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Hospital Moinhos de Vento

Projetos especiais

Estância Velha oferece atendimento psicológico gratuito em parceria com Moinhos

Por Jonathan da Silva 26/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, está apoiando a execução do programa “Recomeçar RS: Promovendo a Saúde Mental em Comunidades Atingidas por Enchentes”, que está com inscrições abertas para o rastreamento de participantes. A iniciativa é voltada a pessoas afetadas pelas enchentes de 2024 e busca ampliar o acesso ao atendimento psicológico gratuito, além de produzir informações que auxiliem os municípios no enfrentamento dos impactos emocionais provocados por situações de desastre.

O programa é desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Em Estância Velha, o secretário de Saúde, Yuri Campos, recebeu as pesquisadoras Denise de Souza e Emelyn de Souza Roldão, que apresentaram as ações e explicaram como o projeto pode auxiliar o município.

Apesar de não ter sido diretamente atingida pelas enchentes de 2024, Estância Velha recebeu muitas famílias afetadas pelo evento, e parte delas permaneceu residindo na cidade. “É um programa que vai beneficiar as pessoas de forma gratuita, além disso, auxiliará em um mapeamento que vai gerar informações importantes para o nosso futuro”, citou o secretário.

Atendimento psicológico

A metodologia do Recomeçar RS começa com a busca ativa nas comunidades e a aplicação de questionários para identificar sintomas de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. O levantamento também reúne informações relacionadas aos determinantes sociais da saúde.

Após a triagem, as pessoas que apresentarem sintomas são convidadas a participar de um programa estruturado de apoio psicológico, baseado em evidências e organizado em sete encontros semanais. O atendimento utiliza o protocolo Enfrentando Problemas (EP+), desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Programa tem duração prevista de dois anos

A população interessada pode realizar a inscrição pelo site do programa. Com duração prevista de dois anos, o Recomeçar RS reúne atendimento psicológico, capacitação profissional e produção de conhecimento.

Além de oferecer suporte às pessoas afetadas pelas enchentes, a iniciativa pretende contribuir para a construção de estratégias e de futuras políticas públicas de saúde mental destinadas a situações de emergência climática.

Como participar

As inscrições para o rastreamento podem ser realizadas pelo site recomecar-rs.com.br. O programa é gratuito e contempla pessoas afetadas pelos impactos das enchentes.

Foto: Jefferson Cardoso/Decom/PMEV/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2026 0 Comentários 130 Visualizações
Saúde

Especialista internacional apresenta avanços em cirurgia oncológica no Moinhos de Vento

Por Jonathan da Silva 26/08/2026
Por Jonathan da Silva

O chefe do Departamento de Cirurgia do City of Hope, nos Estados Unidos, e membro da National Academy of Medicine, Yuman Fong, apresentou avanços em cirurgia oncológica nesta terça-feira (25), durante o Grand Round que marcou a inauguração do Núcleo de Cirurgia Oncológica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A conferência “Cirurgia Oncológica: passado, presente e futuro” abordou tecnologias como cirurgia robótica e telecirurgia, além de pesquisas com vírus geneticamente modificados para atacar células tumorais. A atividade integrou as comemorações pelos dez anos do Centro de Oncologia da instituição.

Durante a apresentação, Fong revisitou mudanças ocorridas nas últimas quatro décadas no tratamento de tumores, especialmente os hepáticos. Desde sua formação, em 1984, o especialista acompanhou avanços na prevenção e no tratamento das hepatites e na segurança das cirurgias do fígado. Segundo dados apresentados por ele, atualmente procedimentos hepáticos podem ser realizados com mortalidade operatória em torno de 1%, enquanto as taxas de cura superam 40% em diferentes situações oncológicas.

Mudanças no tratamento

Fong também destacou a ampliação da atuação dos cirurgiões oncológicos. Segundo o especialista, a cirurgia, que historicamente estava concentrada principalmente em tumores localizados, passou a integrar o tratamento de pacientes em diferentes fases da doença.

Em casos de doença metastática, terapias-alvo e imunoterapias podem fazer com que determinados pacientes inicialmente considerados inoperáveis se tornem candidatos a procedimentos cirúrgicos. Já a identificação e a retirada precoce de algumas lesões pré-malignas podem evitar sua evolução para o câncer.

