/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
23/09/2026 0 Comentários 41 Visualizações
Business

ACI recebe presidente da Câmara Brasil-Canadá em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 22/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) receberá o copresidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Peter Hawkins, nesta quarta-feira, 23 de setembro, das 9h às 11h. O encontro será realizado na sede da entidade, em Novo Hamburgo, durante uma reunião aberta do Comitê de Internacionalização, para tratar do cenário econômico e comercial canadense e de oportunidades para empresas brasileiras.

Durante a atividade, Hawkins compartilhará sua experiência e informações sobre o mercado do Canadá. Entre os temas estão as possibilidades de negócios para empresas brasileiras interessadas em atuar no país.

Mercado canadense

O Canadá é apontado como um possível novo mercado para o calçado brasileiro. O país tem população estimada em 41,7 milhões de pessoas e consumo anual de 150 milhões de pares.

As informações fazem parte de uma prospecção realizada por integrantes da Missão Canadá, promovida pelo movimento The South Base em julho. Conforme o levantamento, o mercado canadense é aberto e diversificado e apresenta oportunidades para marcas brasileiras em diferentes segmentos.

A atividade será realizada na sede da ACI, na Rua Joaquim Pedro Soares, 540, no Centro de Novo Hamburgo. As presenças devem ser confirmadas pelo WhatsApp (51) 99178-5542, com Elen.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/09/2026 0 Comentários 56 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 19% em agosto

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,5 bilhão em agosto, alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados pelo Sistema Fiergs nesta terça-feira (15). De acordo com a entidade, o resultado foi influenciado pelo aumento de 9% no volume médio embarcado e pela alta de 5,2% nos preços de exportação. O crescimento ocorreu em 16 dos 23 segmentos industriais analisados.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, avaliou o resultado e chamou atenção para o comportamento das vendas destinadas aos principais mercados internacionais. Segundo o dirigente, as exportações para o Oriente Médio e a União Europeia cresceram, enquanto houve retração nas vendas para Estados Unidos e China. “As vendas para o Oriente Médio e para a União Europeia cresceram, mas para os Estados Unidos e China caíram. Para que haja um incremento consistente das exportações, é necessária a reversão completa das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições mais favoráveis ao investimento, com redução dos juros, por exemplo”, comentou Bier.

Alimentos lideram crescimento

Entre os setores industriais, o de alimentos apresentou o maior impacto positivo sobre o resultado. As exportações do segmento alcançaram US$ 542 milhões, crescimento de 31,7% e acréscimo de US$ 130 milhões em relação a agosto de 2025. A atividade contribuiu com 10,2 pontos percentuais para o resultado geral. Na sequência, o segmento do tabaco registrou US$ 244 milhões em exportações, aumento de 35,3% e acréscimo de US$ 63,5 milhões, contribuindo com 5 pontos percentuais. O de veículos automotores somou US$ 97,1 milhões, alta de 15,1%, com aumento de US$ 12,8 milhões e contribuição de 1 ponto percentual.

No segmento de alimentos, o volume médio embarcado cresceu 11,5% e os preços de exportação aumentaram 7,4%. O principal produto foi o de carnes e miudezas de aves congeladas, com US$ 127 milhões em vendas. A Arábia Saudita foi o principal mercado comprador, com US$ 18,2 milhões. Em tabaco, as quantidades embarcadas cresceram 30,7% e os preços subiram 3,5%. As folhas de tabaco destaladas responderam por US$ 218 milhões, com aumento de US$ 52,6 milhões. A Bélgica foi o principal mercado comprador, com US$ 72,8 milhões. Já em veículos automotores, o volume exportado aumentou 7,2% e os preços tiveram alta de 3,4%. Os automóveis de até 1.000 cm³ somaram US$ 36,3 milhões, com crescimento de US$ 14,6 milhões. A Argentina foi o principal mercado comprador, com US$ 21,4 milhões.

