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Ilegalidade: peça publicitária do Governo Federal usa cigarro eletrônico

Por Marina Klein Telles 09/06/2023
Por Marina Klein Telles

Dispositivo eletrônico para fumar, incluindo os cigarros eletrônicos, são proibidos desde 2009 no Brasil. A restrição inclui a comercialização, a importação e a propaganda do aparato. No entanto, o Governo Federal usou o dispositivo em sua peça publicitária para o Dia Mundial Sem Tabaco.

A campanha tinha como objetivo atacar a fumicultura. Defensor do setor fumageiro, o deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), encaminhou ofício à Casa Civil, em Brasília. Endereçado do Ministro Rui Costa (PT), o documento ressalta que o material utilizado na peça publicitária é fruto da ilegalidade. “O material foi pago com dinheiro público e se utiliza de um dispositivo ilegal, que, certamente, foi contrabandeado”, afirmou.

O parlamentar, que em maio instalou a Subcomissão em Defesa do Setor Produtivo do Tabaco na Assembleia Legislativa, lembra das recentes ações do Governo Federal contra o setor. “Recentemente, uma matéria no site oficial do governo afirmando, de forma inverídica, que o tabaco destrói a renda das famílias, agora uma campanha desprezível e criminosa. O produtor precisa ter voz, e, acima de tudo, respeito”, rechaçou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2023 0 Comentários 628 Visualizações
Business

SindiTabaco expõe cenário do setor em audiência pública

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para debater a política do preço do tabaco e o cenário do setor. Presidida pelo deputado Elton Weber, a audiência contou com a participação de empresas, produtores e deputados estaduais da Região Sul.

Em sua fala, o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, lembrou os participantes que o SindiTabaco não participa de temas como preço e comercialização do tabaco. “Isso é feito diretamente entre empresas e produtores, mas me foi solicitado para contextualizar o cenário do setor no Brasil e no mundo e quero reforçar a importância da participação política na proteção deste setor produtivo. Preservar os empregos, a renda e as divisas precisa ser o grande objetivo”, comentou o executivo.

Segundo Schünke, está havendo uma redução gradual do consumo de cigarros, mas mesmo assim cerca de 5,3 trilhões de cigarros são consumidos anualmente. Na área da produção, 5 milhões de toneladas de tabaco são produzidas no mundo, cerca de 600 a 650 mil produzidas somente no Brasil. “A produção precisa estar adequada à demanda. E sempre mantendo a qualidade, a integridade e a sustentabilidade do produto. Nesse sentido, algumas empresas já atuam com a certificação da Produção Integrada do Tabaco”, citou.

Schünke passou alguns números do setor no Brasil e no estado gaúcho. “Para o Rio Grande do Sul, o tabaco é ainda mais importante, considerando que 84% do volume é exportado pelo Porto do Rio Grande”, comentou, citando ainda que as exportações têm apresentado queda em comparação com o ano anterior, especialmente em dólares, o que demonstra uma queda na qualidade do produto.

Outro ponto que afeta a cadeia produtiva do tabaco, o contrabando esteve entre os temas citados pelo executivo.

“A questão do mercado ilegal impacta muito as empresas brasileiras, uma vez que a diferença da carga tributária dos cigarros brasileiros e paraguaios desequilibra a concorrência e estimula o contrabando.”

Schünke afirma ainda que o contrabando contribui para uma significativa evasão fiscal, considerando que o consumo do produto ilegal já supera o produto legal do produto.

Foto: Divulgação | Foto: Assessoria
23/07/2020 0 Comentários 664 Visualizações

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