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mercado internacional

Business

Missão à Guatemala deve gerar R$ 6,33 milhões para empresas brasileiras

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A primeira edição da Missão à Guatemala, promovida pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), foi encerrada nesta terça-feira (28) com a expectativa de gerar US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) em negócios para dez empresas brasileiras participantes. Realizada entre os dias 26 e 28 de julho, a iniciativa incluiu um showroom na feira Expo Calzado Guatemala e fez parte das ações do Brazilian Materials, programa de internacionalização do setor desenvolvido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

De acordo com o gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, durante a missão foram negociados mais de US$ 100 mil (R$ 514 mil). “Além dos negócios gerados, a Missão proporcionou muito networking para as participantes, com mais de 250 contatos qualificados com compradores da Guatemala, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador e Honduras”, avaliou Ribas Júnior.

Segundo o gestor, a projeção total de US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) considera os negócios encaminhados durante a missão e que devem ser concretizados nos próximos meses. “A maior parte dos negócios acontecem depois desse primeiro contato. A previsão é feita para negócios gerados nos próximos meses”, explicou Ribas Júnior.

Empresas participantes

A missão contou com a participação das empresas Altero, Corium, HG, IBK, Usicon, MK Química, Rodamatrizes, Boxflex, Pollibox e RTM, com apoio do Brazilian Materials. O programa de internacionalização é desenvolvido pela Assintecal em parceria com a ApexBrasil e tem como objetivo ampliar a presença das empresas brasileiras do setor de componentes para couro, calçados e artefatos no mercado internacional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 113 Visualizações
Business

Fiergs manifesta preocupação com possível tarifa da China sobre carne bovina brasileira

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já está comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes. Segundo a entidade, a medida pode reduzir a competitividade da carne bovina brasileira, afetar a indústria frigorífica e provocar impactos na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Fiergs, a restrição poderá exigir o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional de maior concorrência. A entidade avalia que o aumento da tributação cria um ambiente de incerteza para o setor e pode afetar diretamente a atividade industrial ligada à carne bovina.

Impactos para o Rio Grande do Sul

Dados apresentados pela Fiergs mostram que, em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mercado internacional. A China foi o principal destino dessas exportações, respondendo por 41,9% do total embarcado pelo estado.

Segundo a federação, a nova restrição poderá atingir a indústria frigorífica, os produtores rurais, além de gerar reflexos sobre o emprego e a geração de renda no Rio Grande do Sul.

Pedido de diálogo

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, é necessário ampliar as negociações entre os governos brasileiro e chinês para buscar uma solução para a questão das cotas. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo”, expressou Bier.

Acompanhamento das negociações

A Fiergs informou ainda que acompanhará a evolução das negociações entre os dois países e defende uma atuação coordenada entre o governo brasileiro e o setor produtivo para preservar a competitividade das exportações e minimizar os impactos da medida sobre a indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 87 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 99 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína fecham semestre com maior volume da história

Por Jonathan da Silva 06/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume já registrado para o período, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 794,2 mil toneladas de carne suína, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A receita das exportações também cresceu, alcançando US$ 1,859 bilhão, avanço de 7,9%. Apesar da retração registrada em junho, o desempenho acumulado reforça a expectativa do setor de alcançar um novo recorde anual.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 132,4 mil toneladas. O volume representa uma queda de 3,5% em comparação com as 137,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A receita obtida no mês foi de US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% inferior aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano passado.

Mercados compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com 23,5 mil toneladas embarcadas, apesar da redução de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e crescimento de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas (+3,1%); China, com 11,4 mil toneladas (-26,5%); Hong Kong, com 8 mil toneladas (+1,4%); México, com 6,9 mil toneladas (-4,8%); Singapura, com 5,9 mil toneladas (-35,4%); Argentina, com 5,9 mil toneladas (+46,5%); Vietnã, com 5,8 mil toneladas (+1,5%); e Uruguai, com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

Estados exportadores

Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas, Paraná, com 20,7 mil toneladas, Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, com 4 mil toneladas.

Enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram recuo de 6,9% e 4,7%, respectivamente, Paraná apresentou crescimento de 3,2%, Minas Gerais de 26,3% e Mato Grosso de 23,3%.

Perspectiva para o ano

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o resultado acumulado do semestre demonstra a continuidade da expansão do setor no mercado internacional. “Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destacou Santin.

Foto: Samuel Wölfl/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
06/07/2026 0 Comentários 123 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 8,3% em abril

Por Jonathan da Silva 11/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8,3% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na semana passada. Ao todo, foram embarcadas 140 mil toneladas de produtos in natura e processados no quarto mês do ano, frente às 129,2 mil toneladas registradas em abril de 2025. De acordo com a entidade, o aumento foi impulsionado principalmente pela ampliação da demanda em mercados asiáticos, com destaque para Filipinas e Japão.

A receita obtida com as exportações também apresentou crescimento. Em abril deste ano, o setor arrecadou US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Resultado do quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando foram exportadas 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado foi de 14,1%. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses deste ano, contra US$ 1,090 bilhão obtidos no mesmo período do ano anterior.

Ásia concentra principais mercados

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 20,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas exportadas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas e retração de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, resultado 34,3% inferior ao registrado no ano anterior.

Também figuram entre os principais compradores o Vietnã, com 5,5 mil toneladas e crescimento de 44,6%; Argentina, com 5,3 mil toneladas e queda de 8,7%; Singapura, com 5,1 mil toneladas e retração de 24,3%; Uruguai, com 4,6 mil toneladas e aumento de 12,7%; e México, com 4,4 mil toneladas, queda de 40,3%.

Perspectiva para 2026

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho do setor segue positivo neste ano, especialmente em mercados asiáticos. “O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avaliou Santin.

Foto: Thorl5/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2026 0 Comentários 164 Visualizações
Business

Cooperativas gaúchas participam da Anuga Brazil com foco no mercado internacional

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

O cooperativismo do Rio Grande do Sul participou da Anuga Brazil, realizada até a quinta-feira (9), em São Paulo, com foco na ampliação de mercados e na geração de oportunidades comerciais. Pela primeira vez, o Sistema Ocergs esteve presente no evento com estratégia voltada à comercialização.

Durante a feira, produtos como vinhos, sucos e espumantes produzidos no estado chamaram a atenção de compradores internacionais. As cooperativas Vinícola Aurora e Nova Aliança Vinícola participaram de rodadas de negócios com importadores de países como Argentina, Chile e Uruguai, além de empresas brasileiras, com apoio do Sistema OCB. “Esta é uma feira técnica com público qualificado. O comprador de fora do país não busca volume, está à procura de produtos com história, propósito e certificações. E o cooperativismo entrega esse valor, comunicado por meio do carimbo SomosCoop. Foi um evento com forte presença de entidades representativas”, comentou a gerente de Marketing e Negócios do Sistema Ocergs, Simone Zanatta.

Além do evento

Os negócios iniciados durante o evento devem avançar nos próximos meses, com reuniões já agendadas com redes supermercadistas da capital paulista. A participação integra uma estratégia mais ampla da entidade, que busca fortalecer a presença das cooperativas em feiras nacionais e internacionais. “A presença na Anuga Brazil faz parte de uma estratégia ampla e estruturada do Sistema Ocergs para fomentar negócios para as cooperativas. Nosso objetivo é atuar como um facilitador de parcerias, promovendo conexões e gerando um ambiente favorável para a inovação e a competitividade”, acrescentou Simone.

14% do PIB gaúcho

Segundo dados do setor, o cooperativismo gaúcho reúne cerca de 4,2 milhões de associados e movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano, representando aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A meta é alcançar R$ 150 bilhões até 2030.