Mercados internacionais

As exportações para os Estados Unidos totalizaram US$ 126 milhões em agosto, queda de 1,9% na comparação anual. O país respondeu por 8,3% das vendas industriais gaúchas e retirou 0,2 ponto percentual do resultado agregado. O segmento de tabaco teve o maior impacto negativo nesse mercado, com vendas de US$ 6,3 milhões, retração de 56,8%. As exportações de folhas de tabaco destaladas caíram US$ 8,3 milhões, para US$ 5,4 milhões.

Para a Argentina, as vendas chegaram a US$ 127 milhões, redução de 2,1%, representando 8,4% das exportações industriais do estado. Máquinas e equipamentos foi o segmento que mais contribuiu para a retração, com US$ 29 milhões em vendas, queda de 32,2%. As peças e acessórios para tratores agrícolas somaram US$ 11 milhões, redução de US$ 4,3 milhões.

Na China, as exportações industriais do Rio Grande do Sul recuaram 34,2%, para US$ 55 milhões. O mercado representou 3,6% das vendas e retirou 2,3 pontos percentuais do resultado agregado. Alimentos apresentou o maior impacto negativo, com queda de 60%, para US$ 17,2 milhões. As vendas de carnes de bovinos congeladas, que haviam somado US$ 22,7 milhões em agosto de 2025, não registraram embarques em agosto deste ano.

Na União Europeia, as exportações chegaram a US$ 295 milhões, crescimento de 136,2% sobre agosto de 2025. O bloco respondeu por 19,5% das vendas industriais gaúchas e acrescentou 13,4 pontos percentuais ao resultado.

O segmento de Tabaco foi o principal destaque, com US$ 138 milhões em exportações, alta de 187,2%. As folhas de tabaco destaladas representaram US$ 130 milhões desse total, aumento de US$ 84,1 milhões.

No Oriente Médio, as exportações alcançaram US$ 110 milhões, alta de 56,2% na comparação com agosto de 2025. O mercado representou 7,3% das exportações industriais gaúchas e acrescentou 3,1 pontos percentuais ao resultado. Alimentos teve o maior impacto, com US$ 90,3 milhões em vendas, crescimento de 114%.

Importações recuam

As importações gaúchas somaram US$ 1,1 bilhão em agosto, redução de US$ 247 milhões, equivalente a 18%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Entre as grandes categorias econômicas, combustíveis e lubrificantes registrou US$ 72,6 milhões em importações, queda de 71,3%. Bens intermediários somou US$ 713 milhões, recuo de 5%, enquanto Bens de consumo alcançou US$ 126 milhões, redução de 16,4%.

Em meio ao contexto

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o desempenho das exportações também está relacionado às condições de investimento e ao cenário econômico. “As vendas para o Oriente Médio e para a União Europeia cresceram, mas para os Estados Unidos e China caíram. Para que haja um incremento consistente das exportações, é necessária a reversão completa das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições mais favoráveis ao investimento, com redução dos juros, por exemplo”, expressou o dirigente.

Foto: Tawatchai07/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 89 Visualizações
Business

Sistema Fiergs debate comércio entre RS e Bélgica

Por Jonathan da Silva 15/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs recebeu o embaixador do Reino da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, nesta segunda-feira (14), para discutir oportunidades comerciais entre o Rio Grande do Sul e o país europeu. O encontro ocorreu em Porto Alegre e abordou as perspectivas para a indústria gaúcha diante do acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio deste ano. O diplomata foi recebido pelo diretor do Sistema Fiergs, Diogo Paz Bier, que tratou de possíveis parcerias em áreas como educação, logística, energia limpa e infraestrutura.

Bier destacou que empresas gaúchas de menor porte podem ampliar a atuação internacional a partir de parcerias e acesso a conhecimento estratégico. “Entendemos que essas parcerias podem acontecer. Temos indústrias pequenas com muita capacidade, mas que ainda precisam de know-how estratégico”, afirmou o dirigente.