Outro ponto abordado foi o aumento da incidência de câncer colorretal entre adultos mais jovens. Conforme os dados apresentados na conferência, o número de casos cresce cerca de 3% ao ano entre pessoas com menos de 50 anos, enquanto há redução da incidência entre as faixas etárias mais avançadas.

Tecnologia no processo

Autor da primeira ressecção hepática robótica, realizada em 2003, Fong apresentou exemplos da utilização da tecnologia em procedimentos menos invasivos. Segundo os dados apresentados, algumas cirurgias já permitem que os pacientes recebam alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

A telecirurgia também foi abordada na conferência. Em um experimento conduzido pela equipe de Fong, um pequeno robô enviado à Estação Espacial Internacional foi operado remotamente a partir da Terra. A experiência é apontada como possibilidade para o suporte especializado e a realização de procedimentos a distância em locais com menor acesso a especialistas.

Vírus contra tumores

Fong também apresentou pesquisas com vírus oncolíticos, que são geneticamente modificados para atacar células tumorais. O especialista trabalha nessa área há cerca de 25 anos e participou do desenvolvimento do CF33, atualmente avaliado em ensaios clínicos realizados em dez centros no mundo. “A cirurgia continua sendo central para a cura do câncer e vai continuar sendo. Mas não basta curar: é preciso tornar o tratamento menos invasivo e disponível para todos”, afirmou o chefe do Departamento de Cirurgia do City of Hope.

Núcleo de Cirurgia Oncológica

A concentração de experiência e o volume de procedimentos também foram abordados durante o Grand Round. Fong apresentou dados de um estudo realizado nos Estados Unidos sobre cirurgias pancreáticas. Segundo os resultados, centros de alto volume registraram mortalidade operatória de 2%, enquanto os demais serviços tiveram índice de 8%. A diferença também foi observada na sobrevida dos pacientes no longo prazo.

O princípio de concentração de experiência integra a proposta do Núcleo de Cirurgia Oncológica do Hospital Moinhos de Vento, apresentado pelo superintendente médico da instituição, Dr. Luiz Antônio Nasi, e coordenado pelo coordenador do Núcleo, Dr. Vinicius Grando Gava.

A estrutura reúne 13 cirurgiões especializados no tratamento de tumores do aparelho digestivo, sarcomas, melanoma, neoplasias peritoneais e tumores raros. O Núcleo dispõe de cirurgia robótica Da Vinci Xi, terapias regionais como Hipec, protocolos Eras e discussão multidisciplinar de casos complexos.

A proposta é integrar a jornada do paciente em uma estrutura que reúne diagnóstico, cirurgia, tratamento clínico, radioterapia e reabilitação. “O núcleo dá identidade e método a um trabalho que já existia: concentrar volume, padronizar protocolos e medir nossos desfechos. É assim que se constrói um centro de referência”, destacou o coordenador do núcleo.

Pesquisa em vacinas

O superintendente do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Luiz Antônio Nasi, também apresentou a frente de pesquisa em vacinas contra o câncer que está sendo estruturada pela instituição em parceria com a Universidade de Oxford, o A.C.Camargo Cancer Center, a Fiocruz e o Ministério da Saúde. “O Hospital Moinhos de Vento participa dessa iniciativa como uma instituição que também produz conhecimento e pesquisa, e não apenas aplica aquilo que é desenvolvido por outros centros”, afirmou o superintendente.

Foto: Critério/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2026 0 Comentários 117 Visualizações
Saúde

Moinhos de Vento é único hospital do sul a alcançar o topo de avaliação internacional

Por Jonathan da Silva 11/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento foi reconhecido com a classificação Five Leaves, a mais alta do World’s Greenest Hospitals 2026, ranking internacional da revista norte-americana Newsweek em parceria com a Statista que reuniu 250 hospitais de 36 países. A instituição é a única do sul do Brasil a alcançar o nível máximo de avaliação ambiental e está entre os seis hospitais brasileiros classificados no topo da lista. O reconhecimento considera indicadores como consumo de energia, emissões, água, resíduos, produtos químicos, compras e governança, além de certificações, premiações, compromissos públicos e transparência de relatórios ESG.

