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história

Cidades

História de Campo Bom é contada em websérie

Por Gabrielle Pacheco 10/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Para marcar os 61 anos de emancipação político-administrativa de Campo Bom, comemorados em 6 de junho, a Divisão de Comunicação Social da Prefeitura lançou, na semana da cidade, uma websérie em três episódios mostrando como se formou o município que ao longo do tempo contou com aguerridos moradores que dedicaram seu suor ao desenvolvimento. O material conta com cenas de locais atrelados à origem e ao desenvolvimento do Município além de painéis do artista plástico Anderson Neves, fotos e documentos de época em uma costura entre o ontem e o hoje.

A websérie pode ser acessada no site e nas redes sociais da Prefeitura (Facebook, Instagram e YouTube). Os episódios contam a história que foi construída de mão em mão passando pelas fases Colonial, de Transição e Urbanização desde os campos até as indústrias, dos manufaturados à tecnologia de ponta. Entre índios, tropeiros e colonos se construiu a história de Campo Bom, um lugar que é orgulho de seus moradores, protagonistas de suas conquistas. E encerra em uma homenagem musical que pretende chegar ao coração de seus moradores como o aconchego de um abraço de gratidão a cada campo-bonense que é parte importante da história da cidade. A produção do material ocorreu em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

A websérie também está disponível no link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2020 0 Comentários 1,2K Visualizações
Cidades

Picada Café investe na preservação de sua história

Por Gabrielle Pacheco 28/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

Quem não preserva sua história perde sua identidade. E cuidar da história requer, além do engajamento das pessoas, os espaços para tal. Documentos, especialmente, precisam de organização e cuidados contínuos, e Picada Café tem essa preocupação. Nessa linha de atuação, o município acabou de garantir recursos da ordem de R$ 895.609,00. para a construção do Arquivo Púbico Municipal. Essa edificação será anexa à Casa de Cultura Joaneta.

O projeto contempla ainda, além dessa construção de 145,51 m² quadrados, a revitalização da Praça Arthur Stumpf, de 971,27 m². O prefeito Daniel Rückert assinou na manhã dessa segunda-feira (27), na Caixa em Nova Petrópolis, o convênio que prevê a liberação dos recursos. Eles são oriundos do Ministério da Justiça. Esse complexo, que une a Casa de Cultura Joaneta, o Arquivo Público Municipal e a Praça Arthur Stumpf, é chamado de Sítio Histórico Holz Trocourt, uma homenagem ao primeiro professor da localidade de Joaneta, Anton Trocourt, e sua esposa, Katharina Holz Trocout.

“Esses recursos extras são os maiores de minha gestão em uma única liberação. Isso me deixa muito orgulhoso. Garantimos a preservação de nossas memórias para as futuras gerações”, destaca o prefeito Daniel Rückert. Ele assinou o convênio na presença do gerente da agência de Nova Petrópolis da Caixa, Francisco Gasperin Adams, e da coordenadora de convênios da Caixa de Caxias do Sul, Valéria Gazzola Auler. Passo seguinte é a Caixa analisar o projeto e liberar a municipalidade para lançar a licitação das obras. O município participa com R$ 20.000 como contrapartida.

Foto: Marco Dieder/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/01/2020 0 Comentários 717 Visualizações
Cidades

Diocese de Santa Cruz do Sul é homenageada pelos 60 anos

Por Gabrielle Pacheco 20/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

Numa iniciativa do vereador Alberto João Heck foi realizada nesta segunda-feira (18) uma sessão solene em homenagem aos 60 anos de criação da Diocese de Santa Cruz do Sul. Estiveram presentes o bispo da Diocese, Dom Aloisio Dilli; Dieniffer Berté, representante do Conselho de Leigos da Diocese; a irmã Jurema Hammes, representando o Nucleo de Religiosos e o Pastor Marcio Trentini, representante do Diálogo Ecumênico.