Relações comerciais

O embaixador Chris Hoornaert também abordou as possibilidades de cooperação entre empresas belgas e brasileiras. Segundo o belga, além da produtividade das companhias da Bélgica, há espaço para construção conjunta de conhecimento e desenvolvimento de novos mercados. “É uma oportunidade de abrir as portas, porque as empresas, aqui e lá, necessitam de ajuda, às vezes não financeira, mas sim para descobrir um novo mercado e entender as regras do jogo. É um desafio que podemos enfrentar juntos”, ponderou Hoornaert.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 776,7 bilhões e população de 11,8 milhões de habitantes, a Bélgica é o quarto destino das exportações do Rio Grande do Sul. Entre os principais produtos gaúchos vendidos ao país estão tabaco, plástico e sementes.

Nas importações do estado provenientes da Bélgica, aparecem entre os principais produtos fertilizantes, produtos químicos e reatores nucleares. O país também atua como um hub logístico e é a principal porta de entrada de embarques gaúchos na Europa.

Participantes

Acompanharam o embaixador durante o encontro a cônsul-geral da Bélgica, Valentine Mangez, e a cônsul honorária da Bélgica em Porto Alegre, Kátia Alcalde Vieira Pinheiro. Também participaram o gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Luciano D’Andrea, e a especialista Thaísa Lunelli.

Durante a passagem por Porto Alegre, o embaixador participa ainda do 3º Wind of Change, realizado pela Wiex e pelo Sindienergia, no Hotel Hilton, em Porto Alegre.

Foto: Lucas Machado/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/09/2026 0 Comentários 110 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 2% em julho

Por Jonathan da Silva 21/08/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, e alcançaram US$ 1,5 bilhão, segundo levantamento divulgado pelo Sistema Fiergs na terça-feira (18). O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de alimentos, cujas vendas externas aumentaram 33,4%, chegando a US$ 545 milhões. O levantamento também aponta recuos em setores como tabaco e máquinas e materiais elétricos, além de queda nas vendas para os Estados Unidos no período de 12 meses desde a imposição de tarifas.

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os dados de julho mostram a reação da indústria gaúcha e os efeitos das barreiras comerciais sobre as exportações. “O resultado mostra a força e a competitividade da indústria gaúcha, mas também evidencia os impactos que as barreiras comerciais podem causar sobre as nossas exportações. No caso dos Estados Unidos, a queda nas vendas é expressiva e reforça a necessidade de reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Precisamos trabalhar para restabelecer condições mais favoráveis de acesso ao mercado norte-americano. A indústria precisa de previsibilidade e de condições de competitividade para ampliar sua inserção internacional”, avalia o dirigente.

Entre os segmentos que registraram queda, as exportações de tabaco somaram US$ 212 milhões em julho, redução de US$ 115 milhões, ou 35,2%, em relação ao mesmo mês de 2025. As vendas externas de máquinas e materiais elétricos totalizaram US$ 24,5 milhões, recuo de US$ 25,6 milhões, equivalente a 51%.

Principais mercados

A Argentina aumentou as compras de produtos industriais gaúchos em julho. As exportações para o país chegaram a US$ 130 milhões, alta de US$ 8,3 milhões, ou 6,8%, na comparação anual.

Na China, as vendas externas da indústria gaúcha somaram US$ 60,2 milhões, queda de US$ 20,9 milhões, ou 25,8%, em relação a julho de 2025.

Para a União Europeia, as exportações industriais do Estado alcançaram US$ 323 milhões no mês, crescimento de 3,3% sobre julho do ano anterior. Na comparação com a média registrada para julho entre 2021 e 2025, o aumento foi de US$ 63,4 milhões, ou 24,4%.

Considerando os três últimos meses, as exportações de produtos industriais gaúchos para a União Europeia totalizaram US$ 815 milhões. O montante foi 3,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ficou US$ 96,4 milhões, ou 13,4%, acima da média.

