O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou queda de 0,8% em maio na comparação com abril, considerando a série com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Fiergs nesta quinta-feira (9). O resultado interrompe parte da recuperação observada no mês anterior, quando o índice havia avançado 1,4%, e mantém o desempenho acumulado de 2026 em retração de 5,3%.
De acordo com o levantamento, a desaceleração da atividade industrial foi influenciada principalmente pela redução de 1,6% nas compras industriais. Em contrapartida, o faturamento real cresceu 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego registraram alta de 0,2% cada. A massa salarial avançou 0,1%, e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,1 ponto percentual, chegando a 78,7%.
Cenário da indústria
O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirma que os indicadores ainda não apontam uma recuperação consolidada da indústria gaúcha. “A atividade industrial passou a oscilar em torno de um patamar relativamente estável, mas as incertezas relacionadas à inflação, aos juros elevados e às expectativas ainda pessimistas para a economia seguem limitando uma recuperação mais consistente da indústria”, afirma o dirigente.
Comparação com 2025
Na comparação com maio de 2025, o IDI-RS apresentou retração de 6,7%, refletindo resultados negativos em todos os indicadores que compõem o índice. As compras industriais tiveram a maior queda, de 11,4%, voltando a registrar retração de dois dígitos após dois meses de recuos menos intensos.
Também houve redução de 10,3% no faturamento real, de 8,4% nas horas trabalhadas na produção, de 3,9% na massa salarial e de 2,5% no emprego. A utilização da capacidade instalada recuou 1,2 ponto percentual na comparação anual.
Acumulado do ano
Nos cinco primeiros meses de 2026, o IDI-RS acumula queda de 5,3%, completando oito meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual.
Entre os componentes do índice, as compras industriais registram a maior retração do período, com queda de 13%, seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). Emprego e massa salarial recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual.
Desempenho por setores
A pesquisa aponta que apenas três dos 16 segmentos industriais pesquisados apresentaram crescimento no acumulado de 2026: Alimentos (5,8%), Móveis (3,3%) e Têxteis (0,5%).
As principais contribuições negativas vieram dos setores de Máquinas e equipamentos (-12%), Veículos automotores (-9,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

