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hipertensão

Saúde

Grupo Hiperdia da Várzea Grande de Gramado retoma atividades com mais de 50 usuários

Por Jonathan da Silva 01/03/2024
Por Jonathan da Silva

O primeiro encontro do ano do Grupo Hiperdia – Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes aconteceu nesta quarta-feira (28), na Várzea Grande, em Gramado. A atividade é promovida pela Administração Municipal do município, por meio do setor de Atenção Básica do Centro de Saúde Carlos Altreiter Filho. 57 pessoas estiveram presentes na reunião.

O Hiperdia consiste no cadastramento e acompanhamento de pacientes hipertensos ou diabéticos visando o controle da DM (Diabetes mellitus) e da HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica), além de contribuir para uma melhor qualidade de vida dos usuários.

As atividades foram retomadas reunindo 57 pessoas que acessam os serviços no Centro de Saúde para acompanhamento das suas condições clínicas. Os usuários passaram por aferição da pressão arterial e participaram de uma roda de conversa com troca de informações liderada pela enfermeira Carla Rolão, que abordou as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essas práticas já são regulamentadas por políticas federais e estaduais, tendo como fundamento a melhoria e ampliação das ofertas de tratamento”, explica Daniele Swaiser, diretora da Atenção Básica.

Práticas complementares

Existem atualmente 29 práticas que foram incorporadas ao SUS, entre elas: acupuntura, fitoterapia, auriculoterapia, homeopatia, ozonioterapia, quiropraxia, práticas corporais da medicina tradicional chinesa, entre outras. “O foco deste primeiro encontro foram justamente as práticas corporais como Yoga, Tai Chi Chuan e o Lian Gong. O objetivo dos exercícios são o alívio de dores musculares, articulares e melhora da função cardiorrespiratória”, comenta Daniele Swaiser.

Durante o encontro, a enfermeira Carla Rolão demonstrou ao grupo alguns dos movimentos e repassou orientações sobre a respiração adequada. “Os participantes ficaram satisfeitos em aprender parte dessa prática”, afirma Carla. No final da atividade, os usuários receberam convite para aderir a um outro grupo que terá atividades realizadas no Centro de Saúde da Várzea Grande, a partir do próximo dia 12 de março. “Vamos aprimorar essa prática corporal com os pacientes, pois os resultados são extremamente positivos”, afirma Carina Mendonça, coordenadora da unidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/03/2024 0 Comentários 606 Visualizações
Saúde

Dia Mundial da Nutrição: aumento do consumo de ultraprocessados

Por Marina Klein Telles 31/03/2023
Por Marina Klein Telles

Obesidade, diabetes e hipertensão são problemas de saúde associados ao consumo de alimentos ultraprocessados. No Dia Mundial da Nutrição, celebrado em 31 de março, são realizadas ações de conscientização e prevenção, avaliando práticas nutricionais e trazendo para o debate políticas públicas que incentivem uma melhor alimentação aos brasileiros.

Como se diz na nutrição: somos o que comemos.

No Brasil, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados representa mais da metade do consumo alimentar da população brasileira (57,9%), conforme aponta estudo divulgado pelos Orçamentos Familiares (POF) do IBGE. Pessoas negras, indígenas, moradoras das áreas rural e das regiões Norte e Nordeste, assim como grupos com menores níveis de escolaridade e renda, são os maiores consumidores de ultraprocessados.

Processados e ultraprocessados: Qual a diferença?

De acordo com a professora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Paloma Popov, o primeiro passo para resolver esse problema é entender a diferença entre alimentos minimamente processados, processados e ultraprocessados, conforme categoriza o Guia Alimentar Brasileiro. “O que difere os alimentos processados dos ultraprocessados é que estes últimos possuem a quantidade mínima de componentes alimentares. Por exemplo, o milho em casca é um alimento minimamente processado, enquanto o milho enlatado é um alimento processado. Os salgadinhos feitos de milho são um exemplo de alimento ultraprocessado”, explica.

Paloma considera que a praticidade de consumir alimentos ultraprocessados contribui significativamente para o aumento do consumo, pois as pessoas querem comer com rapidez e facilidade. Segundo ela, refeições e lanches congelados com conservantes, aromatizantes e outros aditivos não são apenas prejudiciais à saúde, mas também podem causar doenças. “Apesar da rotina corrida, o consumidor deve ler os rótulos dos alimentos processados e ultraprocessados e escolher produtos com menos ingredientes e mais reconhecíveis”, recomenda.

A saúde paga o preço

Popov explica que as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados ao longo do tempo podem ser graves, como obesidade, sobrepeso, diabetes e hipertensão. “No passado, o Brasil enfrentou um grave problema de desnutrição, mas agora a mudança é em direção à obesidade e problemas de saúde devido aos hábitos alimentares”. Segundo a docente do CEUB, é fundamental conscientizar a população sobre os perigos do consumo de alimentos ultraprocessados e a necessidade de uma alimentação balanceada para prevenir doenças.

Uma solução simples

“Como se diz na nutrição: somos o que comemos. Infelizmente, a população está esquecendo de voltar à cozinha. Muitas vezes, a cozinha é apenas uma parte decorativa da casa, quando na verdade precisamos estimular o preparo do alimento como um cuidado, uma terapia em família. Se cozinharmos o básico, como arroz, feijão, verdura e salada, já estaremos nos ajudando e mostrando os ganhos para a saúde, como a pele, o cabelo e o intestino funcionando bem. É o mínimo que precisamos fazer. Esse é o nosso maior foco de estudo e preocupação”, finaliza Paloma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2023 0 Comentários 893 Visualizações

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