A avaliação se dá em um contexto de medidas adotadas pelo hospital para reduzir o impacto ambiental de uma operação que funciona de forma contínua. Segundo a instituição, a intensidade energética caiu 18,7%. A climatização das áreas críticas e os equipamentos de terapia intensiva permanecem em funcionamento 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano.

Critérios da avaliação

No World’s Greenest Hospitals 2026, 40% da pontuação é formada por dados de desempenho ambiental apresentados pelos próprios hospitais, incluindo informações sobre energia, emissões, água, resíduos, produtos químicos, compras e governança. Outros 30% são provenientes de uma pesquisa com gestores de sustentabilidade hospitalar de diferentes países, que indicam instituições consideradas referências e não podem recomendar o próprio hospital.

Os demais pontos são distribuídos entre certificações de sustentabilidade, que representam 14% da avaliação; prêmios externos, com 10%; compromissos públicos assumidos, com 4%; e transparência dos relatórios ESG, responsável por 2% da pontuação.

Entre os dados apresentados pelo Hospital Moinhos de Vento estão o abastecimento com 100% de energia elétrica de fonte renovável, a certificação ISO 14001 de gestão ambiental e o compromisso público de alcançar a neutralidade de carbono até 2027.

Compromisso ambiental

O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, afirma que a instituição considera a agenda ambiental parte de sua responsabilidade institucional. “Cuidar do meio ambiente é um dever de toda a sociedade, e o Hospital está fazendo a sua parte. A crise que vivemos já aparece nas projeções de falta de água e de energia para os próximos anos. Uma instituição do nosso porte não tem como assistir isso de fora”, expressa o executivo.

Parrini também relaciona o reconhecimento ao compromisso assumido pelo hospital para os próximos anos. “O meio ambiente é a maior riqueza que temos e ela vem sendo consumida mais rápido do que se recompõe. Ser avaliado justamente neste tema importa porque ajuda as pessoas a perceberem o cuidado e o envolvimento do Hospital com uma agenda que é de todos. O prazo que assumimos publicamente é 2027”, complementa o CEO.

Ranking ambiental

O World’s Greenest Hospitals é uma das listas publicadas pela Newsweek em parceria com a Statista desde 2019. O portfólio também inclui o World’s Best Hospitals, o World’s Best Specialized Hospitals e o World’s Best Smart Hospitals.

De acordo com as informações do hospital, enquanto os demais rankings consideram aspectos como qualidade assistencial, reputação médica e transformação digital, o World’s Greenest Hospitals é voltado à avaliação da agenda ambiental de instituições de saúde.

Foto: Maicon Hinrichsen/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2026 0 Comentários 134 Visualizações
Saúde

Especialistas alertam que Parkinson pode apresentar sintomas antes dos tremores

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

Especialistas do Hospital Moinhos de Vento têm reforçado que a doença de Parkinson pode começar com sinais discretos antes do surgimento dos tremores, o que torna o reconhecimento precoce dos sintomas um fator importante para antecipar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil brasileiros vivem com a doença, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Os especialistas ressaltam que que manifestações como alterações na caminhada, na escrita e no equilíbrio podem surgir antes dos sintomas motores mais conhecidos.

De acordo com o neurocirurgião do Hospital Moinhos de Vento, Alexandre Reis, a doença está relacionada à diminuição da dopamina, neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos. “A dopamina faz uma espécie de regulagem fina do movimento. Sem ela, o cérebro perde a capacidade de ajustar corretamente as ações motoras e passam a surgir sintomas, como tremores, lentidão progressiva, rigidez muscular e instabilidade postural, com aumento do risco de quedas. Nem todo paciente com Parkinson treme, o que é importante para evitar interpretações equivocadas”, afirma Reis.