A sessão foi conduzida pela presidente Bruna Molz. O vereador proponente, Alberto Heck fez a exposição histórica da entidade homenageada. A Diocese de Santa Cruz do Sul foi desmembrada da Diocese de Porto Alegre e criada pelo Papa João XXIII através da bula “Quandoquidem Servatores”, assinada em 20 de junho de 1959, como sufragânea da Arquidiocese de Porto Alegre. Em 13 de abril de 2011 a Diocese de Santa Cruz do Sul passa a pertencer à nova Arquidiocese de Santa Maria, com sede na cidade de Santa Maria, cujo Arcebispo é Dom Adelar Rubert.

Para seu primeiro Bispo foi designado o Monsenhor Alberto Frederico Etges, natural de Santa Cruz do Sul e nascido aos 11 de julho de 1910. A sagração episcopal de Monsenhor Alberto ocorreu em 25 de outubro de 1959, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre. A solenidade de instalação oficial da diocese aconteceu no dia 15 de novembro de 1959, em Santa Cruz do Sul, sede da nova diocese. Calcula-se que estiveram presentes na solenidade mais de oito mil pessoas, além dos padres, bispos, o Arcebispo Dom Vicente Scherer e o Núncio Apostólico.

Na época, a nova diocese contava com 39 paróquias em 10 municípios. Sua extensão era de 14.910 km² e tinha uma população de 370 mil habitantes. Ao longo dos anos, diversas paróquias foram surgindo com a emancipação de alguns municípios, alterando a situação geográfica e demográfica da diocese. Atualmente, a Diocese de Santa Cruz do Sul abrange 40 municípios e conta com 51 paróquias, totalizando mais de mil comunidades constituídas.

Atualmente, o bispo Dom Aloisio Dilli está à frente da Diocese, sendo o quarto bispo. Em nome da Diocese de Santa Cruz do Sul, Dom Aloisio Dilli destacou a atuação ao longo dos 60 anos e ressaltou que é um desafio para os diocesanos manter um legado tão bonito que foi deixado pelos antepassados. “A igreja anda lado a lado com a história da nossa região e queremos agradecer o reconhecimento deixado pela Câmara de Vereadores neste momento especial”, destacou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/11/2019 0 Comentários 576 Visualizações
Cultura

22ª Hamburgerberg Fest divulga nova data do evento

Por Gabrielle Pacheco 23/10/2019
Por Gabrielle Pacheco

A primavera chuvosa está adiando a data da 22ª Hamburgerberg Fest! Um dos maiores festivais de artes integradas ao ar livre do Rio Grande do Sul, a festa não pode acontecer se a previsão do tempo envolver chuva.

“Agora, todas as atividades estão reagendadas para os dias 9 e 10 de novembro, sempre com o espírito de celebração da nossa história, arte e cultura.”

“Infelizmente, todos os centros de pesquisa meteorológica que pesquisamos apontam para muita chuva no próximo domingo, que seria o de realização do evento. O fato de ser ao ar livre é um grande atrativo da Hamburgerberg Fest, mas causa também esses imprevistos. Agora, todas as atividades estão reagendadas para os dias 9 e 10 de novembro, sempre com o espírito de celebração da nossa história, arte e cultura”, afirma a produtora executiva Luana Khodja.

A programação fica mantida. São exposições artísticas, de artesanato, brechós, antiguidades e vinil, áreas de gastronomia e museus abertos. A festa terá também detalhes muito especiais, como o percurso das casas históricas e o esperado cinema de rua, com trilha executada ao vivo. No Jardim das Artes, uma mostra especial de esculturas sob curadoria de Ariadne Decker reúne os artistas Anelise Bredow, Caé Braga, Eduardo Rick Martins, Magna Sperb, Marcelo Lenko e Nelsi Dreger.

Cerveja ao vivo

Uma das novidades da 22ª Hamburgerberg Fest é o Früshtück, no ambiente histórico da Casa Schmitt-Presser. Entre as opções do cardápio, pão com linguiça, cuca recheada, baguete de porco com cebola caramelizada e apfelstrudel. Quem se interessa pela produção de cerveja artesanal também pode aprender sobre o assunto no evento. No espaço da Cervejaria Sideral, haverá demonstração ao vivo do processo de produção da bebida. A atividade acontece no sábado, das 12h às 18h.

“A festa e o bairro são celebrados através da arquitetura, da arte e da cultura.”