O resultado trimestral foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e miudezas de aves, que chegaram a US$ 57,4 milhões, aumento de US$ 45,3 milhões, e de farelos de soja, que somaram US$ 132,7 milhões, crescimento de US$ 28,4 milhões.

Exportações para os EUA

As exportações da indústria de transformação gaúcha para os Estados Unidos totalizaram US$ 129,4 milhões em julho, queda de 33,4% na comparação com julho de 2025.

No período de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a julho de 2026, correspondente aos 12 meses desde a imposição das tarifas norte-americanas, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,4 bilhão para os Estados Unidos. O valor representa uma redução de aproximadamente US$ 561,4 milhões em relação aos 12 meses anteriores à adoção das tarifas, queda de 29,1%.

Importações

As importações do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 1,3 bilhão em julho de 2026. O valor representa crescimento de US$ 105 milhões, ou 8,8%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Foto: JComp/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
21/08/2026 0 Comentários 91 Visualizações
Business

Missão à Guatemala deve gerar R$ 6,33 milhões para empresas brasileiras

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A primeira edição da Missão à Guatemala, promovida pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), foi encerrada nesta terça-feira (28) com a expectativa de gerar US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) em negócios para dez empresas brasileiras participantes. Realizada entre os dias 26 e 28 de julho, a iniciativa incluiu um showroom na feira Expo Calzado Guatemala e fez parte das ações do Brazilian Materials, programa de internacionalização do setor desenvolvido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

De acordo com o gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, durante a missão foram negociados mais de US$ 100 mil (R$ 514 mil). “Além dos negócios gerados, a Missão proporcionou muito networking para as participantes, com mais de 250 contatos qualificados com compradores da Guatemala, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador e Honduras”, avaliou Ribas Júnior.

Segundo o gestor, a projeção total de US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) considera os negócios encaminhados durante a missão e que devem ser concretizados nos próximos meses. “A maior parte dos negócios acontecem depois desse primeiro contato. A previsão é feita para negócios gerados nos próximos meses”, explicou Ribas Júnior.

Empresas participantes

A missão contou com a participação das empresas Altero, Corium, HG, IBK, Usicon, MK Química, Rodamatrizes, Boxflex, Pollibox e RTM, com apoio do Brazilian Materials. O programa de internacionalização é desenvolvido pela Assintecal em parceria com a ApexBrasil e tem como objetivo ampliar a presença das empresas brasileiras do setor de componentes para couro, calçados e artefatos no mercado internacional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 119 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 203 Visualizações
Business

Fiergs manifesta preocupação com possível tarifa da China sobre carne bovina brasileira

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já está comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes. Segundo a entidade, a medida pode reduzir a competitividade da carne bovina brasileira, afetar a indústria frigorífica e provocar impactos na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Fiergs, a restrição poderá exigir o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional de maior concorrência. A entidade avalia que o aumento da tributação cria um ambiente de incerteza para o setor e pode afetar diretamente a atividade industrial ligada à carne bovina.

Impactos para o Rio Grande do Sul

Dados apresentados pela Fiergs mostram que, em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mercado internacional. A China foi o principal destino dessas exportações, respondendo por 41,9% do total embarcado pelo estado.

Segundo a federação, a nova restrição poderá atingir a indústria frigorífica, os produtores rurais, além de gerar reflexos sobre o emprego e a geração de renda no Rio Grande do Sul.

Pedido de diálogo

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, é necessário ampliar as negociações entre os governos brasileiro e chinês para buscar uma solução para a questão das cotas. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo”, expressou Bier.

Acompanhamento das negociações

A Fiergs informou ainda que acompanhará a evolução das negociações entre os dois países e defende uma atuação coordenada entre o governo brasileiro e o setor produtivo para preservar a competitividade das exportações e minimizar os impactos da medida sobre a indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 168 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 142 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 178 Visualizações
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