Sinais iniciais

Antes das manifestações mais evidentes, a doença pode apresentar sintomas pouco perceptíveis, frequentemente associados ao envelhecimento. Entre eles estão a redução do balanço natural de um dos braços durante a caminhada, episódios leves de desequilíbrio, dificuldade para se levantar e alterações na escrita, que passa a ficar progressivamente menor, característica conhecida como micrografia. Segundo Alexandre Reis, essas mudanças costumam ser percebidas inicialmente por familiares ou pessoas próximas. “São mudanças discretas, mas consistentes. Muitas vezes, quem percebe primeiro é alguém próximo, não o próprio paciente”, observa o neurocirurgião. “Esse olhar atento pode encurtar o caminho até o diagnóstico”, enfatiza o especialista.

Qualidade de vida

Embora ainda não exista cura para a doença de Parkinson, o tratamento permite controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida. A abordagem inclui medicamentos e terapias complementares, entre elas a fisioterapia.

De acordo com a chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Martins, a reabilitação desempenha papel importante desde as fases iniciais da doença. “Quando iniciada precocemente, ela pode diminuir a incapacidade causada pela doença. Ajuda a preservar a mobilidade e, principalmente, a prevenir quedas, que são uma das principais causas de complicações”, afirma a neurologista.

Ainda conforme a especialista, quedas e traumas podem acelerar a perda de independência do paciente, tornando a reabilitação contínua uma estratégia importante no tratamento. Em casos específicos e mais avançados, a cirurgia também pode ser indicada para ampliar o controle dos sintomas.

Diagnóstico precoce

Apesar de ser mais frequente entre pessoas idosas, a doença de Parkinson também pode atingir indivíduos mais jovens, em decorrência de fatores genéticos e ambientais. Para Sheila Martins, ampliar o conhecimento sobre os diferentes sintomas da doença pode contribuir para diagnósticos mais precoces e para o início antecipado do tratamento. “Reconhecer o Parkinson para além do tremor é um passo importante para lidar melhor com uma condição crônica que não implica, necessariamente, perda da autonomia. Quanto mais cedo identificamos a doença, mais cedo conseguimos intervir. E isso se traduz em mais qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui a especialista.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 207 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento mantém certificações ISO 9001 e ISO 14001

Por Jonathan da Silva 24/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento foi recertificado nas normas ISO 9001, de Gestão da Qualidade, e ISO 14001, de Gestão Ambiental, durante a Auditoria Combinada de Manutenção. O resultado reconhece os processos adotados pela instituição de Porto Alegre em gestão da qualidade, eficiência operacional, segurança do paciente e sustentabilidade.

Segundo o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, a recertificação demonstra a consolidação das práticas desenvolvidas pela instituição. “A manutenção das certificações reafirma que a excelência é construída diariamente, por meio do comprometimento de nossas equipes e da constante evolução dos nossos processos. Em um hospital, qualidade e sustentabilidade caminham juntas, pois ambas contribuem para oferecer uma assistência mais segura, eficiente e responsável”, afirma Parrini.

O que certificam as normas

A ISO 9001 certifica a eficácia do sistema de gestão da qualidade, com foco na padronização de processos, melhoria contínua e experiência do paciente. Já a ISO 14001 reconhece a adoção de práticas de gestão ambiental voltadas ao uso responsável dos recursos naturais, à redução dos impactos ambientais e à sustentabilidade das operações.

Reconhecimentos da instituição

A manutenção das certificações integra uma série de reconhecimentos obtidos pelo Hospital Moinhos de Vento nos últimos anos relacionados à qualidade assistencial, inovação e segurança do paciente. No fim de 2025, a instituição alcançou o Nível 7 do HIMSS EMRAM, classificação que representa o mais alto estágio de maturidade digital concedido a hospitais. Neste ano, também recebeu a certificação Magnet, reconhecimento internacional voltado à excelência da enfermagem.

Foto: Maicon Hinrichsen/Critério/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2026 0 Comentários 160 Visualizações
Saúde

Estudo aponta modelo para prever risco de depressão em adolescentes antes dos sintomas

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo liderado pelo professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling, head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Hospital Moinhos de Vento, identificou um modelo capaz de prever o risco de depressão em adolescentes antes do surgimento dos primeiros sintomas. A pesquisa, realizada em parceria com pesquisadores do Reino Unido e publicada na revista Molecular Psychiatry, acompanhou estudantes da rede pública de Porto Alegre durante três anos. O trabalho combina dados sociodemográficos, exames de sangue e neuroimagem para ampliar a capacidade de identificar jovens mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença, com o objetivo de fortalecer estratégias de prevenção em saúde mental.