A programação musical, um dos pontos altos da festa, inclui, entre vários artistas, a banda Funkalister, diversas bandas convidadas e, ainda, grupos identificados com a origem da região, como a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, a Caxias Ensemble Orchestra, o conjunto instrumental Blaska, a bandinha típica alemã Quebra-galho e grupos de dança folclórica alemã.

O palco de toda essa atividade é o Centro Histórico de Hamburgo Velho, parte da história do Vale do Sinos que ficou guardada e preservada. Em 2015, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A festa e o bairro são celebrados através da arquitetura, da arte e da cultura. São elementos que geram uma inquietação criativa e nos motivam a preservar todo esse acervo material e imaterial para as futuras gerações”, destaca Ângelo Reinheimer, curador da Fundação Scheffel e coordenador geral do evento.

Serviço

O quê: 22ª Hamburgerberg Fest
Quando: 9 e 10/11, a partir das 10h
Onde: Centro Histórico de Hamburgo Velho, Novo Hamburgo
Quanto: Entrada franca

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/10/2019 0 Comentários 970 Visualizações
Cultura

22ª Hamburgerberg Fest é adiada

Por Gabrielle Pacheco 01/10/2019
Por Gabrielle Pacheco

A previsão de chuva neste final de semana vai aumentar a espera pela 22ª Hamburgerberg Fest. Inicialmente prevista para os dias 5 e 6 de outubro, o evento agora tem nova data: 26 e 27 de outubro. Toda a programação está mantida, reunindo história, arte e cultura em uma grande celebração que harmoniza o passado e o presente, interage com a comunidade e promove a integração entre várias vertentes culturais.

O evento acontece no Centro Histórico de Hamburgo Velho, onde parte da história do Vale do Sinos ficou guardada e preservada. Em 2015,o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O mix cultural da Hamburgerberg Fest reúne música, dança, gastronomia, exposições artísticas, artesanato, percurso das casas históricas, cinema de rua e muitas outras atrações. O Biergarten, neste ano, estará no Jardim do Coreto, em frente à Fundação Scheffel. E entre os atrativos típicos da gastronomia alemã, haverá o Frühstück.

O Museu de Arte Scheffel e a Casa Schmitt-Presser estarão abertos para visitação. A programação musical oferece diversos estilos (Blues, rock, jazz), além da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, a Caxias Ensamble Orchestra, o conjunto instrumental Blaska, a bandinha típica alemã Quebra-galho e grupos de dança folclórica alemã.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/10/2019 0 Comentários 648 Visualizações
Cultura

Porto Alegre ganha novo espaço cultural

Por Gabrielle Pacheco 21/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

A capital gaúcha tem um novo endereço cultural, o número 263 da rua Santa Terezinha, no bairro Farroupilha. É nele que a Unimed Federação/RS inaugura, dia 25 de junho – em cerimônia para colaboradores -, a Casa Memória e Cultura.

A data escolhida também marca o 47º aniversário da Federação. A visitação para público acontece a partir do dia 26 (quarta-feira).

Construída nos anos 30, e tombada pela Equipe do Patrimônio Artístico e Histórico do Município de Porto Alegre (Epahc), a residência foi transformada com a proposta de preservar, manter e difundir a história do cooperativismo médico.

A obra, que durou seis meses, obedeceu aos parâmetros próprios para restauração, e foi assinada pelo arquiteto Walter Schindel.

Além da exposição permanente sobre cooperativismo médico, que ocupa as salas do térreo, a Casa Memória e Cultura tem no segundo pavimento: sala multifuncional, espaço para exposições temporárias, palestras, oficinas e ações educativas.

Conforme o supervisor do Núcleo Memória e Cultura Unimed Federação/RS, Everton Quevedo, a ideia do espaço é capitanear ações culturais voltadas aos colaboradores e à comunidade, “a primeira mostra convidada é assinada pelo médico e artista plástico Paulo Favalli, ‘Homo Machina nos 500 anos pós Leonardo da Vinci’, uma homenagem aos 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci, celebrados em 2019”.

Nilson Luiz May, presidente da Unimed Federação/RS, destaca que, com a abertura da Casa Memória e Cultura, o sistema vive uma nova etapa.