Foto: Sistema Ocergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 184 Visualizações
Variedades

Febrac aponta que rastreabilidade bovina pode ampliar acesso a mercados internacionais

Por Jonathan da Silva 23/03/2026
Por Jonathan da Silva

A rastreabilidade bovina deve ganhar peso nas exigências do mercado internacional para a carne brasileira, segundo avaliação da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A entidade acompanha um projeto em andamento no Rio Grande do Sul, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que busca ampliar o controle dos rebanhos. A medida tem como objetivo atender a critérios sanitários, garantir transparência na cadeia produtiva e facilitar o acesso a novos mercados compradores.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a demanda por rastreabilidade já é uma realidade em alguns países importadores. “Eles estão vendo com muito bons olhos todo esse projeto que está sendo desenvolvido aqui pelo estado do Rio Grande do Sul, uma parceria da Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também faz parte, e vem apoiando bastante todo esse movimento”, destaca Martins.

Segundo a entidade, compradores internacionais têm valorizado sistemas que permitem acompanhar a origem e o histórico dos animais, direcionando a demanda para produtores que adotam esse padrão.

Como funciona o sistema

A rastreabilidade bovina consiste na identificação individual dos animais e no registro de informações ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o nascimento até o abate. Entre os dados monitorados estão origem, vacinação, alimentação e movimentações. O sistema é apontado pelo setor como ferramenta para controle sanitário e segurança alimentar, além de permitir respostas mais rápidas em situações de surtos sanitários.

Desafios para adoção

Apesar do avanço, a implementação ainda enfrenta dificuldades, principalmente entre pequenos e médios produtores. Entre os principais entraves estão os custos de adaptação e o uso de tecnologias necessárias para o controle dos dados.

Mesmo assim, a Febrac avalia que a rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. “A rastreabilidade está diretamente relacionada hoje não só com a biosseguridade, mas também com a garantia da segurança alimentar e sanitária da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins.

Projeto no Rio Grande do Sul

A entidade acompanha a execução de um projeto piloto no estado, desenvolvido pela Seapi em alguns rebanhos. A iniciativa busca ampliar o alcance da rastreabilidade e preparar os produtores para atender às exigências internacionais. “Inclusive apoiamos de maneira bastante importante um projeto piloto que já está em desenvolvimento por parte da Secretaria em alguns rebanhos no Rio Grande do Sul”, conclui Martins.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/03/2026 0 Comentários 277 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem em fevereiro

Por Jonathan da Silva 09/03/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026, um volume 6,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento foi impulsionado principalmente pela demanda de mercados asiáticos, com destaque para as Filipinas, que ampliaram as importações do produto brasileiro no mês.

De acordo com a ABPA, em fevereiro de 2025 haviam sido embarcadas 114,4 mil toneladas de carne suína. Já neste ano, o volume chegou a 122,1 mil toneladas.

Crescimento também financeiro

Em receita, as vendas internacionais do setor somaram US$ 284,1 milhões no mês, valor 4,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando as exportações alcançaram US$ 272,9 milhões.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de 220,5 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações também apresentou aumento no período. Nos dois primeiros meses de 2026, o setor somou US$ 554,4 milhões, frente aos US$ 510,9 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior, o que representa crescimento de 8,5%.

Principais destinos

Entre os mercados importadores, as Filipinas ampliaram a liderança como principal destino da carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, volume 77,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas, aumento de 34,8%, e China, com 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Também figuram entre os principais destinos Chile, com 8,8 mil toneladas, alta de 6%, e Hong Kong, com 8 mil toneladas, retração de 40%.

Outros mercados relevantes foram Singapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%) e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Exportações por estado

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança em fevereiro, com 57 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, representa queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas exportadas e crescimento de 24,1%, o Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%) e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou que a expansão em diferentes mercados tem contribuído para o desempenho das exportações. “O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Neste cenário, fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro deixam de ser apenas condicionantes e passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, comentou Santin.

Foto: Bearfotos/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 245 Visualizações
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