Os resultados mostraram que 44% dos adolescentes classificados como de alto risco pelos dois modelos avaliados desenvolveram depressão ao longo de três anos. Entre aqueles considerados de baixo risco em ambos os critérios, não houve registros da doença no mesmo período.

A pesquisa integra o consórcio internacional IDEA (Identifying Depression Early in Adolescence) e propõe uma abordagem diferente da tradicional, que normalmente identifica a depressão apenas quando os sintomas já estão presentes. “A depressão não surge de forma repentina. O que mostramos é que existem indicadores psicossociais e biológicos que permitem identificar uma vulnerabilidade maior ao desenvolvimento da doença”, afirma o professor e doutor em psiquiatria Christian Kieling.

Combinação de fatores

Segundo os pesquisadores, a capacidade de previsão aumenta quando são analisados em conjunto fatores relacionados ao contexto de vida dos adolescentes, como ambiente familiar e condições sociais, além de indicadores biológicos ligados à inflamação, alterações em substâncias que protegem o cérebro e maior sensibilidade a estímulos negativos em áreas cerebrais associadas às emoções. “Quando analisados em conjunto, esses fatores permitem uma compreensão mais ampla da saúde mental, ao conectar o funcionamento do cérebro, o sistema imunológico e o contexto de vida”, explica Christian Kieling.

Impacto para a saúde pública

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a identificação precoce de adolescentes em situação de vulnerabilidade, reduzir os impactos da depressão entre jovens, melhorar a distribuição de recursos em saúde mental e fortalecer políticas de prevenção baseadas em evidências científicas.

A proposta prevê um modelo de triagem em etapas. Inicialmente, seriam utilizadas informações sociodemográficas de fácil obtenção. Em um segundo momento, adolescentes identificados como mais vulneráveis poderiam ser submetidos a exames complementares mais específicos. “Esse modelo abre caminho para uma mudança importante no cuidado em saúde mental: sair de uma abordagem reativa, focada no tratamento, para uma atuação preventiva, identificando quem precisa de atenção antes do adoecimento”, destaca Christian Kieling.

Foto: Ryanniel Masucol/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 186 Visualizações
Saúde

Casos de sarampo aumentam nas Américas e reforçam alerta para vacinação

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

O crescimento dos casos de sarampo nas Américas voltou a mobilizar autoridades de saúde e especialistas em vacinação diante da proximidade da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam aumento expressivo de registros da doença no continente em 2025 e 2026, cenário associado à queda da cobertura vacinal e ao aumento da circulação internacional de pessoas. A preocupação é que grandes eventos internacionais ampliem o risco de reintrodução do vírus em países que já haviam controlado a doença, como o Brasil.

Segundo a Opas, o número de casos de sarampo nas Américas saltou de 446 para quase 15 mil registros em 2025, além de dezenas de mortes, representando crescimento superior a 30 vezes em relação ao ano anterior. Em janeiro de 2026, os dados parciais já apontavam 1.031 casos, número quase 45 vezes maior do que os 23 registrados no mesmo período de 2025. Estados Unidos, México e Canadá, países-sede da Copa do Mundo, estão entre os locais com maior número de notificações.

Cenário no Brasil

Embora o Brasil tenha recuperado o status de área livre do sarampo, o avanço da doença em outros países mantém o alerta das autoridades sanitárias. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país e, em 2026, já há novos registros, em sua maioria relacionados a viagens internacionais e à falta de vacinação.

O infectologista do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Gewehr, afirma que o sarampo apresenta alto potencial de transmissão. “O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem. Basta uma pessoa infectada em um ambiente com baixa cobertura vacinal para gerar surtos rapidamente”, alerta Gewehr. “Eventos internacionais aumentam esse risco porque intensificam a circulação global do vírus através de viajantes doentes e não vacinados”, complementa o infectologista.