“Estamos fortalecendo e valorizando nossa história. Realizamos um processo de pesquisa que exigiu esforço grandioso que resultou na nossa exposição permanente do cooperativismo médico, com documentos, registros, atas e fotos, catalogados de acordo com os processos mais atuais de arquivamento físico e eletrônico. A proposta é que se seja um espaço vivo para memória e para pesquisa”, explica May.

Foto: Claudenir Munhoz/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/06/2019 0 Comentários 567 Visualizações
Cultura

Curso sobre mulheres na fotografia

Por Gabrielle Pacheco 11/05/2019
Por Gabrielle Pacheco

Começa no dia 15 de maio, quarta-feira, no Instituto Ling, o curso Mulheres na Fotografia, com a fotógrafa e jornalista Renata Stoduto.

Em dois encontros, o curso aborda a importância da produção feminina ao longo destes dois séculos de história da fotografia, apresentando profissionais reconhecidas, como Julia Margaret Cameron (1815-1879), Dorothea Lange (1895-1965), Berenice Abbott (1898-1991), Diane Arbus (1923-1981) e Annie Leibovitz (1949), além de outras fotógrafas descobertas recentemente, como Vivian Maier (1926-2009) e Lee Miller (1907-1977).

Renata Stoduto é fotógrafa profissional desde a década de 1990. Formada em Jornalismo pela UFRGS, é especialista em Poéticas Visuais (Feevale) e Mestre em Comunicação pela PUCRS. Foi professora de fotografia nas graduações de Comunicação Social da UFRGS, da ESPM Sul e na graduação em Fotografia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Participou de diversas exposições coletivas e individuais no Rio Grande do Sul e foi contemplada, em 2009, com o prêmio Salão do Jovem Artista (regional Porto Alegre).

Em 2014, foi selecionada com a série Amores Líquidos para os festivais internacionais Paraty em Foco e Cabo Verde. Tem atuado, principalmente, na fotografia publicitária, fotografia de arquitetura, retratos, artes e história da fotografia.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2019 0 Comentários 693 Visualizações
Cultura

Noite dos Museus 2019 ocorrerá no dia 18 de maio em 14 espaços culturais da Capital

Por Gabrielle Pacheco 25/03/2019
Por Gabrielle Pacheco

O Noite dos Museus 2019 já tem data e locais definidos. O projeto que une história, cultura, e interatividade acontecerá no dia 18 de maio, abrindo 14 espaços culturais de Porto Alegre em horário inusitado, das 19h até a 1h.

Em sua quarta edição, o evento terá uma programação ainda mais abrangente, levando não só música, mas também outras linguagens artísticas para dentro dos museus. O roteiro cultural está sendo criado por um conselho artístico formado pela equipe da produtora Rompecabezas e dois consultores convidados: o gestor cultural paulistano Bruno Assami e o jornalista gaúcho Roger Lerina.

“O desafio de fazer o Noite dos Museus neste ano é enorme. Nossa intenção não é repetir o evento, mas sim desconstruí-lo para que ele não se repita completamente e continue inovando. A expectativa é ampliar nossa estrutura e abrangência, além de trazer uma pluralidade artística ainda maior para o público, através do nosso conselho artístico”, explica Rodrigo Nascimento, idealizador do Noite dos Museus no Brasil.

O projeto que acontece anualmente na capital gaúcha, sempre na Semana dos Museus, já reuniu mais de 100 mil pessoas das mais diversas gerações pelas ruas e museus da cidade nas últimas três edições.

Neste ano, o circuito de visitação ganhou dois novos endereços, o Museu da Brigada Militar e o Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, além dos já participantes.

Todos os anos, o evento abre vagas para voluntários que desejam participar como monitores. As inscrições para a próxima edição já estão disponíveis. Os currículos podem ser enviados até o dia 20 de abril pelo link https://goo.gl/forms/yfdl1TOkCtx7gDH12. Para entrar no processo de seleção, é necessário ser maior de 18 anos, cordial e proativo e ter facilidade em lidar com o público.