Vacinação é indicada

A principal estratégia para conter o avanço da doença segue sendo a vacinação com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o esquema vacinal prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

Adultos de até 29 anos devem comprovar duas doses da vacina. Já pessoas entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose registrada, sendo recomendada a aplicação de duas. Para idosos sem histórico de vacinação ou da doença, a indicação é de uma dose. Profissionais de saúde e viajantes devem manter o esquema vacinal completo.

Sintomas e prevenção

O sarampo é transmitido por via aérea e pode causar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo, que começam no rosto e se espalham.

A recomendação das autoridades sanitárias é que pessoas com sintomas compatíveis, especialmente após viagens internacionais ou contato com casos suspeitos, procurem atendimento médico e evitem circulação para reduzir o risco de transmissão. “O diagnóstico precoce permite isolar o caso e proteger outras pessoas. Isso é crucial para evitar surtos”, afirma Paulo Gewehr.

Mobilidade internacional

O aumento de casos ocorre em um contexto de maior mobilidade global, especialmente em razão de eventos internacionais de grande porte. Para o infectologista, a ampliação das viagens internacionais exige reforço nas estratégias preventivas. “A vacina não é apenas proteção individual, é uma responsabilidade coletiva. Em um cenário de viagens internacionais intensas, estar vacinado é a principal barreira contra a reintrodução do sarampo”, conclui o médico.

Foto: Artem Podrez/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 207 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento busca voluntários para estudo sobre doença rara no coração

Por Jonathan da Silva 21/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento está recrutando voluntários para um estudo clínico sobre tratamento para amiloidose cardíaca, doença rara que afeta o coração e pode causar insuficiência cardíaca. A pesquisa é voltada para adultos acima de 18 anos e ocorre em Porto Alegre, com participação gratuita e acompanhamento médico durante todo o período do estudo. O objetivo é avaliar a segurança e a eficácia de um tratamento voltado à redução da progressão da doença, que ainda apresenta dificuldades de diagnóstico precoce.

A amiloidose cardíaca é caracterizada pelo acúmulo de proteínas no coração, comprometendo o funcionamento do órgão. Entre os sintomas mais comuns estão fraqueza e cansaço, sinais que frequentemente são confundidos com outras enfermidades ou atribuídos ao envelhecimento, o que contribui para o subdiagnóstico da condição.

Segundo o cardiologista e coordenador médico do Instituto de Pesquisa Moinhos, Eduardo Dytz, a identificação precoce da doença é um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais de saúde. “O grande desafio da amiloidose cardíaca é o diagnóstico precoce, que influencia diretamente na eficácia do tratamento. A participação voluntária neste estudo é o que nos permite avançar cientificamente e avaliar um tratamento inovador cuja finalidade é reduzir o risco de progressão da doença”, afirmou Dytz.

Como é o estudo

O estudo é conduzido por uma equipe multidisciplinar de profissionais médicos e busca analisar os possíveis benefícios e efeitos do tratamento ao longo do tempo. Todos os participantes receberão exames, consultas e acompanhamento relacionados à pesquisa sem custos.

De acordo com o Hospital Moinhos de Vento, o suporte aos voluntários será realizado de forma contínua durante todo o período de participação no estudo clínico.

Serviço

  • O quê: estudo clínico para avaliação de tratamento para amiloidose cardíaca
  • Quem pode participar: adultos a partir de 18 anos
  • Onde: Porto Alegre
  • Como participar: contato pelo WhatsApp (51) 3314-3209 ou preenchimento de formulário online
  • Quanto: participação gratuita, com exames, consultas e acompanhamento incluídos
Foto: Maicon Hinrichsen/Critério/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2026 0 Comentários 190 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento conclui modernização de unidades de internação

Por Jonathan da Silva 29/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento concluiu a modernização de duas unidades de internação nesta segunda-feira (27), após investimento superior a R$ 30 milhões. Localizada em Porto Alegre, a estrutura passa a contar com 61 leitos distribuídos entre áreas revitalizadas e ampliadas, totalizando mais de 1,8 mil metros quadrados. A iniciativa teve como objetivo qualificar a infraestrutura hospitalar, ampliar a capacidade de atendimento e aprimorar a experiência dos pacientes.

Segundo o hospital, uma das unidades recebeu expansão com a criação de sete novos espaços. O projeto envolveu tanto a atualização de leitos já existentes quanto o aumento da capacidade assistencial.

Infraestrutura renovada

As obras incluíram renovação dos sistemas de água, esgoto, gases medicinais e climatização, em conformidade com a norma NBR 7256/2022. Também foram realizadas mudanças estruturais para integrar sacadas aos quartos, reorganizar a disposição dos leitos e ampliar o aproveitamento da luz natural nos ambientes.

Entre os recursos implantados estão tablets para atendimento, painéis com informações assistenciais e acesso a serviços de streaming. Os pacientes também poderão fazer solicitações de apoio diretamente pelos dispositivos.

Foto: Leonardo Lenskij/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2026 0 Comentários 297 Visualizações
Projetos especiais

Projeto oferece apoio em saúde mental a vítimas das enchentes no RS

Por Jonathan da Silva 02/04/2026
Por Jonathan da Silva

Estão abertas as inscrições para o projeto Recomeçar, iniciativa do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, voltada ao atendimento em saúde mental de pessoas afetadas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. O programa, lançado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), oferece suporte gratuito por meio de um processo estruturado que inclui triagem e acompanhamento psicológico. A iniciativa busca atender pessoas que sofreram impactos diretos das cheias, como deslocamento forçado e perdas materiais e emocionais, com expectativa de alcançar cerca de 10 mil participantes na primeira fase.

Podem se inscrever pessoas com 16 anos ou mais que tenham sido diretamente atingidas pelas enchentes. O processo começa com uma pré-triagem online, seguida de avaliação de sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Aqueles que atenderem aos critérios participarão de um programa de apoio psicológico, enquanto os demais receberão orientações e materiais de suporte.

Como funciona

O projeto utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+ (EP+), desenvolvido pela Organização Pan-Americana da Saúde, com base em técnicas validadas internacionalmente para atendimento de pessoas expostas a situações adversas. A abordagem prevê até sete encontros, com foco no manejo do estresse, na resolução de problemas cotidianos e na melhoria do bem-estar.

O médico intensivista e chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa, destacou o objetivo da iniciativa. “Trata-se de um cuidado que vai além da perda material. Nosso objetivo é reduzir os impactos na saúde mental associados a essa experiência, que podem persistir por anos”, afirmou.

Equipe envolvida

Segundo a líder operacional do projeto, Geraldine Trott, o atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar. “A equipe do projeto é multidisciplinar, composta por profissionais qualificados e capacitados em saúde mental, com supervisão de psicólogos e psiquiatras”, destacou Geraldine.

O psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento, Christian Kieling, explicou a proposta do método utilizado. “O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável. Trata-se de uma oportunidade única para desenvolver e adaptar estratégias eficazes de cuidado em saúde mental no Brasil”, ressaltou Kieling.

O superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento, Admilson Reis, ressaltou os efeitos prolongados de eventos extremos. “Catástrofes naturais podem gerar impactos psicológicos que perduram por até uma década, afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas”, ponderou Reis.

Objetivo da ação

De acordo com o CEO do hospital, Mohamed Parrini, a proposta do projeto vai além do atendimento imediato. “Mais que uma resposta emergencial, o Recomeçar oferece um modelo estruturado de enfrentamento psicológico para situações de desastres climáticos que pode até apoiar futuras políticas públicas na saúde pública”, enfatizou Parrini.

Até dezembro

Com duração prevista até dezembro de 2026, o projeto também incluirá um estudo sobre os resultados do programa, com o objetivo de produzir dados para o sistema de saúde brasileiro em contextos de eventos climáticos extremos.

As inscrições são realizadas por meio de formulário online. Após o preenchimento, um profissional da equipe entra em contato para dar continuidade ao processo de triagem. Podem participar pessoas a partir de 16 anos, sendo necessária autorização de responsável legal para menores de 18 anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/04/2026 0 Comentários 335 Visualizações
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