Serviço

O quê: Noite dos Museus 2019;
Quando: dia 18 de maio, sábado, das 19h à 1h;
Onde: Porto Alegre – RS;
Quanto: entrada franca

Foto: Felipe Fraga/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/03/2019 0 Comentários 564 Visualizações
O Fashionista

O xadrez

Por Gabrielle Pacheco 10/08/2018
Por Gabrielle Pacheco

Ter uma peça xadrez no guarda roupa equivale a um amigo fiel. Não é futilidade e nem leviandade, é uma constatação de autoconfiança. Tem momentos em que é necessário vestir uma roupa mais profissional e séria, mas para não ficar chato com aquela camisa lisa, você coloca uma camisa xadrez e pronto. Está profissional, sério e cool. É uma estampa que desafia os códigos de moda, caminha em qualquer ocasião, e cai bem em qualquer forma de corpo.

Apesar de sempre ter estado in, pensando de forma genérica, é possível associar o xadrez a algo do momento e da juventude. Mas na moda, as coisas são muito mais complexas e históricas. Uma roupa em uma passarela, não é simplesmente um pedaço de costura bonito que o designer criou e vestiu na modelo. Uma roupa tem que representar algo, ter contexto. É uma forma de comunicação e só existe comunicação se há um emissor, uma mensagem e um receptor. Se eu, designer/emissor, encaminhar através da roupa problemáticas sociais/mensagem, e você comprador e fã/receptor, entender a questão, comunicação realizada com sucesso. É eu dizendo algo relevante para você.

Aos poucos, as pessoas vão compreendendo que a moda não é futilidade e desfile de beleza, é uma empregadora maciça e uma forma de expressão artística e social. Esclarecendo essas questões, o xadrez representa pontos de conexão. Listras e cores diversas que se conversam e formam algo intrigante, faço uma correlação com a nossa sociedade. Pessoas e cores diversas que se conversam e formam algo intrigante = sociedade. Por isso faz sentido as pessoas se identificarem tanto com essa estampa. É diversa como a gente!

Essa conexão remonta há 700 a.C. A historiadora norte-americana Elizabeth Jane Wayland Barber, descobriu uma associação da estampa com os antigos celtas, um povo que viveu no Oeste da Europa reunidos em diversas tribos. As pesquisas arqueológicas realizadas através de escavações mostraram que vestimentas com padronagens têxteis, feitas com fios de lã e pigmentos à base de vegetais de pântanos foram encontrados, e se assemelham com o xadrez usado hoje.

(Foto: Reprodução / Representação do povo celta)

Mas só a partir do século XVII, na Escócia, que a estampa se difundiu. O tartã, lã com as estampas quadriculadas, foi símbolo de resistência e guerrilha do Levantes Jacobitas, uma série de batalhas que ocorreram entre 1688 e 1746 pela Escócia, Inglaterra e Irlanda a fim de restituir a Casa Stuart ao trono; Jacobitas se refere ao termo Jacobus, forma em latim do nome James. James II, da Casa Stuart, foi o último rei católico da Inglaterra, derrotado e deposto pelo nobre protestante William III na Batalha do Boyne em 1688. O neto do rei James, Carlos Stuart por sua vez, apesar de ser italiano, mas por ser descendente e ter uma uma grande simpatia pela Grã-Bretanha, montou um exército para reconquistar o trono perdido pelo avô, liderando os Jacobitas e assim, restaurar a dinastia Stuart.

A tentativa foi mais um fracasso para o currículo dos Jacobitas. O exército fora derrotado na batalha de Culloden pelo exército oposto de nove mil homens e Carlos teve de fugir para a França e depois para a Itália para não ser morto. No final dessa batalha, todas as esperanças do grupo foram destruídas e trazer os Stuart de volto ao trono, era impossível. Mas, apesar da perda, um item marcou a quase revolução. O casaco usado por Carlos durante todo esse processo, um tartã com gola e mangas de veludo clássico, causou uma revolução fashion.


(Foto: Reprodução / Imagens do casaco de tartã usado por Carlos Stuart no Levantes Jacobitas. A peça tem 272 anos e está exposta no Museu Nacional da Escócia, no centro de Edimburgo. No canto direito, retrato pintado de Stuart).

Depois da perda total dos Jacobitas e do exílio de Carlos, o rei baniu o uso do xadrez por quase 100 anos, o que rendeu um status cult, afinal, usar o que é proibido é muito mais interessante. O tartã só foi restabelecido tempos depois, após o romancista Sir Walter Scott recriar de forma romântica as batalhas do Levantes Jacobitas, os clãs e a essência cultural escocesa no livro “Waverley”. Scott era favorável a causa liderada por Carlos Stuart, apesar de saber que era uma rebelião que já nascia morta. A forma como o autor desenvolveu o romance histórico reacendeu a alma nacionalista, e a aristocracia inglesa em um ato irônico, passou a se apropriar da estampa novamente.

O ponto marcante para a liberação do tartã, segundo historiadores, foi a visita do rei George IV a Edimburgo, convidado por Walter Scott, na qual ele vestiu um kilt. Durante a viagem a capital da Escócia, foi pintado usando o traje nacional escocês, influenciando para o retorno da peça e cravando firmemente o xadrez na história.

 
(À esquerda e no centro, os atores escoceses Alan Cumming e Sean Connery usando kilt. À direita, retrato do rei Goerge IV em visita à Escócia | Foto: Reprodução)

Séculos passaram, a mitologia mesclada ao marketing gerou uma estampa atemporal e incrivelmente vendável.  Antes feito de lã à mão e nobre, hoje a máquina printa e populariza. O que também é interessante, pois democratiza a estampa europeia para todo o tipo de pessoa, idade e gênero.

O xadrez foi peça central em movimentos sonoros e sociais, como o movimento punk nos anos 1970 que utilizou de forma cômica, ridicularizando os costumes tradicionais e patriarcais da cultura inglesa. Nos anos 1990, o movimento grunge utiliza de forma desleixada e suja a estampa. As bandas de garagem com uma sonoridade bastante crua formada por jovens, fez o hard rock e as calças de couro da década anterior, repensar sua estética.

(Foto: Reprodução / A estampa xadrez nos anos 70′ usada de forma cômica pelos punks para ridicularizar os costumes britânicos.)

(Foto: Reprodução / A estampa nas peças em flanela.)

E essa é a importância do tartã, permear movimentos culturais diferentes, mantendo uma estética própria, mas plural. E aí, o que você tem de xadrez no armário? Vale mantinha, cachecol, casaco, camisa e cueca.

Texto: Matheus Martins / Fotos: Divulgação
10/08/2018 0 Comentários 2,2K Visualizações
Cultura

Exposições comemoram 2ª Semana Nacional dos Arquivos

Por Gabrielle Pacheco 04/06/2018
Por Gabrielle Pacheco

O Arquivo Público Municipal de Novo Hamburgo está realizando, de segunda (4) a sexta-feira (8), duas exposições comemorativas em relação ao Dia Internacional dos Arquivos, comemorado no sábado (9). A ação faz parte da 2ª Semana Nacional dos Arquivos Públicos, organizada pelo Ministério da Cultura (MinC) e com participação da Secretaria Municipal da Cultura.

Estas atividades colocam o Arquivo em uma dinâmica que envolve centenas de outras instituições de todo o país e que colaboram como guardiãs da memória da sociedade brasileira”, comenta o historiador e organizador das exposições, Paulo Daniel Spolier.

Dentro da temática Governança Memória e Herança, primeira a mostra organizada em Novo Hamburgo ganha o título Janelas do Tempo – Desenvolvimento Urbano de Novo Hamburgo pelas Imagens Oficiais. Ocupando o saguão do segundo andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry, fotografias levam os flagrantes que apresentam obras, serviços e a evolução urbana da cidade hamburguense.

“Este material faz parte do acervo oficial da Prefeitura e conta com registros realizados entre os anos de 1930 e 1960”, explica o arquivista e também organizador das atividades, Uriel Battisti. Já no Museu Nacional do Calçado, localizado no Campus 1 da Universidade Feevale, 12 peças publicitárias formam a exposição Janelas do Tempo – Publicidade Coureiro–Calçadista em Novo Hamburgo. Os anúncios, que fazem parte do acervo do Arquivo Municipal, foram publicadas na revista Tribuna Illustrada, de maio de 1927.

Foto: divulgação | Fonte: Assessoria
04/06/2018 0 Comentários 629 Visualizações
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